Senhor batimento

Como estás tu, companheiro?
Não devia-lhe eu algum dinheiro?
Não? Talvez lhe devesse alguma emoção.
Mas estas outrora caíram dos meu bolsos.

Não fale,
Parece que quase toda os líquidos já deixaram o seu corpo,
Em ti jaz um deserto,
Ou seria tu o próprio?

Devia-lhe eu uma desculpa?
Mas valeria tal sem um mínimo arrependimento?
Fruto de um prévio momento,
Filha de uma inexistente culpa.

Tu só seguiste tua natureza,
Contudo eu larguei a minha certeza,
Agora busco por respostas,
Estas que nunca encontrarei em ti.

Não hei de dizer-lhe adeus, companheiro.
Pois que me lembro ainda lhe devo dinheiro,
Além de nunca ter largado sua razão,
Quem sabe eu hei de costurar o meu calção.

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