Cap.15 - Ponte.

POV Talia.
Ele começou a ofegar e a grunir, aos poucos sua voz engrossava ate se tornar os sons de um animal feroz. Seus membros cresciam juntamente a seu corpo e em suas costas cresceram duas asas que aumentavam de tamanho a medida que ele crescia, da mesma forma que sua coluna aumentou dando origem a uma cauda. Sua pele se tornou escamosa e seu rosto mudou até haver um focinho e um par de chifres.

Nesse momento estou diante a um dragão negro quase tao grande quanto o próprio Drago.

Eu: Matt. - me aproximo dele com cautela, a mão na frente do corpo para lhe tocar as escamas. - Está tudo bem querido...

Toco seu focinho o acariciando, ele fecha os olhos e solta ar quente pelas narinas. Ele aproximou o focinho de mim e começou a me farejar, lambendo meus ferimentos com sua língua áspera.

Eu: está tudo bem...

Ficamos uns instantes desse jeito, até que me vi na necessidade de me afastar. Quando o fiz apenas vi um vulto branco se fechar na minha frente, eram os dentes do Matt.

Eu: Matt! O que está fazendo?! - o olho seria e seu focinho de alargou num sorriso, eu rosno. - droga.

Percebi seu pulmão se encher, nesse momento eu comecei a correr sem poupar energia, fugindo do fogo que ele estava a cuspir tentando me pegar. Ao notar que não ia dar em nada, ele parou e sua cauda começou o trabalho de balançar de um canto para o outro como um chicote, outra vezes batia com tanta força no chão que não só o rachava, mas também abria uma marca do contorno perfeito de sua cauda.

Sua cauda golpeou o chão a minha frente, eu parei bruscamente para evitar ser pega. Neste momento fui acertada por uma de suas patas dianteiras e mandada com força contra a parede, onde me bati e cai no chão com o corpo totalmente dolorido. Eu juro que senti algo estalar, só não sei se foi a parede ou minha coluna, espero que não tenha sido a segunda opção.

Eu: estou tendo um déjà vu.

POV Drago.
Quando Neon avançou em minha direção eu comecei a correr por todo o resto do caminho do labirinto.

Estava tudo bem até que cheguei ao final, era um penhasco alto pra desgraça e aparentava não ter um fim, ou seja, não faço IDEIA do que tem lá embaixo.

Neon chegou congelando tudo ao meu redor, inclusive meus pés para que eu não possa sair. Respirei fundo e cuspi fogo o afastando e derretendo seu gelo o suficiente para o quebrar e o golpear com as garras, deixando marcas em seu focinho e o fazendo grunir de dor.

Mas ele nao sangrou. Ao invés disso, a névoa foi em direção ao ferimento e do nada se converteu em carne, o fazendo ficar inteiro como o que aconteceu com os trolls.

Comecei a desviar dos seus golpes de patas e cauda, fazendo ele errar e acertar as paredes, quebrando o campo que impede alguém de pular os muros. Com isso eu sorri e me deixei cair do penhasco.

Minha draconia começou a brilhar e com esforço eu comecei a mudar de forma. As faixas das minhas asas se rasgaram e consegui voltar ao corpo de um dragão.

Sentindo minhas asas perfeitamente bem, voei de volta para o topo do penhasco e agarrei Neon com as garras. Ele rugiu e mordeu meu ombro esquerdo, começando a voar em seguida.

Levantei voo indo atrás dele e me choquei com o mesmo, nossas asas quase se embolando juntas nos impedindo de voar.

Começamos a cair em meio a mordidas e golpes de garra. No final, eu mordi sua pata com o grande ferimento o fazendo rugir, consegui a vantagem e fiquei por cima deixando ele cair com tudo no chão, que rachou.

Enfiei as garras em suas escamas e comecei a o erguer e derrubar com força várias vezes, o chão rachava e rachava até que cedeu de vez a nosso peso, derrubado a nós dois do penhasco.

Abri as asas e voei deixando Neon cair, o mesmo foi empalado pelas diversas pedras afiadas que saiam da água. Seu sangue começou a escorrer pelas pedras e a tingir a água de carmesim. Logo seu corpo começou a se desfazer, voltando a ser névoa, então se dissipou no ar.

Ouvindo sons estrondosos vindos do castelo, levantei voo ultrapassando as outras paredes do labirinto e voei para lá, circulando toda a estrutura procurando uma entrada.

POV Talia.
Eu estava fazendo de tudo para desviar dos golpes do Matt, ao mesmo tempo que o chamava tentando o fazer se tocar que sou eu, mas nada adianta.

Ele respira fundo e cospe mais um rajada de fogo, eu me abaixo deixando que as chamas passem direto e elas acertam o campo de força por completo, que queima e racha um pouco. Eu sorrio.

Já tenho uma rota de fuga.

Vejo a cauda dele vindo em minha direção. Rolo para o lado e sua cauda acerta o chão com força, eu me seguro nela de forma firme e começo a subir segurando em suas escamas.

Eu: AHHHHHHHHHH — berro quando ele começa a balançar a cauda de um lado pro outro. — PARAAAAAAAA!

Depois de um bom tempo nesse rodeio eu pedi a força nos braços e cedi. Fui lançada contra a parede mágica e a atravessei, atingindo o chão. Vejo minha garrafa e a pego.

Eu: peguei!

O rugido de Matt irrompe atrás de mim e o vejo atravessar o que restou do campo de força como se não fosse nada mágico. Me levantei e me pus a correr. Dei de cara com uma bifurcação que leva a três corredores diferentes, obviamente eu segui pelo do meio que era o mais rápido pra seguir quando eu quero fugir.

Para minha surpresa Matt passou perfeitamente pelo corredor, então suponho que por ele deveria passar algo tão grande quanto um dragão.

Pelo caminho haviam alguns seres horrendos que pareciam ser a mistura de vários animais místicos. Eles tentaram me pegar, mas eu passei correndo gritando pra saírem e eles saíram mesmo. Velho, isso foi muito engraçado! Se eu não estivesse quase morrendo eu estaria rindo!

Um rugido muito familiar ecoa do lado de foras das paredes, não contenho um sorriso.

Eu: DRAGO!

Eu infelizmente vejo o fim do corredor e sou obrigada a parado, sem saída, nenhuma porta.
Quando Matt já está chegando a poucos metros de mim, algo se bate com tudo nas paredes na frente dele e elas desmoronam por cima do mesmo.

Matt abre as asas lançando as paredes destruídas para todos os lados, então um vulto preto chega voando e ataca o mesmo com as grandes garras, era o Drago, e logo se tornou difícil distingui-los por causa da quantidade de poeira que era erguida pelo bater das asas dos dois dragões.

Como não sou trouxa nem nada, eu saio do castelo pela grande broca que fizeram na parede.

Indo para uma ponte de pedra que atravessa por cima do mar e da em um vulcão extinto, Devourer Estava com a esfera brilhosa em mãos e seguia para lá com dois capangas.

Ah, mas não vai fugir mesmo!

Comecei a correr para lá, Devourer percebeu e acelerou o passo para atravessar, também acelerei o meu. Quando o mesmo atravessou, um de seus capangas, que era um minotauro com machado, ergueu sua lâmina e a abaixou com tudo na ponte, fazendo uma pequena parte dela rachar e cair na água a agitando e quase bloqueando meu caminho.

Eu não paro de correr, preciso do maximo de velocidade que tenho.

Quando eu estava perto do buraco, toda a ponte começou a rachar, era Matt que batia com as garras no concreto o fazendo ceder sobre seu peso. Drago chega voando o derrubando no chão e o prendendo com as garras, no entanto, foi tarde o suficiente para evitar que a ponte toda começasse a desabar.

Drago: TALIA!

Eu: EU CONSIGO!

Acelerei para correr contra a Ponte que desabava, e no último instante eu pulei em direção ao outro lado, onde o segundo capanga de Devourer era transformado em um grifo pelado/sem penas e pêlos para o levar para longe dali.

Eu comecei a ver tudo em camera lenta. A ponte desaba e eu no ar, tentando chegar ao outro lado. Estendo minha mão direita para me segurar na beirada, mas minhas unhas apenas triscam no concreto o arranhando e fazendo minha mão sangrar, e eu caio todos os duzentos metros diretamente para o mar.

A dor do impacto foi uma só, até a garrafa de água estourou com essa, e ambos os líquidos começaram a se misturar.

POV Jack. o
Depois de um bom tempo lidando com seres feitos de névoa, eu estava comandando o navio para que o mesmo navegasse ao redor da ilha, procurando pelo pessoal que estava lá.

Wield: Onde será que estão?

Eu: continuem procurando homens! — quando digo isso, há um estrondo e uma ponte inteira passa a desabar, é um grifo sem penas já estava a voar para longe. — Na ponte!

Mudando a posição das velas o navio seguiu para lá, onde a água estava agitada pelo impacto dos destroços. Franzi o cenho ao olhar para a água brilhando em vários tons de azul, sendo o principal deles o celeste.

A rodeios Wield se lançou na água e mergulhou, poucos segundos depois ele voltou a superfície com uma Talia apagada nos braços.

Os marinheiros os ajudaram a subir e fui até eles. Wield apertava os pulmões dela várias vezes consecutivas, até que a mesma começou a tossir e cospir água.

Me ajoelho ao lado dela e a forço a abrir os olhos para ver se algo foi danificado com a queda.

Eu: Talia? Consegue me ver?

Talia: Jack — ela sorri. — eu vejo dois de você. Dois de cada marujo Aqui. — então ri. — vocês foram clonados pelo W.D Gaster, no laboratório do Bruce Banner que trabalha para os Estados Unidos.. Conheceram o Capitão América e o Venom para encontrarem a ilha das Amazonas e se aliarem ao Lorax no navio do Sparrow para salvar o mundo das mãos do Galacticus e evitar que o virus zumbi se espalhe?

Wield; Quem diabos são esses? Do que ela está falando? — pergunta confuso.

Nem eu sei.

Eu: você está atordoada. Logo passa.

Só então que eu a olho melhor, de cima a baixo.

Eu:... Acabei de perder a noção do que é ou não possível aqui.

Continua...

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