Abismo
Há uma luz no final do corredor,
Luminosa, brilhante, irresistível.
Todos correm em direção a luz,
E caem no abismo sem fim entre o corredor e ela.
A luz os tentou, os iludiu, os enganou? não, tais se deixaram enganar.
Seus olhos priorizaram sua luminosidade e esquecerem de notar a armadilha mortal ao seu redor.
Eu temo a luz.
Como tolos sou tentado,
Mas bem antes da luz, minha visão se foca no abismo.
Onde o passo infalso seria fatal,
Cairia eternamente no vazio final.
E continuaria caindo,
E continuaria caindo,
Para um lugar além do tempo,
Além da vida,
Para um lugar triste.
Para um lugar trágico.
Onde o geral convive.
As vezes meu olhar volta para a luz.
Quem sabe se eu construísse uma ponte...
Quem sabe daria certo;
Mas ainda temo a luz,
E ainda mais, temo a mim mesmo.
Temo tirar daquela luz seu brilho,
Temo os calafrios que se formam no meu estomago.
No fim construir a ponte será um trabalho árduo,
E quem há de impedir que o abismo consuma tal?
Logo, hei de evitar tal final,
Que talvez nunca aconteça.
As vezes eu me questiono,
Não seria eu o próprio abismo?
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