Princesa doce
Você é um doce, tenho que admitir,
Seu jeito doce há de me consumir,
Na verdade já consumiu.
Sua doçura invadiu todo o meu ser,
Me fazendo florescer, como uma bela batata-doce.
Seus cabelos de algodão-doce me fazem delirar,
E até babar, mas eu me controlo.
Embora sinto um calafrio inexplicável,
Um calor imensurável em meu rosto.
Um sorriso tão doce quanto você.
Ah, minha bela dama açucarada.
Queria ser o cavaleiro de gengibre que caminha a vosso lado,
Mas eu tenho medo de não ser doce o bastante,
Pois não hei de negar meu lado azedo,
Meu lado salgado,
E todos os meus outros lados de sabores.
Sou talvez indigno de vossa doçura.
Ha, mas hei de admirar de perto tua formosura.
Pois sinto-me cada vez mais doce perto de ti,
Tenho medo de um dia tu partir,
Encontrar teu cavaleiro de gengibre perfeito.
Sendo eu um doce malfeito,
Serei deixado para apodrecer no balcão.
Mas, melancolicamente talvez, já aceitei tal destino,
Não de apodrecer é claro, mas de não ser doce o bastante.
Pelos menos por um indeterminado instante,
Permita-me ser doce ao seu lado.
Permita-me ser vosso companheiro adoçado.
Que banhou-se na tua fonte de açúcar,
Se tornando assim mais doce.
Minha princesa doce.
Guie meu caminho rumo a doçura.
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