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Capítulo corrigido, mas se houver erro podem me avisar, às vezes passa despercebido quando reviso.
Votem e comentem 💛 Façam uma autora feliz.
“Hogwarts battle”
•Harry
O Draco sumiu no meio da batalha, então aparatei atrás dele. Eu precisava me despedir do loiro. Sabia que ainda que não lutasse, o Malfoy estava no lado inimigo.
Vê-lo usando aquelas roupas me assustou. Eu simplesmente congelei. Tentava dizer para mim mesmo que era só uma roupa... Ali embaixo estava o Draco, mas eu não consegui.
Então fugi.
Era como uma noite de terror num parque de diversões. Você sabe que é apenas uma pessoa fantasiada e que não precisa ter medo, mas mesmo assim seu cérebro só te faz pensar em correr.
De volta à Hogwarts eu só pensava em voltar para ele e dizer tudo que eu estava guardando, mas naquele momento não dava.
– Você sumiu – o Ron comentou empunhando a varinha.
– Eu tinha que resolver algo – dei de ombros.
– Os comensais ultrapassaram a barreira mágica – o ruivo me avisa – Pronto para lutar?
– Com toda certeza – afirmo parecendo confiante.
Estava um caos. Sons de explosões, pessoas gritavam feitiços de combate por todos os lados. Maldições da morte eram ditas com a mesma facilidade de dizer um “alohomora”.
Clarões verdes que me traziam lembranças da noite em que Voldemort matou meus pais.
– Crucio! – vi um bruxo apontar a varinha em minha direção.
– Expelliarmus! – gritei para me defender.
– Não estamos num duelo de amigos, Potter – a Pansy me lembra.
– Eu sei... – respiro fundo em busca de ar. Eu só não queria matar ninguém.
Vi a Hermione lançar um feitiço em alguém que tentou atacar a Tonks pelas costas.
– Eu tenho que voltar para o Teddy – consigo ler em seus lábios.
– Você vai conseguir sim – sussurro para mim mesmo – Estupefaça! – grito de longe para ajudar o Lupin que duelava com dois comensais sozinho.
Lutamos até ficarmos exaustos. Vimos mortes dos dois lados... Bruxos que lutaram bravamente contra Voldemort e que eram próximos a nós.
Não estamos só cansados fisicamente, mas emocionalmente também.
Então a voz do Voldemort ecoou mais uma vez para todos dando um recado diretamente para mim. Ele me culpava por todas aquelas mortes... Não podia haver mais nenhuma. Eu tinha que me entregar.
– Deixa que eu levo – aviso ao Neville ao pegar o corpo de um aluno nos braços e levar para junto dos outros.
Coloco o corpo no chão com cuidado e me afasto em silêncio para não chamar atenção. Peguei a capa de invisibilidade para sair da escola de magia e bruxaria.
Meu coração bate de forma acelerada e minha respiração estava pesada. Eu nunca mais veria a Mione dando sermão em mim e no Ron, ou nos dando carinho... Nunca mais jogaria quadribol com o Ronald... Não zoaria mais o Draco com a Pansy ou ouviria as piadas do Blaise. Não ouviria as histórias da Luna ou conversaria com o Neville que parecia entender bem pelo que eu passei.
Não veria mais o Draco sorrindo convencido, concentrado estudando, não o beijaria mais ou sairia escondido... Não o ouviria falando “Pottah” do jeito que só ele sabe.
Ser herói não parecia mais legal.
Quando eu lia nos quadrinhos que eu pegava do Duda que os heróis tinham que fazer sacrifícios, eu não achava que seria assim.
Peguei em meu bolso a pedra que o Dumbledore havia deixado para mim. Joguei ela algumas vezes para o alto e a imagem dos meus pais aparace para mim.
– Vocês vão comigo? – questiono e eles concordam com a cabeça – Dói? – pergunto inseguro e minha mãe nega. Eles sorriem orgulhosos e eu respiro fundo em busca de coragem.
Largo a pedra no chão e guardo a varinha no meu bolso. Retiro a capa de invisibilidade e caminho calmamente até onde o Voldemort e os comensais estavam. Procurei o Draco entre eles, mas não o encontrei.
– Harry...Potter – o homem gargalhou ao me ver.
– Eu tô aqui – lavanto as mãos na altura do peito em forma de rendição – Acabe logo com isso.
– Avada kedavra! – Voldemort não hesitou.
Tudo ficou escuro.
Vi algo esquisito que me lembrava o Voldemort antes de ressurgir deitado no chão como se estivesse sofrendo. Olho em volta sem entender que lugar era aquele.
– Essa é a parte do Voldemort que vivia em você – o Dumbledore fala para mim. O reconheço das imagens que vi nos livros e cartões dos sapos de chocolate.
– Me reconheceu? – ele sorri. E eu não tinha a menor vontade de discutir com ele sobre as memórias que eu havia visto, então só concordo com a cabeça.
– Então eu morri? – questiono.
– Não – ele nega com a cabeça – Isso aqui é tudo fruto da sua cabeça.
– Eu posso voltar? – pergunto em dúvida.
– Se quiser – ele me olha – É sua escolha rapaz... Mas garanto que você ainda tem muito que viver.
Acordo e sinto a grama sob o meu rosto. Prendo a respiração ao ouvir as vozes.
– Veja se ele está morto – o Voldemort ordena.
Alguém se aproxima, sinto as mãos leves e delicadas tocarem meu rosto com cuidado. Seus cabelos me fazem cócegas quando ela se inclina para chegar mais perto.
– O Draco foi atrás de você – a mulher sussurra – Onde ele pode estar?
O Draco tinha ido atrás de mim.
– Em Hogwarts – consegui responder.
– Está morto – a senhora Malfoy anuncia ao levantar.
Deixei que eles comemorassem. Meu corpo foi içado no ar e eu senti a maldição cruciatus me atingir. Tive que fizer um esforço enorme para não demonstrar reações.
Fui carregado pelo Hagrid de volta para Hogwarts e ouvi Voldemort se vangloriar da vitória. Vi o Draco se impor e escolher um lado. Meus amigos estavam prestes a lutar.
Era hora.
Peguei a capa de invisibilidade e escapei no meio da confusão. Vi o rosto confuso de todos e o rosto do Draco se abre num sorriso largo. Ele sabia que eu tinha um plano.
A batalha recomeça e eu vejo o Voldemort lançar feitiços na direção em que eu estava. Desvio dos disparos e procuro a cobra.
O Ron estava com a espada de Godric Griffindor e joga em minha direção. Todos voltaram a lutar.
– Neville! – grito ao vê-lo mais perto – Mate! – jogo a espada para ele.
Neville mata Nagini com um golpe e eu vejo como o Voldemort fica fraco. Mais uma parte dele morta.
– Não interfiram – peço aos meus amigos quando chegamos ao Grande Salão e o Voldemort para em minha frente.
Todos estavam a nossa volta. Ele e eu frente a frente. Acabar do jeito que começou.
– Vai deixar que essas pessoas morram por você assim como seus pais? – ele me encara.
– Não – faço um sinal com a cabeça – Eu vou me sacrificar por eles.
– O herói Potter – ele desdenha.
– É algo que você desconhece, Voldemort – falei firme – Ou melhor, Tom... Os dois nomes não fazem nenhuma diferença pra mim... Quem é você? Alguém realmente se importa ao ponto de se sacrificar por você?
– Igualzinho ao Dumbledore – ele sorri – Amor? – franze a testa – Avada Kedavra!
– Expelliarmus! – gritei em resposta.
A luz das nossas varinhas se encontraram e eu segurei o máximo que pude. Até ver a o raio verde atingir o Voldemort. Morto pelo próprio feitiço.
Acabou!
Caio de joelhos no chão e sinto braços me envolverem. Sinto o cheiro do perfume familiar. Ouço o som de comemorações.
– Merlin! Você está vivo, Pottah vivo – o Malfoy fala aliviado.
– Eu sei – dou uma risadinha – É incrível te ouvir falando o meu sobrenome.
– Harry! – a Mione grita.
Meus amigos correm para me abraçar forte e eu respiro aliviado ao me dar conta de que tudo estava bem.
As pessoas vinham me cumprimentar e eu lembrava que cada uma delas tinham parte dessa vitória. Eu não lutei sozinho.
Estava uma loucura, então uso a capa para sair do Grande Salão.
– Fugindo das comemorações, Potter? – ouço a voz do Draco.
– Pelo jeito que tá... Quando eu voltar eles ainda vão estar comemorando – comento – Precisava respirar um pouco.
– Herói hein? – para ao meu lado olhando a paisagem lá fora.
– Você também – sorrio.
– A parte mais difícil foi enfrentar meu pai – o loiro secreta.
– Eu imagino – concordo com a cabeça – Você foi bem.
– Fico feliz que você esteja aqui – o Malfoy me encara e sorri de canto.
– Acho que poderemos terminar aquele encontro – pisco um dos olhos.
– Poderemos ter quanto quisermos sem ninguém nos perseguindo – ele sorri.
– Não esqueça dos repórteres – eu brinco.
– Nós conseguimos lidar com eles – o sonserino sorri confiante.
– Gosto de você, Draco – seguro em suas mãos – Queria ter dito antes... Ainda bem que temos tempo.
– Ainda bem que temos tempo – o Malfoy segura em meu pescoço e me beija lentamente – Eu tô quase gostando de você.
– Você está caidinho por mim – afirmo.
– Só na sua cabeça – ele revira os olhos.
– Malfoy, sua mãe contou que você foi atrás de mim – sorrio de canto.
– Pottah – ele me empurra me leve pelo ombro sem saber o que dizer e eu o puxo em direção ao meu peito.
Eu tenho um coração Draco e ele vai se apaixonar por você... Não, ele não será partido.
Sorrio ao me dar conta disso.
•
– Eu não acredito que ele vai fazer isso? – a Pansy sorri incrédula, enquanto sentada na bancada balançando as pernas.
– Ele tá muito apaixonadinho pra deixar o Potter fazer isso – o Blaise comenta com os braços cruzados observando a cena.
– Eu não consigo olhar – a Mione bebe um gole do chá em sua xícara – Harry você tem certeza que sabe fazer isso? – me olha duvidosa.
– Isso é muito louco – o Ron senta na poltrona próximo a mim e ao Draco para ver mais de perto – Olha só! – ele lembrava o pai dele na questão de curiosidades trouxas.
– Você podem calar a boca? – o Draco respira fundo e morde o lábio inferior.
– Não se mexe – peço fazendo um carinho em sua coxa.
Tudo isso porque eu tinha acabado de fazer alguns piercings na orelha do Malfoy com coisas que eu tinha comprado numa farmácia trouxa e agora eu tentava colocar um piercing em seu mamilo.
– Mordred – o Draco ralha no momento em que eu passo o catéter.
– Prontinho – coloco a jóia e olho o resultado – Wow.
– Nossa, que sexy – a Pansy desce na bancada da cozinha e caminha até o sofá – Quero também!
– Sério? – perguntei a garota.
– Você não acha que ficaria lindo? – ela pisca um dos olhos para a namorada.
Agora com o fim da guerra, elas voltaram a namorar sem mais problemas.
– Hum? – a cacheada tomba a cabeça para o lado fingindo analisar – Tudo em você ficaria lindo – ela se aproxima da sonserina e deixa um beijo na boca dela.
– Pode colocar – a Pansy se senta ao lado do Draco e retira a blusa sem se importar muito com a plateia.
– Quando você vai apresentar o Ron pra seus pais? – o Draco questiona o Blaise enquanto se olhava no espelho.
– Quando ele tomar coragem – o Zabini afirma.
– Ron?! – eu o olho exasperado.
– Os pais deles parecem tão sérios – o ruivo suspira – Me assustam um pouco.
– Eles já sabem sobre o nosso namoro, mas ainda não apresentamos formalmente – o sonserino diz.
– Você poderia marcar um na sua casa – a Mione sugere – Sua família já ama o Blaise.
– Sim, ele se junta com o Fred e o George para me irritarem – o ruivo murmura para o namorado.
– Você fica fofo todo vermelho – o garoto aperta a bochecha do namorado e depois beija o lugar.
– E você, Harry? – a Pansy questiona depois que o piercing já estava no lugar – Ansioso pra conhecer a tia Cissa?
– Sim – eu comento animado – Fico mais tranquilo por saber que vai ser na casa da Andrômeda.
– Você não vai se esconder no quarto do Teddy – o Draco me avisa.
– A Tonks e o Lupin não deixariam – reclamo – Desde o lance da parede.
– Você deixou o garoto riscar a parede inteira – o loiro acusa.
– Estava incentivando a criatividade dele – dou de ombros.
– Sei – meu namorado murmura sem acreditar.
– Mas estou mais animado pela surpresa que o Lupin me prometeu – comento curioso.
– Ele fez um grande mistério – a Mione fala.
[...]
A mãe do Draco parecia meio deslocada na casa da irmã, mas conversou comigo e ela parecia bastante preocupada com o Draco.
Desde que o Lucius foi preso, ela também corria o risco de ir para Azkaban. Ela queria garantir que alguém cuidaria dele.
O Teddy conquistava a todos arriscando as primeiras palavras e conversando com a gente do jeitinho dele. Todos estavam bobos pelo garotinho de cabelos azuis.
– Então, eu queria te apresentar a alguém – o Lupin me acompanha até a sala quando tocam a campainha.
Olho para o homem de cabelos longos e negros. Estava bem vestido a a barba bem feita. As olheiras davam um ar de quem parecia não dormir há um tempo.
– Harry, esse é o Sirius – o Lupin diz – Seu padrinho.
– O Sirius? Mas ele não estava morto – eu olhei para o Lupin confuso.
– Eu posso te contar o que aconteceu – o homem sorriu – Mas que tal um abraço antes?
Então ele me conta como precisou se esconder. Nem todos acreditavam que ele era inocente. Ele fingiu que estava morto quando a Bellatrix tentou lhe matar e como lutou na batalha de Hogwarts usando sua outra forma. Falou que me vigiava de longe como animago. Então lhe mostrei a tatuagem do cão negro que eu sempre via.
– Você tá cuidando bem da minha moto? – o meu padrinho me questionou.
– Sim, a Sirius está ótima – contei animado.
– Você deu meu nome para a moto? – ele sorri.
– Era uma homenagem – explico.
– Fico feliz por quem você se tornou – ele me fala orgulhoso – Você tá mais parecido comigo do que com seu pai.
– Gostou? – mostrei os braços desenhados.
– Ouvi falar que você está namorando – ele comentou.
– Sim, o Malfoy – falo orgulhoso.
– Conheço a família dele – o homem me diz meio incerto.
– Quer conversar com ele? – sugiro.
O Draco entra na sala sorrindo de canto. Ele estava escutando a conversa com certeza.
– Vem aqui – bato no sofá ao meu lado.
– Então qual as suas intenções com o meu afilhado? – Sirius arqueia uma das sobrancelhas.
– As melhores possíveis – o Draco fala envergonhado.
– Algumas nem tanto – comento e vejo o Malfoy ficar vermelho.
– Potter! – ele reclama e meu padrinho pigarreia fingindo não entender.
– Espero que você faça ele feliz – o Sirius fala sincero.
– Ele já faz – garanto – Principalmente com as más intenções – provoco.
– Eu desisto de você – o Malfoy levanta do sofá exasperado.
– E eu sou perdidamente apaixonado por você – levanto atrás dele e o abraço por trás deixando um beijo em sua bochecha.
– Se vocês quiserem sair agora eu finjo que não vi – o homem pisca um dos olhos.
– Obrigado – sorrio – Eu vou visitar você.
– Vai ser um prazer te receber – ele sorri.
Saímos da casa e eu subo na moto que estava estacionada na frente da garagem.
– Pra onde você quer ir? – estendo o capacete para ele.
– Com você... Qualquer lugar tá bom – ele sorri e coloca o capacete depois de subir. Me abraça forte e eu acelero pra longe dali.
💛💛💛
Obrigada a todos que leram! Vocês são incríveis e não sabem o quanto cada voto e comentário fez diferença na vida dessa autora.
Eu comecei PU muito animada, mas no final acabei perdendo o gás. Preferi terminar assim do que me alongar e acabar estragando a história. Desculpa por isso.
Espero que tenham gostado. 🎃
PS: Ainda tem o epílogo
All the love.
- Ella
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