BÔNUS: our last day on earth

(N/A): oie! quanto tempo! vou ser rapidinho, vamos conversar no final do capítulo.

a ideia não veio só de mim, e sim de vocês, então, não me matem antes de terminar de ler! (tá beem longo)

ps. tem final feliz, eu juro!

ks.mean:

O que você faria se hoje fosse nosso último dia na terra? - 00:00

( . . . )

3 ANOS DEPOIS

Jeongin observava a neve cair e as suas pegadas se formarem sobre a superfície fofa — mesmo sendo brutalmente gelada, — e branca que havia sob o chão. Apesar de usar uma grande quantidade de roupas, e estar com um gigantesco cachecol no pescoço chegando a cobrir sua boca e nariz, vez ou outra se arrepiava por conta do clima frio que se fazia na Áustria.

Já se faziam dois dias desde que tinha chegado ao país, como turista. Estava guardando dinheiro para isso já se fazia um longo tempo, e com a ajudinha dos pais, finalmente estava em outro continente, sozinho.

Não tinha ficado fluente em alemão, mas se virava muito bem no inglês. Estava com um guia turístico e um grupo de outros visitantes estrangeiros consigo, então, não se preocupava com isso.

Seu guia começava a responder sobre uma dúvida que alguém tinha sobre a Catedral de Santo Estêvão, quando Jeongin reconheceu de imediato o local aonde estavam parados.

— E aqui, é a Opera de Viena. Lindíssima, não é?

Jeongin suspirou. Memórias do seu ensino médio começaram a borbulhar em sua cabeça, quando resolveu apenas deixar para lá, prestando atenção no que era contado.

( . . . )

Jeongin, está tudo bem? — Michael, um dos estrangeiros que fazia parte do seu grupo, perguntou, quando todos já estavam de volta ao hotel.

Jeongin meneou a cabeça, positivamente.

— Estou bem. Apenas cansado. — Respondeu, também em inglês.

Se despediu das outras pessoas ali, se levantando sem comer, já que tinha perdido o apetite de repente.

Se jogou na cama de seu quarto, se livrando do último agasalho que ainda usava ao ligar o aquecedor.

Jeongin encarava o teto, pensativo. Sabia que seria impossível fazer essa viagem sem que pensasse demais em coisas que à essa altura do campeonato, não deveria.

Pegou seu celular, vendo as mensagens e rindo nada surpreso ao notar a quantidade que haviam de Felix. Os anos se passavam e ele continuava igual. Entrou no contato do amigo, fitando a foto que ele usava de perfil com o namorado, — quase noivo, — parecida com a que o Hwang também usava. Eles eram tão piegas.

Sentiu uma pontada de inveja. Isso fazia falta.

Não pôde evitar. Entrou no Insta e foi stalkear o perfil que estava silenciado já fazia muito tempo. Passou pelo feed, que tinha poucas fotos. Observou como mesmo depois de anos, ele não parecia ter mudado quase nada.

Tentou se segurar. Mas à esse ponto, não fazia mais diferença. A cor em volta da foto de perfil que dizia que a conta havia postado um storie, o deixara curioso demais. Tocou sem pensar duas vezes, encontrando apenas uma foto do céu, de um avião, e uma localização. Desligou o ecrã. Nem queria saber onde ele estava. Era melhor não.

( . . . )

Seungmin desembarcava no aeroporto de Schwechat, com apenas uma mala de mão e um pequeno guia de viagem e turismo em sua mão. Planejava visitar esse país à tanto tempo, e simplesmente não acreditava que estava acontecendo agora.

Mesmo assim, não parecia completo.

Enquanto esperava um táxi, resolveu entrar em suas redes sociais. Estava tentando as manter atualizadas já que Chan cobrava isso constantemente. Mas entendia o amigo protetor, desde que tinha se mudado para os Estados Unidos, tinha se tornado difícil manter contato frequente com as pessoas que deixou na Coréia.

Entrou em seu último storie postado, pensando se Chan já tinha visto, pra poder avisar que tinha chegado em segurança, quando viu.

Se exasperou no mesmo momento, arregalando os olhos, e até mesmo se perguntando se tinha visto direito. Pensava que tinha sido bloqueado à tempos.

Por que logo agora?

Não teve qualquer sutileza, assim que embarcou no táxi e informou para onde estava indo, começou a fuxicar no perfil do outro. Ao contrário de si, ele continuava tão ativo nas redes sociais como nunca. Seus seguidores tinham subido consideravelmente e, se quisesse seguir uma segunda carreira como influencer, Seungmin não duvidava que ele conseguiria sem problemas.

Queria ter ficado mais tempo admirando o quão lindo ele ainda estava, mesmo sabendo que devia ser impossível ele ficar feio em algum momento de sua vida, mas não conseguiu, ao ver a última publicação dele.

Se segurou para não soltar um palavrão, mesmo sabendo que provavelmente o motorista não entenderia o que iria dizer.

Seungmin sentia como se tivesse uma nova chance. E que não podia desperdiçar dessa vez.

( . . . )

Jeongin não estava preparado pro que viu na manhã seguinte. Definitivamente nada tinha preparado ele pra quando desceria as escadas pro café da manhã em grupo. E caramba, tinha dia pior pro Michael decidir se atrasar e só sobrar um lugar vago ao lado da última pessoa que esperava ver ali?

Jeongin! Sente aqui. Ah, esse é Seungmin, ele chegou ontem à noite, mas você estava deitado no quarto.

O Yang direcionou um sorriso e apenas assentiu com a cabeça para o guia, se sentando ali sem mal olhar para o garoto do seu lado.

A conversa na mesa continuou animada, com os únicos coreanos dali se sentindo ansiosos a cada segundo que se passava no relógio.

— Que faz aqui? — Jeongin perguntou de uma vez, na língua natal dos dois, antes que o outro pudesse falar alguma coisa.

Seungmin se surpreendeu. Não só pelo tom ríspido jogado à si, como também por ter quase esquecido a voz do Yang, e, poder escutar ela agora depois de tanto tempo, o trazia mais sensações famigeradas do que esperava.

— Apenas visitando. — Respondeu, mas antes que pudesse perguntar o mesmo, foi interrompido.

— E a faculdade?

— Estou de férias.

— Hm. Achei que a faculdade do exterior fosse mais puxada. — Comentou, como quem não queria nada, bebericando um pouco de seu café.

— E é. Mas eu já me acostumei.

Jeongin não parecia nada interessado em manter diálogo, Seungmin notou. Suspirou, em seu lugar, se sentindo mal por isso.

— Senti saudades... — Murmurou, mais para si do que para o Yang, que, mesmo escutando só ignorou, se despedindo das pessoas da roda, e subindo para o seu quarto novamente, dizendo que só iria descer quando fossem sair novamente, e o guia concordou, começando a incluir Seungmin na conversa logo depois.

O Kim olhou para os corredores, contendo a vontade de subir as escadas e ir para o quarto dele, e apenas bufou. Não queria mesmo desperdiçar essa chance de primeira. Teria que fazer tudo certo pra poder ter o Yang de volta consigo.

( . . . )

— Em Vienna, o maior volume de neve é em Janeiro. Para os que não gostam muito de frio, eu sinto muito, agora aos que apreciam esse clima, vocês deram sorte. Todo lugar vai estar repleto desse manto branco e fofo. Mas tomem cuidado, que até mesmo o gelo pode queimar.

Todos escutavam o que o guia dizia, enquanto voltavam ao hotel, depois de mais um dia visitando a cidade. O Kim e o Yang se mantiveram afastados durante todo o percurso, e suas expressões estavam ilegíveis. Seungmin pensava em como ia conseguir ter uma abertura para conversar com Jeongin, e Jeongin só conseguia pensar em como aproveitar a viagem ignorando esse imprevisto que, óbvio, não estava em seus planos.

Ele queria ignorar tudo. Queria esquecer a sensação de seu peito batendo em ansiedade sabendo que agora ele estava tão perto, mesmo que tão longe de si emocionalmente, queria esquecer a voz dele falando consigo, e dizendo que estava com saudades — Porque é claro que Jeongin escutou, — queria esquecer o quão lindo ele estava, esquecer a história deles. Mas, como esquecer uma história inteira? Principalmente quando tinha sido uma tão bonita. Não era justo apagar algo assim.

Os dois namoraram até o fim do colegial de Seungmin, e por mais um ano depois que ele entrara na faculdade. Foi uma surpresa para Jeongin quando o Kim disse que queria tentar uma faculdade no exterior. Se sentia orgulhoso do mais velho, é claro, mas, não pôde evitar de ficar preocupado. Preocupado com o próprio Kim, e também, com como o relacionamento dos dois ficaria.

Por um ano conseguiram se manter estáveis. Estava tudo bem, os dois se amavam, e mesmo longe, isso não mudaria. Até o contato começar a ficar mais escasso, o Kim começar a ficar mais próximo de outras pessoas, e Jeongin também. Chegara num ponto que os dois simplesmente não sabiam mais o que fazer para manter "aquilo". Não parecia que aguentariam mais, então, concordaram em dar um tempo. Tempo esse que, sem diálogo dos dois, de dias, foi para semanas, logo meses, e então, quase dois anos. Nenhum dos dois teve a coragem ou vontade de dizer a palavra final, mas, depois de tanto tempo, imaginavam que nem precisava.

Mas doía. Ô se doía. Tinham percebido e sabiam agora, que poderiam ter tentando mais. Que valia a pena tentar e tentar, até tentarem de tudo. Mas, jovens erram. E eles erram em desistir no primeiro momento. Todos mereciam uma segunda chance, e, agora era a hora da deles.

( . . . )

Naquela noite, Seungmin descobriu qual era o quarto de Jeongin. Não o levem a mal, não foi completamente proposital. Comentou com o instrutor que já o conhecia do colegial, mas que tinham perdido contato, sem dar muitos detalhes, e só isso bastou para que o homem comentasse qual era o número do quarto, para que o Kim passasse lá para conversar.

E Seungmin passou a noite ensaiando como faria isso. Saiu de seu banho quentinho pensando nisso, comeu em seu quarto pensando nisso, e mesmo assim, não teve a coragem suficiente para bater na porta de Jeongin, e conversar com ele.

Mas ele não precisou. Porque às duas da manhã, escutou uma batida na porta de seu quarto, e quando abriu, viu o Yang de pijamas, parecendo meio tonto, com o rosto avermelhado, em pé, olhando para si.

— Por que você fez isso? Por que você foi embora? Por que tão longe? Por que não disse pra mim que deveríamos parar com aquela besteira de dar um tempo, e voltar a ser o casal idiota que sempre fomos? Por que, hein?

Seungmin estava extasiado. Nunca tinha sido bombardeado por tantas perguntas por alguém — quase 100% de certeza que bêbado, — antes.

Primeiro segurou o pulso de Jeongin com delicadeza, o trazendo para dentro e encostando sua porta. Então, reformulou tudo que ele disse em sua cabeça.

— Quanto às primeiras perguntas, foi porque eu não podia deixar a oportunidade passar. Era importante pro meu futuro.

Jeongin fez bico, e se sentou no chão.

— Mas e eu? Não era importante pro seu futuro?

Seungmin suspirou, e se ajoelhou ficando do tamanho que o Yang também estava, e o lançou um olhar triste.

— Era sim. A pessoa mais importante dele.

O canto dos lábios de Jeongin subiram levemente, mas ele fechou seu rosto logo depois. Seungmin continuou.

— Eu não podia deixar você se prender a alguém tão longe assim. Não parecia justo. Você conheceu tantas pessoas boas que podiam te fazer um bem danado, parecia que era hora de deixar você ir.

— Como me deixar ir? Eu nunca quis isso! Por que você deduzia as coisas por você? Eu não queria alguém novo. Não queria ninguém, além de você.

— Eu também queria você.

Jeongin fungou.

— Não quer mais?

Seungmin o encarou. Dessa vez, intensamente. Como quando ele o encarava ao roubarem beijos na escola, ou quando os dois se deitavam sobre o tapete do Yang, escutando música juntos no mesmo fone de ouvido, e o Kim podia observar cada detalhe do rosto de Jeongin.

— Vou querer pra sempre. Você só precisa me deixar tentar de novo.

Jeongin suspirou, e sorriu, deitando sua cabeça no próprio joelho, fechando seus olhos levemente.

— Quem sabe, Kim? Quem sabe...

( . . . )

3 ANOS ANTES

yajeongIN:

por que tá perguntando isso?
pq hoje seria nosso último dia na terra? - 00:03

ks.mean:

é uma suposição, amor
sobre o que você faria. - 00:05

yajeongIN:

hmm bom... - 00:05

( . . . )

ATUALMENTE

Jeongin não fazia ideia de como Seungmin tinha feito para que conseguissem sair juntos do hotel sem que Loui — o guia — ficasse maluco preocupado com eles sozinhos andando numa cidade que mal conheciam, mas ele garantia ao mais novo que tinha dado conta disso, e que, de qualquer maneira, não iriam tão longe.

Andaram um pouco pelas ruas de Opernring, com suas belíssimas construções altas e rústicas, até se situarem numa vizinhança moderna, com uma cafeteria agradável que atendia estrangeiros. Pediram dois chocolates quentes, que tomaram enquanto comentavam sobre a vida um para o outro. No geral, mais falavam sobre os amigos e como eles estavam, que deveriam marcar um dia para todos se reencontrarem novamente, lembrando de quando faziam encontros na casa de Felix, como se fossem uma grande família de garotos — O que, para cada um deles, era meio verdade. Jeongin contou que Jisung e Minho estavam morando juntos, e Felix sabia que Hyunjin ia pedir a mão dele em noivado, só estava esperando pra poder postar em todo lugar. Seungmin perguntou sobre Bang Chan e disse que às vezes fazia vídeo chamadas com Changbin, mas sempre estava fuxicando a vida dele pelo Twitter, sem perder um dia que ele reclamasse ou comentasse algo.

Conversaram como se nada tivesse acontecido, e fossem amigos de longa data, sem nem citar especificamente sobre o namoro. Mas é claro que os dois só estavam esperando que algum deles por acaso colocasse esse assunto em pauta. Estavam ansiosos demais pra isso.

— Então... Lembra de quando fomos pra casa do Felix pela primeira vez? — Jeongin começou. — Eu e você fizemos uma promessa. — Ele soltou uma risadinha, revirando os olhos. — Acho que quebramos ela.

Seungmin o encarou, sem muita reação.

— Não. — Jeongin o encarou, confuso. — A promessa era depois de cinco anos. Só se passaram três desde ela. Faltam dois.

Jeongin ergueu uma sobrancelha, falando com sarcasmo.

— Isso importa agora?

— É claro que importa. Se nós voltarmos, ainda dá muito bem pra planejar outra viagem pra cá. Dessa vez já sabendo pra onde ir.

Agora era Jeongin que não sabia reagir.

Kim Seungmin tinha dito em alto e bom som que queria voltar consigo. Depois da situação meio humilhante que passara na noite anterior, bebendo mais do que deveria e indo dizer o que não devia no quarto do Kim, esperava poder sumir no dia de hoje e ser encontrado com a cabeça escondida num buraco, de tanta vergonha.

— Parece chocado. — Seungmin disse.

— É inusitado. Não imaginei que você fosse querer... Isso.

— Voltar com você? — Ele riu. — Óbvio que quero.

— Como você vai voltar algo que não acabou?

Não disseram mais nada. O caminho de volta para o hotel foi silencioso, mas de certa forma, não foi completamente desconfortável. Os dois pareciam dispostos a pensar antes de dizer algo, com medo das consequências que podiam ser acarretadas apartir de suas falas.

Mas Kim Seungmin agia mais do que falava. Era um problema seu, que Jeongin costumava adorar.

Então quando ele resolveu acompanhar o Yang até a porta de seu quarto, Jeongin não esperava ser surpreendido por ele da maneira que fora.

— Você disse que não acabamos, certo? — Seungmin perguntou, enquanto o mais novo destrancava sua porta.

— Tecnicamente, não mesmo. Por que?

— Então eu posso fazer isso, não posso?

Delicado, colocou sua mão de um dos lados do rosto do Yang, e se aproximou devagar. Esperou até que Jeongin se recuperasse do susto, regularizando sua própria respiração, e se dando conta de que ele não ia mesmo se afastar. E Jeongin nem ousou fazer isso.

Tinham quase se esquecido de como era se beijarem. Das borboletas que só sentiam entre si, como se elas fossem de um corpo para o outro, apenas do que eles sentiam. Do roçar suave dos lábios que logo se tornava uma melodia que só eles conheciam, e tinha seu ritmo próprio, que eles apreciavam como uma bela canção.

É claro que Jeongin o convidou para entrar. Agora que tinha provado novamente do Kim, dificilmente ia conseguir parar de se viciar.

( . . . )

A semana passou rápido. Já era o último dia dos dois em Vienna, e, depois de uma semana beijando a boca do seu quase-ex-namorado, Jeongin parecia preocupado. Tinha finalmente alcançado Seungmin novamente, mas parecia que era hora de ter que se despedir de novo. E não fazia ideia de como seria dali pra frente. Se esqueceriam tudo que aconteceu, e seguiriam suas vidas separados, finalmente com um ponto final, ou se voltariam e continuariam tentando enquanto estivessem longe.

Seungmin, pelo contrário, já tinha todo um plano traçado em sua cabeça. E se Jeongin quisesse, faria parte assídua dele.

Combinou com Loui para que ele e o Yang pudessem sair juntos sozinhos mais uma vez, explicando o que planejava fazer, e recebendo o guia muito animado em resposta, apesar de preocupado com os garotos asiáticos que pareciam adoráveis juntos.

De manhã cedo, acordou Jeongin com dezenas de beijos no rosto, sem nem o dar tempo de lamentar que aquele seria o último dia da viagem que mais tinham amado fazer em suas vidas.

— Para onde vamos? — Jeongin perguntava, enquanto se arrumava, sem se preocupar que o Kim estivesse ali no quarto. Os dois já se conheciam por completo, já haviam passado dessa fase de intimidade a anos.

— Assistir algo na Ópera de Viena. — Disse, e viu os olhos de Jeongin brilharem, soltando um risinho apaixonado logo depois.

Terminaram de se arrumar juntos, e Jeongin ajeitou o cabelo do mais velho para ele, já que Seungmin odiava ter que arruma-lo.

Falaram com Loui antes de sair, este que entregou alguma coisa que Jeongin não conseguiu ver nas mãos de Seungmin. O Yang o olhou desconfiado, mas Seungmin nem tremeu o olhar, só balançou a cabeça e o guiou para onde deveriam ir.

Assistiram à uma apresentação de Ballet de Giselle, o que, pasmem, era uma das peças musicais favoritas do Yang por causa dos filmes infantis que tinha visto sobre. E é óbvio que Seungmin já sabia disso. Tinha reservado seu ingresso antes mesmo de encontrar com o Yang, já que desde que começou a planejar essa viagem de verdade, só conseguia pensar no mais novo, e tinha montado seus passos pela cidade baseado no que faria se ainda estivessem juntos.

A verdade era que Jeongin nunca tinha saído da cabeça de Seungmin. Fora seu primeiro amor, e o Kim não teve o mínimo interesse em se apaixonar por outro. Provavelmente Jeongin seria seu primeiro e único, já que sentia que seu coração só se sentia desenfreado quando perto dele.

E para Jeongin, a situação não era tão diferente assim. Tentou, por um tempo, esquecer Seungmin. Cogitou encontrar outras pessoas, ou simplesmente se contentar em ficar sozinho, mas a saudade era tanta que nunca soube se tinha conseguido. Agora, que mal tinha o reencontrado, e já se sentia dessa forma, duvidava que em algum momento o tinha superado.

Quando o espetáculo terminou, já era noite. As luzes do lugar eram belíssimas, dignas de uma paisagem. A neve caia devagar, e a Ópera servia como cenário perfeito para o que viria a seguir. O próximo ato de Seungmin.

— Obrigada mesmo, Seungmin. Por ter pensado em mim. Tenho certeza de que se lembrou de que eu queria ver muito ver isso.

Seungmin sorriu, e então, segurou uma das mãos do Yang, o impedindo de continuar andando e se afastar de onde estavam.

— Não tem sequer um dia que eu não tenha pensado em você. Sei que eu quis muito que você fosse feliz, com ou sem mim, mas não tenho certeza se dessa vez isso pode acontecer. Isso vai ser a coisa mais egoísta que eu vou dizer, mas não posso aguentar uma vida em que você não seja meu.

Jeongin não disse nada. Parecia perplexo demais, e Seungmin entendia. Teve que treinar muito, e mesmo assim se sentia tremendo e podendo travar a qualquer momento.

— Não me faça ajoelhar aqui, porque tá gelado demais — Ele riu. — Mas espero que o pedido conte mesmo assim.

Uma caixinha de veludo foi tirada do seu bolso. Era aquilo que Loui tinha entregado para o Kim umas horas mais cedo naquele dia.

— O que.. O que é isso? — A voz de Jeongin saiu como num sopro.

— Eu ia deixar pra fazer isso quando a gente voltasse aqui, depois de dois anos. A promessa de vir depois de cinco anos, lembra? Mas da última vez que eu planejei um pedido, você foi mais rápido. Não posso deixar isso acontecer de novo.

Ele abriu a caixinha, revelando duas alianças de prata dentro dela. Jeongin mal respirava.

— A gente é novo, eu sei. Você acabou de fazer vinte, e eu vinte e dois. Mas eu tenho certeza do que eu sinto e não vejo porquê adiar mais.

Com os dedos entrelaçados entre as luvas que usavam, Seungmin sorriu, vendo lágrimas escorrendo pelo rosto de Jeongin, que fungava baixinho.

— Casa comigo? Vamos fazer tudo dar certo dessa vez, eu prometo.

Jeongin sorriu abertamente, pulando no Kim, só não o enchendo de beijos ali mesmo porque apesar de tudo, ainda morria de vergonha de beijar em público. Se contentou em um selinho longo, o abraçando fortemente em seguida, escondendo seu rosto no peito dele.

— Caso. Óbvio que eu caso! Porra, eu te quero pra sempre!

O coração dos dois parecia bater em sincronia. Seungmin teria algo à contar enquanto gritava de felicidade para Bang Chan mais tarde, e Jeongin iria rir de Felix, porque tinha sido pedido em noivado mais rápido que ele. E logo mais, iriam estar os oito reunidos mais uma vez, como a grande família que eram.

— Também te quero pra sempre. Até meu último dia na terra.

( . . . )

3 ANOS ANTES, MAIS UMA VEZ

yajeongIN:

Se hoje fosse meu último dia na terra,
eu ia querer passar ele com você.
E com os meninos também!
Mas, principalmente, do seu lado.
:) - 00:07

(N/A): e com isso, eu concluo o ciclo de play with me! (mas calma!! não completamente, porque ainda vamos ter o lançamento do spin-off dos minsung!)

não é o último dia deles na terra, e sim o último dia tendo att dessa fic :(( mas foi bom demais essa jornada inteirinha!

oi de novo! muitas emoções nesse capítulo, não? tô meio inseguro poreem juro que tentei trazer algo legal pra vocês! tava com tanta, tanta saudade!

me perdoem pela tristeza pequenina que vocês tiveram no início do capítulo, mas DE NOVO, juro que essa ideia veio de alguns de vocês! eu tinha planos pra um bônus todo amorzinho, mas botaram isso na minha cabeça e eu não consegui tirar! mas, eu cumpri minha promessa, teve um final feliz, e nada vai mudar!!

aliás, esse foi o maior capítulo que eu já escrevi pra seungin, to impressionado.

não vou enrolar, que eu fico com saudades de vocês e de pwm de novo! aliás, a seungin nova já foi postada. From The Start já tá disponível no meu perfil, e logo mais vai ter att. quero vocês lá, hein!

obrigada por tudo, obrigada por lerem play with me, e obrigada por estarem aqui!!

demorei, mas finalizei isso, então, espero que tenham gostado de coração. <3

até uma próxima vez!

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