Sentimentos
Na verdade, só existe prazer no uso e no sentimento das próprias forças, e a maior dor é a reconhecida falta de forças onde elas seriam necessárias.
Arthur Schoprnhauer
Spoleto 1923." Como somos capazes de abrir mão de tudo por amor, raiva ou qualquer outro sentimento. Ou fazemos coisas terríveis porque achávamos amar? Fazem semanas que ocorreu o que devia ter acontecido , não arrepender-se pode ser uma tortura maior do que te perder ,Anna, mas acho que vou superar... Sentir ou renegar? Uma tortura! Se tivesse que reviver cada momento não mudaria nada,tudo foi necessário."
Lourenço largou a caneta sobre a folha de papel o outono estava sendo uma estação cruel. Ele ainda esperava pelo maldito inverno, Emílio era a única razão de busca por alguma sanidade .Como ele iria se recompor depois de tudo?
Emílio precisava de alguém e Lourenço era essa pessoa , mass como criar uma criança quando seu coração está em pedaços?
Lourenço foi até o quarto de seu filho e o observou dormir, após a morte da mãe a criança vivia a ter pesadelos, então as vezes seu sono era de dia enquanto a noite sua insônia era notável. Fechou a porta do quarto e seguiu para cozinha e pegou uma garrafa de uísque ,encheu seu copo e bebeu tudo de uma vez. Uma batida na porta o assustou Lourenço guardou o que estava bebendo e abriu a porta onde seu irmão esperava.
- Buono Pormmegio, Lourenço. -Pietro seu um sorriso sem jeito.
- Olá meu irmão! Entre... - Lourenço ia abrindo caminho mas Pietro negou com a cabeça.
- Obrigado, mas só vim lhe trazer alguns suplementos e lhe dar a notícia de que entre 20 dias saberemos o sexo do suspeito. Eu rodada a Itália inteira se for preciso para achar o maldito.
- Obrigado meu irmão. -Lourenço uma lágrima escorrer pelo rosto.
- Ei tudo bem vamos descobrir quem fez isso!-Pietro pegou o rosto do irmão e sorriu logo depois mudou o assunto. -Como está Emílio?
-Está a melhorar, é pequeno mas sente falta da mãe... -Lourenço soltou um suspiro cansada e Pietro o abraçou e foi embora.
Lourenço levou as bolsas com comida na cozinha, onde se debruçou sobre a mesa e caiu no choro, seu coração apertava a cada batida de seu coração. Ele levantou e pegou a garrafa de uísque e bebeu no gargalo.
Annabell ainda não havia recuperado seu estado de espírito, e Miguel sabia que aquele coração precisava de amor. Ele fazia de tudo por ela, e não importava o que ela lhe disse-se seu amor era maior.
Naquela noite fazia frio, mais que o comum, Miguel havia preparado um banho quente de ervas e sais de banho que Annabell tanto gostava. Ele a levou até o banheiro e a ajudou se despir, ajudou ela a se lavar, enquanto lavava os seio da garota com receio de parecer que abusava dela, a jovem virou o rosto e o olhou no fundo dos olhos e agradeceu em um sussurro baixo e em questão de segundos Annabell o puxou para dentro da banheira. O jovem padre riu e gargalhou, não pode deixa de notar que o ar brincalhão voltava aos olhos da jovem. Derrepente ela se levantou e sorriu.
-Termine o seu banho, vou me secar e preparar uma taça de vinho para nós. - Annabell se secou e enrolou-se na toalha e saiu.
Miguel não sabia se ficava surpreso ou feliz com a mudança da garota.
Annabell estava com frio mas era necessário, assim que saiu do banheiro e chegou a cozinha pegou duas taças serviu vinho em uma e um pouquinho de seu calmante e serviu por fim o vinho. Voltou ao banheiro onde encontrava Miguel completamente nu, sua feição era preocupada e calma ao mesmo tempo, ele secava o cabelo distraído demais para notar a presença da jovem quando de virou ele parou drasticamente e Annabell caíu na gargalhada. Ela se aproximou lentamente dele e lhe deu um beijo carinhoso no canto dos lábios.
Subiram as escadas e acabaram no quarto da jovem Miguel acabará por passar noites lá, pois Annabell sempre tinha pesadelos desde aquela noite, Miguel já estava vestindo sua calça de linho quando a sua jovem apareceu com uma camisola de seda branca, que deixava seus braços expostos e sua pela reluzente como porcelana, os cabelos escuros caiam sobre suas costas como uma cachoeira negra.
Annabell se aproximou e sentou ao lado de Miguel, que virava sua taça de vinho.
-Tudo bem se eu dormir sobre seu peito? - Perguntou a jovem se enfiando embaixo dos lençóis e coberta.
-É claro que pode, Diio, sabe o quanto esperei por isso. -Miguel sorriu com um sorriso amigável.
Ambos deitaram e ficara ali por um tempo, até Miguel perceber Annabell estava dormindo, a cabeça começou a pesar e seus olhos fecharam.
Annabell abriu um dos olhos para confirmar que Miguel dormia pesadamente. Quando teve certeza levantou suavemente pegou o colar que estava no pescoço de Miguel, finalmente a pulga sairia de sua orelha, ela teve de fingir por muito tempo mas valeu a pena, cada segundo. Em passos suaves seguiu para o quarto ao lado, abriu a porta e lá estava o maldito baú, era uma pena Breno não estar ali, aquele era o momento, Annabell colocou a chave no baú prestes a girar, finalmente, pensou ela.
De repente uma mão a segura no pulso, assustada ela dá de cara com Breno, ela relaxa quase tendo um ataque cardíaco.
-O que raios estais fazendo aqui? Não era para estar com o detetivezinho?-Annabell fazer um gesto com as mãos não compreensível quase gritando com Breno.
-Desculpa, mas parece que ele tinha planos para os crimes. Acharam mais um corpo Annabell, era uma mulher, e sabe ele estava tão sério.
-Santa Mãe, espero que achem o assassino. Bom mas vamos abrir esse maldito baú. - Annabell se voltou novamente para o baú.
Girou a chave e abriu o baú, seu coração gritava de ansiedade, olhou por cima e viu batinas. Era normal um padre ter batinas, mas um baú cheio ? Não,aquilo não estava certo. A garota começou a tirar a roupa de dentro e encontrou uma caixa menor, ela a abriu, e se aterrorizou com que viu. Era uma mão amputada provavelmente uma mulher pois havia um anel de noivado. Annabell não poude conter as lágrimas, aquilo era demais para ela, tudo que ela conhecia de Miguel era uma mentira? Pegou uma das cartas que também estavam na caixa, e a garota não acreditou.
-Ele não é o Miguel! - Annabell sentiu as lágrimas escorrendo a cabeça girar os olhos pesarem e a visão escura então apagou.
Breno pegou Annabell com dificuldades e a colocou na cama, depois voltou para a caixa e viu o que ela viu. Aquela carta dizia que Miguel Florese estava morto. Aquilo era impossível.
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