Capítulo 6
Camila
Lauren limpa seu prato e sem que eu me dê conta, pega um quarto da minha comida. Quando eu a olho com uma expressão interrogativa, ela simplesmente dá de ombros e me informa que o músculo queima muita energia, portanto precisa reabastecê-lo constantemente.
Tomo um gole da minha água enquanto olho os ombros largos e me pergunto quanto tempo ela gasta aperfeiçoando seu corpo.
– Isso é tudo que você faz?
Ela se inclina e estica os braços.
– Comer?
– Isso, e se exercitar? Você já teve tempo para algo mais?
Ela balança a cabeça.
– Normalmente, não, mas agora estou de férias.
Eu torço meus lábios.
– Você tira férias em Detroit? Um período de férias não deve ser em algum lugar tropical ou algo assim?
Ela levanta uma sobrancelha.
– O que há de errado com Detroit? Eu nasci e cresci aqui.
Rapidamente eu tento me corrigir, sem querer ofendê-la.
– Nada. Gosto de estar aqui por enquanto.
Um sorriso repuxa seus lábios carnudos.
– Eu gostaria de pensar que esse é o seu jeito de dizer que você gosta de mim, considerando que você chegou aqui hoje.
Eu tento conter um sorriso. Ela está certa. Lauren fez com que o primeiro dia da minha nova vida fosse mais emocionante e revigorante do que qualquer outro dia em que eu me lembre.
– Eu gosto de você.
Ela se inclina para mim.
– Porém, ainda não é suficiente para mudar as regras "apenas amigas", não é?
– Sim. – Rapidamente concordo. — Mas é bom ter alguém com quem conversar.
Ela balança a cabeça.
— Eu sei exatamente o que você quer dizer.
A próxima rodada de comida da Lauren chega à mesa e Jude sorri para mim.
— Então, senhorita Camila, você é fã de luta livre?
— Não, na verdade não.
— Você nunca viu a minha menina aqui se apresentar? Ela é realmente uma coisa.
Ela dá uma tapinha no seu ombro.
— Para ser honesta Jude, eu nem sabia quem ela era até minha prima me dizer hoje. Então ela pesquisou na internet vídeos e fotos sobre ela.
Lauren ri, fazendo com que eu volte a atenção para ela.
— Você realmente não tinha ideia de quem eu era, não é?
Eu dou de ombros.
— Odeio desapontá-la, mas nem todo mundo é fã de luta livre.
– Talvez você goste se lhe der uma chance. – Lauren olha para Jude depois de checar o relógio. – Tension estará no ar em poucos minutos. Vamos assistir e tornar a minha menina uma fã.
– É isso aí, docinho. – Jude volta até o balcão e pega o controle remoto da televisão pendurado na parede, mudando para um canal diferente.
Após o intervalo comercial, um hard rock estoura através dos alto-falantes enquanto as palavras Tuesday Tension pisca na tela, seguido de clips de lutadores batendo um no outro. Quando o rosto de Lauren aparece na montagem, estou hipnotizada pelo sorriso arrogante no seu rosto antes dela nocautear um homem sobre o tapete azul, usando força suficiente para me fazer hesitar ao pensar na dor.
– Essa é uma das minhas lutas favoritas.
As palavras de Lauren chamam minha atenção de volta para ela.
– Você já se machucou? – Eu questiono, me perguntando como alguém pode sujeitar seu corpo para tanto e ainda ser capaz de sair disso sem um arranhão.
O canto de sua boca se levanta com o mesmo sorriso arrogante que eu vi momentos antes na tela.
– Você está preocupada comigo?
– Mais para curiosidade... e preocupada também, eu acho. – Admito. – Eu não gosto de ver pessoas com dor.
Ela encolhe os ombros.
– Eu não posso dizer que eu nunca me machuquei, mas eu sou muito boa no meu trabalho, assim como a maioria dos caras e mulheres no show. Nós não estaríamos lá se não soubéssemos o que estamos fazendo. O objetivo é nunca realmente machucar um ao outro, mas sim fazer um bom show. 'Valorizar o investimento das pessoas'.
– Então, nada disso é real? – Pergunto a respeito do show que se desenvolve ao fundo.
– O show tem roteiristas. Cada história é bem pensada. Às vezes, eles se inspiram em situações cotidianas em nossas vidas, mas a dor, quando nós realmente nos machucamos, dói pra caralho. As pessoas que fazem isso como profissão sabem como é. A chave é desligar a parte de seu cérebro que sente dor, bloquear tudo. Ser capaz de fazer isso, vai me tornar campeã um dia. Meu corpo pode aguentar uma punição. – Explica.
– Isso é um objetivo para vocês? Ser campeão? – Eu pergunto, tentando descobrir o que a motiva.
Ela confirma com a cabeça olhando em direção à televisão.
– Esse é o objetivo de todos os homens e mulheres no show. É o prêmio final e as pessoas vão fazer o que for preciso para obtê-lo.
Eu enrugo meu nariz.
– Isso soa muito cruel.
– Acredite em mim, linda, o meu trabalho não é um monte de arco-íris e um maldito sol. Eu tenho que treinar constantemente. Deixei muitas pessoas chateadas. Eu cheguei ao topo muito rápido. Eles não acreditam que eu tenha capacidade, no entanto, o nosso chefe acredita que eu tenha.
Eu olho em seus olhos.
– Você já ganhou?
Seu olhar cai para a mesa enquanto ela responde:
– Eu já passei por algo assim na minha vida. Nada do que eu consegui foi fácil. Eu lutei por tudo que eu já alcancei, inclusive o meu caminho até o topo da Tension. Não há ninguém mais dedicada ao trabalho do que eu. Então, sim, eu já ganhei.
Eu abro minha boca para ir um pouco mais além, porque eu estou tão curiosa sobre ela, mas rapidamente fecho. Tantas perguntas passam através da minha mente, tal como, que tipo de merda é que ela já passou? Mas eu só conheço a mulher há poucas horas e eu não quero soar como uma intrometida. Mas a curiosidade me queima como uma coceira incômoda implorando para ser eliminada.
Antes de eu ir contra os meus princípios e arriscar de perguntar algo, uma voz na televisão anuncia Lauren alto o suficiente para trazer minha atenção de volta para o show. O homem com largos e musculosos ombros empurra seu cabelo preto para fora de seu rosto e seus olhos negros olham diretamente para a câmera.
– The Phenomenal, porque você achou esse momento conveniente para tirar férias pessoais? Que monte de mentiras você disse aos fãs que te apoiam? – A multidão vaiou o homem, mas não o impediu. – Por que você não lhes conta toda a verdade, L? Diga-lhes tudo, que você tem muito medo de me enfrentar novamente depois que você forjou sua ultima vitória. Nós dois sabemos quem é melhor. Por que você não lhes conta toda dor que te causei? Não, você tem vergonha de deixar o mundo ver como vou arrebentar sua cara. Eu quero uma revanche!
Olho para Lauren, que está focada intensamente na tela. Suas mãos em punhos descansam em cima da mesa na frente dela. Quem é este homem? Ele certamente parece irrita-la. Se tudo isso era falso e coreografado, por que ela está ficando tão zangada?
O homem no show inclina os cotovelos sobre as cordas vermelhas casualmente, como se ele estivesse completamente confortável em ser um idiota em rede nacional, e leva o microfone até seus lábios.
— Seja qual for a sua razão para fugir, L, saiba que eu estarei aqui quando você voltar pronto para chutar o seu traseiro.
A música explode novamente enquanto o homem deixa cair o microfone no ringue e sorri enquanto a câmera dá um zoom em seu rosto. Esse cara me dá arrepios.
– Quem é ele?
As narinas de Lauren se expandem um pouco, como se o simples pensamento sobre este homem de alguma forma a repugnasse.
– Este é Austin 'The Assassin' que retornou. Ele é o outro cara que o chefe está de olho para concorrer ao cinturão.
– Como um campeonato? – Eu esclareço.
– Sim. – É tudo o que ela diz.
Eu inclino minha cabeça.
– Acho que você não gosta muito dele.
Ela balança a cabeça.
– Lutar fora do ringue é estritamente proibido e todos nós assinamos um contrato que afirma que nós não vamos fazer isso. Se lutarmos, somos chutados para fora, sem hesitação. Tem muito cara tentando obter sua chance na empresa para que eles se preocupem com uma pessoa sem controle. Austin tem implorado por uma surra, já faz um tempo, mas o filho da puta sabe que eu não vou tocá-lo. Ele fica sob a minha pele e gosta de testar meus limites.
– Então, o que ele fez para te contrariar? Era sobre uma mulher?
Sua testa franze.
– O que faz você supor isso?
Eu dou de ombros.
– Parece que isso é uma coisa que você está disposta a lutar, com contrato ou não. Mais cedo no clube, você estava pronto para bater em Nick por mim, então eu apenas supus.
– Você supôs errado. Eu não luto por mulheres.
– Então por que você me protegeu? Você não hesitou nem por um segundo em enfrentar Nick. – Eu tentei mostrar como ela estava se contradizendo.
Seus olhos verdes procuram o meu rosto, como se estivesse à procura de respostas para essa pergunta para si mesma.
– Eu não sei como explicar isso e eu tenho certeza que não vou conseguir quando eu tentar, porque parece loucura, até mesmo para mim.
Eu estendi a mão e toquei a sua, querendo ouvir suas razões.
– Experimente.
– Alguma vez você já sentiu uma conexão com alguém, mesmo sem conhecê-lo? Quando eu olho para você, eu vejo bondade. Eu não tive muitas coisas boas acontecendo durante a minha vida, então quando vejo algo puro, me sinto atraída por isso.
Eu passo meus dedos sobre sua mão.
– O que você quer dizer? Você tem uma carreira impressionante, você é famosa... como é que não é boa?
– Isso não é real. Tudo pode desaparecer num piscar de olhos. – Ela se afasta e esfrega seu rosto. – Eu disse que ia estragar tudo. Eu acho que o que eu estou tentando dizer é que eu estou sozinha. Além de Jude e Joe, eu não tenho uma família. Eu cuido de mim há muito tempo, vivendo da maneira que não deveria e em um certo ponto eu mesmo cavei um buraco tão fundo, que eu não tinha certeza que conseguiria sair viva. Não é uma vida que muitas pessoas querem pra si. Trabalhar aqui me salvou. Detroit é um lugar difícil, então quando eu vejo uma garota bonita como você entrar em uma cidade cheia de idiotas como eu, eu me preocupo. Eu não quero que você se desiluda quando se deparar com a cruel realidade do mundo. Você tem muita luz para ser tomada pela escuridão.
Eu sorri.
É uma loucura pensar que ela é tão compassiva a meu respeito depois de apenas algumas horas, e enquanto sua intensidade é insondável, estou completamente lisonjeada.
– Então você está dizendo, que quer se tornar a minha guarda-costas pessoal e me proteger do mal da grande cidade? – Eu provoco.
Ela se aproxima de mim e pega a minha mão entrelaçando seus dedos nos meus.
– Há muitas coisas que eu gostaria de fazer para o seu corpo, mas, sim, se você quiser ver assim, protegê-la dos caras é definitivamente uma prioridade.
Eu sorri enquanto um rubor invade meu rosto. Ah, como eu gostaria de lhe dizer para fazer comigo o que quiser, mas eu sei que eu vou me odiar se eu permitir que uma pessoa que mal conheço me use assim. Mesmo que com um simples toque essa mulher provoque arrepios e explosões ao longo de cada centímetro do meu corpo. Eu acho que eu não poderia fazer isso, se ela não me ama.
Argh! Eu tenho que parar de pensar nela dessa forma. Toda vez que eu penso sobre ela, meu cérebro estúpido pensa em sexo, mais especificamente, o que seria o sexo com ela. Como seria a sensação. Como seria seu sabor. Eu preciso de uma mudança de assunto. Rápido!
– Então, há quanto tempo você está de férias?
– Um pouco mais de uma semana. Você vai sentir minha falta quando eu voltar para a estrada? – Ela sorri, pescando informações.
Eu dou de ombros, tentando não morder a isca, mas finalmente cedo e sorrio.
– Eu sentiria. Depois de tudo, você é minha amiga e guarda-costas oficial em Detroit.
Ela esfrega o polegar sobre o lado da minha mão.
– E quanto a você? Quais são seus planos agora que está tudo resolvido? Vai começar a fazer amizade com os habitantes locais?
– Um trabalho, eu acho. Normani me arranjou um emprego no Larry's Bar and Grill com ela. Eu começo amanhã.
A ideia de ter o meu primeiro emprego de verdade me apavora. Não é como se eu estivesse fazendo isso por escolha, este trabalho será o único meio que vou ter de me sustentar. Tenho zero experiência em emprego e menos experiência ainda em como ser uma boa garçonete. Se eu falhar nisso, eu não sei o que vou fazer.
– No que esta pensando? – Lauren pergunta me tirando dos meus pensamentos de fracasso iminente. – Sem carranca, lembra?
– Desculpe, eu estou nervosa por causa de amanhã. Provavelmente eu deveria voltar para a casa de Normani para que eu possa descansar para o meu primeiro dia de trabalho.
– Tenho certeza que você vai se sair muito bem. – Ela olha para o relógio. – Você está certa, está ficando tarde. – Ela se inclina para o lado, pega a carteira do bolso de trás, e coloca várias notas de cem dólares sobre a mesa antes de deixar o prato em cima delas.
Meus olhos se arregalaram. Puta merda! Ela é rica como pode-comprar-qualquer-coisa-que-ela-quiser e mesmo assim ela é generosa. Todas as pessoas ricas que eu conheço são avarentas. Elas nunca deixariam uma gorjeta destas, sendo da família ou não.
— Você é muito generosa.
— É o mínimo que posso fazer. Eles fizeram muito por mim quando eu não tinha nada. – Ela responde simplesmente.
O gesto doce de deixar esse dinheiro para Jude me diz muito sobre seu caráter e só reforça o primeiro pensamento que eu tive sobre ela ser uma boa pessoa, quer ela acredite ou não.
Lauren se levanta e estende a mão para mim.
– Pronto? Vamos para casa antes da carruagem se transformar em uma abóbora.
Tomo sua mão e dou risada.
– Você acabou de fazer referência a uma história de princesa?
Ela me puxa para o seu lado e joga o braço em volta dos meus ombros.
– Sim, ainda tenho a esperança de ser o par de uma princesa.
A idéia de que esta sexy, mulher brutal, está tentando me impressionar faz com que meu estômago dê uma cambalhota. Se ela continuar assim, esses malditos limites de amizade que estabelecemos vão voar direto pela janela, porque eu não vou ser capaz de segurar a vontade de me jogar em cima dela.
Estar na traseira da moto de Lauren é mais confortável na segunda vez. Eu pressiono meu peito contra as costas dela com tanta força que eu juro que nós compartilhamos a mesma pele. É louco vê-la ao redor de sua família... eu acho que é o que ela chamou, de ficar em sua cabeça um pouco, muda um pouco minha percepção a respeito dela. Enquanto ela ainda é um ser humano muito intimidante, eu sei que por baixo de toda aquela rocha, é uma pessoa com um bom coração. Tudo o que ela diz para tentar me afastar, como se estivesse me dizendo que ela não é a pessoa certa, só me faz gostar mais dela. É como se ela tivesse que me proteger de qualquer coisa que possa me machucar, incluindo ela própria, que é uma característica muito agradável nela. Se ela não fosse assumidamente uma mulherenga conhecida, eu podia me ver caindo de quatro por Lauren Jauregui.
Mas ela definitivamente não é do tipo para relacionamentos. Ela é do tipo alguma-diversão-e-vamos-esquecer-uma-a-outra, e que é justamente o tipo de relacionamento que eu não quero participar.
No momento em que Lauren para na frente da casa da tia Elisa, ocorre-me o pensamento que eu sequer lhe dei o endereço. No momento em que ela desliga o motor, eu pulo fora da moto e arranco o capacete da minha cabeça, incapaz de parar de me questionar.
– Como você sabia onde eu morava?
Ela sorri maliciosamente.
– Sua prima Normani não é a única que sabe como rastrear informações de alguém.
Mordo meu lábio inferior, curiosa para saber por que ela se incomodaria em obter informações a meu respeito, e me perguntando o que mais essa mulher sabe sobre mim.
– Eu não estou certa de que me pesquisar na Internet seja tão interessante. Eu sou chata.
Seus olhos brilham.
– Chata é relativo, Camila. Alguém que se formou em hotelaria, com honras e uma graduação menor na dança, não parece que é chata para mim.
Eu balancei minha cabeça.
– Você encontrou tudo pesquisando na Internet?
– Eu não, Keana encontrou.
Keana? A morena do clube? Ela me odeia e provavelmente odiou essa tarefa. Estou surpresa que ela não encheu sua cabeça com um monte de mentiras sobre mim enquanto ela estava com Lauren.
– Ela trabalha para você ou algo assim?
Ela assenti, e empurra seu cabelo escuro para trás de seu rosto.
– É, ou pelo menos era o que ela fazia, até que ela me ameaçou há pouco tempo. Eu não reajo bem a ameaças. Dando-me um ultimato de qualquer tipo não funciona. Ela sabe disso. Eu faço o que eu quero, quando eu quero. É uma pena, porque ela era uma excelente AP.
Eu enruguei minha testa.
– O que é um AP?
– Um assistente pessoal. – Ela esclarece. – Jimmy vai odiar cuidar de todas as minhas coisas pessoais e gerenciais até que ele encontre alguém novo.
– Então você tem duas pessoas que, basicamente te seguem a todos os lugares?
– Mais ou menos. Embora, eu não tenha pedido a Keana que viesse para cá comigo. Ela veio por conta própria.
No momento em que ela diz isso, a ficha cai. Não é à toa que a mulher parece me odiar.
Mesmo que isso não seja da minha conta, eu pergunto:
– Você dorme com todas as suas assistentes?
Ela sorri.
– É tão óbvio?
Eu ri.
– Nenhuma mulher iria seguir seu chefe a menos que ela tivesse que fazer. E o olhar que ela me deu no bar...
– Ela se sente ameaçada por você! – Ela exclama.
– Por quê? Será que ela não se olha no espelho? Eu não posso imaginar que alguém como Keana possa se sentir ameaçada por alguém como eu.
Lauren aperta meu nariz.
– Você, obviamente, não se olhou no espelho, Camila. Todos os homens no bar estavam te observando esta noite e desejando que eles fossem o sortudo que conseguiria levar você para casa.
– Foi por isso que você disse que eu estava saindo com você, eu quisesse ou não, não foi? Você estava me protegendo de todos os pênis de Detroit mais uma vez, não é? – Eu a provoco, jogando a definição de todos os homens na cidade de volta para ela.
Ela pisca.
– Para que servem os amigos? – Lauren aciona a moto, e sobre o barulho ela diz: — Vejo você por aí, linda.
Ela não me dá a chance de perguntar quando isso vai acontecer antes que ela acelerasse para a escuridão. Mil perguntas dançam na minha mente, uma vez que faço uma retrospectiva do dia que acabei de passar com essa mulher inebriante. Eu sei que não a ver novamente seria a melhor coisa para mim, mas eu não posso impedir o ardente desejo dentro de mim. Lauren Jauregui é uma mulher má que eu tenho a chance de conhecer melhor.
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