Cap.8 - Temos o nosso curso

Diz a profecia que: alguns seres que concordavam com Devourer tentariam o libertar e destruir o único que representa a união dos dois mundos e o possível retorno de Thiamatt.  Um híbrido

POV Matt.
Eu: resumindo. Eu que me fodo nessa história toda.

Apenas recebi um tapa bem dado na boca.

Talia: olha a boca.

Eu: aí mãe!

Drew: agora... Vocês tem de ir embora. Estão perseguindo o garoto, se ficarem muito tempo no mesmo lugar, serão facilmente pegos. Sugiro que atravessem o oceano, vão para continentes diferentes, tentando se manter distante e não serem pegos. Por enquanto é a solução.

Talia: nada a mais? Nenhuma ideia? Vamos, por favor, me diga que você tem alguma ideia além de simplesmente fugir, você é o diretor da Mystic Academy, pra assumir esse cargo tem de ser extremamente inteligente e experiente!

Drew: em relação a espécies, Talia. Não em relação de solução de problemas familiares de ex alunos. Sinto muito, eu queria realmente ajudar, mas eu não tenho solução alguma. Façam o que sugeri, se eu tiver alguma ideia, entro em contato com você. 

Drago: tudo bem. Nós faremos. — ele suspira pesado. -- então a solução agora é atravessar todo o oceano?

Drew: sim. E sugiro que o façam o mais rápido possível, se quiserem que Matt sobreviva por mais tempo. Vão. É o melhor que podem fazer por agora. E não confiem em ninguém que vocês não conheçam.

Eu: melhor irmos logo então.

Talia:....... Obrigada Diretor. — após essas palavras, ela apenas saiu sem dizer mais nada.

Logo eu e Drago a seguimos, com o dragão batendo a porta com força atrás dele, acho que escutei a madeira de carvalho se rachando.
Minha mãe não disse mais nada enquanto seguia por um caminho que eu tenho certeza que não é o caminho que leva para a casa do feiticeiro, então resolvi puxar assunto.

Eu: então, como vamos chegar do outro lado do oceano se o Drago não pode voar?

Talia: vamos de navio.

Eu: navio? Como assim navio? Não há navios aqui, pelo menos não como no nosso mundo.

Talia: para de fazer perguntas! Confie em sua mãe.

Do jeito que você está? Acho meio difícil.

Chegamos a uma parte movimentava, uma cidade com casas com paredes claramente de pedras e portas de madeira, ela é totalmente iluminada por lanternas antigas movidas a gás e velas. É bem bonito, devo dizer.
Mas não parou por aí, minha mãe entrou em um beco, obviamente Drago acelerou o passo indo atrás dela, e eu precisei correr para os alcançar. No final, havia uma parte menos iluminada da cidade, com casas menores e menos cuidadas, com vidros quebrados e portas rachadas, muros "pichados" com giz, muitos bares, muitas pessoas com cicatrizes e tatuagens pelo corpo, acho que já está claro ser a periferia daqui não é?

Eu: onde estamos indo?

Talia: ver um amigo.

Drago: não me diga que está indo ver aquele idiota?!

Talia: sim. É ele. E não reclame, você está sem voar porque não analisou a porcaria das flechas!

Drago: você que resolveu ficar pra lutar com aqueles brutamontes sozinhas!

Talia: então eu deveria ter salvo a mim mesma do que a meu filho?! — é vem bomba, ela está ficando brava.

Eu: Drago....

Drago: que? Não! Estou dizendo que deveria ter evitado o combate! E nem venha dizer que teria sido diferente se eu estivesse lá, porque seria pior! Iriam rastrear minha magia, meu cheiro, minha draconia. E vai saber quem mais apareceria lá!

Talia: eu não iria usar esse argumento. Por acaso esqueceu que eu aceitei que você saísse?!

Eu: Mãe....

Eles não me escutavam. Mas logo foram interrompidos por batidas violentas numa porta. Olhamos em tal direção e vimos um homem com uma garrafa de whisky vazia na mão esmurrando uma porta, que logo foi aberta revelando um homem loiro de olhos verdes, brincos pequenos de esmeralda e uma tatuagem de espadas cruzadas no braço direito.

"O que você quer?" — o loiro diz sério, se encostando no batente da porta de braços cruzados.

"Seu filho. O filho da puta do seu filho esmurrou o meu em praça pública, o humilhando na frente de todos os seus amigos. Saia da frente para que eu lhe dê o devido ensinamento que com certeza você, e a puta da mãe dele não dão" -- direto esse cara, não? -- "então saia do meu caminho!"

O loiro se desencostou do batente e descruzou os braços.

"Já passou pela sua cabeça que o errado na história é seu filho? Wield não esmurra alguém sem motivos. Sabe... Eu já vi muitas merdas como resultado das ações de seu filho. A bunda dele com certeza tem inveja do sai de sua boca."

O homem com a garrafa fez seu movimento, dando um murro no rosto do loiro, fazendo seu nariz sangrar consideravelmente.
O olhar do homem loiro se incendiou, só pude ver um vulto e então o homem da garrafa saiu voando pra trás, se batendo com tudo na porta da casa atrás dele a arrombando e a fazendo cair no chão junto a ele. O loiro foi até o homem caído que estava com o rosto sangrando, pegou a garrafa de sua mão e a bateu com tudo na cabeça dele, o apagando de vez.

"Idiota. " — ele deixou o cara da garrafa lá e voltou pra casa.

Talia: JACK!

O loiro se virou a vendo e então sorriu.

Jack: faz muito tempo pequena.

Talia: não sabia que tinha tido um filho.

Jack: longa história. Porque não entra? Vai ser melhor do que ficar aqui fora no meio de tantos bêbados.

Ele entrou em casa, minha mãe o seguiu e eu e Drago fomos atrás. Sentado na mesa havia um garoto de cabelos castanhos, olhos azuis e  aparentemente 22 anos.

Talia: sim. Como teve um filho?

Jack: não é meu. É do Wield.

Talia: Wield? "Aquele" Wield?

Jack: sim. Eu descobri pouco tempo depois de perdermos o contato e de eu sair da casa das fadas. A namorada dele veio até mim procurando por ele, era uma sereia bem bonita, e estava grávida. Ela chorou e eu resolvi cuidar da criança.... Ela morreu no parto, e eu fiquei com a criança.

Talia: e então o nomeou com o nome do pai dele.

Jack: exato. O garoto leva jeito pra pirataria. Agora, porque vieram? Seu lagarto de estimação não a deixaria vir sem motivos.

Talia: precisamos cruzar o oceano. É só você tem minha confiança o suficiente para o fazer. Por favor... Preciso do Capitão Jack.

Jack: parece que está na hora de tirar as teias de aranha do navio e da tripulação.

Drago: tripulação? Mas não tinha sido inteiramente morta?

Jack: não poderia ficar sem minha fonte de renda, lagarto. Por isso reuni uma nova tripulação meses depois. Wield, chame o pessoal.

Wield: sim papai. — ele se levantou, pegou uma adaga pirata e saiu de casa quase imediatamente.

Enquanto isso, Jack pegou sua túnica, chapéu e espadas que estavam pendurados como troféu, os vestiu e saiu de casa.

Jack: estão esperando o quê? Vamos pegar meu navio.

Talia: espera!

Nós saímos correndo atrás dele até saimos totalmente da cidade, chegamos a um penhasco com uma enorme cachoeira que deságua no mar. A queda d'água é tão forte que mesmo de longe posso sentir os pingos da água doce se chocando com a salgada.
Jack começou a se pendurar no penhasco indo por um caminho super estreito em direção a cachoeira. Quando pensei que ele seria derrubado pela água, ele simplesmente passou por ela.

Jack: VENHAM LOGO! — ele grita de lá de dentro.

Nós seguimos seu caminho, um por um para não cairmos, e quando entramos nos encontramos numa grande caverna e vimos um navio pirata de tamanho considerável. Com algumas teias de aranha por todo o convés. Com certeza guardado aqui a muito tempo.

Talia: que saudade desse navio.

Jack: me ajudem. Sozinho não posso tirar essa belezura desta caverna. Nem sei se está com o casco inteiramente bem. Mas se está flutuando, provavelmente está.

"Nós ajudamos" — Wield havia chego, e trouxe com ele a tripulação inteira. Todos se puseram em suas posições pelo navio e começaram a puxar as cordas de mecanismos que nao consigo ver de tão longe que estão. Esses mecanismos começaram a levantar as âncoras e a empurrar o navio para fora com a ajuda da água de dentro da caverna que de forma repentina ficou agitada. O navio começou a sair da caverna, a água da cachoeira se chocava pesadamente na madeira, encharcando tudo e todos, mas pelo menos lavando o barco o deixando com cara de novo. Quando finalmente saímos, agua escorria pelas saídas de canhão do casco, a madeira brilhava de forma bela.

Jack: HORA DE TRABALHAR! IÇAR VELAS! LEVANTAR BANDEIRA! CARREGAR CANHÕES! Mesmo com os ventos a nosso favor, teremos de parar em uma ilha para abastecer o navio para a viagem.

As velas foram içadas, o vento as soprava com força, o navio se movia com uma velocidade considerável.

Continua...




























Um homem chegara a Taverna, chamando a atenção de todos no local, inclusive do forte Enormous.

" O que deseja, senhor?" — o homem tatuado, o locutor, pergunta ao desconhecido.

"O garoto que esteve aqui. Eu quero ele"

"Ele não tem assuntos a resolver com você, nanico." — dessa vez Enormous se pronuncia, Matt havia lhe conquistado o respeito e a gratidão por lhe poupar a vida. — "Aqui você encontrará apenas a morte"

"Isso é uma ameaça? Imaginei que fosse burro, mas não a esse ponto"

Enormous: parece que você quer sair do jeito difícil.

O enorme guerreiro avançou com um golpe poderoso o suficiente para partir uma montanha ao meio. Mas, para o desconhecido, tal golpe era tão letal quanto ter uma pena macia tocando seu braço.

"Parece que você quer se calar do jeito fácil"

O punho de Enormous começou a se tornar pedra, assim avançando para seu braço, e direto pro seu corpo, até ele por inteiro ser apenas uma estátua, que foi empurrada e se despedaçou ao se chocar no chão.

"Para onde o garoto foi?"

"Ele seguiu com a mãe para a parte escura da floresta, levando consigo um unicórnio ferido. Siga o rastro de sangue, e chegará ao possível abrigo."

"Parabéns, ganhou o direito de viver..." — o desconhecido saiu da Taberna — "por mais alguns instantes"

Nesse momento todos no estabelecimento começaram a se tornar pedra, meras estátuas paradas no lugar já totalmente escuro.



Notas da autora:

Wield:

Jack:

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