Cap.12 - Baile...... Pera, ja nao viemos aqui?
POV Jack:
Reviver toda aquela história me desgastou, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Faz anos desde a última vez que precisei descer até as profundezas e por muito tempo desejei nunca mais precisar, porém, hoje foi diferente... Não foi algo planejado. Simplesmente aconteceu. Agora estou pagando o preço. Meu corpo mau consegue se manter de pé, estou fadigado e com câimbra. É horrível. Nesse momento, tudo o que eu quero é estar deitado na minha rede, e acompanhado por uma boa garrafa de rum.
Deixei Wield no comando e fui para minha cabine, onde tranquei a porta para não ser incomodado, tirei as roupas pesadas ficando apenas com minha calça e a blusa fina que uso por baixo do sobretudo azul. Então, peguei uma garrafa e me deitei. Antes de a levar aos lábios para a destampar, eu me lembrei do quanto o Wield Sempre me aconselhou a não beber, que fazia mau, que eu iria "enferrujar" e por aí vai.
Eu: Só hoje não faz mau. - com os dentes eu puxei o tampão da garrafa, o cuspi no chão e tomei um gole. - relaxante.
Eu estava bebendo veneno de baiacu ao álcool na maior tranquilidade ate que escutei um estalo e passos vindos em minha direção. Olhei por cima do ombro e vi a Talia puxando a cadeira da minha mesa e a pondo do lado da rede em que estou deitado, se sentando nela e tirando a garrafa da minha mão em seguida.
Talia: acho que você tem de conversar com alguém, que não seja uma garrafa de bebida. - ela diz pondo a garrafa onde não posso alcançar.
Eu suspiro.
Eu: o que você quer saber, exatamente?
Talia: sei que fazem apenas alguns minutos, mas pude notar que estar naquela ilha móvel não te fez bem. Além disso,Terra Indefinida? Que nome horrível!
Eu:*rio* chamam assim porque aquela ilha é muito antiga e ja fora atacada muitas vezes. Em um desses ataques, grande parte do conhecimento antigo que existia foi destruído, juntamente com seu nome original. Então, os terrestres passaram a chamá-la de Terra Indefinida porque a ilha não se prende ao chão do oceano mesmo que o toque, portanto, ela fica em constante movimentação. Nunca em um lugar só. E por esse motivo, é raro que terrestres a encontrem.
Talia: tá. Agora quero saber de você. - ela diz enquanto suspende minha blusa e começa a cuidar do ferimento que o peixe espada fez em mim. - como se tornou um pirata?
Eu: depois de ficar loiro e ganhar pernas, eu fui para o porto enquanto me acostumava com as pernas, eu vi um velho pirata, ele estava recrutando uma tripulação jovem. Entrei na fila e fui selecionado junto a outras crianças com habilidades... Peculiares, e eram Nash, Ben, Wield e Cross, Sendo que o Cross era uns dois anos mais velho que nós. Passamos por vários tipos de treino, comandados pelo Bill. Lembra-se daquele velho rabugento? Ele era novo naquela época!
Talia: não consigo nem imaginar. Isso foi a quanto tempo?
Eu: hum... Acho que setenta anos atrás. Mas voltando ao assunto... Quando nós acharam preparados, houve o primeiro ataque a cidade. Ah, foi maravilhoso. Os sons trovejantes dos canhões, o tilintar das espadas se chocando e no final, as grandes sacas de riquezas. Ah, foi incrível. Eu fiquei viciado, entramos em várias batalhas assim inclusive na que salvei minha amiga Syrene, eu a devolvi a nossa terra, mas meu vício não me permitiu ir com ela, então nunca mais a vi. Já na adolescência, quando nosso velho capitão e pai morreu em uma das batalhas de navio, eu assumi o controle do navio porque estava com raiva, não esperava vencer, mas nós vencemos, e então, me deram tributos. O chapéu, o sobretudo, a espada e a pistola que uso hoje, foram esses tributos.
Talia: está explicado porque parecem tão velhos.
Eu: pare de me interromper!
Talia: tá, desculpa.
Eu: continuando... Então, eu me tornei o capitão do Doce Vingança tendo Wield como imediato, Ben como cozinheiro, Nash como mestre de armas e o velho Bill não tinha pra onde ir, então ficou vivendo conosco.
Talia: é fascinante mesmo que seja um pouco triste. Você poderia ter uma esposa e filhos caso não tivesse se juntado a pirataria.
Eu: realmente. Mas não sou do tipo de homem caseiro, que faz jantar a luz de velas para sua amada, e que todos os dias traz doces para suas crianças e lhes ensina o dever de casa. Eu prefiro um relacionamento que não seja íntimo e nem longo demais.
Talia: que jeito formal de dizer que prefere relacionamentos de uma só noite com mulheres diferentes a cada uma.
Eu: haha. Bingo, pequena.
Talia: para de me chamar assim, eu já sou mulher! - ela diz rindo.
Eu: mas continua pequena.
Talia: seu chato. - ela pega meu chapéu e enfia na minha cabeça tampando minha visão. - vá descansar pro ferimento cicatrizar mais rápido. E nada de álcool, faz mau.
Eu: sim, senhorita.
POV Wield:
Eu permaneci ajudando Drago e Matt a melhorarem da fadiga causada pela natação. Por mais que eles sejam dragões e estejam acostumados com o esforço, eles não são habituados a nada, sem contar que são terrestres e aéreos. Matt estava deitado no chão enquanto seu pai permanecia sentado deixando as asas caídas e encostadas no chão para lhes dar apoio.
Talia saiu da cabine do Jack, ela está uma lástima, a fadiga afeta mais a ela mesmo que ela tente disfarçar.
A tripulação estava remando para o navio navegar mais rápido mesmo sem o mastro principal, é um trabalho da poha, mas pelo menos, quando chegarmos na ilha, poderemos soldar um novo mastro e com uma vela maior para coletar mais vendo e a embarcação se mover mais rápido.
{...}
POV Talia.
Após horas de viagem e descanso, já era noite e eu estava no observatório improvisado construído no mastro médio, até que, finalmente, pude ver luzes pouco distantes.
Eu: TERRA A VISTA! - grito animada e escuto os gritos de felicidade dos tripulantes vindos do convés, afinal, terra significa comida e água.
Jack saiu de sua cabine também já descansado e usando seu conjunto de roupas de capitão. Com uma ordem sua todos os tripulantes que remavam pararam seu trabalho e foram descansar, deixando assim o navio a mercê das forças do vento salgado.
Quando atracamos as âncoras foram descidas e uma rampa foi posta ligando o navio ao cais. Saimos do navio junto a metade da tripulação que ficou encarregada de saquear comida e bebida.
Haviam barcos atracados, seus tripulantes usavam aquela roupa branca e azul de marinheiro e os capitães vestiam ternos pretos, ou brancos.
Matt: hehe, os capitães parecem garçons. - sua observação me faz rir.
Eu: sim, parecem mesmo.
Drago: melhor passarmos despercebidos. Vamos pelos becos.
Com astúcia Jack nos guiou pelas ruas da vila. Pode notar que no topo de um morro havia uma mansão acesa, sua escadaria era guardada por guardas(que eram feitos de pedra) e subida por casais vestidos formalmente. As damas usavam vestido longo azul, verde, vermelho, verde, turquesa, escarlate e por aí vai. Enquanto seus acompanhantes mantinham o padrão de terno preto. So faltou os paparazzi tirando milhares de fotos para as redes. Graças a Thiamatt não existe isso aqui.
Estranhamente, todo esse lugar me é muito familiar. Sabem aquele frio na barriga quando você sente um déjà vu?
Todas as lojas estavam trancadas para não serem invadidas, por sorte, meu marido consegue atravessar sombras, por isso foi bem fácil entrar.
A primeira foi uma loja de roupas, eu saí catando e experimentando diversas delas. Até que encontrei um vestido branco que me lembrou muito o dia em que fui ao baile com Jack, e tudo isso em troca de um anti-veneno para dar ao Drago.
Sorri com a memória.
Jack: ah, então se lembrou também.
Eu: sim. Você me ensinou a dançar valsa de última hora no navio, e o velho Bill, lembra o que ele falou?
Jack: "Uma dama que não sabe dançar nao é uma dama de verdade." - ele diz imitando a voz do velho e falecido Bill. Nós rimos. - foi divertido.
Eu: foi sim.
Drago: já acabaram? -_-'
Olhei para meu dragão e ele estava com uma roupa preta pendurada no ombro enquanto Matt estava com um moletom cinza, tênis e calça jeans dobrados sobre o braço.
Matt: melhor irmos.
Peguei o vestido e um conjunto de roupas constituído por: sapatilhas, um vestido bege na altura dos joelhos, roupas íntimas e calça jeans com uma blusa preta.
Drago nos transportou pra fora pelas sombras e voltamos pelo mesmo caminho para chegar ao navio.
No entanto, fomos abordados por um senhor de bengala vestido de forma bem formal, sua barba crescia em tons de preto e branco, e seus cabelos estavam quase totalmente tingidos de grisalho.
Jack: Wilkins? Que prazer o ver meu velho
Wilkins: Jack, Eliza, que bom os ver. Já faz tantos anos. Imaginei que nunca os veria antes da morte.*tosse* sabe, minha hora está chegando.
Eu: sinto muito, queria que pudesse viver mais. É tão gentil.
Wilkins: já vivi longos 130 anos, quero mais viver não. Minha cota já passou.
Eu: imagino. Bom, estou indo pelo mesmo caminho.
Wilkins: que nada. Tem no mínimo 50 anos pela frente ainda.
Jack: que Thiamatt o ouça.
Wilkins: vocês viram a ilha que surgiu?
Drago: sinto interromper, mas que ilha é essa?
Wilkins: uma ilha em volto de névoa é protegida por pedras pontiagudas capazes de naufragar a mais resistente embarcação. Ah, e ela emana uma energia maligna, nenhum ser ousa se aproximar dela, é como se a ilha impedisse que sua malvadeza fosse contaminada pelas energias existentes no exterior.
Jack; em que direção fica isso?
Wilkins: uns dez ou vinte quilômetros a norte.
Jack: muito obrigado por essa informação... Ah, você tem como arranjar um mastro primário com uma vela grande?
Wilkins: posso resolver isso.
Jack: muito obrigado!
Wilkins; com uma condição.
Jack: qual condição? =-=
Wilkins: PARE DE VIR AQUI NO INTUITO DE SAQUEAR MEUS ESTOQUES, SEU MERDA! OU EU PONHO NO TESTAMENTO QUE VOCÊ NÃO VAI MAIS ENTRAR AQUI! - sua voz troveja pelo lugar assustando o próprio Jack, cujo cabelo loiro se arrepiou deixando ele quase parecido com um super Saiyajin. O velho pôs a mão na boca e tossiu. - Viu? Você me fez engasgar, não quero morrer antes de fazer meu testamento.
Jack: s-sim senhor. Que isso, o senhor é um bom amigo, só o conheci graças do velho Bill. Não quero que morra ^^"
Wilkins: ótimo! Agora tenho de ir, meus convidados me aguardam. - ele sai andando se apoiando em sua bengala. - Assim que chegar lá mandarei um marceneiro para seu navio.
Eu: sim senhor.
Quando ele desapareceu entre as ruas nós voltamos ao navio, onde a tripulação que ficou encarregada ds saquear já estava presenta com três sacas de alimento, eles já estavam organizando tudo na cozinha do navio para o cozinheiro fazer o jantar/café da manhã, nem sei mais que horas sao.
O tal marceneiro chegou meia hora depois com seus diversos ajudantes carregando um mastro de madeira de uma pinta a outra. Jack ordenou que a tripulação ajudasse os senhores a por tudo em seu devido lugar para que partisse-mos o mais rápido possível.
Enquanto isso, Wield treinava Matt para usar uma espada. Hehe, está bem engraçado.
Matt estava cortado em alguns pontos porque a espada de Wield era rapida demais para ele desviar totalmente na hora certa.
Matt: arg. Vai mais devagar!
Wield: invoque seus instintos. Você é um dragão!
Matt: meio dragao!
Wield: idai? Continua sendo um dragão. Agora volte para sua posição e levanta essa espada de modo distante o suficiente para que proteja seu rosto e não se enfie nele caso haja um golpe que tire seu braço da posição.
Matt bufa e se põe em posição.
Matt: como você é chato.
Wield: Ainda nem comecei.
Continua...
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top