36: faça um pedido.
O coração de Seungmin batia desenfreado em seu peito. Não havia pensando muito na hora de mandar aquelas mensagens, e nem quando chamou Jeongin para vir em sua casa. E agora, faltando alguns poucos minutos pra ele chegar — Se é que viria, — Seungmin se revirava em ansiedade, andando de um lado para o outro em seu quarto.
Olhou para o relógio em sua cabeceira, balançando a cabeça. O que tinha na cabeça pra chamá-lo para vir tão tarde assim? É óbvio que queria ver o garoto, mas, caramba, deveria ter tido a consciência de deixar pelo menos para amanhã. Mas dizem que quando você sente que é a hora certa, você só deve fazer.
A campainha tocou. Seungmin estava sozinho em casa, então desceu as escadas devagar, parando em frente à porta.
Respirou fundo. Uma, duas, três vezes. Estendeu seu braço e girou a maçaneta, abrindo a porta devagar.
Ali estava.
Com um moletom azul escuro que ficava um pouco acima de seus joelhos, uma calça folgada que mais parecia um pijama, e um all star nos pés, Jeongin o encarava, com um pequeno sorriso melancólico no rosto, e as mãos dentro do bolso do moletom.
— Posso entrar?
( . . . )
Já deviam ter passado uns dez minutos desde que Jeongin entrara em sua casa e se sentara no tapete felpudinho de seu quarto, sem encará-lo, ou falar algo.
Jeongin se encontrava perdido em pensamentos. Se lembrava da primeira vez que tinha ido ali. Do quanto havia se divertido, e de como seu coração disparara, e uma sensação gostosa o tivesse preenchido pelo dia que tivera. Ele suspirou em seu lugar, e Seungmin levou isso como uma deixa para começar a falar.
— Então, Jeongin... Se você quiser conversar..
— Eu não quero. — Retrucou de imediato, finalmente encarando o Kim, que o olhava de volta, tentando sustentar seu olhar sem que se perdesse nos traços do rosto do mais novo mais uma vez. — Quer dizer, não agora.
Seungmin não parecia que ia responder algo, então ele continuou.
— Eu só quero... Sei lá — Ele bufou, se jogando para trás, deitando no tapete, fechando seus olhos com força. — Eu também sinto sua falta. — Resmungou, quase inaudível, mas alto o suficiente para Seungmin, que não conseguiu segurar o sorriso que se abriu em rosto assim que escutou aquelas palavras. — 'Tava pensando na gente viver mais um dia daquele jeito. Como no primeiro dia que eu vim aqui, lembra?
— Nem se eu quisesse conseguiria esquecer.
Jeongin engoliu seco, e virou seu rosto para o outro lado, não conseguindo esconder a vermelhidão que se apossava de sua feição no momento.
( . . . )
— Você vai morrer!
— Ele não me viu!
— Viu sim- Ah!
— Eu disse. — Jeongin mostrou a língua para Seungmin, assim que a partida do jogo de tiro que jogavam se deu como finalizada, com o Yang sendo o vencedor.
O mais velho revirou os olhos ao ver o sorriso presunçoso do outro, e se levantou alegando que ia buscar mais pipoca, pedindo que Jeongin colocasse um filme para que assistissem.
Jeongin concordou, se levantando e indo até o controle da TV, enquanto Seungmin saía do quarto em direção à cozinha no andar de baixo.
Ok, Seungmin. Foco. Por que você está tão nervoso?
Ele dedilhava seus dedos no balcão da cozinha, sentindo seu coração quase na sua garganta. Será possível que toda vez que estivesse com o Yang ia ter que aguentar aquelas sensações sem sentido? Como podia existir alguém que o deixasse sem reação ou palavras pra descrever suas emoções?
O barulho do micro-ondas apitando o despertou, e Seungmin pegou a vasilha subindo as escadas de volta para seu quarto, balançando a cabeça repetidas vezes tentando espalhar os pensamentos que se formavam. Ele não queria de jeito nenhum estragar aquele momento com o que vinha intrusivamente até sua cabeça.
Quando ele entrou em seu quarto, se viu surpreso ao pegar Jeongin admirando impressionado sua caixa de filmes DVDs. Assim que o mais novo viu que tinha sido pego, o olhou envergonhado, já se desculpando de imediato.
— Desculpa, o controle ficou sem pilhas, e a caixinha recarregável estava em cima dessa caixa aqui. Ela 'tava meio aberta e eu vi um deles, fiquei curioso...
Seungmin sorriu levemente, deixando a vasilha sobre sua mesinha de centro, se agachando e sentando sobre seus joelhos do lado do Yang.
— Eu colecionava. Hoje ninguém mais usa, eu sei. Meio antiquado da minha parte, mas não consigo me livrar deles, é como... uma memória afetiva? — Jeongin riu ao escutar as palavras dele, assentindo.
— Eu entendo. Também tenho alguns DVDs dos meus filmes favoritos guardados. — Ele olhou para a caixa, e se virou para Seungmin, o encarando, com os olhos quase brilhando. — Sabe o que eu acho? Que devíamos fazer uma maratona.
— Hm... 'Tá tarde... — Seungmin olhou para o seu relógio, e sua feição se tornou cabisbaixa, até, com uma coragem que não sabia de onde tinha vindo, perguntou — Você quer dormir aqui? Vou arrumar um colchão e você dorme na minha cama.
Jeongin riu.
— Para de ser idiota. Eu durmo no colchão e você na sua cama. Mas sua mãe não vai se incomodar?
Seungmin balançou a cabeça.
— Ela só vai voltar amanhã à noite. E outra, ela gosta de você, esqueceu?
— Hm, bom pra mim. — Sorriu.
— E seus pais?
— Eles me viram saindo. Devem ter achado que eu ia dormir na casa do Felix. Amanhã explico pra eles.
Jeongin tirou o primeiro filme que encostou na caixa, querendo que fosse sortido, e o colocou sobre a cama.
— Não vamos conseguir acordar amanhã cedo. Já é 23:59. — Seungmin comentou, rindo.
— É sexta. Qualquer coisa pegamos as aulas do período da tarde, e já 'tá bom. — Ele virou seu rosto para o relógio, levantando suas sobrancelhas. — Meia noite. Horas iguais. Faça um pedido, Seungmin.
Seungmin abriu um pequeno sorriso, e fechou seus olhos brevemente, com Jeongin o observando por completo. E quando os abriu novamente, notou o mais novo perigosamente mais perto de si.
Abriu e fechou a boca, sem poder dizer nada. Por fim, como em todo o restante das situações, — algo vergonhoso para Jeongin, mas ninguém precisava saber, — tomou a primeira iniciativa. Colocou sua mão na nuca do Yang, e o puxou para ainda mais perto, agora com os dois podendo sentir a respiração um do outro. Desenfreadas, mesmo que ainda não tivessem feito nada. Os dois encaravam a boca um do outro, quase como se aproveitando dessa adrenalina antes de fazer qualquer coisa. E então, Jeongin se inclinou, colando seus lábios pela primeira vez em muito tempo que sempre quis fazer isso. Mais do que podia contar.
Seungmin não era de beijar. Não era de ficar, não era alguém que se deixava levar pelas emoções. Mas com Jeongin, tudo parecia tão certo. O encaixar do lábio dos dois, e quando Jeongin pedira passagem, levando sua mão para a de Seungmin, as entrelaçando, enquanto as bocas se moviam juntamente, como se eles conversassem e mostrassem tudo que sentiam já há alguns períodos, pareceu ainda mais certo.
Naquela noite, Jeongin pediu às horas iguais para que Seungmin se apaixonasse por ele.
E Seungmin? Bom... Ele pediu para que Jeongin fosse dele. Da mesma maneira que sentia que já era do garoto há muito tempo.
(N/A): n vou falar nada joguei isso aqui e vou embora
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top