52 - PÓS AMOR

Noah Urrea

Saio de seu corpo lentamente e ela faz uma pequena expressão de incomodo. Retiro a camisinha e na ponta, há um pouco de sangue, prova de sua virgindade. Me sinto tão relaxado que estou sonolento. Me deito de barriga para cima e a puxo, para que se deite em meu ombro e assim ela faz, mas antes, puxa um lençol e se cobre, e há um pouco sangue nele.

— Esse não, amor! — digo e removo de cima dela, o colocando no chão e a embrulhando com o edredom.

— Desculpa! — ela diz constrangida.

Ela não me encara, mas permanece deitada em meu ombro, enquanto passa os dedos pelo meu peito, coberto por alguns poucos e ralos pelos. Passo a mão por seus cabelos e sinto nossos cheiros misturados por toda parte. Passo minha mão por seu ombro e analiso agora as marcas que deixei em seu corpo. Mais linda, impossível!

— Não vai me deixar te ver? — pergunto e ela balança a cabeça negativamente. Ela não me olha nos olhos, mas passa a mão por minha barba em gesto de carinho — Está tudo bem, amor? Eu te machuquei? Você está sentindo dor?

— Não! — diz e sorri — Eu imaginei que seria desconfortável, mas foi... por Deus, foi incrível! Eu não sabia que isso poderia ser tão bom. — me olha — E foi com você! — suspira feliz e aperta seus braços em meu tronco — Só me desculpe por não saber o que fazer. Eu sei que não sou boa nisso, mas... — interrompo-a.

— Você é perfeita! — digo sincero — E da próxima vez, será menos doloroso. Você é muito estreita, e talvez, por isso, possa doer um pouquinho, mas vai ser mais fácil. Mais apertadinha do que podia imaginar, Srta. Urrea!

— E isso é ruim? Me desculpa! — diz sem graça e corando violentamente — Eu te machuquei?

— Não, isso não é ruim! — digo e ela relaxa, voltando a ficar silêncio — Você nunca me contou o porquê evitou o sexo.

— Eu não evitei. — diz serenamente.

— Evitou sim! — rebato — Ninguém se mantém virgem até os vinte e um anos assim, por nada!

— Eu só queria que acontecesse com alguém especial. Alguém que gostasse de mim... e valeu a espera!

— É, valeu! E valeu muito, amor! — sorrio — Eu nunca tinha feito amor com uma virgem antes. — sorrio sem graça — Na verdade, eu nunca havia feito amor antes de hoje! — falo sincero — Eu amo você, Any. Mais do que já amei qualquer pessoa no mundo, mais do que eu pensei que seria capaz de amar um dia! — digo e ela sorri — Obrigada por ter me deixado ser a ''pessoa especial''. — digo — Eu nunca me importei com isso, mas, sobre você, foi importante! Foi muito importante pra mim.

— Você fica tão fofo quando é romântico. — diz e sorrio, beijando o topo de sua cabeça — Eu posso perguntar algumas coisas?

— Claro! — digo e minha curiosidade é despertada.

— Por que você ficou tão bravo comigo quando descobriu que eu nunca tinha...? — não completa a frase.

— Eu não fiquei bravo com você. Eu fiquei bravo comigo! — digo e passo a mão pelos seus cabelos, carinhoso — Na verdade, o fato de você não ter me contado me chateou sim, mas logo passou. Eu entendi seus motivos! — continuo — Mas quanto a mim, eu senti raiva. Raiva por não ter notado antes. Fiquei bravo por descobrir o porquê você ficava desconfortável e não indiferente, como eu pensei. Raiva por ter pensado que se você não tivesse pedido para parar, eu teria te machucado bem mais de uma vez e eu nunca me perdoaria por isso. Raiva por todas as vezes que eu fui rude e acelerado, porque nem imaginava na possiblidade de uma garota inocente e ainda mais, se tratando da minha esposa. Era irreal demais para nosso mundo! — falo e ela escuta atenta — Eu nunca estive tão feliz e satisfeito. — ela sorri e me dá um beijo casto nos lábios — E eu jamais me perdoaria... como você mesma viu, você sangrou e olha que eu fui cuidadoso. Não teria como esconder! Nem na hora, porque, bom, há diferenças! Imagine qual seria minha reação se eu descobrisse só depois ou na hora?

Ela ouve atentamente e levanta as sobrancelhas, como quem compreendeu e se mantém em silêncio. Puxo ela para meus braços e adormeço com o cheiro gostoso dela, misturado ao meu, por todo o ambiente. Definitivamente, eu estou fascinado por essa mulher! Pela minha e somente minha, mulher!

[...]

Acordo e abro os olhos lentamente, ainda sentindo aquele perfume delicioso. Me deparo com ela, minha mulher, deitada, nua, em minha cama... em meus braços. E meu Deus, o quanto eu sonhei com esse momento? Ela já está acordada, me analisando e sorri quando me vê abrir os olhos.

— No que está pensando? — pergunto sonolento.

— Em como papai estava certo... — sorri graciosamente — Ele me fez de fato um favor.

— Como? — pergunto incompreendido.

— De me pôr nesse casamento. — diz e me beija castamente, envergonhada. Quero possuí-la novamente, mas não quero machucá-la e por enquanto, me contento com esse sorriso lindo.

— Você fica tão linda quando acorda! — digo e ela sorri, levantando a sobrancelha esquerda.

— Você já me viu acordando outras mil vezes.

— Mas hoje é especial! — digo e a beijo — Você não vai se levantar?

—Vou. Por que a pergunta?

— Nada demais. Eu só pensei que seria a oportunidade perfeita pra te ver melhor.

— Claro, espertinho! — fala e se levanta, enrolada em um lençol e eu seguro na ponta, mas ela corre, sorrindo como uma garota travessa e eu fico aqui, alguns minutos, deitado na cama, pensando no que aconteceu. O lençol com sangue ainda está no chão e o coloco no cesto de roupas, sei que ela está envergonhada e eu mesmo tratarei de lavá-lo... não quero Karina supondo coisas.

Any não volta, então, visto uma bermuda, pois sei que ela ainda não está acostumada com a nudez e saio a sua procura. Olho na cozinha e nada. Na sala também não. E lá está ela, no banheiro, deitada com um sorrisinho bobo na banheira.

— Espero que esteja pensando em mim, Senhorita! — digo e me aproximo, sorrindo de seu susto, mas ela sorri também.

— Pode ter certeza que sim, querido! — diz e desce um pouco mais na banheira e seus seios já são cobertos pela pouca espuma.

— Bom saber! — digo e me coloco dentro da banheira e ela sorri.

— Acho que essa daqui é pequena demais pra nós dois.

— Não sabe o que sou capaz de fazer em espaços pequenos e apertados, amor... ou será que sabe? — pergunto e beijo seu pescoço e ela geme.

— É... eu acabei descobrindo... — diz e sorrimos — Eu amo você! — diz repentinamente, como se saltasse as palavras de sua boca e me acalmo. Ela não me respondeu quando eu disse que a amava na noite passada. Sorrio aliviado.

— Ama mesmo?

— Não duvide, por favor! — fala e cora — Eu te amo mais do que deveria amar.

— Eu amo você! — digo e a beijo deliciosamente e o clima começa a mudar, como se a água fosse ferver entre nós e sinto sua pele molhada contra a minha, mas eu me afasto antes de qualquer loucura e lhe dou um sorriso — Vou deixar você tomar banho quietinha, amor! — saio.

Minutos depois, volto para o quarto e ela está se vestindo. Ela me vê e sorri e termina de vestir o vestido vermelho de alças que fica deliciosamente sexy nela.

Eu queria passar todo o dia com ela, mas não podemos. Ela tem aula de palestrante e eu tenho problemas.

— Tá tudo bem? — pergunto, pois ela está muito calada.

— Está sim! — diz e se aproxima.

— Tem certeza? — questiono — Você está diferente! Tem certeza que não quer dizer nada? Eu machuquei você? Está com dor?

— Ei, ei! — diz e sorri, passando as mãos pelo meu rosto — Não é nada disso! Está ardendo um pouquinho, mas é normal... certo? Ainda mais pelo seu... tamanho. — ela cora e abaixa a cabeça — Mas está tudo ótimo! Eu estou feliz... e com um pouquinho de vergonha.

— Vergonha de quê?

— Af, você sabe! — diz e põe as mãos no rosto, como uma criança que aprontou e tem que confessar.

— Não, não sei! — digo cínico, sussurrando em seu ouvido — Me diz você! Quero ouvir de você.

— Ah, você sabe! — diz sem graça — Do que fizemos... — interrompo-a.

— Não há pelo que se envergonhar. O que fizemos foi bom, foi bonito e foi gostoso.

— Sim eu sei! — diz e sorri — Eu me envergonho de não saber fazer isso direito. De ter te decepcionado ou de, sei lá, você não gostar!

— Psiu! Pare, amor. — falo sincero — Ontem foi a melhor noite da minha vida, porque foi com você e foi com amor. — prossigo — Eu estou com cara de quem não gostou?! — ela tenta interromper, mas eu interrompo antes e lhe beijo rapidamente — Vem, vamos? Eu vou te deixar na faculdade. Pego sua mão e vamos para o carro.

Deixo minha menina na faculdade e a diretora Keller me convida para uma conversa e eu aceito. Quando descemos do carro, só tenho olhos para a minha Any, mas ela vê Alana, que sorri debochada e aponta em nossa direção. Any está visivelmente incomodada e eu tenho de acalmá-la, mas ela está brava. Ela me conta sobre as provocações e eu suspiro fundo... sei que foi um momento ruim e passado é passado, mas tudo é culpa minha!

Me aproximo de Any e a puxo para um abraço e ela me beija, como quem mostra que aqui tem dona e nesse caso, é inteiramente, ela! Alana nos observa, mas nem de longe estou preocupado com isso, mas sim com o delicioso gosto da minha menina na minha boca.

— Você vai ficar bem? — pergunto.

— Muito bem! — diz e me dá um selinho, se retirando e entrando na sala de aula.

Notas Finais:
Meus amores milll perdões, eu iria postar mais cedo mas tive alguns problemas, me desculpem.
♥️

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