Cap.28 ~ Parte 1 - Obsoleto e quebrado, mas funcional
Matt POV
Respirei fundo, olhando a chuva cair na floresta, apagando os ultimos focos de incêndio da nossa batalha. Dias haviam se passado, a enorme criatura de fumaça havia desaparecido deixando para tras um enorme rastro de destruição e morte, quase sinto pena do dragao da natureza desta floresta ao imaginar a dor que ele sentiu em seu corpo quando o fogo se alastrou pelas plantas.
Drago, com a ajuda do Wield, havia conseguido trazer para cá os sobreviventes do nosso navio, que naufragou ha um tempinho atras. Bom, pelo menos sem tripulaçao nao ficamos.
As pequenas criaturas, do tamanho de nossas maos, voavam e corriam ao redor, procurando por comida e brincadeiras.
Enquanto isso, a famosa Torre de Babel estava de pe, milagrosamente. Um pouco rachada e inclinada, mas firme, me lembrando da Torre de Pizza na Italia... Nao sei se o nome e o lugar estao corretos, mas acho que conseguiram entender a comparação. Mas de uma coisa eu sei: a versão humana dela foi derrubada pelo vento.
Enquanto trabalhavamos para salvar o que era possível salvar, Draco caiu, não parava de cuspir sangue e sua pele estava se tornando pálida. Rapidamente corremos para o ajudar e, no momento que o toquei, senti que ele queimava em febre, além de estar ficando visivelmente mais fraco a cada minuto que se passava.
Eu: o que esta acontecendo?!
Drago: eu...nao sei...
O mago se aproximou, o tocando, entao fechou os olhos, como se tentasse visualizar o problema.
Ne por nada nao, mas a cara que ele ta fazendo deixa a impressao de que ele ta chapadão.
Mago: o corpo dele está correspondendo ao corpo de outra pessoa. Os mesmos sintomas, muita fraqueza. Sua Dragonjin está viva.
Arregalei os olhos, e nao fui o unico que fez isso.
Wield: mas vimos ela cair na lava!
Mago: sim, ela caiu. Mas foi salva.
Eu: - eu estou sorrindo como um idiota, me ignorem - Onde ela esta?! Eu quero ver ela!
Mago: Nao pode. Ela esta muito longe, longe ate pra mim
Eu: como?!
Mago; magia, meu jovem. Magia. Uma forte magia de fogo a salvou. E agora, seu corpo esta sofrendo as consequencias da magia que usou e da batalha que travou. Esta fraca e adoecida, e por causa da Draconia que compartilham, seu pai sente as mesmas coisas.
Eu: como fazer parar?
Mago: nao da. Ha nao ser que sua mae seja curada. Ate la, ele sentirá as mesmas coisas, mas duvido que seja uma condiçao perigosa. - dito isso, ele começa a arrumar devagar as coisas do interior da torre. - Peço que vao embora. A presença de vocês causou problemas demais. Apenas partam, e sem deixar uma posta sequer do próximo destino.
Wield assentiu. Com meu pai em péssimas condições, ele se responsabilizou de assumir o comando, levando a todos nós pelos restos da floresta queimada. O rio estava repleto de troncos, folhas e cinzas, enquanto as árvores que permaneceram de pé estavam, em sua maioria, com falta de folhas.
Com as forças que nos restaram, a tripulaçao encontrou uma caverna onde nos abrigamos, nos protegendo da ventania que havia se iniciado com a ajuda de uma fogueira.
O tempo estava começando a ficar maluco. O dia havia se iniciado com sol escaldante, então, uma chuva violenta, e agora uma ventania incontrolável. O que virá a seguir? Uma nevasca de matar?
Nosso navio? Havia afundado juntamente com seu Capitão. Nossa tripulação? Reduzida pela metade. Nossos suprimentos? Sobraram pouquíssimos. Nossa força e coragem? Inexistentes agora. Minha mae? Morta, mas nao morta, e sim doente. E meu pai? Doente junto com ela.
Quanto azar pra um pequeno espaço de tempo. Eu so queria estar em casa, cortando lenha pra lareira e comendo panquecas com melaço.
Drago estava mal, no entanto, parecia melhorar a medida que as horas iriam se passando. Seu corpo esquentou e permaneceu assim por um bom tempo, o deixando inquieto, então, repentinamente, ele se acalmou. Finalmente fechando os olhos com tranquilidade e conseguindo dormir, consequentemente deixando todos dormirem em paz.
Menos eu, óbvio.
Olhei para meu braço enfaixado e comecei a retirar as faixas, revelando as cicatrizes de garras que minha mae havia deixado ao tentar nao me puxar para o poço de lava. Os enormes vãos na minha carne haviam se fechado, sobrando deles os fios de oele escura e desnivelada, de forma que eu duvido que um dia irá desaparecer. Mais uma cicatriz para a vida, começando com a maldita voz de Thiamatt na minha cabeça e o buraco ns testa que ganhei quando rolei barranco abaixo.
Eu só queria saber, por que eu? De tantas pessoas no mundo, por que logo minha mae tinha de ser Dragonjin? Por que logo eu tinha de ser o tal híbrido que ninguém gosta? Sabe, É até legal ter poderes e saber magia, mas essa situação de profecias e sei la mais o que nao ajuda nem um pouco. Alem disso, eu sou o primeiro híbrido da história de ambos os mundos, não tem um manual de instruções de como ser meio a meio!
Minha unica guia foi Thiamatt, e ainda sim, Devourer a tirou de dentro de mim. As vezes, quando toco minha draconia, sinto como se ela ainda estivesse comigo, mas ela não esta, há bastante tempo. Agora, eu apenas estou sem rumo, sem fazer ideia do que fazer ou pra onde ir.
Apenas querendo fechar os olhos, e deixar de existir.
POV Talia
Eu nao faço ideia de quanto tempo havia se passado. Se foi um dia ou dois, algumas horas ou algumas semanas, nao importava tanto, eu estava incapaz de me mover de um jeito ou de outro; alem do meu corpo estar uma bagunça, uma hora ers um calor escaldante que parecia que eu ia derreter, e outra um frio de matar que me fazia bater o queixo. Uma porcaria isso.
"Drago?" - chamei pela draconia. Mas, ao contrario de todos esses anos, desta vez ele não me respondeu.
Chamei de novo e de novo, nao houve uma resposta. Estavamos fracos demais pra isso, sem falar da provavel e gigantesca distância que havia entre nós.
Lembro-me dos cheiros e sons de la. Eram folhas balançando, passaros cantando e o vento uivando ao entrar em contato com a Torre. Ja aqui, é apenas vento, calor, vozes e passaros que nao reconheço a espécie berrando sem parar, provavelmente atraidos por alguma comida.
Entediada, tentei me mexer de novo, desta vez meu corpo respondeu minimamente. Eu estava recobrando o controle, por isso abri os olhos, percebendo estar em uma tenda que nao bloqueada porcaria nenhuma do sol. Resultado: meus olhos arderam e precisei fechar, lacrimando de dor.
Alguém entrou tranquilamente e mexeu em slgumas coisas. Curiosa, abri suavemente um olho e percebi que era um homem magro e não tão alto. Ele fuxicou algumas coisas e se aproximou de mim com uma seringa ENORME. Me virou de levo e ergueu minha blusa, tateando minhas costas.
Sinceramente? Quando ele tocou um certo ponto da minha coluna, senti um choque de dor que percorreu meu corpo todo. Parecia que eu havia dado pane Que nem quando se bate o cotovelo na quina de algum móvel.
Senti ele passar alcool no lugar, e ja sabia o que viria. Mas ele nao enfiou a agulha.
Merda! Ele me descobriu!
Levantei rapidamente, me virando e chutando a seringa dele, que caiu e despedaçou no chão. Me virei pra correr, mas aquele lugar das minhas costas deu problema de novo.
Eu: ARG! MERDA! - gritei caindo de joelhos e me segurando numa mesinha - Caralho!
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