Vida nada ambiciosa

Oh, bela e louca vida,
Qual és de fato teu sentido?
Se este no tempo não estiver perdido,
Deveria eu correr a sua procura?

Não que de fato me importe,
Talvez seja de fato a morte,
Mas ao mesmo tempo tu és o necessário,
Este que apenas cada ser pode fazer.

Eu não te sinto vida,
Da mesma forma que não sinto nada,
Meu presente és um mar transparente,
Onde eu me recuso afundar.

Mas ao mesmo tempo sinto-me completo,
Um tolo, lunático e quem sabe esperto,
Que rodeia-se de si mesmo,
Este porém distinto de si.

A saudade não sei se mantenho,
Nem mesmo dos mortos hei de lembrar,
Quem sabe do tempo da idiotice,
Esta que estava sempre a me afastar.

Saudade também dos tempos inocentes,
Onde assuntos tolos rondavam a mente,
Sem respostas porém no final,
Ou uma ilusão da solução de tal.

O futuro no fim não será minha salvação,
Será por fim meu início,
Não tecnicamente sendo preciso,
Mas nele insisto.

Nunca hei de ascender talvez,
Mas isso de fato importa?
Prefiro só admirar de minha vida torta,
Esta que foste minha maior criação.

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