Capítulo 53

Any Gabrielly Urrea

Desde criança, sempre tentei apoiar mulheres e amar todas. Qual o empecilho? Alana Nobel.

Aquele projeto de capivara lambida não para de me encarar e não, não é com o deboche e desprezo de sempre, mas sim com raiva. Mas eu não gosto de problemas, muito menos rivalidade, então não a olho de volta e não revido as piadas e indiretas direcionadas a mim.

Infelizmente, não posso evitá-la, já que ainda somos grupos formados. Por mim, eu ficaria o mais longe possível.

— Você está radiante hoje, Any! Parece feliz. — diz Carla.

— Como não ficar feliz vendo nossa princesa todos os dias? — digo e sorrio para a pequena Isis.

— É só isso mesmo? — pergunta Alana e eu a ignoro totalmente.

A aula acaba e a professora pede para que eu fique na sala e espere um pouco.

Quando todos saem, ela se senta em minha frente e começa a falar:

— Any, a Srta. Nobel disse a mim que vocês duas estão tendo problemas. E ela quer conversar com você! — diz e eu penso em sair, sem nem ao menos dar uma resposta, mas isso não é de meu feitio.

— Eu e Alana temos bem mais que simples problemas, professora! — digo — Mas eu aceito ouvi-la.

A professora sorri e me agradece, pois está fazendo isso de boa vontade. Alana entra e sorri, mas assim que a professora sai, sua máscara de boa moça cai e eu não poderia esperar menos. Sério que eu ainda achei que ela pudesse estar arrependida?

— Então, pequena Any, vocês transaram?

— Eu não entendi, Alana. — digo calma.

— Vocês se acertaram, não é? — pergunta e por um segundo, sinto pena, pois há tristeza.

— Como sempre sim, Alana. — digo paciente — Mas o que isso interessa para você? Ah, nada! Me dê licença, por favor! — digo e saio da sala. Imaginei que talvez, ela poderia ter algo de relevante a dizer, mas era só um monte de questionamentos bobos.

Saio do instituto e vou para o estacionamento e Noah já está me esperando. Já é quase noite e marcamos de ir em um barzinho que ele gosta.

Chegamos e jantamos em clima de romance e amo ficar assim com ele. Ele é sempre tão atencioso, carinhoso e provocativo em lugares indevidos e por mais que eu fique constrangida, não posso negar que me traz uma sensação de aventura e um fogo que não para. Noah é a gasolina do meu incêndio!

Saímos da Pub e infelizmente, Alana está aqui fora e vem em nossa direção, cambaleando. Parece bêbada!

— Uau, que coisa mais linda esse casal apaixonado! — Alana diz e vira uma garrafa de vodka na boca.

— Vá para casa, Alana! — Noah diz e eu permaneço calada.

— Eu sei que você vai voltar pra mim, amor! — ela diz e sorri — Eu sei que assim que você conseguir o que quer, vai abandonar essa aí e vai voltar pra mim.

— O que eu quero é que você fique longe de mim e de minha família! — diz meu marido.

— NÃO! — ela grita — Você só quer comer essa sonsa sem sal e se livrar dela em seguida! — ela olha para mim. — Você acha mesmo que vai dar conta dele, sonsa? Olha pra você! Nunca vai ser mulher pra ele. — diz arrastada.

— Alana, Noah tem razão. Vá para casa. Você não está bem! — digo — Quer que eu ligue pra sua mãe?

— Cala a boca! — diz e tropeça e tento ajudar, mas ela me dá um tapa na mão.

— Alana, por favor! — peço — Eu vou pedir um táxi para você! É perigoso ficar na rua até tão tarde.

— Tá querendo fazer caridades, Aninha? — pergunta e sorri alcoolizada — Quer devolver o favor pro mundo? Só porque o gostosão aí vai romper esse hímen por obrigação? Você é patética! — diz e sinto o impacto de suas palavras.

— Do que ela está falando? — olho para Noah e pergunto — Você... você nã... — minha voz falha.

— Any, você não acha que... — interrompo-o.

— Eu não sei... você e ela não...? — digo e me sinto tonta — Depois que nós dois...

— Você acha mesmo que ele vai querer uma garotinha inexperiente? — Alana diz — Ah, docinho, ele é muito fogo pra você dar conta.

— Você enlouqueceu? — Noah grita com Alana.

— Eu devo ter te enlouquecido de prazer, não é, gatão? — pergunta — Aposto que sentiu saudades.

— Você é maluca! Igualzinho a sua mãe. Eu vou pedir um táxi! — ele diz e pega o telefone e eu continuo parada, pensativa.

— Eu... eu não quero! — diz e se escora em carro, vomitando e sinto-me tentada a ajudar.

— Você vai, Alana! Sua mãe já tá a sua espera. — digo e ela me olha atravessada, mas não responde, pois volta a vomitar.

O táxi chega e ajudo Alana a entrar no carro, mesmo contra sua vontade. Noah e eu estamos de pé, no meio do estacionamento, enquanto o carro se afasta.

— Você não acha que eu contei pra ela, não é? — Noah me questiona.

— Não. Claro que não! — digo e o abraço.

— E por que parece triste?

— Porque por um lado, ela tem razão... eu não sou boa o suficiente para você! Eu nem ao menos te mereço.

— Shhh, vamos pra casa! — diz e todo caminho é em silêncio. Quero dizer, quase todo. Meu celular vibra e eu olho a mensagem que chega:

— A sua amiga foi entregue. Está tudo certo!

— Tenha uma boa noite, Srta. Urrea!

— Alana chegou bem. — digo e ele põe a mão na minha coxa, acima do joelho e aperta levemente, fazendo um carinho atencioso. Tremo pela sensação.

Chegamos e aproveito sua pequena distração para tomar um banho. Apesar dos acontecimentos da noite passada, ainda tenho vergonha e fico nervosa só de pensar, mas é um nervosismo bom.

Visto-me e o encontro na escada. Ele me convida para um banho e sei que estou corada, mas digo que já tomei e que o encontro logo, mas antes, vou até a cozinha beber água.

Fico na cozinha alguns minutos, escorada no balcão, pensando na minha vida. Será que eu tenho participação nesse surto de Alana?

Espanto meus pensamentos e subo para o quarto. Noah está deitado, com as mãos atrás da cabeça e sem camisa, numa imagem que parece ter sido feita pelos deuses. Santo Deus, como ele é lindo! Limpo a baba que escorre por minha boca e me deito sutilmente ao seu lado e ele me encara.

— O que houve? — pergunta.

— Hmmm, eu... — tento dizer — Me perdoa!

— Parou, amor! Não ponha essas coisas nessa sua linda cabecinha.

— Mas e se ela estiver certa? E se eu não for boa o suficiente para você?

— Você é mais do que o suficiente. — diz e sorrio, pois, ele me parece sincero — E eu vou te mostrar, mais uma vez, que você é mais que suficiente. — diz e me beija, subindo em cima de mim e sorrio pela surpresa. E aqui está! Meu coração acelerado.

Estou com o corpo apoiado no colchão e ele me beija intensamente. Já sinto meu corpo ferver e meu cérebro congelar. Ele suspende seu corpo e me puxa em seguida, me fazendo ficar sentada. Suas grandes mãos agarram a barra de minha blusa e eu, como um extinto, suspendo os braços e ele a tira. Ofego e mal posso esperar para que aconteça de novo.

Eu o amo e eu quero muito fazer isso, mas me sinto insegura. O meu conforto são seus olhos, sua boca em minha pele, seu toque e todo amor e carinho que é evidente, mas não mais que o desejo.

Noah aperta meu seio e não posso evitar a quebra do contato de nossos olhos, pois meus olhos se fecham instantaneamente. Minha cabeça está sobre o travesseiro novamente e o vento gelado paira sobre minha pele. Sua mão alisa minha barriga, a beijando em seguida e levando sua mão até o fecho frontal de meu sutiã.

— Você é tão linda! — ele diz, observando meus seios e os colocando entre as mãos.

— Podemos diminuir a luz?

— Está envergonhada? — pergunta e sorri maliciosamente, se levantando e abaixando a claridade, e em alguns passos, pega mais um pacote de preservativos.

Noah para em minha frente e retira sua calça, e logo, vejo seu membro, marcando a cueca, mas não encaro. Não sei se devo. Ele vem até mim e desabotoa os botões da minha calça jeans e desce o zíper lentamente e esse barulho, levou um arrepio a minha espinha.

Assim que minha calça vai para o chão, ele se estende sobre mim, e beija minha barriga e eu congelo. Seus dedos passeiam lentamente sobre minhas costelas e mal posso respirar.

— Não vai deixar eu te beijar? — pergunta, passando o nariz no vértice que unem minhas coxas e eu paraliso e não lhe dou resposta — Para tudo a seu tempo. — fala e sobe, beijando meus seios e mordendo meu pescoço. Um arrepio percorre meu corpo e me deixa tremula, levando essa sensação para meu centro e quase não posso raciocinar. Ele desce todo o caminho com a boca novamente e enrola os dedos no elástico de minha calcinha, a tirando de mim, sem qualquer relutância.

Noah pega em meus joelhos, afastando minhas pernas uma da outra e já me sinto fraca. Ouço o barulho de plástico sendo rompido e analiso sua expressão linda e ao me pegar no flagra, sorri para mim, entrelaçando nossas mãos, ele as põe por cima de minha cabeça.

— Tudo bem? — pergunta e eu sorrio, tímida, incapaz de responder.

Beijando meu pescoço, ele solta uma de minhas mãos e segura seu grande membro latejante e encaixa em minha entrada. Aos poucos, ele desliza sobre mim e para dentro de mim e eu travo, quando uma pequena dor surge. Não tão intensa quanto a de ontem, mas ainda assim, uma pontada de dor aguda. Para ser franca, na outra noite, eu imaginei que não conseguiria. Ele é maior do que eu imaginei e mesmo não tendo com quem compará-lo, pelo que estudei, presumo que ele é bem acima da média mundial. O que me deixou calma foi a confiança que ele me passou, todo o carinho e óbvio, sua experiência e o domínio que tem sobre o meu corpo. Onde ele toca, um incêndio se espalha e apesar da dor, foi melhor do que imaginei que jamais seria.

Ele fica parado alguns segundos e me beija. Ele se mexe seu quadril lentamente e uma pontada de prazer se estende em meu corpo e um som não planejado sai de minha boca, e não consigo evitar meus suspiros. Acelerando o ritmo um pouco mais, ele segura minhas mãos com força, as soltando em seguida e eu agarro suas costas, o abraçando com minhas pernas. Não sei quanto tempo se passou, mas algo de mim dói e se libera, fazendo meu corpo tremer quando escuto seus gemidos másculos ao pé de meu ouvido. Ele impulsiona seu corpo contra o meu mais uma vez e desaba em cima de mim, apoiando o peso em seus cotovelos e colando sua testa na minha, enquanto nos acalmamos da doce e quente sensação do orgasmo. Alguns minutos se passam e eu sorrio, como uma boba feliz e ele sorri também. Tão lindo!

— Eu te amo! — diz e se deita ao meu lado, me arrastando para seus braços.

— Eu te amo! — correspondo e o abraço, ficando em silêncio em seu peito, só ouvindo as batidas de seu coração, enquanto fico com meu sorriso bobo. Vejo que ele vai desacelerando e espero que ele se distraia para que possa me vestir. Noto que ele dorme e saio lentamente de seu aperto, até que vou ao banheiro. Tomo um banho frio e sinto minha intimidade arder um pouco e acredito que seja normal. Me enrolo na toalha e vou até o quarto e pasmem! Vejo Noah sentado na poltrona, me encarando e mordo meu lábio para não gritar de susto — Por Deus, que susto!

— Por que não me chamou para o banho? — pergunta, vestido numa calça de moletom cinza, sem camisa e passando a mão nos cabelos que estão lindamente desarrumados.

— Não queria te acordar. — digo e ele estende a mão para que eu me aproxime, e eu como uma escrava de suas mãos, me aproximo. Analisa-me de cima a baixo e sinto o toque de seus olhos por minha pele, queimar cada parte.

— Você é tão... perfeita! — diz, segurando minha mão, me olhando, passando a língua pelos lábios e sinto meu sangue ferver nos meus poros. Noah coloca a mão nas minhas coxas e esfrega as mãos nas laterais, para cima e para baixo e já estou quente de novo, pois ele me olha nos olhos de uma forma tão intensa. Ele tira uma mão de minha perna e leva até a parte de cima da minha toalha e desfaz o pequeno embolar que prendia a toalha e ela vai para o chão, caindo sobre meus pés e seus olhos estão tão fixos no meu que nem me lembro que estou totalmente exposta aqui. Seus olhos lentamente, saem dos meus e passeiam por meu corpo. Ainda sentado, suas mãos param em meu quadril, alisando meu traseiro e me puxando para mais perto.

— Noah... — tento dizer, mas minha voz falha.

— Shhhh! — emite — Fique quietinha. — fala e beija minha barriga, enquanto suas mãos passeiam pela parte de trás de meus joelhos e eu ofego. Noah se levanta, deixando que sua pele passe por mim, dando uma mordida deliciosa em meu seio — Para cama! — diz e me arrasta pela mão, me fazendo ficar deitada com a barriga para cima. Como um felino, ele se aproxima, ficando entre minhas pernas, passando suas mãos por meu corpo e me beijando lento e desesperado, enquanto sinto seu membro duro, roçando minha parte baixa, coberto pela calça de moletom.

— Hummmm! — gemo instantaneamente e ele deixa minha boca, beijando-me o pescoço, em seguida dos seios e passando a língua quente e habilidosa por meu torço, até que sua cabeça está perto de minha parte sensível. Noah beija minha barriga, encaminhando por minha virilha e morde meu monte de vênus, descendo mais para minha intimidade e eu respiro aflita e ansiosa. Seus olhos se encontram aos meus e ele abaixa a boca, soprando minha intimidade com um hálito quente e refrescante, mordendo a parte de dentro de minha coxa e eu tremo. Sua mão massageia minha coxa, alisando minha nádega, e morde minha outra coxa, passando a língua por minha pele, me matando pela expectativa, até que passa a morder o lábio e olha para mim, e desce sua face, passando sua língua por minha intimidade e eu, gemo alto demais, enquanto ele me devora. Ele prende meu quadril com os braços, enquanto minhas pernas ficam em seus ombros e minha mão está em sua cabeça, puxando seus cabelos pela sensação. Sua língua circula meu clitóris e me chupa, me beija e até seus dentes raspam minha pele. Ele faz os movimentos mais precisos e mais rápidos e não tenho controle sobre meu corpo. Sinto-me quente e algo dentro de mim, aperta e pesa sobre meu ventre.

— Goza pra mim... amor! — diz e sobe sobre meu corpo, abaixando a calça e me penetrando. Gemo e aperto minhas unhas contra sua pele, enquanto ele bombeia forte para dentro de mim, e nem o conhecido incomodo está me fazendo sentir menos a sensação gloriosa que me invade. Ouço os ruídos da cama, mas em nenhum momento isso me deixa menos extasiada. Sinto aquela pressão formando-se em meu ventre e Ralph prende minhas mãos acima de minha cabeça e eu mordo seu ombro, pois me liberto e tenho o orgasmo mais intenso até agora. Mais alguns segundos e é a vez dele se desmanchar. Dessa vez, foi diferente. Senti algo me invadir. Algo quente!

Noah sai de dentro de mim e se joga na cama, ao meu lado, com a testa suada e ofegante. Ele me olha e sorri e eu sorrio de volta, ainda me recuperando.

— Nossa! — digo e ele sorri, me beijando.

— Você está bem?

— Eu... eu nunca me senti tão bem. — digo — Você estava mesmo se segurando.

— Eu ainda estou.

— Oh! — falo excitada e muito envergonhada, me levantando — Eu vou pegar água. Você quer? — pergunto e me levanto, pegando uma blusa no chão, mas antes que eu possa vestir, uma coisa meio transparente, um pouco esbranquiçada escorre por minhas pernas.

— O que foi? — pergunta e se levanta, e me analisa — Merda! — diz — Eu não usei camisinha e gozei dentro de você.

— Tem problema? — pergunto assustada.

— Não, nenhum! — diz — A não ser que você já queira um bebê nosso.

— Acho que é muito cedo. — digo.

— É cedo... eu ainda quero aproveitar muito de você! — diz e me abraça, totalmente despido.

— Amanhã eu compro um remédio.

— Pode ser. Mas não quero que você tome com frequência. É uma bomba de hormônios! — diz — Prefiro fazer uso de métodos mais simples e nada hormonais.

— Claro! — digo e me afasto, vestindo a camisa e descendo apara pegar água. Pego uma garrafa e um copo e levo para o quarto. Quando volto, Noah ainda está deitado e coloco a água no criado-mudo, e ele me chama.

— Venha aqui! — Me aproximo, me deitando ao seu lado e ele me abraça, alisando meus cabelos. —Por que tanta vergonha? Você é linda!

— Eu ainda não me acostumei. — digo — Desculpa!

— Não tem pelo que se desculpar! — fala — Na verdade tem por uma coisa.

— E o que é?

— Se desculpar por pedir tantas desculpas. — diz e eu reviro os olhos, sorrindo — Você está insegura por que fui o seu primeiro?

— Um pouco! — sou sincera —Eu só fico constrangida e medo de não ser boa pra você... ou sei lá, você não gostar e me achar infantil.

— Eu não fodo garotas infantis. — diz naturalmente.

— Noah! — digo, o repreendendo e ele sorri.

— Na verdade, eu fico feliz em saber que você é só minha! — fala — E eu quero continuar com esse posto. Primeiro, único e o último a entrar em você!

— Eu também! — digo.

— Hummm, bom saber, porque eu já estou pronto pra outra! — diz e sobe em cima de mim e assim, é o resto da noite, até que dormimos agarradinhos, no calor do corpo um do outro.

[...]

O dia amanheceu e Noah ainda dorme, enquanto eu me levanto, faço minha higiene matinal.

Ele dorme como pedra e eu saio sem que ele ao menos me veja. Eu lhe deixo um bilhete:

''Oi amor, bom dia! Eu vou até a praia encontrar Carol.

Volto logo e prometo não demorar muito e muito menos, entrar no mar.

Até mais tarde, amo você!

— Any''

Chego à praia e Carol já me espera. Íamos conversar ontem, mas não tivemos tempo.

Ela me recebe com abraços calorosos e não tarda até que eu comece a falar.

— Então, eu te conheço. Você tem alguma coisa para me contar? — pergunta.

— É, eu tenho! — Digo e mordo o lábio inferior pela timidez — Eu e Noah... a gente... é... sabe?

— O Q U Ê ? — ela grita pausadamente — Me conta tudo! — diz entusiasmada — Ele não forçou nada, né?

— Não! Ele não forçou, nem me deu pressão em nada. Eu é quem quis fazer. Na verdade, eu paticamente pedi para fazermos. — digo — Aconteceu na sexta.

— Por isso aquela carinha feliz no sábado de reunião? — pergunta sorridente e eu confirmo — E como foi? Você gostou? Não me poupe de detalhes.

— No começo doeu... nossa, como doeu! Eu imaginei que ia doer, mas foi bem estranho e doloroso. Era como se eu fosse ser rasgada ao meio. — digo — Mas ele foi paciente, carinhoso e depois, ficou bom... muito bom, na verdade. — digo envergonhada — E agora, tenho um problema.

— Qual? — pergunta perplexa.

— Eu não consigo parar de pensar nisso... e eu e ele! — digo e tampo o rosto com as mãos, envergonhada.

— Ah, safada! E vai ficar melhor ainda. — diz — Eu fico feliz por você, amiga! Você merece curtir esse momento e viver seu casamento em plenitude. Noah é um cara legal!

— Obrigada, Carol! — digo e sorrio — Você é uma amiga e tanto. Mas e aí, o que você queria me contar? — pergunto e ela se senta ereta. O que será que houve?

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