O deus da indiferença
Desculpe;
Sinto uma pena enorme de ti;
Pobrezinha, não é sua culpa!
Eu apenas estou absurdamente longe da normalidade;
Eu apenas resolvi não segui os padrões;
Eu apenas não sou tão emotivo;
A quem culpar?
Eu?
A vida?
A mudança?
No máximo eu a divido.
Mas, desculpa, amigo.
Desculpe pela minha indiferença.
Eu não sou normal,
Nisto eu tento a ser anormalmente estranho,
Eu tendo a acabar sendo cruel.
Eu tendo a ser invisível.
Talvez não seja mais interessante a ti esta amizade doentia,
Talvez eu nunca de fato me esforcei por esta amizade.
Talvez eu nem sequer tenha ideia de seu significado.
Eu sou rude.
Rude com você,
Não.
Rude com os sentimentos.
Sendo que eu nunca considerei os mesmos.
Mas ao mesmo tempo eu não consigo fazer nada.
Sendo mais específico: eu não quero fazer nada.
Isto me torna mau?
Talvez, pois eu sou anorMAL.
Você a cada dia dá mais passos para o seu futuro,
Enquanto isto eu descanso no muro.
Por que eu iria te alcançar?
Eu não tenho motivo.
Nem mesmo o de ser amigo.
Eu falhei com ti.
Por favor, desista logo me mim.
Isto nunca foi proposital,
Eu acabei sendo sempre normal.
Mas o meu normal foge do de todos.
Por favor não me olhe com essa cara.
Não me venha dizer que eu estou mal.
Eu, como disse, estou ótimo.
Isto te irrita?
Meu estado tranquilo enquanto ignoro-te?
Ignorar é uma palavra forte.
Enquanto eu esqueço de sua existência, talvez.
Não...isso soou pior.
Mas o que tenho a dizer.
Sou uma existência peculiar,
Te aconselho a se afastar,
Paro o seu bem.
Que tal fingir que eu sou ninguém?
Ou talvez brincar de amnésia?
Por favor não chore.
Eu continuo não sentindo nada.
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