Capítulo - 6

Noah Urrea

Any me cumprimentou de forma educada e ela está linda! De fato, como todos diziam, ela se tornou uma mulher exuberante. 

Eu achei que continuaria a vê-la como a criança que conheci, mas esse não foi o caso. Ela continua sendo a irmã mais nova do meu melhor amigo... mas que irmã!

O Sr. Soares nos chama para sentar e me sento de frente para Any, percebo que ela não levanta o olhar e fica sempre muito calada. Me lembro de ela falar muito e ter uma alegria contagiante. Será que a idade a fez ficar retraída? O tempo, talvez?

Será que ficou tímida? Duvido muito.  Eu a olho, mas logo, tiro o olhar ao ver seu incômodo óbvio. Ela parece não gostar de ser analisada... e vai passar tempo logo comigo, que gosto de analisá-la.

Reparo que Any está um pouco pálida, mas acredito que por ficar muito tempo longe do sol. Fui ao internato algumas vezes para saber notícias suas. Assumo que não ia de bom grado, mas ainda assim, ia. Não a vi em nenhuma das visitas, mas o local é sempre muito escuro.

— Any? Está tudo bem? Você está pálida! — pergunta meu pai.

— Ó, sim! Eu só estou um pouco enjoada, senhor.

— Será que já não é meu sobrinho a caminho, meu irmão? — fala meu irmão, Richard — Será que Noah não fez algumas visitas íntimas á Any enquanto ainda estava no internato, Sr. Henry?

Vejo Any com os olhos sobressaltos e corar violentamente, trazendo um tom rosado para sua face, antes, pálida. Meus irmãos são sempre inconvenientes! Eu o ignoro totalmente e volto minha atenção para ela.

— Quer que eu chame um médico, Any?

— Não precisa, obrigada! É só cansaço.

— Tudo bem! Mas se permanecer, me avise. — digo e ela faz que sim com a cabeça.

Conversamos por um bom tempo, durante o jantar, mas Any não disse nada. Foi agradável, mas eu gostaria de ouvi-la, saber sobre ela e seus gostos. Infelizmente, ela se manteve reservada e eu precisava partir, pois tinha reuniões de negócio em Los Angeles e precisava resolver tudo antes do casamento. Acabo não me despedindo de Any, assim, não entrego o colar que comprei, mas peço para que minha mãe o faça.  Corro para pegar o avião e viajo. 

[...]

A semana passou e Any não me ligou, não mandou mensagens. Ela é bem ausente para uma garota apaixonada. Garota estranha!

Any não liga, mas mamãe sim, o tempo todo. Diz que adorou Any e que ela fazia muita questão do casamento.

— Meu filho, ela é uma garota linda e muito inteligente! Faz jus ao marido que terá. E o vestido ficou perfeito! Ela tem um corpo tão bonito quanto o rosto.

— Ela é mesmo muito bonita, mãe! — digo.

— Meu filho, eu só queria pedir para que você seja paciente com ela e não apresse as coisas. Ela é uma boa garota!

— Tudo bem! Mas por que a senhora está dizendo isso, mãe? — questiono por não entender onde minha mãe quer chegar.

— É que na escolha dos vestidos, Catarina, a namorada de Arthur, deu a entender que Any não possui... — interrompo mamãe, pois meu notebook recebe uma chamada. 

— Mamãe, desculpe! Rafaela acabou de me dizer que teve um probleminha no sistema. Falo com você mais tarde! Beijo.

— Beijo, meu filho!

A semana passou bem rápido, tive diversas reuniões. Acabei não ligando para minha mãe. Sei que provavelmente faria mais elogios à Any, ela sempre a adorou, desde criança.

[...]

Vejo Any entrar na igreja e ela está belíssima! Vejo que ela não encara muito os familiares e dificilmente sorri de volta para as pessoas. O Sr. Soares me entrega Any e dou um beijo em sua testa, mas ela não me olha de volta e mantém-se com a visão baixa, segurando uma mão na outra.

Trocamos os votos, as alianças e um beijo casto. A cerimônia passou rápido. Ao sair do altar, fico ciente de que a viagem será adiada, por contratempos. Queria ter uma privacidade maior com Any hoje, infelizmente, não será possível e isso me deixa estressado, pois meus planos não saíram como imaginei. 

A imagino sem roupa desde o momento que a vi descer aquelas escadas com um vestido preto, colado ao corpo. Deliciosa!

Há várias pessoas nos parabenizando e eu vejo que Any aparenta cansaço, pois responde o básico a todos. A chamo para subir. Ficaremos no quarto que era dela essa noite.

Eu estendo a mão para Any e ela olha para minha mão estendida alguns segundos, mas a pega. Só que não fala nada, nunca. Descido quebrar esse silêncio que insiste em ficar entre nós.

— Olha, Any, eu sei quais são as circunstâncias que nos trazem aqui, mas eu quero fazer isso dar certo. — digo.

Any dá uma pausa e respira sem manter seus olhos muito tempo nos meus.

— Obrigada! — responde.

Abro a porta do quarto e ela entra primeiro. Olha tudo há a sua volta e a vejo focar na cama grande de lençóis brancos. Parece que fizeram algumas mudanças aqui, pois ela vasculha o quarto com os olhos como se buscasse algo, mas logo, desvia o olhar para baixo quando pego em seu braço e a faço virar-se para mim.

— Você está linda! — ela parece envergonhada e não me responde — Você não lida muito bem com elogios, não é mesmo?

— Não muito. — diz baixinho e ainda de cabeça baixa.

— Bom, vamos trabalhar isso! — digo seriamente — Mas imagino que esteja cansada. Vou tomar um banho. Me acompanha? — já que me casei, quero no mínimo, me divertir com ela.

Vejo Any corar e arregalar os olhos. E não entendo bem a razão, mas me arrependo.

— Não... é..., n-não... — engole seco — Não agora. Obrigada!

— Tudo bem! Eu vou primeiro.

Não me agrada sua reação, mas tento entender. Ela deve estar cansada e constrangida pelo fato de nossas famílias estarem nos quartos ao lado. Os jovens sempre fazem isso longe dos pais! Em seu caso, em outra cidade.

Entro no banheiro e tomo um longo banho de porta aberta, vai que ela decide fazer uma surpresa, não é mesmo? Não custa tentar! E, não vejo motivos para que a porta seja fechada. Agora, somos casados!

Eu precisava mesmo relaxar e a companhia dela faria isso, com certeza! Mas como ela não fez uma surpresinha para mim, eu farei uma para ela. 

Desligo o chuveiro e sei que a água fria fará seus mamilos se evidenciarem e eu tenho uma curiosidade muito grande em relação a eles. O gosto que eles têm...

Quando saio com uma toalha enrolada na cintura, Any ainda está em seu vestido de noiva e com uma toalha na mão. Assim que eu saio, ela se levanta e vai em direção ao banheiro, mas eu a seguro e a viro de costas, colando suas costas nuas em meu peito.

— Acho que você vai precisar de ajuda para descer isso aqui, mocinha! — jogo seu longo cabelo para o lado e abro o zíper do vestido devagar, mas forte, para que o zíper passe sobre sua pele. Ela está linda nele, mas deve ser ainda mais linda sem ele para tapar a bela visão de seu corpo nu.

Enquanto desço o zíper, me imagino beijando seu pescoço, seus ombros, suas costas... Ela é deliciosa! Meu membro logo dá um sinal de vida e penso naqueles lábios vermelhos o engolindo totalmente.

— Obrigada! — diz em uma voz trêmula.

— Não há pelo que agradecer, querida.

— Com licença! — ela sai em passos rápidos e bate à porta do banheiro. E eu achando que ela deixaria eu descer bem mais que o zíper. 

Ela fica lá por uns quarenta minutos e eu já estou ansioso. Enquanto ela não chega, abro uma mala com algumas roupas de dormir e pego uma calça, a visto, mas não uso cueca. 

Vejo algumas peças de Any em sua mala, que está aberta e me dou a liberdade de verificá-las e mesmo não querendo que ela use roupas, escolho uma. Ela não levou nenhuma peça para o banheiro, então, voltará para se vestir... ou não.

Pego uma camisola preta de alças. Ela não é curta, mas é sexy e mostrará com facilidade seus seios. Escolho uma calcinha de seda da mesma cor. Eu imaginei que teria algo mais sexy, mas não tem nada de muito ousado. Que pena!

Ouço sua voz...

— Você pode me dar essa mala rosa? Por favor! — diz da porta do banheiro, com apenas uma pequena frecha de abertura. Noto que ela está com frio, pois treme.

— Eu já escolhi sua roupa. — estendo a peça e ela pega. Vejo a olhar para peça e olha para mim, como se fosse recusar ou fazer alguma pergunta.

— Eu pedi a mala rosa. Essas peças são da mala preta. 

— Sim eu sei! Mas quero que você use essas. 

— Obrigada! — ela engole seco, e a vejo envermelhar, mas apenas, fecha a porta.

Enquanto ela não vem, eu me deito e a espero. Se passam mais vinte minutos e eu coloco o ar condicionado no mais gelado possível e lá vem ela! Sai do banheiro meio desajeitada e não me encara. Falo e ela parece parar de respirar enquanto põe o vestido de noiva em um sofá que fica no canto do quarto.

— Você está ainda mais linda agora!

— Obrigada! — responde ainda sem me encarar.

— Venha, deite-se aqui comigo! — peço dando leves tapas na cama.

Ela vem e se deita ao meu lado, de barriga para cima, unindo as mãos em cima do estômago, ainda olhando para o teto. Eu estudo seu corpo com meus olhos, e meu plano deu certo! Seus mamilos estão mais que marcados na camisola e me imagino os chupando. Imagino eles na minha boca, enquanto enfio meu membro até o fundo dela. Esse casamento não agradou no início, mas sei que pode ser bem divertido dar prazer a ela.

Noto um certo desconforto de sua parte e presumo que seja o cansaço. Decido perguntar.

— Você quer dormir agora? Está muito cansada?

Ela demora a responder.

— Sim, obrigada! — fala em uma voz baixa.

— Boa noite! — contrariando meu corpo, decido que é melhor deixar que a noite de núpcias aconteça quando viajarmos. Será mais bem aproveitada!

— Boa noite! — responde.

Eu já imaginava estar dentro dela uma hora dessas, e meu membro está bem ciente disso. Tento controlar meus pensamentos, mas seu cheiro natural e a visão de seus cabelos espalhados pelo travesseiro já são o suficiente para meu corpo reagir automaticamente. Me imagino beijando sua boca e seu pescoço... de como é sua pele por baixo dessa pequena peça fina e como é seu gemido ao ser tocada... esse cheiro gostoso impregnado por todo o quarto. Havia anos que eu não ficava apenas a imaginação. Infernos!

Adormeço pensando em como seria transar com Any e chego até pensar que estou de fato fazendo sexo, pois escuto gemidos altos. Mas desperto e vejo que o som vem do quarto ao lado.

— Arthur e Catarina vão acordar o prédio todo. — digo.

Any não diz nada, mas está com uma cara de constrangimento e chega ser fofa... e excitante?

Toc, toc, toc (batidas na porta)

— Quem será a essa hora? — indago.

Any se levanta e vai até a porta para atender.

— O que houve, Sophie? 

— Olha, eu sei que vocês são recém-casados e querem tirar todo esse atraso. Mas será que tem como você gemer mais baixo, docinho? Vocês acordarão toda a cidade desse jeito.

Caminho até a porta e ouço o que minha cunhada/irmã diz e vejo a cara de desentendida de minha esposa.

— Na... não, é... n-não — Any se embola nas palavras.

— Não somos nós, Sophie! — digo de forma direta e objetiva — E mesmo se fosse, era nosso direito! Any é a dona da casa e pode fazer o que quiser, quando quiser, quantas vezes quiser e na intensidade que quiser, ao contrário de você, que está aqui, porque não tem vergonha na cara. — digo olhando para Any.

Sophie não olha para mim, só olha para Any e diz:

— Grite o quanto quiser, docinho! Só acho estranho vocês transarem em um quarto que Any cresceu. Esse quarto era uma brinquedoteca, agora, é um quarto de sexo. Bizarro!

— Estranho é você transar com seu irmão. Estranho é estar na casa do ex namorado, enquanto ele fode com outra bem alto, no quarto ao lado do seu. Isso tudo é saudades de Arthur, Sophie? — pergunto para irritá-la — E ela fará isso agora mesmo. Agora, nos dê licença!

Fecho a porta e pego Any pela mão e vejo que ela está gelada e seu seio ainda está erguido e nossa, como eu quero tocá-lo.

Ela se deita e eu a abraço para aliviar o frio. Ela não se meche e nem me abraça de volta, mas suas mãos estão em meu peito e logo, eu durmo.

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