Luxúria

De repente ela se separou, arfando. A boca dele estava inchada e vermelha por causa do batom dela. Os olhos esverdeados se retraíram um pouco tentando entender ,quando sem nada dizer ela levantou e seguiu a passos tão rápidos quanto seu salto poderia permitir.

- Ei! – ele a chamou tentando se desvencilhar dos corpos fumantes para segui-la.

Assim que chegou no salão, vislumbrou o momento que ela entrou no elevador e sorriu com um gatinho travesso. Ele correu para seu encontro, e nem o senhor que estava junto ao elevador foi capaz de intimidar o beijo ainda mais ardente que estava por vir. A paixão parecia irromper como um tsunami, transformando os dois adultos em adolescentes na puberdade.

- O que é isso?! – O velho protestou antes de parar a porta do elevador que estava para se fechar – vão para um motel! – Argumentou antes de sair da caixa de metal.

Ele soltou uma gargalhada que se transformou em um rosnado no momento que raspou os dentes na nuca dela. Depois, se desvencilhou por um segundo do contato e apertou o número 10 do painel do elevador.

O gosto perfumado preencheu a língua dele quando novamente ele lambeu a nuca feminina. Suas mãos foram até o cabelo dela, e o puxaram de forma delicada e abrasadora ao mesmo tempo. Um gemido contido escapou dos lábios manchados de carmesim. Toda a cor de seu batom fora parar nele: na bochecha ;na nuca dele.

Quando o elevador abriu os dois quase caíram para fora, a ânsia dele de chegar mais rápido a suíte presidencial transbordava a cada apertão que dava na carne dela. Por isso, antes de puxá-la pela mão, ele abocanhou o lábio inferior, desejando deixar um estímulo de quero mais.

Os dedos dele se entrelaçaram aos dela, guiando-a por um corredor grande e cheio de portas, com carpetes cor creme no chão e quadros coloridos na parede. Ele parou na última porta do corredor e tirou um crachá magnético às pressas do bolso na calça social.

Assim que bipe do sinal verde do identificador ressoou e ele abriu a porta, ela ficou deslumbrada. Tudo bem, estava em um hotel cassino, mas aquilo dali era completamente demais. Toda a suíte estava a meia luz, uma grande cama king com lençóis negros estava perfeitamente alinhada com a linda vista da praia de Copacabana, que ainda à noite, era como um grande mar de luzes.

Mais uma vez ele tomou a boca dela, dessa vez, sua língua a invadia e a torturava. O íntimo de Helena se contraia tanto quanto o ponto entre suas pernas, podia sentir a calcinha úmida, suplicando para ser tirada. Os dedos dela tentavam desabotoar cada botão da camisa dele.

Ele colocou as mãos por baixo do vestido dela, puxando-o e expondo as nádegas redondas. O gemido feminino foi mais intenso, as mãos dela guiaram-se para o cinto da calça social preta, tentando, como o programa se vira nos 30, tirar toda a roupa debaixo dele. Assim que suas calças eram apenas um pedaço de pano aos seus pés, as mãos femininas tomaram seu membro, grosso e quente, fazendo-o gemer entre seus lábios.

Perdendo a paciência, ele a levantou, as pernas dela entrelaçando a sua cintura. O contato dos membros sexuais ardeu, ainda que sob a calcinha, Helena rebolou levemente em cima do volume, arfando no ouvido dele.

- Não faz isso comigo... - murmurou ele.

Era só mais uma noite de sexo, ela até queria fazer com que as coisas acontecessem lentamente. Mas por Deus! Seu corpo explodia de ansiedade a cada toque dele.

Ele deitou na cama levando-a consigo, suas mãos tiraram de uma só vez o vestido, de modo a exibir os seios fartos e os mamilos castanhos. Ele perpassou a língua por cada um enquanto ela se contorcia. Quando uma das mãos dele foi parar na sua calcinha, ela arranhou seu peitoral e abriu com força a blusa social. O tecido se rasgou, e os botões voaram pela cama.

- Danadinha – Ele olhou seu rosto, um misto de luxúria e surpresa, gargalhando antes de dar-lhe mais um selinho. – Agora é minha vez. – A calcinha de renda negra foi rasgada, ela sorriu ouvindo o barulho do tecido se desfazendo.

Agora que os corpos estavam completamente nus, ela o encarou, suplicando o que ele já entendia.

Ele perpassou um de seus dedos pelo clitóris inchado e desceu um pouco mais, até que seu dedo estivesse envolto por ela. Tão úmida e apertada. Ele observou quando os olhos dela se reviraram, arqueando suas costas.

Gostando daquela reação, ele continuou. Tomou um dos seios enquanto mais um dedo se juntava ao outro, bombeando mais rápido e fundo. Agora seus gemidos eram intermitentes e altos.

- Não...me faça...esperar...

Um sorriso largo fora estampado em seus lábios, quando satisfeito, ele se esticou e abriu o criado mudo, pegando uma camisinha de uma gaveta cheia delas.

- Rápido... - ela gemeu e chupou seu pescoço, dando-lhe um calafrio. O gosto dele era forte e seu perfume, um cheiro tímido que fora quase todo retirado pela saliva feminina.

Quando terminou de pôr o preservativo, ele a girou de barriga para baixo de uma só vez. Ela mordeu os lábios, se sustentando sobre os joelhos e olhando-o por cima do ombro, que fitava suas nádegas com os olhos verdes quase negros.

O homem lhe deu um tapa em uma banda das nádegas. E ela soltou um gritinho de excitação. Ele a segurou pela cintura, e com uma das mãos, o guiou até dentro dela. Ela revirou os olhos, sentindo cada centímetro dele preenchê-la e apertá-la. O homem rugiu.

Ele a segurava pela cintura, iniciando o movimento devagar e profundo. As unhas quase a ferindo. A cabeça feminina se inclinou para trás, de olhos fechados, sentindo o prazer. O ritmo cadenciado dele a explorava em todos os sentidos e direções. Mas então, ele aumentou o ritmo, e as pernas dela começaram a tremer em resposta.

Ela o olhou por cima do próprio ombro novamente. O peito nu e tatuado dele estava levemente molhado pelo suor, brilhando sob a luz fraca do quarto. Os olhos dele se cravaram nos dela, os levando para um universo próprio.

Decidindo que queria vê-la, ele saiu de dentro dela, e a virou de frente. No entanto, quando fez menção de voltar para seu centro quente, ela lhe surpreendeu. Empurrando-o com as mãos, e sentando-se em seu colo, sendo novamente preenchida por ele.

- Merda! – Ele xingou beneficiado pela vista. Ela posicionou as unhas vermelhas no peito dele e cavalgou, ditando o seu ritmo. Ela fez menção em olhá-lo novamente, mas aquele olhar quase a hipnotizava. Então foi covarde e fechou os olhos.

Ela arranhava o peitoral ladeado por alguns pelos. As mãos masculinas apertavam a carne da cintura de Helena. Ela voltou a rebolar sentindo aquela sensação do clímax preencher seu centro. Então cavalgou, mais e mais rápido.

Notando a excitação feminina, ele ousou. Colocou o polegar em cima do clitóris dela, massageando. Ela foi à loucura.

Tudo o que aconteceu em seguida foi um borrão de imagens.

Ela deu o veredicto com um gemido agudo. Seu corpo ondulou em cima do dele enquanto o apertava ainda mais. O dele chegou tão rápido quanto. O êxtase o atingiu forte e lentamente. Ele soltou um gemido entre os dentes e tentou conter a cintura feminina que ainda se mexia enquanto gozava.

Ela caiu satisfeita ao seu lado. Ele olhou o relógio de pulso, aquela brincadeira rápida se dera em duas horas, agora faltavam poucas horas para o raiar do dia.

- São que horas? – Ela perguntou enquanto se espreguiçava.

- Quase cinco da manhã. – Ele respondeu observando os cabelos longos espalhados pelo travesseiro.

- Nossa! A hora passou bem rápido.

Os dedos masculinos foram até a cabeça dela, afagando as madeixas. Cafuné com certeza era sua maior perdição, além de que lhe fazia relaxar e esquecer dos problemas.

O corpo masculino se remexeu na cama, e se aninhou do lado dela. Ele parou os afagos, chamando a sua atenção. Ela o encarou um pouco desconfiada. Não era uma atitude normal para uma noite casual .Mas antes que pudesse perguntar, ele soltou primeiro:

- Tenho uma pergunta para você.

- Então diga.

Os olhos dele se demoraram nos dela. Analisando-a, procurando a maneira de dizer algo, mas sobretudo, a reconhecendo.

- Eu estivesse pensando...Quer casar comigo? – A pergunta saiu naturalmente dos lábios masculinos, enquanto ele brincava com os dedos dela.

- O que?! – A profundeza da imensidão dos olhos negros se agitou quando ela praticamente gritou – que tipo de brincadeira é essa?

- Não é brincadeira – Ele murmurou com um suspiro longo.

Ela o encarou de volta, todo o prazer se esvaindo, dando lugar ao pânico. Então, como se finalmente tivesse terminado a equação em sua cabeça, ela sentou-se de supetão na cama. Os olhos vasculharam o ambiente luxuoso, procurando onde seu vestido e seus pertences estariam.

- Helena, está tudo bem, você não precisa ir embora...

Ela girou o pescoço tão rápido que por pouco não o deslocou.

- Como você sabe meu nome?! – Ela indagou esbaforida enquanto enfiava o vestido em seu corpo.

- Conheci seu irmão... faz alguns dias. Carlos me apresentou, e ele mencionou a herança.

- Droga! – Ela blasfemou enquanto procurava a bolsa clutch sem saber onde deixara. Helena a encontrou na mesa de apoio ao lado da porta de entrada. No entanto, devia ter colocado a pobrezinha de qualquer jeito, pois a bolsa estava aberta, metade dos seus pertences espalhados pela superfície do móvel de mogno.

- Calma Helena.

- Calma? Você me usou! Mentiu para mim! – Ela gritava enquanto apanhava todos os pertences em cima do móvel.

- Mas... – Ele começou a justificar, e Helena, um tanto aturdida já se encaminhava para porta aos tropeços, enquanto enfiava o salto preto em seus pés. Ela ia virar a maçaneta e sair, mas então se virou para ele e disse:

- Eu estava certa quando afirmei que você era tão narcisista quanto mentiroso.



Uh lá lá, corações! ( estou me abanando por aqui kk)

Então, o que acharam? Comentem e votem! <3 

Volto na semana que vem com mais um cap. 

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