Catarse

Catarse

Sentimento de alívio e euforia ao se trazerem a consciência, sentimentos, traumas, pensamentos... que estavam reprimidos há tempo demais.

Quando mais três sóis nasceram e morreram, a família Sully se sentou na mesa de jantar. Ainda tinha uma guerra acontecendo lá fora, mas eles estavam se esforçando para não abrir mão de tudo. Neytiri era uma mãe amorosa, forte e destemida que fazia questão de ter os filhos unidos. Pelo menos, antes da guerra era mais fácil. Depois que o povo do céu se foi, existiu paz por uns anos. E foi bom. Era rotina e era muito, muito bom.

Agora, momentos como esse eram complicados. Era difícil não falar do que estava acontecendo lá embaixo. Da contagem de corpos sem vida que trouxeram para casa, na última expedição. Tudo isso exigia um pouco de esforço. Agora não era mais só sobre força de vontade.

— O que acha, filho? — Jake questionou.

Na mesa, antes mesmo do jantar, já tinha um mapa de Pandora. As áreas marcadas em vermelho eram onde o povo do céu tinha montado suas bases de comando. As linhas azuis eram as paradas fixas da linha de trem que eles colocaram por toda a extensão da ilha.

Jake queria interceptar o trem nessas paradas fixas.

— É uma péssima idéia, pai. — Jake não esperava por essa. — Desculpa, mas acho que o senhor já sabe que essas paradas fixas tem uma sobrecarga de gente protegendo esses vagões. É arriscado demais.

— Mas precisamos dessas armas. — Lo'ak falou.

— Não disse que não podemos pegá-las. Apenas que não nesses lugares. — Neteyam virou o mapa, de forma que pudesse avaliar de frente. Pegou o giz e circulou alguns pontos. — Podemos pegá-las aqui. Fica entre uma parada e a outra. E com certeza não vai ter uma segurança exemplar.

— Ele tem razão, Ma'Jake.  — Neytiri abraçou o filho mais velho por trás. — Herdou a inteligência da mamãe.

— Ela sempre sonhou em dizer isso. — Jake suspirou. — Tá legal. Vou avisar a equipe. Se vamos fazer isso, precisaremos de olhos no céu. Posso contar com você?

— Pai, eu... — Lo'ak já se animou.

— Posso contar com você, Neteyam para proteger seu irmão?

— Sim, senhor. — Neteyam gostava de sentir que estava deixando seu pai orgulhoso. — E se vamos fazer mesmo isso. Vamos precisar de mais de uma equipe. Temos que atacar esses vagões todos ao mesmo tempo.

사랑  ..  [ •ᴥ• ] —
𐀔 ⸚ .. 공식적인

Finalmente, Ont'ari foi chamada. Não sabia como Jake tinha permitido a saída da garota para ajudar na expedição de roubo de equipamentos e tecnologias humanas, mas ele não só permitiu, como a deixou confiante para agir de acordo com a situação. Ont'ari se armou com sua lança e facas menores. Voou sobre o trem com seu Ikram, banshee da montanha. E fizeram tudo certo, até o povo do céu aparecer. Derrubaram alguns aviões e nenhum Na'vi, em seu grupo, saiu mortalmente ferido.

Meros arranhões e a missão foi cumprida.

E quando voltou para a caverna, chegou a tempo de ver o segundo grupo voltando. Foi inevitável não sentir pena quando Jake gritou com seus filhos. Não porque era injusto. Não dá para ser passivo no meio de uma guerra. E Ont'ari sabia, que por mais que implicasse com Neteyam, ele não era irresponsável e com certeza não colocaria a vida de Lo'ak em risco. E com certeza, não ameaçaria a vida de todos aqueles Na'vi. 

E sabendo disso, conseguiu ficar brava com Jake. Neteyam estava se esforçando. E que tipo de pai ele era, que não conhecia o filho o suficiente para saber o que ele faria ou não faria. Era uma droga de mestiço vindo do céu, que não entendia nem os sentimentos do próprio filho.

E precisou se convencer de que o sentimento era apenas pena, quando entrou na tenda de cuidados médicos.

Neteyam estava sentado no chão, Kiri cuidava dele. Tuki estava bem ao lado, e Spider sentado junto. O irmão mais velho dos Sully estava cabisbaixo e triste. E tudo bem, ele era assim mesmo. Do tipo que não se importava se apontassem um dedo ou dois para ele, desde que as outras pessoas não se encrencassem também.

— Não devia levar a culpa por algo que não fez. É estupidez. — As palavras saíram sem controle. Neteyam levantou a cabeça e sorriu para ela. É a primeira vez que Ont'ari puxava assunto com ele. — Lo'ak arrumou problema para você. Devia entregá-lo e sair seguro.

— Ont'ari... — Neteyam se levantou rapidamente. Ont'ari estranhou o gesto, mas quando percebeu que ele estava perto demais se assustou. — Está sangrando. Como pode ser tão diligente?

— Estou bem, foi apenas um arranhão. — Ela empurrou a mão dele. — Diferente de você. Até parece que foi lançado de um canhão.

— Vocês dois estão me dando dor de cabeça. — Kiri reclamou. — Senta, Neteyam, ainda não terminei com você. — O garoto voltou para o seu lugar. — E você senta também, Ont'ari. Spider vai cuidar de você.

— Esse garoto macaco não vai tocar em mim.

— Ele é melhor com as mãos do que a Tuki. — Kiri falou. — Agora senta aí.

Ela podia ter dito não e só saído. Mas simplesmente não sentiu esse desejo. Então cedeu, sentou e permitiu que o garoto humano limpasse suas feridas. Estava ao lado de Neteyam e podia vê-lo olhando para ela.

Ficaram em silêncio porque era mais seguro.

Mas então, Lo'ak entrou na tenda. Ele estava com os olhos vermelhos, bochechas manchada de lágrimas e certamente magoado. Jake tinha brigado com ele e não podia Culpá-lo por agir assim. Ele era o lidar da missão, e vidas foram perdidas.

— Kiri vai cuidar de você, irmão. — Neteyam falou, tentando consolar o caçula. — Nem tudo está perdido. A missão não foi um fracasso.

— Mas papai tinha razão. Você podia ter morrido. Me desculpa, mano.

— Não morri. Se não morri, está tudo bem.

— Acabei com você, garotão. Pode vazar. Papai ainda deve estar bravo, então... — Kiri nem terminou a frase, mas Neteyam já tinha entendido o recado.

Ele se levantou e saiu. Ont'ari fez questão de fingir que não notou. Lo'ak sentou no lugar do irmão.

— Você nem parece que está sentindo dor. — Spider falou. A ferida do braço dela estava profunda. E algumas lascas de metal tiveram que ser arrancadas. — Eu acho que não sobreviveria a isso.

— Você é humano e é fraco.

— Você é sempre tão dura com a gente, Ont'ari.  — Kiri disse, olhando diretamente para a garota. Ont'ari não se ofendeu. — Gosto do seu jeito. No dia em que mudar, vai ser difícil de gostar de você.

— Gosta quando a trato mal?

— Gosto quando é verdadeira. Esse tipo de personalidade tem valor.

— Vocês, Sullys são todos loucos.

— Eu vivo dizendo isso para eles. — Spider riu. E puxou a agulha com a linha, finalizando os pontos.

— Aí.

— Me desculpa.

— Toma cuidado com ela, Spider. Presta mais atenção. — Neteyam estava parado na porta.

"Ele voltou no meio do caminho, ou sequer tinha saído da sala?', Ont'ari se perguntava.

— Eu já acabei, Ont'ari. Você vai sobreviver. — A garota lutou para não sorrir da piada. Não podia abaixar a guarda para os Sully. 

Ela se levantou, olhou o braço. Não podia negar que o garoto tinha boas mãos e fez da melhor forma possível. Então sorriu para o curativo e para os pontos. Não para eles.

— Obrigada, garoto macaco.

E então ela parou na frente de Neteyam, ele deu espaço para ela, e Ont'ari saiu. Finalmente conseguiu respirar aliviada. Viu que a movimentação ali do lado de fora era grande. Os Na'vi estavam carregando as armas trazidas para algum ponto estratégico, e as outras pessoas que estavam feridas se encontravam espalhadas pelo setor, sendo atendidas. A tenda era pequena demais para todas elas.

Então isso que é guerra.

Sempre que ouvia as histórias sobre o que tinha sido aquela primeira guerra, desejava nunca viver algo assim. Medo e pavor. As pessoas que estavam chorando no salão, que nem puderam resgatar seus mortos para dar a eles um descanso merecido e justo. A guerra tirava vidas  e era a pior sensação do mundo. Os olhos dela começaram a encher de lágrimas. Estava começando a se sentir sufocada. Precisava sair dali, mas não conseguiu se mover. As pernas começaram a formigar.

A única coisa que conseguiu fazer foi lembrar de si mesma, a um ano atrás acordando sozinha naquela caverna, descobrindo que sua mãe e única família tinha morrido e agora, Ont'ari não tinha nada. A sensação de estar tão devastada é pior do que a seca. Não saber onde colocar a cabeça, não ter certeza se o teto de hoje será o mesmo de amanhã. Nem sequer saber se as pessoas que interagem hoje, são as mesmas de amanhã. A guerra mata as pessoas. A guerra não explica, não justifica, não poupa, não se preocupa. Ela só vem e trás o caos.

E dói.

E dói uma dor que não tem como explicar. Nada comparado a isso. Ont'ari agarrou o curativo do braço e o descolou da ferida. Os pontos estavam perfeitos. Nada comparado a essa dor. Ela segurou os pontos e sabia que estava sangrando quando puxou a linha da pele. Sentiu uma agonia vivida enquanto eles estavam dentro da pele, se arranhando para fora. O sangue começou a escorrer no seu braço e as lágrimas começaram a empoçar seus olhos.

Tudo de novo. Toda dor de novo. Todo sentimento de novo. Estar sozinha de novo.

Tudo.
De.
Novo.

Mas...

Seus dedos ficaram quentes. Aquecidos. Protegidos. Ont'ari olhou para o lado e percebeu que ele estava ali, segurando sua mão e a levando para longe. Neteyam Sully. Ele a afastou daquela visão periférica de extrema sensação de dor.

Naquele momento, a válvula de escape. A pressão dentro da panela, prestes a explodir.

Há dias e dias em todos os vocabulários. Há vocabulários específicos inclusive, para dias específicos. E Neteyam era inteligente para entender isso, já que além do vocabulário Na'vi, ele também podia contar com a língua materna do seu próprio pai. Mas não há nada em nenhum vocabulário do mundo para expressar o sentimento que o pegou de surpresa quando viu Ont'ari arrancar seus próprios pontos com as garras.

Ela está tremendo dos pés a cabeça.

Mas Neteyam sabia que ela não estava ali. Não verdadeiramente. A mente dela estava no dia em que acordou sozinha naquela caverna. Tinha perdido tudo e nada parecia no lugar. Ele sabe disso, porque aquele dia também o mudou para sempre. Ele pensava naquele dia como o dia em que precisou crescer. Não porque o povo do céu tinha retornado, mas porque ele tinha chego ao seu extremo. Tomar a decisão de deixar a mãe de Ont'ari lá sozinha para morrer, mexeu com ele.

E agora Ont'ari era sua responsabilidade. Ela só não sabia disso ainda. Neteyam precisou de coragem para pegá-la e tirá-la daquela caverna. Jake chamou pelo filho, mas Neteyam escolheu ignorar seu pai pelo menos uma vez na vida. Sabia que teria consequências para isso uma vez que voltasse para casa, mas agora isso não importava. Esse não era o momento de ninguém.

Era o momento de Ont'ari se reerguer.

E ela precisava dele, mesmo que não admitisse.

E para surpresa de Neteyam, Ont'ari sequer questionou onde estava indo. Ele a levou com extrema facilidade. O sentimento que prevalecia era de que ela só queria sair para bem longe. Os dois adentraram pelas cavernas, como se fossem labirintos sem fim. Ont'ari nunca estave em nenhum daqueles caminhos. Mas ela podia notar que as raízes da sala do caule continuavam seguindo junto com eles.

E depois de caminharem por minutos longos demais, uma luz se acendeu num espaço escuro. Era... a árvore das almas. Ont'ari conseguiu largar Neteyam e saltou na água.

Nunca viu isso. Nunca viu nada assim.

Era uma caverna, com um lago dentro e uma miniatura da árvore das almas. Ela estava metade para dentro da rocha, a outra metade para fora. As raízes corriam dos pés da árvore para dentro do lago, e isso deixava o lugar todo aceso. O fogo, os humanos e as máquinas tinham destruído a árvore. A primeira vez que voltou lá, não tinha nada para resgatar. Não sobrou nada.

Mas ali estava. E estava viva.

— Sa’nok omma! — Ont'ari abraçou a árvore. A dor do braço tinha até sumido. Ela puxou sua trança, e preparou-se para reviver aquilo que lhe fazia tanta falta. — Sinto sua falta, mamãe.

Antes mesmo que pudesse se conectar a árvore, Neteyam se colocou ao lado dela. Ont'ari o encarou, não queria que ele a visse tão vulnerável. Ela nunca quis mostrar essa sua parte para ninguém.

— Vou com você. — Ele disse, e puxou a própria trança.

— Eu acho melhor não. É muito pessoal.

— Eu sei. Por isso vou com você. Não vai passar por isso sozinha. Não dessa vez. Eu prometi, Ont'ari. E falhei. Não vou falhar de novo.

Neteyam tomou a frente e se ligou a árvore. Ont'ari não soube o que fazer, mas foi logo em seguida. O som de um click gigante soa dentro do cérebro. É como um estalo. É como um caminho de conexões neurais se esbarrando, até pararem em um só lugar. Uma só conexão forte. Uma lembrança do passado, o sentimento do presente, uma sensação do futuro.

사랑  ..  [ •ᴥ• ] — ◠◠◠◠◠◠  Eywa •

O lugar onde estava era a árvore das almas. No dia em que sua vida virou de cabeça para baixo. Ont'ari se viu ajoelhada ao lado da mãe. Elas conversavam com as animosidades leais uma a outra. A sensação que teve enquanto abraçava sua mãe era a de paz. Sua mãe representava tudo de mais seguro em sua vida.

Paz, esperança, amor.

Tudo com a qual Ont'ari sempre sonhou. As vezes sentia-se boba por sonhar com o básico. O bom marido, a boa família. Algo cheio de amor e tranquilidade. Onde suas maiores preocupações seria como dividiria dois bracinhos para uma casa cheia de crianças. Sempre sonhou com uma família grande, para suprir aquela que nunca teve. Sempre foi apenas ela e sua mãe. Não teve tempo de conhecer seu irmão mais velho e não curtiu seu pai o suficiente. Ele morreu cedo também. E também partiu sem dizer adeus.

Ninguém se despediu. Todos apenas foram.

Sem dizer adeus.

Sem dizer nada.

— Você não precisa se sentir assim. Nunca precisou. — Neteyam estava de mãos dadas com ela. Os olhos molhados já não disfarçavam mais a dor. — Eu prometi, não prometi?

E aquilo começou a tomar outro sentido. A visão dela. Como ela podia estar se vendo de tão longe? Há não ser...

Que a lembrança não fosse dela.

— "Ela é a única coisa que eu tenho, e a única família que me restou. Por favor, salve a vida dela" — Sua mãe gritava em desespero. A lembrança tinha mudado agora.

Estavam no mesmo lugar, no provável mesmo dia. Mas agora estavam mais próximos das duas mulheres do passado: Ont'ari e sua mãe.

A garota que observa a lembrança com tamanho sofrimento quis se abaixar e ajudar sua mãe, como se isso fosse mudar o passado. Mas Neteyam a impediu. Ele a segurou pelos ombros, a afastou e se aproximou. Ele tocou na mão da mãe da garota. Ela retribuiu o gesto.

Ele não podia interagir com o passado. Apenas ser um telespectador. Há não ser, que não estivesse tentando alterar nada. Apenas, reviver as lembranças.

— "Vou levar Ont'ari para casa. Eu prometo"

Ont'ari piscou como se a verdade estivesse sendo esfregada na sua cara. Os olhos transbordando como riachos. Estava arrepiada dos pés a cabeça. Sentiu-se sendo puxada de volta para a realidade.

사랑  ..  [ •ᴥ• ] — ◡◡◡◡◡◡◡ Eywa •

Quando a trança caiu ao lado do seu corpo, Ont'ari estava de frente com os olhos profundos, incertos e seguros de Neteyam Sully. O maldito mestiço do povo do céu. Ele a encarou com extrema... paz. E Ont'ari se perguntou se todas as vezes em que se obrigou a ficar longe dele, se obrigou a odiá-lo sem nunca terem tido uma troca... se isso tinha haver com esse sentimento que ele a fazia vivenciar.

— Você estava lá quando o povo do céu retornou.

— Sim. Não sabia qual seria a melhor hora para contar. Você estava transtornada quando acordou.

— E nunca achou um momento certo para me contar? — A voz dela tremeu, e Ont'ari se sentiu boba. Já tinha chorado demais. Era hora de parar com isso.

— Não precisa ser forte na minha frente, Ont'ari. — Neteyam colocou a mão no rosto dela e acariciou. — Eu vejo você. Até quando não quer ser vista. — Ele colocou a outra mão do outro lado do rosto dela. — Eu vejo você por completo.

Ont'ari não queria mais fugir, não queria mais mentir e com certeza não queria mais ignorar o que sentia. Ela sorriu, se desarmou e assentiu. Era o que Neteyam sabia que queria entender. O garoto Sully esperou tempo demais.

Ela sorriu.

E Neteyam a beijou. Como se as luzes explodissem a cima de suas cabeças. Como se dois corações não pudessem mais fazer o trabalho separados e precisassem se unir em apenas um. Um mais forte, um mais intenso, um que sabia exatamente o que queria e como queria. A sensação de vários momentos juntos, naquele único. Quando a mão desceu pela pele e explorou pequenos espaços, sorrisos entre os lábios e a certeza do que aquilo significava para ambos: Neteyam puxou sua trança para frente. Ont'ari estava com a boca seca.

A família de Neteyam jamais a aceitaria.

Mas o que ela sentia não tinha como explicar. E se não existiam palavras para descrever, é porque não se coloca em palavras esse sentimento. Mas era bom. Era bom e era terno. E era profundo demais. E era mútuo.

Ont'ari puxou sua própria trança, e ambos sorriram quando sentiram o choque que foi aquela conexão. Tudo parecia implodir e explodir ao mesmo tempo. Como ondas sonoras mais altas que o som do oceano em todas as partes do mundo.

Neteyam deitou sobre a garota, sem tirar o sorriso do rosto. A cima da cabeça dele, Ont'ari via a árvore das almas. Abaixo, as raízes dela.

Não tinha benção maior do que aquela.

— Eu vejo você, Ma'Onta'ri.

— Sempre vi você, Neteyam Sully. Sempre.

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Não sejam leitores fantasmas. Deixem um oizinho para essa autora que está se empenhando tanto.

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