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Capítulo corrigido, mas se houver erro podem me avisar, às vezes passa despercebido quando reviso.

Votem e comentem 💛 Façam uma autora feliz.

"Muggle date"

Harry

A guerra iminente nos assombrava. Era como uma sombra nos acompanhando em qualquer lugar que a gente fosse.

A gente sabia que precisaria lutar, mas quando o ministério da magia caiu e o ministro da magia morreu tivemos uma certeza: começou! Não tinha como desistir agora.

A Hermione tentava pensar quais eram as últimas horcruxes que precisavam ser destruídas. Uma delas era eu, a horcuxe que o Voldemort nunca quis criar, mas meus amigos não sabiam disso.

A Pansy e o Blaise também nos ajudavam e praticamente não saiam do nosso apartamento. A Pansy estava aqui por causa da Mione. Elas não tinham reatado o namoro, mas estavam se entendendo.

O Blaise e o Ron era mais complicado. Eles estavam juntos, mas fingiam que não e eu não fazia a menor idéia da razão para eles esconderem isso de nós.

Diário do Tom✓
Anel do Servolo✓
Medalhão de Slytherin✓
Taça de Helga Hufflepuff✓

Faltavam a Nagini, algo da Corvinal que a Mione ainda tentava descobrir o que era e eu... Estava cada vez mais perto.

O Draco passava bastante tempo comigo. Eu já tinha decorado cada detalhe dele e traçado o corpo do loiro com meus lábios e dedos. Conhecia cada mania e jeito de agir.

Eu também achava que não tinha um coração, Draco ... Mas ele está partindo por ter que te deixar.

Estava sentado num banquinho no canto da enfermaria observando o Malfoy trabalhar. Não que eu já tivesse liberado de estudar, mas gostava de observá-lo. Ver o quanto ele amava aquilo.

O certo seria eu não sair de casa, pois os comensais estavam atrás de mim. Porém aprendi alguns truques no livro de poções. Ainda bem que existia poção polissuco. Era um pouco desagradável, mas eu conseguia respirar fora daquele apartamento por algumas horas.

Agradeço ao Blaise por ter me deixado usar o seu rosto por um tempo. Eu revezava entre ele e o Ron, já que a Mione não concordava e a Pansy achava uma idéia estúpida que acabaria colocando o Draco e eu em risco.

- Não tente isso de novo senhora Anderson - o loiro adverte a bruxa de vestes turquesa sorrindo gentil.

- Eu confundi as poções - ela parece envergonhada - Sou uma velha bruxa que já não enxerga bem.

- O senhor Clark não precisa de poção do amor - o Draco pisca para a mulher - Ele já está caidinho pela senhora.

- Você acha? - ela passa a mão pelo cabelo em dúvida.

- Eu estaria - o Malfoy sorri galante.

- Você é muito gentil, garoto, mas vejo como seus olhos brilham ao olhar para o seu amigo - a mulher falha em sussurrar e eu acabo sorrindo - Ele também não tira os olhos de você.

- Se cuide - acompanha a bruxa até o corredor.

- Você também garoto - acena para o Draco - Tchau amigo do garoto - sorri para mim e eu aceno para a bruxa.

- É triste saber que não tem ninguém para cuidar deles - comento.

- As famílias os deixaram aqui - dá de ombros e se aproxima me abraçando pelo pescoço.

- Você fica lindo nesse uniforme - acaricio sua bochecha.

- Tenho a sensação de já ter ouvido isso antes - o sonserino sorri, mas torce o nariz ao me encarar - Você está com o rosto do Blaise - fala o óbvio - Isso é estranho.

- Vou contar pro Blaise que você acha ele estranho - o provoco fazendo cócegas e ele nega com cabeça.

- Não é isso - o Malfoy se explica - Eu acho o Blaise bonito, mas ele é meu amigo.

- Olha só - acuso surpreso.

- Ah o Blaise é bonitão - dá de ombros e pisca um dos olhos.

- É sim - concordo.

- Vamos? - pergunta.

- Claro - concordo com a cabeça.

Caminhamos um ao lado do outro sem nos tocarmos para não levantar suspeitas e andamos rápido para não encontrar ninguém que conheça o Blaise.
Na rua fria suspiramos tranquilos por ter dado certo e aparatamos para a casa que eu morava com o Ron e a Hermione.

Ao abrimos a porta de entrada vejo a Pansy deitada no sofá com a cabeça no colo da da Mione, que lia alguns livros e fazia anotações. Já a sonserina fazia uma pena flutuar apenas para passar o tempo.

- Hey vocês - aceno.

- Já disse que acho essa idéia arriscada demais? - a cacheada comenta ao me ver entrar na sala e a poção começar a se desfazer.

- Eu sei Mione - suspiro - Mas eu tava com o Draco - argumento.

- Como se isso fosse muita coisa - ela dá uma risadinha para provocar o Draco.

- Ei! - o sonserino reclama ofendido - Rouba minha melhor amiga e ainda me ofende? - questiona fazendo drama e a Pansy manda um beijo pra ele.

- Vocês precisam tomar cuidado - a Mione nos lembra.

- Eu sei - o Draco respira fundo - Só é sufocante ter que ficar se escondendo sempre.

- Já vai acabar - a Mione garante.

Ela não sabia que tínhamos um prazo...

- Você tem razão - concordo para encerrar o assunto.

- O Weasley e o Zabini chegaram? - o loiro pergunta se jogando na poltrona no canto da sala.

- O Blaise ainda está no ministério - a Pansy diz - Ele trabalha direto com o ministro agora.

- Quem sabe ele não descobre algo - dou de ombros e sento no braço do sofá.

- E o Ron está tentando colocar fogo na cozinha - a Mione ri.

- Eu ouvi isso - o ruivo entra na sala com alguns biscoitos e chá.

- Tá muito bom - elogio ao pegar um. Estava com fome, então me arrisquei em provar.

- Viu só - o Ron encara a cacheada.

- Retiro o que eu disse - ela comenta ao provar.

- O Blaise tem me ensinado umas coisinhas - o garoto comenta e eu vejo o pequeno sorriso em seus lábios.

- Eu o que? - o Zabini entra pela porta principal.

- Me ensinou a fazer os biscoitos - o ruivo dá de ombros.

- Sempre que precisar - o sonserino diz e parece soar com outras intenções, mas sua feição fica séria logo depois - Eles querem que outra pessoa fique na direção de Hogwarts.

- Não podem tirar a MacGonagall - a Mione fala convicta.

- Esperamos que não - ele suspira e senta no tapete para provar um biscoito.

- Temos que correr contra o tempo - a cacheada nos diz.

Então começamos discutir sobre o que sabíamos e achar o objeto da Corvinal que poderia ser uma Horcruxe. Nós estávamos ali, mas a Luna e o Neville também procuravam, eles eram os únicos da Ordem que sabiam o que nós estávamos fazendo.

Estávamos deitados na minha cama apenas conversando assuntos aleatórios enquanto eu traçava desenhos invisíveis na pele da coxa do Draco.

- Quero sair com você - o Draco acaricia meu rosto com o polegar - Sem feitiços ou disfarces. Eu e você.

- Que tal a Londres trouxa? - sugiro - Conheço vários lugares que poderia te mostrar.

- Sem bruxos nos caçando... Sem ter que se esconder - comenta sorrindo de canto - Parece ótimo.

- Como vamos passar pela sala? - eu levanto da cama e começo a vestir a calça.

- Agora? - ele me olha surpreso, mas sorrindo animado.

- Sim - o puxo pelo braço para que ele largue o travesseiro.

- A capa de invisibilidade do seu pai - o loiro me lembra sorrindo.

- Veste a roupa - digo enquanto procurava algum dinheiro trouxa na minha antiga mochila.

Nos vestimos rapidamente e eu enfiei todo o dinheiro que achei no bolso da calça. Não era muito, mas dava para fazer algo legal.

Pego a capa que havia ganhado do Lupin e abraço o Draco para esconder nós dois embaixo do tecido. Nós éramos altos demais, por isso tínhamos que andar bem juntos para que ninguém nos visse.

- Harry... - ele sussurra irritado - Você pisou no meu pé.

- É difícil enxergar assim - justifico - Desculpa.

Pisamos no pé um do outro algumas vezes, mas conseguimos caminhar até a sala que seria o local mais difícil. Andamos devagar para não fazer barulho e sempre checando se a capa cobria nossos corpos.

A Hermione estava sentada no chão entre as pernas da Pansy, que estava encostada no sofá. A sonserina deixou um leve beijo na nuca da cacheada que sorri para a ex namorada.

As duas jogavam algum jogo que eu não conhecia contra o Ron e o Blaise. Os garotos estavam sentados um do lado do outro e o ruivo segurava na coxa do sonserino para se apoiar. E vez ou outra o Ron apoiava a cabeça no ombro do Zabini.

- Querem se juntar a nós? - o Blaise sorri olhando diretamente em nossa direção.

Merlin!

Tiramos a capa e ajeitamos a postura para os encarar.

- Pra onde vocês estão indo? - o Ron pergunta.

- Um encontro - eu me limito a dizer.

- Vocês gostam mesmo de correr riscos hein? - a Pansy revira os olhos.

- Fiquem com a gente - a Mione pede.

- Não me leve a mal Mione - o Draco suspira - Mas queremos ficar sozinhos.

- Ser normal - eu explico - Sem ter que se esconder... Eu vivo assim desde que descobri que sou um bruxo.

- Eu sei - a cacheada sorri tristemente.

- Precisamos saber onde vocês vão - o Zabini diz - Só pra no caso vocês precisarem de ajuda.

- Londres trouxa - digo - Eu conheço bem lá.

- Nos avisem qualquer coisa - a Pansy sorri de canto.

- Tomem cuidado - o Ron diz antes de cruzarmos a porta.

Descemos as escadas e eu paro em frente a garagem do prédio. Abro o portão e guio a moto para a rua antes de pegar os capacetes. Já fazia um tempo que não não andava na Sirius... Sentia saudades.

- O que é isso? - o loiro arqueia uma das sobrancelhas.

- Uma moto - dou de ombros.

- Eu sei que é uma moto - o sonserino revira os olhos - Mas pra quê?

- Como você acha que vamos para o centro de Londres? - questiono rindo.

- Eu não vou andar nessa coisa - o Draco revira os olhos.

- Você voa de vassoura - afirmo - É a mesma coisa.

- Não é não - ele nega enfaticamente.

- Draco você vai gostar - tento convencê-lo.

- Harry... - ele reclama.

- Deixa de ser medroso - o provoco.

- Mordred! - o sonserino resmunga - Vamos logo.

Subo na moto primeiro e coloco o capacete. Então o ajudo a subir e envolvo as mãos dele em minha cintura.

- Pode segurar forte - digo para ele, então sinto o loiro me abraçar e descansar a cabeça em minhas costas.

Sorri com o ato dele e acelero sentido o vento frio da noite de Londres me atingir. Nossa como eu senti falta dessa sensação.

Talvez esse seja a última vez que eu ande de moto na vida.

Prestei atenção em cada cor, cada luz, som e cheiro. Aquela Londres que eu conheci parecia tão distante agora.

Estacionei a moto em frente a um cinema que eu frequentei toda minha adolescência. Esperei que o Draco descesse da moto e desci logo em seguida. Desliguei a moto e peguei os capacetes por segurança.

- Então senhor Potter? - o Malfoy sorriu cruzando os braços e lançando um olhar duvidoso - O que os trouxas fazem em um encontro?

- Basicamente a mesma coisa que os bruxos - dou de ombros - Saem pra jantar... Por isso te trouxe num lugar diferente.

- Cinema? - o loiro parece curioso.

- Você vai gostar - seguro a mão dele e entrelaço nossos dedos.

Era uma sexta-feira e havia uma fila grande de pessoas esperando para comprar os ingressos. Casais, amigos e famílias. Pelo que eu conhecia do Draco ele reclamaria dos filmes de romance, então escolho um de terror que eu achei interessante sobre bruxas vampiros e lobisomens.

- Duas entradas, por favor - peço para o garoto do caixa.

- Doze libras - ele me diz.

- Aqui - pego o dinheiro no bolso da calça.

- Aproveitem o filme - sorri gentil ao me entregar os ingressos.

- Obrigado - respondo educadamente.

Levo o Draco em direção ao balcão de lanches. Peço pipoca, coca cola e alguns doces.

- Deixa eu te ajudar - pega o balde de pipoca das minha mãos - Nossa é muito bom! - fala com a boca cheia e eu sorrio bobo.

Eu estava ferrado.

- Deixa um pouco pra mim também - o provoco e pisco um dos olhos.

- Exagerado - o sonserino revira os olhos e mostra a língua.

A boca vermelha pelo sal da pipoca chamam a minha atenção. Então me aproximo e deixo um beijo casto em seus lábios provando o sabor da sua boca.

Ele aprofunda o beijo com dificuldade por causa das nossas mãos ocupadas e se afasta sorrindo.

O guio em direção a sala e sentamos em nossos lugares para assistir o filme. O Draco parecia curioso ao olhar a tela, ele prestava atenção em cada coisa que aconteceu e se eu fosse tentar beijá-lo ele me afastava.

- Harry, tô vendo o filme - reclama.

Me encosto no poltrona e assisto o filme que parecia péssimo depois de eu conhecer o mundo bruxo de verdade.

- Os trouxas não sabem nada sobre a gente - o loiro comenta ao sairmos do cinema.

- Eu fiquei com vergonha depois de assitir - falo constrangido.

- Mas eu gostei - sorri para mim e acaricia minha bochecha - É diferente das coisas que eu já vi.

- Quer andar um pouco? - pergunto - Depois podemos comprar algo na rua mesmo.

- Seria ótimo - concorda e segura em minha mão.

Caminhamos pelas ruas de Londres como se fôssemos pessoas comuns sem se preocupar com nada.

O Draco comentava e me mostrava cada coisa que ele achava interessante. Comemos algodão doce, tomamos café, sorvete. Cada coisa que ele via na rua e tinha curiosidade de provar.

- Nada de jantar para nós dois então? - questiono rindo.

- Não aguento mais nada - o Malfoy suspira.

- Percebi - sorrio - Quer aparatar para encontrar a moto ou voltamos andando? - pergunto o encarando.

- Vamos andar - fala convicto - Mais tempo juntos.

- Hunrrum - concordo e junto nossos lábios.

Seguro em sua cintura para juntar nossos corpos. O Draco suga o meu lábio inferior e logo depois sua língua encontra minha fazendo com que eu sinta o sabor doce.

Era um beijo calmo, sem nenhuma pressa apenas aproveitando aquele momento.

Caminhamos de volta para o cinema, onde eu havia deixado a Sirius e vejo uma coruja das torres empoleirada no guidão.

O Malfoy me olha preocupado e pega o bilhete no bico da ave.

- A Luna descobriu qual é a última horcrux - ele fala animado - Temos que ir para Hogwarts.

- Ótimo - falo animado.

- Tem um problema... - o loiro suspira ao ler o resto.

- O que aconteceu? - pergunto preocupado.

- Tomaram Hogwarts - ele responde - a Minerva não é diretora, se entrarmos lá vão descobrir.

- Daremos um jeito - digo convicto e subo na moto.

O fim da guerra estava próximo, eu podia sentir.

•••

Temos mais dois capítulos e um epílogo nas minhas contas. Então estamos pertinho do final.

-Ella

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