Motivos

"Nada acontece na vida por acaso, para tudo tem um motivo e uma solução."

Desconhecido.

Spoleto 1923, Annabell havia reparado que após o descobrimento do corpo do doutor Philip, o hospital estava completamente diferente, ninguém mais ficava sozinho.
A cidade completamente mudada e deserta. Annabell estava assustada pois ela estava novamente na cena do assassinato. Ela não queria seguir as pistas, mas que escolha ela tinha? Até mesmo por que quem causou isso teria que ter o melhor motivo possível.

Pietro andava muito ocupado com tudo que estava acontecendo, sua mente não parava um segundo, e nem seu serviço. Pensava sobre tudo e toda a cidade, quando alguém bateu na sua porta, uma cabeça de cabelos castanhos apareceu.

- Olá meu irmão, andas cansado e muito ocupado, eu sei, mas Anna insistiu para que eu lhe chamasse para jantar conosco.

- Ah... Então eu não sei se vou poder. Tem muita coisa para analisar e tudo mais...

- Por favor, meu irmão, tu necessitas de descanso.

- Tudo bem eu vou. Até porque não quero fazer desfeita para Anna.

Lourenço dá um sorriso e sai da sala. Tudo o que Pietro mais queria era ser sincero com o irmão, mas não podia.
Aquela noite estava perfeita para mais um assassinato, as nuvens cobriam a lua, não havia ninguém na rua. Pois era assim que Pietro pensava, não tinha como o detetive não se preocupar.
Atravessando a ponte que levava ao orfanato ele virou a esquerda direção oposta, passou por um beco até chegar a uma rua bem iluminada. Ajeitou o cabelo e o casaco, seu cabelo castanho apresentava alguns fios grisalhos por conta do estresse e então bateu na porta. Logo uma moça magra loira, com olhos grandes e castanhos abriu a porta. O detetive a abraçou e sorriu para a esposa do irmão. Ela o convidou para entrar, era uma casa simples e pequena apenas para os dois e o filho de Anna, Emílio, mas não de Lourenço.

- Meu querido sobrinho, venha ! Venha ver o que seu tio Pietro trouxe! - Pietro entregou a criança um trem de madeira talhado pelo melhor marceneiro do vale.

- Mio irmão, bem vindo! - Lourenço gritou da cozinha.

- Eu trouxe um vinho para o jantar. - Pietro entregou a garrafa para Anna que sorriu.

- Mas esta safra não é muito cara?

- Não me preocupo em gastar se estamos em família.

-Obrigado por me acolher Pietro, eu não sei o que seria de mim sem seu irmão... - Os olhos da garota se encheram de lágrimas. - Eu não sei que o matou mas eu me sinto melhor sabendo que ele não pode mais machucar nenhuma garota da cidade...

- De quem está falando Anna? - Pietro franziu a testa, tentando buscar em sua mente uma resposta para a situação.

- Do Padre Joseph é óbvio!? - A jovem parecia confusa olhou para a cozinha , onde o marido estava , e para o cunhado a sua frente. - Lourenço não lhe contou? Ele abusava das meninas e mulheres da cidade, e ninguém fazia nada por ele ser padre... Eu... Eu... Eu fui vítima desse monstro. Se não fosse seu irmão eu estaria na rua ou talvez até morta! Sacerdote disgustoso* ele machucou crianças e muitos o encobriram.

- O jantar está pronto! - Lourenço gritou da cozinha. A garota secou o rosto e foi ao encontro do marido. Pietro levantou do sofá e foi para a cozinha.

- Desculpe-me mas não me sinto bem, acho que vou para casa! - Lourenço quis questionar mas Pietro disse que só precisava descansar, mais uma mentira, ele ia era para o escritório.

Pietro saiu da casa do irmão em direção ao escritório, a rua parecia não ter fim. Tudo parecia um loop infinito, como ele não pode perceber o que estava embaixo do seu nariz? O detetive aperta o passo e acaba esbarrando em alguém, os dois corpos caíram no chão. Ele olhou para a frente e o jovem padre o olhava com curiosidade e um pouco de tontura.

- Scuse , acho que me distrai. - O padre ia se levantando para ir embora, quando Pietro o segurou.

- Por que está fora tão tarde padre?

- Eu estava indo para casa, tivemos muitas orações hoje!

- Sinto muito por ter me metido, mas você sabe...

- Assassinatos não é? Tudo bem, vou para minha residência, boa noite Sr. Di Angelis.

Pietro correu para o escritório , preparou seu café e se focou nas provas eles tinham que ter uma ligação... Ele tinham...

O sinônimo de beleza deveria ter o nome Annabell , a jovem estava na frete da penteadeira escovando seus longos cabelos escuros, sua cabeça viajava no tempo e espaço. "Como pode ser tão complexo achar um culpado? " Annabell foi interrompida pelo explosão sonora que a porta causo, em um pulo ela se virou. Era tarde de mais, uma mão forte já estava em seu pescoço. Seu pai a apertava com força.

- Sua putinha vagabunda, o que é isso? Isso ta matando sua mãe? - Ele segurava um fraco com ervas, era o chá especial que sua mãe tomava... Annabell tentava falar algo mas não saía um ruído. - Sua bruxa, eu devia queimar você, assim como seu bisavô fez com a esposa dele aquela velha macumbeira.

Annabell tentou se soltar , mas algo pesado atingiu seu rosto. Sua garganta ardia o ar lhe escapava dos pulmões, quando a brecha veio ela buscou o ar com todas as forças, a visão que tinha era os passos pesados de seu pai. Ela se levantou e sentou na cama enquanto as lágrimas rolavam pelo rosto, ela não ia mais sofrer , não daquele jeito.

Quando todos dormiam, Annabell se levantou na ponta dos pés para que ninguém a ouvisse. Abriu a gaveta do criado mundo ao lado da cama, pegou de lá a injeção com um líquido esverdeado, era o veneno que ela tinha preparado para esse momento, e a princípio ele funcionava.
Desceu as escadas, e abriu a porta do lado da cozinha, na cama encontrava-se um corpo roncando alto. "Aquele porco filho da... " Annabell procurou a veia principal e colocou a agulha por um momento ele se contorceu e depois mais nada.

Eram próximo as três da manhã quando alguém bateu na porta do padre Miguel, ele se levantou meio zonzo e desceu a escada, abriu a porta e deu de cara com a jovem Annabell.

-Anna...

-Eu preciso confessar...

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