12
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“Crucio!”
•Draco
Já fazia três semanas que o Harry havia sumido com o Ron e a Mione para cumprir a tal missão. Eu não tinha nenhuma notícia deles, o que me deixava bastante preocupado.
Comensais procuravam por eles, segundo o que eu ouvi das conversas do meu pai, o lorde das trevas estava bastante bravo. Ele queria que Harry fosse entregue vivo por algum motivo.
Escutei minha tia Bella ralhar para um grupo de comensais hoje na sala: “Incompetentes! Não conseguem capturar um garoto que não conhece nada de magia”.
Eles tinham pressa.
Eu passava a maior parte do meu tempo no Saint Mungus e quando me mandavam para casa, geralmente eu ia ficar com o Teddy para ocupar minha mente.
– Vamos comigo – a Pansy insiste mais uma vez tentando me puxar da cama pelo tornozelo – Draco Malfoy! – reclama cansada.
– Não quero sair, Pansy – suspiro cansado – Eu passei praticamente vinte quatro horas no hospital.
– Você está trabalhando demais – minha amiga senta na beira da cama – Precisa relaxar... Conversar com seus amigos.
– Eu tô sendo péssimo amigo? – sento na cama e a encaro.
– Só está me evitando – a morena parece triste – Se algo está acontecendo me conta – pede – Quem sabe eu posso te ajudar...
– Tô preocupado com os três – ela sabia a quem eu me referia – Ficar sem notícias me faz pensar várias coisas...
– Sem notícias? – a Pansy arqueia uma das sobrancelhas – a Mione escreve sempre que pode – a sonserina me conta e eu sou pego de surpresa – Eles estão bem. Já resolveram parte das coisas... Me pediu para não ficar preocupada se falasse algo no jornais.
– Como? – eu não estava entendendo nada.
– O Weasley escreve para os irmãos, não quer preocupar os pais – continua – Ela me disse que o Harry estava escrevendo para você... Se eu soubesse onde eles estão mandaria um berrador para o Potter – a garota parece brava.
– A Hermione disse que ele estava me escrevendo – repito a frase para ter certeza.
– Isso mesmo – ela concorda com a cabeça.
– Talvez ele só não queira falar comigo – dou de ombros.
– Ou ele pode ter medo que alguém na sua casa acabe recebendo – tenta me animar.
– É – sorrio sem mostrar os dentes – Você tem razão.
Por que ele mentiria? A Pansy poderia me atualizar.
– Vamos ver o Blaise – ela sorriu – O grandão chega hoje. Eu estou morrendo de saudades e sei que você também está – a morena me faz cócegas e eu começo a me contorcer.
– Tô mesmo – admito rindo – Mas deixa eu tomar um banho antes.
– Vai logo – aponta para o banheiro – Está cheirando como trasgo.
– Mentirosa – acuso e ela me manda um beijo voador enquanto eu caminho em direção ao banheiro.
– Sou? – questiona – Sinta o seu próprio cheiro – desafia.
– Tá – concordo e levanto o braço. Merlin! Eu realmente precisava de um banho. Estremeço.
– Eu avisei – vejo um sorriso em seus lábios.
Depois do banho, me arrumo e coloco uma roupa quente. Aparatamos na mansão zabini, onde somos recebidos pelos pelos pais do Blaise, um belo casal!
A mulher negra tinha um batom claro nos lábios, os cabelos cacheados e volumosos emolduravam sua face. Os olhos verdes combinavam com o tom do seu vestido.
O senhor Zabini vestia um terno feito sob medida, os músculos fortes, os olhos castanhos e um sorriso amigável nos lábios.
– Subam – a senhora Zabini nos diz – Depois eu peço para um elfo levar um lanche para vocês.
– Obrigada! – a Pansy sorri.
Subimos as escadas e entramos no quarto dele em silêncio. Vemos o nosso amigo desfazendo as malas e nos jogamos em cima dele. Acabamos caindo os três na cama e ele gargalhou nos abraçando forte.
– Eu poderia ter azarado vocês – o Blaise avisa.
– Tinha certeza que você iria saber que era a gente – a Pansy diz convencida.
– Estávamos morrendo de saudade – digo para o meu melhor amigo.
– Eu também – fala sincero. Ele se encosta na cabeceira da cama e nós nos sentamos ao seu lado.
– Aconteceu tanta coisa... – a Pansy diz.
– Você ainda continua naquela maluquice? – o Blaise me encara preocupado.
– Sim – concordo rindo do modo paternal como ele falava – A Pansy também – entrego.
– Como? – ele a olha surpreso.
– Tô ajudando com o Potter – a morena explica.
– Potter? Ele não estava morto? – questiona confuso.
– A Pansy voltou com a Hermine – conto para ele.
– E o Draco beijou o Potter – minha amiga me entrega.
– Muita coisa mesmo – ele parece atordoado. Podem contar tudo com detalhes... tenho tempo.
•
A volta do Blaise deixou as coisas mais fáceis e a Pansy sempre me atualizava quando a Hermione enviava uma carta nova.
A última vez que recebemos a notícia deles foi a duas semanas atrás quando um comensal disse que eles tinham sido vistos em uma cidadezinha bruxa e a mione parara de escrever.
– Estou preocupada – a Pansy nos encara.
– Também estou – afirmo – Eu decidi fazer algo que sei que vocês dois não vão gostar.
– Draco... – o Blaise parece esperar pela ideia ruim.
– Vou atrás deles – pego a mala escondida embaixo da cama.
– Nem pensar – a morena nega com a cabeça – Nem que eu tenha que te prender aqui.
– Me deem cobertura – peço – vou tomar cuidado.
Saio do quarto sem sem esperar a reação deles e meus amigos me seguem.
– Malfoy você enlouqueceu de vez?! – o Blaise reclama.
– Shiii – peço que façam silêncio.
– Shii nada! – minha amiga me repreende.
– Tá acontecendo algo lá embaixo – largo a mala e me aproximo da escada para escutar.
Ficamos em silêncio vendo minha mãe abrir a porta e receber quatro bruxos que traziam três adolescentes com eles. Era difícil reconhecê-los de longe, mas meu coração gelou ao ver dois garotos e uma garota.
Eles falavam baixo, o que não era de grande ajuda para nós que estávamos espionando. Vejo minha mãe abaixar e segurar o rosto de um dos garotos para analisá-lo.
– Sigam-me – a senhora Malfoy fala firme e eles chegam na grande sala, onde eu tenho uma clara visão do Ron e da Hermione.
O terceiro ainda que com rosto desfigurado era o Harry. O reconheci pelas tatuagens.
– O que vamos fazer? – a Pansy sussurra.
– Nãoo sei – respiro fundo.
– Temos que pensar rápido – o nosso amigo estava nervoso.
– Draco venha aqui – minha mãe me chama.
– Fiquem aqui – peço – façam silêncio. Vou ver o que eu posso fazer.
Finjo uma expressão mais tranquila no rosto e enxugo o suor das palmas das minhas mãos na calça enquanto descia as escadas.
– Draco olhe – minha mãe pede – Sei que o vigiava para o seu pai... você reconheceria o rosto dele.
– Reconhecer quem? – pergunto sem encarar o Harry que estava ajoelhado e preso.
– Harry Potter – ela diz.
Encaro os olhos esmeraldas no rosto machucado e tento não demonstrar nenhuma emoção.
– Não consigo reconhecer – dou de ombros.
– Vamos Draco, tenho que entregá-lo ao Lorde das trevas – meu pai entra na sala e me pressiona.
– Não sei – balanço a cabeça em negação.
– A sangue ruim e o traidor do sangue são da Ordem – meu pai afirma – Você estudou com eles Draco, lembra?
– Não lembro – afirmo olhando nos olhos do meu pai para passar certeza.
A tia Bella entra chega na sala e pergunta aos meus pais o que está acontecendo, eles lhe explicam e a mulher encara os três.
– Eu reconheço ela – a Bellatrix afirma encarando a Hermione e minha pulsação acelera – Vi uma foto dela no jornal. Algo sobre um dos melhores NIEMs de Hogwarts... Draco leve esses dois para fora – ordena.
– Não fale com ele desse jeito – minha mãe reclama e a tia Bella revira os olhos.
– Lucius esses outros dois para dentro – Vou ter uma conversinha com essa daqui – aperta as bochechas da cacheada – Ciça nos deixe sozinhas.
Acompanho os bruxos para fora e passo pela sala, mas minha tia me manda sair. Subo as escadas, onde meus amigos continuavam a observar no corredor.
– Crucio! – ouço a voz estridente e nós escutamos os gritos da Mione.
– Granger! – a Pansy planeja descer, mas seguramos ela – Faça algo, por favor, Draco – ela pede.
E o seu choro se mistura aos gritos da garota na sala.
Hora de agir.
•••
Att dupla 💛
-Ella
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