C A P Í T U L O 07

Luna entra no quarto e tranca a porta imediatamente. Corre para o banheiro e consegue levantar a tampa do vaso a tempo de coloca tudo para fora. Depois vai até à pia, escova os dentes e se olha no espelho.

Eu não posso surtar. Já cheguei até aqui e preciso ir até o fim. Pelos meus pais, mas principalmente, pela minha mãe.

Seu celular vibra com uma nova mensagem, ela anda até a cama e o pega. Ouve um áudio da Jade que dizia:

- Lud, o que foi aquilo? Você está bem? Precisa de ajuda?

Mas a garota não teve tempo para responder, por que logo em seguida recebeu uma chamada de vídeo em grupo.

- O que houve? - Patrick pergunta assim que ela atende.

- Eu não sei o que houve, sempre pensei que quando esse dia chegasse eu o olharia nos olhos e o mataria, mas a única coisa que consegui pensar foi que a minha mãe deve ter sofrido muito naquele carro.

- Não pense nisso, não sofra mais. Mas pense que daqui a pouco ele estará atrás das grades, pagando pelos seus crimes. - Disse Paloma.

- Eu espero que sim, mas... - A conversa foi interrompida com uma batida na porta. - Preciso desligar tem alguém na porta.

Coloca o celular em cima da cabeceira e se levanta.

- Quem é?

- Señorita Martínez, sou eu El Diablo. - Ela para no meio do quarto. - Será que posso entrar?

Não sabia se podia deixá-lo entrar, afinal, ele era um completo desconhecido, só sabia poucas coisas sobre ele e não eram nada boas.

No final das contas, optou por abrir a porta.

- Pode entrar. - Se afastou da porta e voltou a se sentar na cama.

Ele por sua vez, hesitou, continuou em pé na porta a encarando, perguntando-se se seria uma boa conversar com sua funcionária no quarto dela.

- Eu vim saber se você está bem. Precisa de um médico?

- Não! - Falou um pouco alto. - Quero dizer... Eu estou bem, foi só um mal-estar.

- Ótimo! Lia ficou bastante preocupada. - Sorri sem jeito. - E me obrigou a subir e verificar se estava tudo bem.

- Diga a ela que não precisa se preocupar, eu estou bem. Só preciso descansar um pouco.

- Tudo bem, se precisar de qualquer coisa não hesite em me chamar.

Saiu do quarto, antes que ela o respondesse.

Então, ela aproveitou que estava sozinha novamente e tentou se acalmar, sabia que não podia colocar tudo a perder. Mas se perguntou por quanto tempo o seu psicológico iria aguentar.

Foi para o banheiro e tomou um banho demorado, depois tomou um remédio e dormiu durante algumas horas.

El Diablo, desceu as escadas e retornou para a sala de jantar, encontrando todos em pé, o encarando.

Marisa vem em sua direção, mas nada diz. Pedro por sua vez, levou a Lia para jantar na cozinha, enquanto a pequena lhe fazia várias perguntas do tipo: "Tio, quando o senhor pretende se casar?" ou "Por que a señorita Luna saiu correndo daquele jeito? Ela se assustou com o papai?"

No lado de fora da casa, Peter se despede de sua filha que está indo para Nova York.

- Papai, o El Diablo não pode saber dessa minha viagem.

- Não se preocupe, ele não vai saber de nada.

- Eu vou passar na casa da vovó, afinal, ela merece saber que a sua outra neta está viva.

- Cuidado, sua avó já tem uma certa idade e já se passaram tantos anos desde...

- Desde que aquela tragédia toda aconteceu. Eu sei, eu estava lá e vi ela queimando... Ainda consigo ouvir os seus gritos de socorro e... - Peter a abraça.

- O assassino irá pagar, filha, eu prometo. - Enxuga uma lágrima que insistiu em cair.

- Pai, por que o senhor tem tanta certeza de que foi uma pessoa? O senhor já tem um suspeito?

- Tenho, mas ainda precisamos de provas. Eu tenho certeza de que a gangue não planejou aquilo.

- O senhor vai ter que me contar tudo quando eu voltar, agora eu preciso ir. - Se despedem e Cecília entra no táxi em direção ao aeroporto.

Peter mais uma vez deixa a oportunidade passar, ele só queria contar a verdade para as suas filhas, mas temia que algo de ruim acontecesse, já que dá última vez que tentou, sua amada esposa foi assassinada.

- Aonde ela indo? - Pergunta Marisa desconfiada.

- Nova York, ela aceitou um novo caso.

- Peter, você trabalha aqui desde quando eu era apenas uma garotinha, correto?

- Sim, por que essa pergunta agora?

- Você foi fiel ao pai do El Diablo e hoje é fiel à ele. Se houvesse algo errado, você nos contaria né?

- É claro que sim, Marisa. - Senta nos degraus da escada e Marisa o acompanha.

- Bom, o FBI mandou três agentes se infiltrarem aqui dentro. Também soube que a sua filha mais nova seguiu os passos da mãe, é até fofo ela continuar o legado da mãe.

Peter não sabia onde Marisa queria chegar, mas sabia que era algo muito perigoso.

- Chegue logo no ponto, odeio rodeios. - Diz olhando nos seus olhos e segurando no seu braço com força.

- Se as garotas soubessem que tipo de homem é o pai... - Sorri. - Mas só vou te dar um aviso: Acho bom você encontrar a sua filha antes de mim ou do El Diablo. Porque eu não hesitarei em matá-la.

Ela levanta e lhe dar as costas indo em direção a casa, mas ouve a pergunta.

- Mataria a irmã da mulher que ama? E eu salvei a sua vida.

- Eu não amo a Cecí, só nos divertimos. - Disse em alto e bom som, querendo acreditar nessas palavras. - E eu sou muito grata à você por ter me salvado, mas eu já escolhi o meu lado e não é ao lado dos mocinhos, sugiro que faça o mesmo o quanto antes melhor.

Ele não deixaria as coisas assim, correu atrás dela. Mas a mesma já havia sumido de vista.

Só havia uma empregada conversando com a babá, mas não conseguiu ver os rostos das duas moças, então resolveu voltar para a casa.

Era quase 3h da manhã em Nova York, Patrick saiu da agência e agradeceu a qualquer deus por finalmente estar indo para casa.

Há mais de uma semana que ele não dormia direito, já que estava com a cabeça ocupada no caso da Laura Carter. Também tinha voltado a investigar o desaparecimento de sua irmã, porém até agora não conseguiu muitas informações e para melhorar aceitou ajudar a polícia de Nova York em um caso.

Com tantas coisas acontecendo, deixou os preparativos do casamento de lado.

Seu chefe lhe deu duas semanas para preparar tudo, mas ele não achou necessário nesse momento. Então passou em um food trucks, para comer um hambúrguer, mas percebeu a hora e pediu dois para viagem e uma coca cola sem ser diet, não era muito fã de comidas saudáveis, como um bom americano, ele gostava de comer pizzas, bolos, muitas batatas fritas e o famoso hambúrguer.

Só não comia na frente do noivo, Noah. Bom pelo menos ele ainda não chegou do restaurante, o que lhe daria tempo para degustar essas delícias.

Chegou em casa, jogou a bolsa no chão, colocou a comida em cima da banca e foi tomar um banho de banheira para relaxar o corpo.

Já tinha conversado com a Ludmila e precisava fazer algo para ajudá-la. Ele não podia simplesmente levar os seus amigos para o cemitério e roubar um caixão.

Não. Ele não colocaria o seu trabalho e os dos seus amigos em risco, já bastava Lud, que está se arriscando muito.

Agora vestido com algo mais confortável, pegou o que seria o seu jantar e colocou algum filme.

Noah lhe enviou uma mensagem dizendo que não chegaria nem tão cedo em casa. - O que já era de costume. - Então, não demorou muito para que ele pegasse no sono.

Sua mãe havia enviado uma mensagem, convidando ele e Noah para jantar a noite, ele só precisava da confirmação do noivo.


Feliz Natal, Feliz Ano Novo ❤️

Que esse ano de 2021 seja muito abençoado!

Finalmente tivemos atualização, uma semana antes de completarmos 10 meses no Wattpad 🤩

Muito obrigada pelos 5k🌻

E até a próxima 😘

Capítulo revisado✔️ pela ViviannRibeiro11 gracias ❤️

Instagram: @autora.vicsantos

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