8. MAKE YOU FEEL

Respire, respire-me, prove minhas palavras

Deixe-me explodir sua mente

Vou levá-lo longe, muito longe

Eu vou fazer você se sentir bem

— Kid! Vamos na lavanderia! — Killer apareceu gritando no meu quarto enquanto eu arrancava a calça. — Você vai ficar bem?

— Ótimo, ainda mais sem você aqui pra encher o saco. — Ele riu, acenando para mim e indo até o quarto onde Merindah estudava, pedindo para ela ficar de olho em mim. — Eu sei me cuidar! Pare de me tratar como um inválido!

Merindah riu de algo que o Killer falou e eu os ouvi indo em direção as escadas.

— Se soubessem o quanto odeio isso... — eu chutei a cueca, encarando meu reflexo no espelho de corpo inteiro que tínhamos colocado alguns anos antes, quando Haytham anexou uma pequena academia ao Victoria. — Não é tão ruim...

Eu corri os olhos pelas cicatrizes que se espalhavam do meu pescoço e desciam até meu peito. E pela primeira vez em semanas, olhei para o que havia sobrado do meu braço. Odeio admitir, mas Law fez mesmo um bom trabalho. Se eu conseguisse encontrar o erro naquele projeto, seria fácil e simples colocar uma daquelas próteses. Eu teria um braço, seria como se nada tivesse acontecido.

O barulho da água caindo me trouxe de volta, fazendo com que eu me virasse e entrasse na banheira, deixando a água que caía da ducha pouco acima da minha cabeça se espalhar pelo meu corpo. 'Sortudo', aquela única palavra de Law que me irritou quando voltou a minha mente. Eu realmente era sortudo, eu nem me lembro do que aconteceu. Simplesmente senti uma pontada de dor e no momento seguinte já acordei sem meu braço. Okay, aquela não foi uma visão muito agradável, mas realmente, poderia ter sido pior.

Mas que merda, Kid! Não tem nada melhor para pensar não? Eu respirei fundo, tentando fazer minha mente sair daquele redemoinho de pensamentos ligados à ausência do meu braço, tentando me agarrar a qualquer coisa mais positiva e saudável. Eu dei um passo para trás e tarde demais percebi que minha sorte havia acabado.

O chão se tornou escorregadio e meus pés deslizaram. Eu tentei me agarrar ao prendedor de toalhas ao meu lado, notando tarde demais que eu não tinha a porra do meu braço ali. Num último instante conseguir agarrar a cortina, amenizando minha queda e caindo de bunda na banheira, arrancando a cortina plástica e o bastão que a prendia a parede.

— Kid! — eu ouvi Merindah me chamar, seus passos apressados vindo até mim. — Kid!

— Não entra aqui! — eu engoli seco, tentando ordenar meus pensamentos e tirar o sabor agridoce que tinha em minha boca. Eu sou a porra de um inválido, eu não tenho um dos meus braços! Não consigo nem, ficar em pé direito.

— Não tem nada aí que eu ainda não tenha visto. — Ela entrou na suíte, me encarando preocupada por um momento antes de correr seus olhos pela bagunça. — Você se machucou?

Eu apenas balancei minha cabeça em negação, respirando fundo. Havia algo ali que ninguém havia visto, minha vulnerabilidade.

— Eu estou bem, pode voltar para o que você estava fazendo. — Eu tentei me levantar, mas ela me segurou pelos ombros. — Merindah, eu tô bem.

— Cala a boca. Você caiu. Deixa dar uma olhada em você primeiro. — Ela afastou a cortina e o bastão, se aproximando e se abaixando de frente para mim, seus olhos esverdeados percorrendo meu corpo. — Nada fora do lugar aparentemente... Algo dói?

Ela juntou as sobrancelhas em uma expressão preocupada e eu neguei com um aceno.

— Okay... — ela respirou fundo, correndo os olhos pelo banheiro meio destruído. — O que quer fazer agora?

— Só tomar um banho e deitar. — Eu me apoiei a beirada da banheira antes que Merindah passasse seus braços ao redor do meu corpo, me ajudando a levantar. — Pensei que eu fosse pesado...

Ela riu e eu me sentir um pouco melhor.

— Não se gabe. Eu já cuidei de pessoas maiores que você. Você é quase um peso pena perto delas. — Ela levantou os olhos para mim e sorriu. — Vem, vamos lá pra minha suíte.

— Pra quê? — eu a encarei curioso e Merindah sorriu travessa.

— Você precisa de um banho e quer se deitar. Onde mais vai fazer isso? E no meu quarto eu posso ficar de olho em você e estudar ao mesmo tempo. — Ela riu quando eu tentei alcançar uma toalha, ignorando minha tentativa. — Anda, não tem ninguém em casa, só a gente. E todo mundo já viu a sua bunda, Kid.

— Muito engraçadinha você. — Merindah ignorou o tom irritado em minha voz enquanto seguíamos para o quarto dela.

A cama estava arrumada e o quarto cheirava a morangos, algumas velas estavam espalhadas por ele e tudo estava impecavelmente arrumado.

— Vou encher a banheira, vem comigo que ainda não terminei de te examinar. — Ela apontou com a cabeça para a suíte e eu até pensei em discutir, mas estava cansado demais.

Novamente, tudo impecavelmente limpo e arrumado. Merindah apontou para um banquinho onde eu me sentei enquanto ela enchia a banheira e ia até um armário, tirando dele uma esfera branca.

— O que é isso? — eu espiei curioso quando ela jogou a bola na água e ela começou a se dissolver, enchendo o ar com o cheiro de mel.

— É uma bathbomb. Vai te ajudar a relaxar. — Merindah sorriu para mim, se aproximando e fazendo com que eu olhasse para baixo, começando a examinar minha cabeça. — Só quero ver se não se machucou.

— Tudo bem. — Eu dei ombros, deixando minha mente e meus olhos vagarem pelo ambiente. A mistura de cheiros, o azulejo que parecia mármore azul, a banheira branca e espaçosa que se enchia com uma água leitosa, as coxas grandes da Merindah naquele short apertado e molhado onde eu queria afundar a minha cara.

Merda! Eu olhei para baixo e coloquei minha mão sobre meu colo, tentando disfarçar. Minha sorte era que Merindah estava ocupada demais procurando machucados ou me fazendo carinho para notar que eu estava de pau duro.

— Acho que você pode ir agora. — Eu me mexi desconfortável sobre o banquinho, esperando que ela saísse.

— Ei! Você está no meu banheiro, quem te enxota sou eu, não o contrário. — Ela sorriu de modo desafiador e nossa, como eu queria ela me olhando assim enquanto eu afundava minha boca nela... Foco Kid! Merindah riu, colocando as mãos na cintura e me encarando. — E se eu quiser te dar banho? Vai fazer o quê?

Ela riu da minha expressão levemente desesperada.

— Não é por nada, mas você quase se machucou. — Ela fez um carinho no meu cabelo e, involuntariamente, eu me movi como um gato pedindo carinho. E essa agora... — Só tô tentando evitar que você se mate, como diz o seu chefe.

— Eu sei..., mas eu posso tomar banho sozinho. Acho mesmo que você deveria ir. — Eu apontei com a cabeça para a porta e ela me olhou curiosa. Como eu me livro dessa mulher sem ser um babaca completo?

— Está com vergonha de mim, Kid? — ela riu quando eu fiz uma expressão irritada e desviei meu olhar. — Ah, vamos. Eu já vi tudo o que você tenta esconder aí...

Não viu mesmo.

— Não, eu não estou com vergonha... Apenas... — eu tentei pensar em algo, mas ela me interrompeu.

— Bem, você está na minha suíte, prestes a usar a minha banheira e uma das minhas caras bath bombs. E se eu também quiser tomar banho? Sabe, acho que vou fazer isso. Tenho que te vigiar mesmo pra você não acabar desmaiando, acho que vou aproveitar, tomar um bom banho e tirar esse pijama molhado. — Antes que eu pudesse pensar em dizer qualquer coisa, Merindah arrancou a blusa apertada de seu pijama, fazendo seus seios pularem quando o tecido molhado desgrudou de sua pele.

Ela voltou seus olhos para mim, exibindo um sorriso petulante e apertando os belos e grandes seios quase contra a minha cara. Um arrepio percorreu o meu corpo e naquele momento eu tive certeza de uma coisa... Ela me tinha em suas mãos e poderia fazer o que quisesse comigo.

— Okay, então nós vamos lavar roupa e voltamos à tarde... — Killer me encarou mais uma vez após se certificar que tudo estava em seu devido lugar na cozinha. — Vão mesmo ficar bem?

— Vamos sim. Qualquer coisa eu ligo para vocês ou, em caso mais extremo, para o Law. — Eu sorri para ele, acenando enquanto ele e os rapazes saíam carregando trouxas de roupa.

Eu voltei minha atenção para a bandeja onde preparava um chá e alguns biscoitos para comer enquanto estudava. Law me mandava cada vez mais material para estudo e eu tinha a leve impressão que alguns deles estavam relacionados ao projeto que Kid estudava.

— Melhor subir. — Eu suspirei, pegando a bandeja e começando a subir as escadas. Algumas perguntas e preocupações voltaram a minha mente enquanto eu subia lentamente os degraus e ia para o quarto.

Eu esperava um período de negação, um período de negociação, de raiva, de tristeza e talvez então, após um momento desses, a aceitação. Mas Kid pulou tudo isso e simplesmente aceitou. Ele não tinha nenhum sinal de trauma após toda aquela terrível situação. Nenhum momento 'fraco', nada. E isso me preocupava.

— Respira Merindah... O Law já disse, eles não funcionam como seres humanos 'normais'. — Eu respirei profundamente e decidi acender algumas velas no quarto, sem perceber o inundando com o aroma de morangos de Freya. — Obrigada, estou mais calma.

Eu sorri, olhando o pêndulo dela se mover de forma suave antes de olhar ao redor, deixando o silêncio me envolver por um momento antes de ser bruscamente interrompido por um som alto.

— Kid! — eu reconhecia de longe o baque de um corpo contra o chão. — Kid!

— Não entra aqui! — ele gritou e eu o ignorei. Teimoso cabeça dura, era só o que me faltava.

— Não tem nada aí que eu não tenha visto! — eu nunca estive tão errada em minha vida.

Lá estava algo que eu ainda não havia visto. Eustass 'Kid' com uma expressão preocupada e parecendo vulnerável. Ele tinha um olhar perdido enquanto falava comigo, como se pela primeira vez em semanas se desse conta de seu 'estado'.

Ele não discutiu e eu ri quando ele falou uma gracinha. Apesar de todas as afirmações dele de que estava bem, eu ainda tinha medo de que ele tivesse se machucado. Droga, eu gosto mesmo desse idiota cabeça dura!

Eu estava procurando por uma contusão ou qualquer coisa assim em sua cabeça quando percebi que ele se sentiu desconfortável, se mexendo no banquinho e colocando a mão no colo.

— Acho que você pode ir agora. — ótimo, agora ele quer me expulsar do meu banheiro.

— Ei! Você está no meu banheiro, quem te enxota sou eu, não o contrário. — Eu sorri e percebi ele me encarar com aquela expressão de tela azul. Ahá, acho que te peguei. — E se eu quiser te dar banho? Vai fazer o quê?

Eu ri da cara desesperada dele. Será que ele está tentando esconder o que acho que está tentando esconder?

— Não é por nada, mas você quase se machucou. — Eu passei minha mão por seu cabelo e sorri quando ele empurrou sua cabeça contra a minha mão. Precisei de todo o meu auto controle para não agarrar seu cabelo e fazê-lo implorar por um toque meu. Eu adoraria ver isso... — Só tô tentando evitar que você se mate, como diz o seu chefe.

— Eu sei..., mas eu posso tomar banho sozinho. Acho mesmo que você deveria ir. — Ele apontou com a cabeça para a porta e eu fiz minha melhor expressão de desentendida.

— Está com vergonha de mim, Kid? — ele desviou os olhos e eu ri. — Ah, vamos. Eu já vi tudo o que você tenta esconder aí...

Bem, quase tudo.

— Não, eu não estou com vergonha... Apenas... — eu ri da expressão pensativa dele e decidi o interromper. Vamos tomar as rédeas dessa brincadeira.

— Bem, você está na minha suíte, preste a usar a minha banheira e uma das minhas caras bath bombs. E se eu também quiser tomar banho? Sabe, acho que vou fazer isso. Tenho que te vigiar mesmo pra você não acabar desmaiando, acho que vou aproveitar, tomar um bom banho e tirar esse pijama molhado. — Eu arranquei a blusa molhada que estava colada a minha pele, fazendo meus seios pularem. Erro no sistema, repito, erro no sistema do hacker.

Kid limpou a garganta, seus olhos subindo e descendo pelo meu corpo antes que eu tirasse o short e o chutasse para um canto qualquer.

— Você... estava sem-... — eu ri quando ele apontou para o short e depois para o meu corpo nu.

— É, infelizmente, estão todas na lavanderia hoje. Não é exatamente fácil encontrar calcinhas discretas pela internet... — eu dei ombros. Essa é sem dúvida a desculpa mais esfarrapada da história. — Agora, você vai ficar aí com essa cara de tela azul ou vai entrar na banheira?

Ele fez uma expressão irritada e eu ri, indo desligar a água. Eu sabia onde os olhos dele estavam, praticamente queimavam a minha pele.

— Eu não gosto de tomar banho de banheira... — ele respirou profundamente, se levantando e virando de costas para mim.

— Bem, problema seu, entra logo na água. — Eu apontei para a banheira e dei a volta ao seu corpo, indo para perto do armário, fingindo procurar algo nas prateleiras mais altas. — Anda logo, Kid. Eu quero tomar banho também.

Eu o espiei de soslaio, o vendo colocar o pé na água e se perguntar se devia mesmo entrar ali.

— Anda logo homem! — eu ri quando ele me mostrou o dedo e finalmente entrou na água. — Pronto, não foi tão ruim... Agora, vira de costas pra mim.

— Por quê? — ele revirou os olhos quando eu mostrei uma cesta recheada de produtos para cabelo. — Não tá falando sério... tá?

— Estou. Anda. — Eu puxei o banquinho, me sentando e vendo ele girar seu corpo, espirando um pouco de água para fora. — Só tenta não alagar meu banheiro, tá.

— A culpa é sua. — Ele sorriu quando eu puxei sua cabeça, fazendo ele apoiá-la as minhas pernas.

— Para de reclamar. — Eu sorri de lado, espalhando um pouco de produto nas minhas mãos e passando no seu cabelo. — Parece estar gostando da vista...

Ele desviou os olhos e eu ri. Não era um segredo que eu tinha seios grandes, nem que eu quisesse seria. Mas não me incomodava que ele os olhasse, por algum motivo.

Talvez porque a primeira coisa que ele falou tenha sido do meu cabelo. Ou que ele reclamou de como meus olhos pareciam não decidir que cor teriam. Ou que tudo ao meu redor tinha um perfume floral. Ou talvez seja apenas o tesão enorme que eu sinto quando lembro de como foi bom ver o rosto dele afundado entre eles enquanto ele tinha uma expressão irritada, talvez raivosa e de como eu queria mais daquilo. De ter um certo controle sobre ele.

— Tá pensando em quê? — sua voz trouxe minha atenção de volta e eu o encarei.

— Não tenho certeza, mas acho que é em como as coisas parecem certas aqui... — eu dei ombros, desviando meus olhos para o ambiente por um momento. — Levanta. Vamos só tomar banho.

— Mas e seu treco caro de tomar banho? — ele apontou para a banheira e eu ri.

— Deixa aí. Depois eu vejo o que eu faço. — Eu peguei a parte ainda não dissolvida da bath bomb, a colocando de volta ao pote e abrindo a ducha, deixando a água escorrer aos poucos da banheira.

— Desculpa pelo seu treco caro, te compro outro depois. — Kid entrou embaixo da ducha, deixando a água lavar seu cabelo.

— Não se preocupa com isso. — Eu o examinei por um instante, deixando meus olhos percorrerem seu corpo em um estudo quase minucioso antes de decidir entrar na banheira e tocar suas costas.

— Tá pensando em quê? — ele passou a mão pelo cabelo, o afastando de seu rosto e diminuindo o fluxo de água da ducha.

— Que esse seria um bom momento para testar nossa química. — Eu me aproximei, colando meu corpo ao seu e deixando minhas mãos percorrerem seu peito, descendo.

Eu vi Kid sorrir, apoiando sua mão a parede à sua frente e abaixando a cabeça. Meus dedos desceram, delineando o abdômen bem definido, tocando seu umbigo e o fazendo rir antes de descer mais um palmo, envolvendo-o.

Duro, de toque aveludado e de bom tamanho, diga-se de passagem, mais do que suficiente para satisfazer qualquer mulher. Deuses, eu estava febril.

— Merindah... — sua voz soou rouca e profunda, fazendo com que eu pressionasse meu corpo ainda mais contra o dele. — Eu sei que normalmente teríamos preliminares, mas-

Eu sorri quando ele parou bruscamente quando minha mão subiu lentamente e apertou levemente a ponta.

— Você pode compensar isso em outro momento. — Eu disse baixinho, me esticando para alcançar seu ouvido e o vi sorri, afastando sua mão da parede e se virando para mim, envolvendo minha cintura e me puxando contra seu corpo, tomando meus lábios em um beijo cheio de desejo.

Uma de minhas mãos envolveu seu cabelo, puxando-o levemente enquanto a outra envolvia seu ombro. A mão de Kid desceu por minha cintura até a minha bunda, a apertando com força e me fazendo gemer contra sua boca.

— Caralho. — Eu sorri quando ele se afastou um pouco para recuperarmos o fôlego, apoiando sua cabeça a minha e exibindo um pequeno sorriso nos lábios finos enquanto seus olhos estavam fechados.

— Está pensando demais, hacker. — Eu agarrei os fios vermelhos entre meus dedos, puxando-os levemente até fazer Kid levantar seu rosto com um rosnar e tomar seus lábios novamente.

Eu sorri contra sua boca quando sua mão apertou meu quadril e nos afastamos. Kid me encarou por um instante com aquela expressão irritada e raivosa, me fazendo sorrir e puxar um pouco mais seu cabelo. Ele rosnou antes de apertar meu quadril e girar meu corpo, me fazendo ficar de costas para si, mordendo meu ombro.

Um suspirou escapou por meus lábios quando sua língua contornou a marca que ficou em meu ombro antes que eu sentisse sua mão quente contornar meu quadril, descendo.

— Kid... — ele sorriu contra a minha pele quando seu 'nome' escapou por meus lábios com um suspiro. Eu empurrei meu quadril contra o dele, sentindo seu pau pulsar contra a minha bunda antes de apoiar minhas mãos a parede.

— Perfeita. — Ele mordeu meu pescoço, se encaixando contra mim e empurrando lentamente, fazendo um gemido languido escorrer por meus lábios. — E gosto disso... Quero ouvir você gemer assim o dia inteiro.

— Cala a boca. — Ele levou sua mão aos meus seios, apertando um enquanto empurrava seu corpo contra o meu, hora lentamente, hora mais rápido. — Merda...

— O que foi? — eu virei meu rosto o suficiente para ver um irritante e lindo sorriso em seus lábios.

— Odeio que você saiba o que está fazendo. — Eu fechei meus olhos, respirando profundamente quando ele novamente empurrou contra mim, apertando meu seio e uma corrente de prazer percorreu meu corpo. Porra, ele é bom.

Um gemido rouco escapou por seus lábios antes que ele rosnasse novamente. Por quê isso é tão sexy? Não deveria ser...

A mão de Kid se moveu, apertando ambos os meus seios antes de subir e envolver meu pescoço. Ele o apertou, levando seus lábios ao meu pescoço, seu peito próximo as minhas costas enquanto seu quadril vinha de encontro ao meu.

— Você é sempre tão... tão... controlada... — ele sussurrou contra o meu ouvido, enviando um arrepio pela minha pele. — Eu daria tudo para ver você perder o controle... — um sorriso presunçoso surgiu em seus lábios quando ele veio novamente de encontro a mim, acertando um doce ponto e fazendo meus olhos revirarem nas órbitas e um gemido escapar por meus lábios entre abertos, o fazendo se mover mais lentamente. — Ouvir você me chamar... Gemer tão alto que nem essas paredes abafariam os sons... Foder a noite inteira e não deixar ninguém dormir nesse maldito prédio.

Kid sorriu ao me ver suspirar, empurrando meu corpo contra o dele e voltando meus olhos para si. Ele segurou meu queixo, girando meu rosto para si e me beijando antes de novamente envolver meu pescoço e se afastar.

Eu não precisava o olhar para ver o sorriso que surgiu em seus lábios quando eu tirei uma de minhas mãos da parede e massageei meu clitóris, gemendo quando ele empurrou contra mim.

— Merindah... — meu nome escapou por seus lábios enquanto seu ritmo se tornava mais forte e o aperto em meu pescoço menos suave, me deixando ainda mais perto do clímax.

— Isso... — eu sorri, levantando meu rosto ainda mais e me deixando a sua mercê. — Não pare, por favor...

Meu orgasmo veio como uma onda avassaladora, varrendo todo e qualquer pensamento que eu tivesse, me fazendo gritar e chamar por ele enquanto empurrava meu corpo ainda mais contra o seu, implorando por mais.

— Porra. — Kid soltou meu pescoço, apoiando sua testa ao meu ombro e sua mão a parede. — Você ainda vai me enlouquecer.

Ele sorriu quando eu ri de forma preguiçosa, voltando meu rosto para ele.

— Banho? — ele piscou preguiçosamente, me encarando antes que eu concordasse com um aceno e ele se afastasse. Subitamente, eu senti sua falta e isso me fez rir. Ótimo, não bastava as outras qualidades, ele tem que ser bom de cama. Quanto falta até eu dizer que estou apaixonada?


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