Um canibal no polo norte
No meio do vácuo,
Onde apenas inexistêntes habitam,
A vazio percorre pela brisa,
Colidindo com montanhas poeirentas.
Frio, calafrio, hipotermia,
Constroe-se um abrigo.
E do gêiser sai a vida,
E percorre por todo meu ser congelado.
As noites são viradas,
As carnes fatiadas,
Os couros arrancados,
O suco do tabu flui pelos dentes.
Para todos, somos dementes.
Os violentos são reciclados,
Os viajantes fogem da deusa do frio,
Eu permaneço abrigado,
Com meu amigo calafrio.
E assim se vão os dias petrificados,
onde um louco insiste em viver,
Sendo enterrado aos poucos pela impiedosa nevasca.
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