13. SAINTS
AVISO DE GATILHO
O CAPÍTULO A SEGUIR ABORDA OS SEGUINTES TEMAS: REVENGE PORN, ASSÉDIO, INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, SUICÍDIO
Meu querido
Você não é tão inocente
Você está enganando os portões do paraíso
Para que você não tenha que mudar
Você não é santo, você não é salvador
Eu estava a ponto de ignorar um dos meus únicos resquícios de humanidade e socar aquela mulher até a cabeça dela virar uma pasta. Ela claramente estava se esforçando para tentar manipular a Merindah e a fazer desistir do contrato, jogando a culpa do que aconteceu nela.
— Senhorita Nimhìuil... — pela segunda vez naquele dia, uma pessoa interrompeu o Haytham e ele se mostrou mais paciente com a Merindah e sua mão na cara dele do que com a tal doutora. Certeza que aquilo teria volta para a hippie, ninguém interrompe o Haytham. — Certo, prossiga.
Os rapazes se aproximaram um pouco, tentando ser o que a Merindah chamou de rede de apoio, ficando próximos a minha poltrona.
— Certo... — ela respirou fundo, se sentando. — Para ser sincera, eu meio que perdi a noção de tempo, então não tenho como dar certeza de quanto tempo tem que isso aconteceu. Mas vamos do começo, que basicamente é quando eu conheci o Law. — Ela encarou o Lawrence, abrindo um sorriso doce e triste para ele. — Tinha poucas semanas que eu tinha começado o meu curso de enfermagem, apenas alguns meses depois da minha avó partir desse plano. Eu sempre fui melhor aprendendo na prática e vovó tinha deixado instruções de que, se eu começasse o curso e quisesse, deveria ir até o Saint Rosemary para conversar com o bom Doutor Lawrence.
— Nenhum médico que se preze deixaria uma estudante com nenhum conhecimento trabalhar em um hospital. — A hippie se encolheu com os vários olhares assassinos sobre ela.
— Já mandei você calar a porra da boca, né. — Merindah a olhou atravessado, pronta para arremessar qualquer coisa sobre a cabeça da mulher.
— Primeiramente, não sou um médico que 'se preze'. Sou o melhor, mas vale lembrar que não sigo a dita ética médica, doutora. E a Merindah não era uma estudante comum, ela tem conhecimentos extensos sobre medicina natural, esse foi um dos principais motivos pelos quais a deixei estudar comigo. — Nunca fiquei tão feliz desse ar arrogante do Law como agora. — Ela ainda é a melhor enfermeira em que coloquei meus olhos e sabe mais do que muitos médicos que conheço.
— Obrigada. — Merindah voltou sua atenção para Haytham, suspirando. — Nos primeiros seis meses as coisas foram no mínimo perfeitas. Eu estudava uma parte do dia na faculdade e outra parte no hospital, quase como uma enfermeira pessoal do Law. Os professores elogiavam meu progresso, eu tinha notas excelentes e isso gerava comentários nada agradáveis que normalmente insinuavam que eu transava com eles em troca de notas. Vale ressaltar também que eu tinha um estilo mais... ousado na época. Eu adorava qualquer roupa que valorizasse as 'bençãos' que Freya me deu.
Merindah sorriu sem jeito, tentando cobrir os seios com os braços e isso me fez sentir raiva e tristeza na mesma intensidade.
— Eu não me importava, me limitava a ignorar e estava tudo bem. Até os novos residentes chegarem. O Saint Rosemary recebia recém-formados de tempos em tempos devido a reputação do Law e a um apoio financeiro, que agora eu sei de onde vem. — Haytham exibiu um pequeno sorriso, acenando quase imperceptivelmente. — Esses residentes vinham de uma faculdade com certo renome, pessoas que se achavam ricas e melhores que outras, que conseguiam ser mais arrogantes que o Law e eram insuportáveis de mimadas. É claro que havia algumas exceções, mas num geral... E ele... —Merindah encarou a fotografia por um momento sem emoção alguma. — Ele era um desses arrogantes mimados babacas que nunca ouviram um não na vida. E por três malditos meses esse imbecil ficou atrás de mim e inventou histórias idiotas sobre eu ter dormido com ele. E é claro que ninguém acreditou, afinal, meu parâmetro de relacionamento era o Law.
— Espera, vocês tiveram um rolo? — eu alternei meus olhos entre Law e Merindah, sentindo um ciúme daquele idiota antes de a ouvir rir.
— Não idiota. — Eu olhei irritado para Law. — Lembra que as pessoas comentavam... Então.
— Exato. Relaxa, você é o meu primeiro e único relacionamento a longo prazo e relativamente criminoso. — Merindah riu quando eu sorri orgulhoso. — Voltando, as pessoas também deduziam que eu tinha um relacionamento com o Law, até ele insinuou mais de uma vez já que eu dava para o Law, por que não dar para ele? Afinal, na cabeça dele, ele era irresistível.
Merindah revirou os olhos e eu vi Law sorri por um instante, mais pela lembrança que isso o trouxe do que pela história em si, já que logo em seguida ele se aproximou um pouco mais.
— Então as fotos apareceram. — Merindah engoliu seco, respirando fundo algumas vezes. — Até hoje não sei como ele as conseguiu, eram pessoais e eu nunca as mostrei a ninguém. Eram de um ensaio que fiz com o Lucian, no meu antigo apartamento com várias das minhas plantas e das minhas coisas de bruxa. Foi algo divertido e feito apenas para comemorar um sabbath*.
Merindah respirou profundamente, soltando o ar aos poucos. Eu quero que isso pare. Não posso fazer nada para a ajudar e isso está me deixando maluco!
— Ele pegou uma das fotos, era uma foto da cintura para cima em que eu segurava minha adaga, e ele manipulou colocando por cima uma... uma fantasia idiota de vaca e uma — ela parou, com uma expressão tão zangada e frustrada, gesticulando em busca da palavra — na minha mão. Uma...
— Deu para entender, Merindah. — Shay tinha aquela expressão de quando ele ia torturar alguém que merecia.
— Ele espalhou a foto pelo hospital inteiro. Funcionários e pacientes, todos viram aquela coisa. Quem tirou de circulação foi o Law. Ainda assim, passei semanas ouvindo risadinhas e julgamentos das mulheres. Mas o pior foi sem dúvida os homens. Quando me viam imitavam vacas e faziam o gesto de ordenhar com as mãos... e a coisa foi se espalhando cada vez mais, onde eu morava, na faculdade... Até que eu finalmente desisti. Larguei tudo e fui embora para outro lugar... — Merindah respirou profundamente, tentando organizar sua mente. Mas pela expressão do Law, ainda tinha mais.
— Pronto, seu problema estava resolvido. Tudo o que aconteceu depois disso não é culpa dele. Ele cometeu um erro. — A doutora se levantou e se Law não tivesse sido mais rápido do que eu, ela teria mais do que apenas uma marca vermelha no rosto.
— Acho que já mandaram você calar a boca. Agora sente, por que isso está longe de acabar. — Começo a sentir uma admiração pelo Doutor da Morte. — Merindah?
— Eu tô bem. Eu me mudei a primeira vez e comecei a esconder um pouco mais o meu corpo, sem perceber. Também evitava sair de casa a menos que fosse necessário. Porém, eu sou uma pessoa de rotinas, por mais perigoso que isso seja. Eu tomava meus cuidados, a modificando sempre que possível, mas eu gosto de ir nos mesmos locais. E era assim que ele me encontrava. Chegava pedindo perdão e eu o ignorava, o pedindo que me deixasse em paz. Então, tudo voltava. As fotos, os assédios... Em seis meses eu me mudei dez vezes. Teve locais que eu mal pude ficar duas semanas. — Merindah encarou as próprias mãos, suspirando. — Depois disso eu me mudei para um bairro ainda mais afastado, de maioria cristã, parei de usar meu segundo nome e nome de bruxa, Sirona, e comecei a me esconder ainda mais nas roupas. Ainda assim, ele me achou...
Ela massageou as têmporas, passando as mãos pelos cabelos e jogando seu corpo para trás.
— Todos os meus vizinhos eram cristãos. Um deles era um padre, pastor... sei lá, um líder religioso. Ele foi extremamente simpático e receptivo, afinal eu era uma ovelhinha que ele poderia acrescentar ao seu rebanho. — Ela riu sem emoção nenhuma, voltando a encarar Haytham, que prestava o máximo de atenção a história dela. Killer colocou a mão sobre o meu ombro e só então eu notei o quão tenso e puto eu estava. — Eu tentava ao máximo ser gentil e manter o máximo de distância dele, sendo respeitosa e me esquivando. Quando o ele apareceu novamente e começou a espalhar as fotos, esse religioso foi bem compreensivo, digamos assim, dizendo que todos cometem erros e que está tudo bem e toda aquela coisa de 'Deus perdoa seus pecados'. Foi quando eu tive um curto período de paz desde que essa confusão começou.
Merindah pegou o celular que Killer havia arrumado pra ela, desbloqueando a tela e abrindo a galeria, encarando a única foto do dispositivo. Lucian, um maine coon branco com uma mancha cinza na metade da cara, sentado em frente a um altar repleto de flores e cristais.
— Pela primeira vez, ele achou a minha casa e me seguiu, fazendo um escândalo na porta e esse religioso foi quem mandou ele embora. E por um maldito momento eu achei que estava segura, que tava tudo bem. Mas eu era uma bruxa no meio de um monte de cristãos. — Merindah parou, deixando o celular sobre a mesa enquanto as lágrimas começavam a cair por seu rostos. — E ele sabia disso. Ele começou a contar a todos e quando esse religioso veio finalmente me confrontar, na rua, longe da minha casa, eu não neguei, nem confirmei, apenas fugi do assunto quando sabia que isso me colocaria em perigo... Eu voltei para casa naquele dia já procurando uma nova casa, eu fui dormir naquela noite preocupada com o que poderia acontecer... E eu nunca teria imaginado o que aconteceu...
Ela parou por um momento, secando as lágrimas que insistiam em cair e tudo o que eu queria era a abraçar e dizer que ela estava segura.
— Dois dias depois. Eu estava pronta para começar a visitar onde seria a minha nova casa, já tinha começado a guardar algumas coisas como os grimórios, algumas roupas e os brinquedos de escalar do Lucian quando cheguei em casa, depois de ir ao mercado comprar ervas frescas e vi o fogo pela janela. — Merindah soluçou, apertando com tanta força o braço que as unhas quase rasgavam sua pele. — Alguém havia invadido a casa e destruído meu altar, além de terem escrito bruxa em várias paredes com spray... e é claro, jogaram meus grimórios no forno e atearam fogo... mas as coisas saíram do controle. De alguma forma as chamas se espalharam. Eu tentei, juro que tentei, mas me tiraram de lá... Eu ainda consigo ouvir ele me chamando de dentro do quarto, preso, sozinho e sofrendo...
— Merindah — eu simplesmente saltei da cadeira, a puxando para mim no chão enquanto ela soluçava e se agarrava a minha camisa. O livro queimado... e a fotografia do gato escondida dentro dele. — Tá tudo bem, a gente tá aqui.
— Isso explica o que aconteceu semanas depois... — a voz do Law tinha um tom pesado e eu tinha certeza que ia me arrepender de ouvir o resto daquela história.
— Eu queria que parasse... Eu só queria parar de ouvir ele me chamar ou estar com ele... — ela se afastou o suficiente para olhar para Law, que abaixou próximo de mim e apertou a mão da Merindah. — Eu não sabia mais o que fazer depois de tudo aquilo e me matar pareceu ser a escolha certa naquele momento...
Eu mesmo vou matar esse desgraçado. Cada um deles.
Meu corpo estava pesado e minha mente em branco. Eu conheço esse efeito, é o calmante.
— Cala a boca, Kid. Ela não é você, ela está bem. — A voz do Law me fez sorrir um pouco e me aninhar nas cobertas pela sensação de um frio inexistente.
— Vai se foder! Se ela ficar mal a culpa é sua! Ai! — Eu ri, quase vendo o Kid esfregar o braço.
— Parem de brigar. — A voz do Killer era quase suave, mesmo séria. — Ela acordou, eu acho.
— Meri? — as mechas cor de fogo surgiram a minha frente e me fizeram sorrir no meu estado deprimido e sonolento. Kid parecia uma personificação de Loki naquele momento.
— Oi, versão hacker do Loki. — Ele sorriu, passando a mão pelo meu cabelo. — Ele também apareceu do nada na minha vida... já disse que ele apareceu de repente no meu sofá e começou a conversar comigo?
— Então você já estava acostumada com ruivos aparecendo do nada para virar sua vida do avesso. Nem devia ter se assustado comigo. — Eu ri e ele sorriu como se instantes antes não tivesse gritado que ia matar a tal doutora.
Kid se virou para Law e tenho quase certeza que mostrou o dedo pra ele antes de voltar a me encarar.
— Você tem que descansar e eu tenho coisas a resolver. Eu volto logo, eu juro. — Ele beijou meu rosto, fazendo um carinho antes de afastar meu cabelo. — Lembra que você está segura tá.
Ele sorriu para mim uma última vez, beijando levemente meus lábios antes que meus olhos pesassem e eu adormecesse.
— Eu vou matar aquela desgraçada! — eu praticamente pulei as escadas, agradecendo o isolamento acústico do Victoria que me permitia gritar a minha raiva o quanto quisesse.
— Kid... — Killer desceu logo atrás de mim, seguido do Law, que parecia se divertir com a situação.
— Kid o cacete! Eu vou transformar a sua cara num purê sua médica de merda! — eu corri os olhos pela sala, procurando a mulher e a encontrando praticamente escondida atrás dos seguranças do Haytham, que rapidamente se afastaram enquanto ela tentava ou sair do prédio ou se esconder em algum lugar. — Me dá um bom motivo para não matar você agora.
— Ele! Ele me pediu! — ela apontou para Charles que tinha uma expressão de pânico quando eu voltei meus olhos e minha fúria para ele.
— Seu filho da puta! — o Killer até tentou me segurar, mas eu corri até o Charles, o segurando pelo paletó e jogando sobre uma das mesas, apertando seu pescoço com o antebraço da prótese. — Tem noção do que você fez? Ela tá mal pra caralho! E por causa da sua implicância com a gente! Tudo bem foder a nossa vida de vez em quando, mas ela não fez nada!
— Eustass. — O tom gélido do Haytham fez com que eu deixasse seu assistente respirar um pouco. — Explique.
— Ela é um gasto excessivo. — Charles engasgou algumas vezes antes que eu voltasse a apertar seu pescoço.
— Gasto excessivo você vai ter com seu seguro saúde quando eu terminar! — eu levantei meu punho, pronto para socar aquele merda, mas o grupo de pessoas que decidiram me arrancar de cima dele me interrompeu. — Me larga! Que inferno Killer! Você viu como a Merindah ficou!
— E isso não vai fazer ela melhorar Kid. — Aestus segurava o meu braço junto com Mallacht antes que eu tentasse usar a força extra daquela coisa para me soltar. Mas Haytham o desligou, me deixando ainda mais frustrado.
— Explique melhor seu ponto, Charles. — Haytham se voltou para seu secretário, que engoliu seco.
— Sua enfermeira gasta centenas de dólares com produtos de banho caros, além do gosto dispendioso com roupas. Desde que ela chegou suas despesas dobraram de valor. — Ele mostrou algo no celular para Haytham, que analisou com cuidado. — E achei um desvio de recursos desnecessário enviar o senhor Cormac para realizar o contrato dela. Até onde sabíamos, era apenas um revenge porn. Os próprios hackers podiam ter lidado com isso.
— Ela pediu um assassinato. E mesmo antes de saber tudo o que sabemos agora, eu estava mais do que satisfeito em cumpri-lo. — Shay se aproximou um passo a mais de Charles. — E acho que não está pensando direito, Charles. A enfermeira é uma economia, um investimento nas palavras do senhor Kenway. Pela primeira vez, esse bando de moleques está comendo direito e ela cuida deles como ninguém. É obvio que as despesas dobrariam com alimentos frescos e eles cozinhando ou comendo algo que não é fast-food.
— Quando aos produtos de banho, acho justo. É um pagamento mais do que merecido pelos serviços dela. E as roupas... — Haytham voltou seus olhos para nós antes de suspirar. — Eles não vão mudar de estilo e não me importo com o gasto com roupas extra. Acho que você se esquece, Charles, do quanto meus preciosos hackers me fazem lucrar e economizar em outras áreas.
Haytham devolveu o celular a ele, o contornando em direção a porta do Victoria.
— Não ouse mentir para mim novamente ou tomar decisões com relação a meus investimentos no meu lugar. Sua função é unicamente a de me manter informado quanto a meus compromissos, não se esqueça disso, senhor Lee. Erros como esse e o da Doutora Galimatias não serão tolerados. Considere esse seu primeiro e último aviso. — Haytham passou pela porta, sendo seguido rapidamente por Shay e pelos seguranças.
— Melhor vocês dois correrem antes que ele lembre que os seguranças do Kenway trabalham apenas para proteger a ele e ao Shay, quando precisa. — Mallacht riu quando Charles e a doutora Leto praticamente fugiram do Victoria.
— Vou ligar seu braço. — Killer se aproximou da mesa, pegando o controle e reiniciando a prótese. — Você não tem uma gota de bom senso.
— Sinceramente, nem o Kenway parecia preocupado com a iminente morte do secretário... — Law me encarou por um momento a mais, indo até a cozinha. — O Charles tem tomado muitas decisões de forma um tanto independente e imprudente. Não estou surpreso com a irritação do Haytham.
— Ele não tá com uma namorada nova? — Aestus se jogou sobre o sofá, encarando Law através da porta.
— Pronto, começou as velhas fofoqueiras. — Eu voltei meus olhos para a escada, pensando por um instante se não deveria ir até a Merindah.
— Ela está praticamente sedada. Espere mais alguns minutos e então suba com algo para comer. — Law saiu, se sentando em uma das poltronas. — Sim. O Haytham parece ter arrumado uma nova namorada, ela parece ser diferente das outras, ele tem mais cuidados com ela. E isso está deixando o Charles com ciúmes.
— Tá, tá, foda-se. Eu vou ficar com ela. — Law rolou os olhos antes que eu mostrasse o dedo a ele e subisse as escadas. Merindah ainda estava deitada na mesma posição, encolhida contra as cobertas.
Eu a encarei por alguns instantes, pensando no que fazer antes de decidir acender as velas espalhadas pelo quarto e colocar a playlist de canção de ninar favorita dela. Ela resmungou algo, girando seu corpo e tateando a cama.
— Kid... — eu sorri, subindo no colchão ao seu lado e pegando sua mão.
— 'Tô aqui. — Ela sorriu fraquinho, me puxando para perto e se aninhando quando deitei ao seu lado, passando meus braços ao seu redor. — Eu vou sempre estar aqui. Está tudo bem agora.
Eu a apertei contra mim, sentido seu corpo relaxar e a calma do ambiente me envolver.
*sabbath: feriado pagão, comumente celebrado por bruxas.
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