Cap.5 - Trauma Asal
POV Matt.
Um pedido desesperado para a amiga de luz, o pedido para que ela cuidasse de seu bebê de apenas alguns dias de vida. A mãe, desesperada para manter seu bebê salvo daquela batalha e das mãos dos inimigos. O pai, que era o líder, preocupado em proteger todos os animais e lares daquela região. Ambos trabalharam juntos para manter a ameaça desconhecida afastada. Porém, um indivíduo do grupo inimigo se separou, indo em direção da pequena caverna subterrânea que guardava o Cristal do Caos. A humana de cabelos brancos desmontou de seu dragão negro companheiro e seguiu junto a elfa de cabelos rosa para dentro da pequena caverna, já que o dragão era grande mais para entrar. Quando ambas chegaram lá, encontraram um único inimigo, ele estava diante do Cristal do Caos que se encontrava levitando sobre seu pedestal branco que continha sua energia.
- Logo logo, meu mestre estará liberto, e o próximo passo da conquista, é matar o híbrido! - diz o inimigo, quase pegando o Cristal do Caos.
- Só por cima do meu cadáver! - a humana responde, transformando seu colar em sua armadura e partindo pra cima do inimigo.
O oponente era alto e muito musculoso. Ele estava descalço e usava apenas uma calça, revelando cicatrizes e tatuagens estranhas em seu abdômen, peitoral, braços e costas. Talia se esforçava para defender os fortes golpes de arpão que ele desferia sobre ela. Quando a criatura se viu quase derrotada, ele conseguiu desferir um um feitiço de ataque tão forte em Talia que sua armadura negra se racho, a jogando longe sangrando, ela teria morrido se a armadura não tivesse amortecido o impacto.
- Ganhe tempo pra mim! - disse Talia, então, atendendo ao pedido da amiga, foi a vez da elfa Selkie agir.
Um símbolo azul brilhou nas duas luvas que ela usava, e um arco e flechas de Mana foram materializados. Ela começou a atirar as flechas no oponente em pontos estratégicos, que fariam ele sentir mais dor e paralisar por alguns instantes, mas aparentemente não faziam efeito nele, o que deixou a elfa desesperada internamente. Seu arco e flechas viraram uma lança de Mana, e ela começou a batalhar corpo a corpo com o inimigo, conseguindo que ele recuasse por um pequeno instante. Quando olhou para a amiga, Selkie logo entendeu o que ela pretendia e fez sua lança sumir, recuando da luta em seguida.
- Não precisa ter medo, a matarei de forma rápida. - diz a criatura, que até agora, não foi reconhecida como nenhuma das espécies que as meninas conhecem. Ele, era desconhecido.
- E eu, o matarei de forma lenta. - respondeu Talia, que estava sem usar sua armadura.
Ela havia transformado a armadura de volta no colar, mas, deixara a espada de fora. Ela sabia que seria arriscado, e provocaria a morte dela e da elfa, mas era o único jeito de impedir que o Cristal do Caos fosse roubado e o mal libertado nas dimensões. Seu colar de armadura estava no chão, e ela, enfiou a espada de vez no pingente do colar, o destruindo. Ela sabia que a destruição do pingente (que é a armadura) causaria uma reação parecida com a explosão de cem quilos de TNT no mesmo instante. Mas mesmo assim, ela o fez. A explosão se alastrou, destruindo a caverna, soterrando ela e Selkie junto ao cristal do caos e seu inimigo. Dos céus, Drago, Darwin e Striker viram o que aconteceu, é uma grande nuvem de fumaça e terra foi levantada. Destroços voaram, árvores foram retiradas do solo ou destruídas, o chão foi, de certa forma, quebrado, e a caverna, desmoronada.
Acordei sobressalto com o sonho e olho em volta. Eu estava segurando a mão da minha mãe que estava desmaiada, acho que eu acabei vendo suas memórias de alguma forma.
Me levantei e olhei em volta, vendo o homem que me ajudou caído no chão, com suas asas de dragão a mostra é abertas. Sua asa direita, tinha apenas um furo da flecha. Mas, a da esquerda, não só tinha o furo, como também, a flecha ainda estava enrolada em sua asa junto a corda que deveria o puxar para quem o golpeou. Fui até ele, e dei tapinhas em seu rosto.
Eu: Drago! Acorda! Temos de ir! - mas ele não respondeu, nem sequer acordou ou se mexeu, porém, ainda tem pulsação.
Menos mal.
Talia: Matt. Você está bem? -- ela estava com uma mão na cabeça e a outra no estômago.
Eu: estou bem sim. Mas o Drago não.
Talia: temos de o levar para o Krusto.
Nem perguntei nada, sei que a resposta vai ser "depois te digo".
Eu: você também está ferida. E esse roupão e sua camisola estão rasgados.
Talia; sério Matt? Tanta coisa acontecendo e você notando na minha roupa?
Eu; depois você fica sem roupa no meio da floresta e fala que não avisei -- segurei Drago pelos braços e sai o arrastando, porque ele é pesado demais para carregar, e olha que eu consigo carregar 80kg.
Mamãe veio caminhando ao meu lado, segurando o outro braço do Drago, me ajudando a o arrastar.
Eu: qual a distância pra lá?
Talia: nem saber onde estamos eu sei. Nunca vim aqui.
Eu não lhe respondi, é um silêncio inquietante se instalou entre nós. É capaz de dar pra ouvir um alfinete caindo a uma boa distância.
Eu: o que mais não me contou? -- quebro o silêncio e a olho, porém seus olhos estavam focados num ponto inexistente.
Talia: muita coisa. Mas foi para te proteger o máximo possível.
Eu: isso já entendi, e pelo visto, não deu muito certo... O que significa Dragonjin?
Talia: é um termo criado por magos antigos para definir o humano que possui uma forte ligação espiritual com um dragão, eles se conhecendo ou não.
Eu; então, é predestinado o Dragonjin ficar com o humano.
Talia: ham... Não. O predestinado, é que o humano e o dragão tenham uma união, sejam uma equipe que não poderá ser separada, nem com a morte, a união é levada para suas encarnações futuras. Já o ficar, só aconteceu comigo e com seu pai.
Eu: Drago era maldoso com você?
Talia: não. Apesar de ser possessivo, desconfiado e muito ciumento, ele nunca me fez mal. E ele é seu pai, Matt.
Eu: como posso chamar de pai o homem que nunca esteve presente em minha vida?
Talia: ele esteve presente sim Matt, mas você nunca pôde senti-lo porque não tinha despertado sua draconia.
Eu: draconia...
Talia: a cicatriz em sua testa, mostra onde sua draconia se localiza. Ela é a fonte de todo o seu poder místico e elemental.
Eu: porque nunca me contou nada?
Talia: pra te proteger! Se você soubesse sua ascendência, iria querer treinar seus poderes e seria descoberto, em seguida, usado.
Eu: por quem?
Talia: eu ainda não sei. Não encontrei informações suficientes para montar sequer uma teoria -- ela suspira arrasada -- Drago abriu mão de participar da sua infância para garantir que tivesse uma Matt. -- seus olhos me hipnotizam com tamanha súplica que possuem -- Por favor, dê uma chance a ele.
Como resistir à sua querida mãe que está lhe implorando por algo?
Eu:--suspiro-- tudo bem. Vou tentar.
Ela sorri e olha para o homem ferido que arrastava-mos com cuidado para não abrir mais os ferimentos nas asas. Finalmente encontramos um abrigo, uma pequena caverna que aparenta já ter sido a toca de algum animal. Deitamos Drago no chão com cuidado e enrolamos seus ferimentos com pedaços de tecido que arrancamos de sua roupa tão preta quanto a escuridão profunda.
Eu: reconhece este lugar?
Talia: sim, infelizmente. Aqui tem transporte, mas pedem muitas moedas de ouro em troca.
Eu: há alguma forma de conseguir essa quantia?
Talia: sim, mas não é recomendado tentar.
Eu: diga-me.
Talia: --suspira-- há um lugar a oeste daqui. Um bar enorme que possui um ringue para lutas de animais místicos acima do peso normal...
Eu: tipo sumô?
Talia: sim. So que muito pior. As lutas são até a morte, e na maior parte é entre um ser que pesa toneladas contra um que pesa... Cinquenta quilos. A derrota é, literalmente, esmagadora a ponto de matar.
Eu: nós precisamos dessas moedas mãe. Ou não poderemos tirar o Drago daqui e ele vai morrer de alguma infecção.
Talia: não. Não posso te deixar ir.-- sinto que ela quer salva-lo, porém, acima disso, não quer me perder.-- então, por favor, Deixe isso de lado. Vamos achar um jeito seguro.
Eu: tudo bem...
Ela sorri e não deixo de retribuir o sorriso, nem que seja da forma mais fraca. Voltamos a cuidar do homem-dragão ferido e quando terminamos de enfaixar completamente suas asas, nos deitamos próximo a ele com o intuito de o manter aquecido. As horas se passaram, anoiteceu completamente e o cansaço pairou sobre nós.
Eu; boa noite mãe.
Talia; boa noite, meu dragãozinho.
Ela fechou os olhos e logo caiu num sono profundo. Porém, eu não dormi.
Continua...
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