Cap.7 - Profecia

POV Talia.
Bom... Para esclarecer o que aconteceu naquela Taberna. A Draconia do Matt brilhou, fazendo ele ficar com a aparência um pouco mais animalesca. Garras, dentes afiados, pupilas verticais, veias expostas. Aparentemente ele nem sentiu a mudança. Mas ele jogou aquela coisa... Orc ou Troll... Ah, sei lá, não me lembro direito que espécie é, mas menos de uma tonelada e meia não pesada, pelo tamanho daquela coisa...

Matt: MÃE!

Eu: oi?

Matt: estava pensando no que? Estou te chamando a cinco minutos.

Eu: desculpa. Qual a pergunta?

Matt: de onde veio aquele tamanduá?

Eu: não era um tamanduá. Era um Martira.

Matt: tá. Vou fingir que sei que bicho é aquele e você pula pra parte em que me fala de onde ele veio.

Eu: eu desenhei um símbolo de invocação no chão. Eu estava esperando um animal maior, mais forte, que pudesse carregar seu pai durante a viagem, como um Rino, uma Hidra, ou até um Grifo. Mas o Martira deu pro gasto. Pelo menos não estou enferrujada o suficiente pra invocar um de classe super baixa como uma fada.

Matt: você tem muito o que me explicar. Temos de acordar o senhor unicórnio e o.....p-papai. - ele fala travado, pelo menos está se esforçando.

Eu: obrigada. - acaricio seus cabelos e vou despertar o Drago enquanto Matt cuida do unicórnio.

Ele resiste de início, mas logo desperta puramente em alerta, ele está olhando pra todo lado como se procurasse algo, sua visão provavelmente não se ajustou ainda.

Eu: Drago. Calma. Sou eu. - seguro seu rosto com carinho, ele trava seu olhar no meu e pisca algumas vezes.

POV Matt.
Finalmente o unicórnio despertou. Ele se levantou rapidamente e antes de trocarmos uma palavra sequer, só pude escutar minha mãe gritar de dentro da caverna um "A GENTE NO MEIO DA FLORESTA E VOCÊ PREOCUPADO COM O QUE VISTO????"
Nao resisti e comecei a rir, acho engraçado quando ela da pitis do tipo.

Logo ela sai da caverna acompanhada do Drago que já estava andando, porém suas asas estavam enroladas em sobras de tecido. Parece que o tamanduá não conseguiu cura-las de tão feridas.

Drago: temos de ir. Não podemos ficar parados por tanto tempo. Temos de ir encontrar o Viserion e o Ancestral.

O chifre do unicórnio brilhou, um arco-íris sólido se formou, desde nossa localização até o lado distante da floresta como uma ponte.

Talia: muito obrigada. Tome cuidado na volta pra casa. - ela acaricio a crina do equino chifrudo, que relinchou em resposta e saio galopando.

Subimos no arco íris e ele começou a se recolher nos levando junto, como uma daquelas pistas rolantes para carrinho de compra no supermercado. Obviamente não deixei de olhar para baixo no caminho, uma vista Bela, que eu nunca vi antes, nem em filmes. Árvores enormes, manadas de animais grandes e pequenos que nunca ouvi falar na vida, águas tão limpas que brilham na luz do sol como se fossem cristais. Simplesmente belo.
Depois de uns dez minutos nós pudemos ver nosso destino, uma enorme árvore, "nem um pouco chamativa" , com uma porta e duas janelas.

Eu: quem mora aqui?

Drago: um velho feiticeiro.

Eu: ele é um dragão?

Drago: não. Ele é um feiticeiro, porém poderoso. Consegue mudar de forma. Inclusive se transformar num dragão.

Eu: então é dragão.

Drago: ser dragão e poder mudar de forma, e nao ser mas poder virar um, são coisas totalmente diferentes.

Eu: tá. Desculpa, senhor dragão.

Talia: crianças, não briguem.

Finalmente o arco-íris encontrou seu fim e estávamos pisando no macio gramado.

Talia: Ô DE CASA VELHOTE!!!

Alguém responde de la de dentro com um "VAI TE LASCAR" e a porta se abriu sem ninguém ter girado a maçaneta. Minha mãe e Drago entraram, eu hesitei por um instante mas entrei. Lá dentro tinha: uma poltrona e um sofá tão velhos quanto essa árvore; prateleiras cheias de livros de vários tamanhos diferentes; potes cheios de coisas estranhas mas pude identificar algumas coisas como asas de morcego, olhos de saco, gengibre, canela, língua de cobra e etc; na cozinha havia um forno a lenha, um caldeirão grande e um freezer de madeira bruta provavelmente movimentado a magia do gelo.

"Então esse é o garotão que nos deu problemas." - diz de forma divertida, era um velho, de cabelos brancos, barba branca, uma moleta de madeira com um cristal azul no topo e pele enrugada. - "ele está mesmo crescido. O pai com o cabelo da mãe. Como passa, Matt?"

Eu: ham... Te conheço?

"Ah. Sinto muito. Quando o conheci você era apenas um bebê indefeso. Me chamo Krusto, mas me chamam de Ancestral." - quantos anos esse velho tem? - "tenho mais de 200 anos."

Eu: como sabe o que pensei?

Ancestral: está estampado em sua cara, Matt.

Talia: ham... Krusto. Poderia por o Drago naquela agua mágica de cura? As asas dele...

Krusto: vejamos o que posso fazer.

Ele se dirigiu até Drago e desenrolou suas asas, vendo os furos de diversos que jazem nelas. Ele analisou, analisou, e analisou mais uma vez, até que finalmente se pronunciou.

Ancestral: não posso o por na água, ou suas asas podem se curar de forma errada. Os ossos das asas são os mais flexíveis, mas em compensação, são os mais difíceis de curar. Terei de fazer da forma antiga. Pondo os ossos no lugar, costurando os furos e então enfaixar as asas. Sem voar por algum tempo, pra deixar de ser lerdo e aprender a observar melhor os arredores.

Drago: sim senhor...

Agulhas, couro e linhas levitaram de seus lugares e foram até o velhote, que começou a cuidar das asas do Drago. Ambos conversavam, mas eu estava ocupado demais explorando a casa. Até que encontrei uma estante de livros removível, revelando uma passagem secreta que so fazia descer. Eu segui descendo as escadas, até que os degraus e os tijolos deram lugar a pedras com um brilho cristalino. Quando finalmente cheguei no final, havia uma caverna, com vários cristais diferentes. Colares Cristal.

"São armaduras mágicas de extrema resistência." - olhei pra trás, vendo a minha mãe me olhando.

Ela não estava mais com sua camisola e roupão. Agora ela usava uma calça preta, botas de couro, blusa de manga preta com uma jaqueta também de couro e um cinto. Ah, ela também usa luvas de couro, mas essas luvas possuem símbolos.

Eu: onde encontrou essa roupa?

Talia: o Krusto deixou aqui para mim. O couro é como uma armadura, do tipo mais inferior, mas ainda é uma boa defesa. As luvas são para Invocações rápidas. E esses cristais aí, são armaduras. Meu colar negro rachado era minha armadura. Só que ela quebrou, restando apenas uma espada rachada. Não há conserto, antes que pergunte. E não, você não pode usar, são apenas para Dragonjins.

Eu: para de prever o que vou perguntar!

Talia: impossível. Agora vamos, não deveria estar aqui. Krusto detesta quando andam xeretando a casa dele sem permissão. - ela estendeu a mão pra mim, obviamente segurei. Ela me guiou pro lado de fora e quando saímos, ela fechou a passagem de forma que ninguém poderia encontrar.

Logo Drago nos encontrou, com as asas enfaixadas e roupas trocadas.

Drago: Krusto disse que Drew quer falar conosco. Temos de ir para a Mystic Academy.

Talia: falar sobre....

Drago: sobre quem está por trás de nossos perseguidores de longa data.

Talia: vamos logo então.

Ancestral: eu dou uma pequena ajuda. - ele desenhou um símbolo no chão e então brilhou em conjunto com o cristal da bengala. - boa sorte.

O brilho do símbolo nos consumiu. Quando finalmente me dei conta, estavamos num pátio enorme cheio de pessoas estranhas...

Eu: mãe... Eles estão me encarando...

Talia: só ignora. Foi assim na minha primeira vez. - ela só saiu andando na frente junto a Drago, me deixando sozinho.

De novo.

Eu: espera!

Corri atrás deles, entrando no castelo. Cômodos enormes, corredores enormes, tapeçarias, tapetes, quadros, crânios velhos pendurados, pessoas estranhas fardadas. Subimos a escadaria circular de uma torre, admito que cansei com isso. Quando chegamos ao topo, passamos pela grande porta dupla de madeira bruta de carvalho e lá dentro, havia um homem de cabelos brancos, tatuagem no pescoço e uma coruja que descansa em seu ombro.

Talia: Drew. Desculpa vir assim mas... Quem nos persegue?

Drew: há uma profecia. Nunca imaginei que poderia se tornar realidade. Mas depois que você apareceu Talia, eu mudei meus pensamentos. De início, pensava que a profecia se relacionava a você, mas estava errado. É o híbrido... Seu filho.

Drago: e em que consiste essa profecia?

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Há milhares de anos, como resultado do fenómeno conhecido como Big Bang, o choque de partículas negativas e positivas, surgiu o universo, porém de um jeito diferente do que o que conhecemos hoje. A junção das partículas positivas formou a dimensão dos humanos, que sofreu várias modificações ao decorrer das eras. Com a junção das partículas negativas, surgiu a nossa dimensão, com ela surgiram algumas espécies, inclusive os primeiros dragões, a dragonesa-hidra Thiamatt com o poder da criação, e o dragão de ossos Devourer com o poder da destruição. Juntos, fizeram o mundo místico do jeito que conhecemos hoje e então se afastaram, deixando as espécies evoluírem. Ambos eram apaixonados, algo totalmente contra seus poderes opostos. Porém, com a chegada dos humanos a essa dimensão, a maldade e destruição do mundo deles começou a se alastrar para o mundo místico, então o poder de Devourer crescia cada vez mais o fazendo perder o controle aos poucos e então querer destruir a dimensão humana. Thiamatt criou uma prisão infernal para Devourer, o Hell, Então o aprisionou naquele lugar pela eternidade sem seus poderes, que haviam sido contidos num pequeno cristal, e enegreceu com tamanha maldade, o atual Cristal do Caos. Fraca, a dragonesa-hidra se desfez em diversas luzes, de diversas cores diferentes. A dourada era a luz; preta, trevas; marrom, terra; branco, ar; azul, água; vermelho, fogo; e verde, natureza.
Diz a profecia que: alguns seres que concordavam com Devourer tentariam o libertar e destruir o único que representa a união dos dois mundos, o possível retorno de Thiamatt e o aprisionamento de Devourer. Um híbrido.
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Continua...

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