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“Crucio!”

•Draco

Já fazia três semanas que o Harry havia sumido com o Ron e a Mione para cumprir a tal missão. Eu não tinha nenhuma notícia deles, o que me deixava bastante preocupado.

Comensais procuravam por eles, segundo o que eu ouvi das conversas do meu pai, o lorde das trevas estava bastante bravo. Ele queria que Harry fosse entregue vivo por algum motivo.

Escutei minha tia Bella ralhar para um grupo de comensais hoje na sala:  “Incompetentes! Não conseguem capturar um garoto que não conhece nada de magia”.

Eles tinham pressa.

Eu passava a maior parte do meu tempo no Saint Mungus e quando me mandavam para casa, geralmente eu ia ficar com o Teddy para ocupar minha mente.

– Vamos comigo – a Pansy insiste mais uma vez tentando me puxar da cama pelo tornozelo – Draco Malfoy! – reclama cansada.

– Não quero sair, Pansy – suspiro cansado – Eu passei praticamente vinte quatro horas no hospital.

– Você está trabalhando demais – minha amiga senta na beira da cama – Precisa relaxar... Conversar com seus amigos.

– Eu tô sendo péssimo amigo? – sento na cama e a encaro.

– Só está me evitando – a morena parece triste – Se algo está acontecendo me conta – pede – Quem sabe eu posso te ajudar...

– Tô preocupado com os três – ela sabia a quem eu me referia – Ficar sem notícias me faz pensar várias coisas...

– Sem notícias? – a Pansy arqueia uma das sobrancelhas – a Mione escreve sempre que pode – a sonserina me conta e eu sou pego de surpresa – Eles estão bem. Já resolveram parte das coisas... Me pediu para não ficar preocupada se falasse algo no jornais.

– Como? – eu não estava entendendo nada.

– O Weasley escreve para os irmãos, não quer preocupar os pais – continua – Ela me disse que o Harry estava escrevendo para você... Se eu soubesse onde eles estão mandaria um berrador para o Potter – a garota parece brava.

– A Hermione disse que ele estava me escrevendo – repito a frase para ter certeza.

– Isso mesmo – ela concorda com a cabeça.

– Talvez ele só não queira falar comigo – dou de ombros.

– Ou ele pode ter medo que alguém na sua casa acabe recebendo – tenta me animar.

– É – sorrio sem mostrar os dentes – Você tem razão.

Por que ele mentiria? A Pansy poderia me atualizar.

– Vamos ver o Blaise – ela sorriu – O grandão chega hoje. Eu estou morrendo de saudades e sei que você também está – a morena me faz cócegas e eu começo a me contorcer.

– Tô mesmo – admito rindo – Mas deixa eu tomar um banho antes.

– Vai logo – aponta para o banheiro – Está cheirando como trasgo.

– Mentirosa – acuso e ela me manda um beijo voador enquanto eu caminho em direção ao banheiro.

– Sou? – questiona – Sinta o seu próprio cheiro – desafia.

– Tá – concordo e levanto o braço. Merlin! Eu realmente precisava de um banho. Estremeço.

– Eu avisei – vejo um sorriso em seus lábios.

Depois do banho, me arrumo e coloco uma roupa quente.  Aparatamos na mansão zabini, onde somos recebidos pelos pelos pais do Blaise, um belo casal!

A mulher negra tinha um batom claro nos lábios,  os cabelos cacheados e volumosos emolduravam sua face. Os olhos verdes combinavam com o tom do seu vestido.

O senhor Zabini vestia um terno feito sob medida, os músculos fortes, os olhos castanhos e um sorriso amigável nos lábios.

– Subam –  a senhora Zabini nos diz – Depois eu peço para um elfo levar um lanche para vocês.

– Obrigada! – a Pansy sorri.

Subimos as escadas e entramos no quarto dele em silêncio. Vemos o nosso amigo desfazendo as malas e nos jogamos em cima dele. Acabamos caindo os três na cama e ele gargalhou nos abraçando forte.

– Eu poderia ter azarado vocês – o Blaise avisa.

– Tinha certeza que você iria saber que era a gente – a Pansy diz convencida.

– Estávamos morrendo de saudade – digo para o meu melhor amigo.

– Eu também – fala sincero. Ele se encosta na cabeceira da cama e nós nos sentamos ao seu lado.

– Aconteceu tanta coisa... – a Pansy diz.

– Você ainda continua naquela maluquice? – o Blaise me encara preocupado.

– Sim – concordo rindo do modo paternal como ele falava – A Pansy também – entrego.

– Como? – ele a olha surpreso.

– Tô ajudando com o Potter – a morena explica.

– Potter? Ele não estava morto? – questiona confuso.

– A Pansy voltou com a Hermine – conto para ele.

– E o Draco beijou o Potter – minha amiga me entrega.

– Muita coisa mesmo – ele parece atordoado. Podem contar tudo com detalhes... tenho tempo.

A volta do Blaise deixou as coisas mais fáceis e a Pansy sempre me atualizava quando a Hermione enviava uma carta nova.

A última vez que recebemos a notícia deles foi a duas semanas atrás quando um comensal disse que eles tinham sido vistos em uma cidadezinha bruxa e a mione parara de escrever.

– Estou preocupada – a Pansy nos encara.

– Também estou – afirmo – Eu decidi fazer algo que sei que vocês dois não vão gostar.

– Draco... – o Blaise parece esperar pela ideia ruim.

– Vou atrás deles – pego a mala escondida embaixo da cama.

– Nem pensar – a morena nega com a  cabeça – Nem que eu tenha que te prender aqui.

– Me deem cobertura – peço – vou tomar cuidado.

Saio do quarto sem sem esperar a reação deles e meus amigos me seguem.

– Malfoy você enlouqueceu de vez?! – o Blaise reclama.

– Shiii – peço que façam silêncio.

– Shii nada! – minha amiga me repreende.

– Tá acontecendo algo lá embaixo – largo a mala e me aproximo da escada para escutar.

Ficamos em silêncio vendo minha mãe abrir a porta e receber quatro bruxos que traziam três adolescentes com eles. Era difícil reconhecê-los de longe, mas meu coração gelou ao ver dois garotos e uma garota.

Eles falavam baixo, o que não era de grande ajuda para nós que estávamos espionando. Vejo minha mãe abaixar e segurar o rosto de um dos garotos para analisá-lo.

– Sigam-me – a senhora Malfoy fala firme e eles chegam na grande sala, onde eu tenho uma clara visão do Ron e da Hermione.

O terceiro ainda que com rosto desfigurado era o Harry. O reconheci pelas tatuagens.

– O que vamos fazer? – a Pansy sussurra.

– Nãoo sei – respiro fundo.

– Temos que pensar rápido – o nosso amigo estava nervoso.

– Draco venha aqui – minha mãe me chama.

– Fiquem aqui – peço – façam silêncio. Vou ver o que eu posso fazer.

Finjo uma expressão mais tranquila no rosto e enxugo o suor das palmas das minhas mãos na calça enquanto descia as escadas.

– Draco olhe – minha mãe pede – Sei que o vigiava para o seu pai... você reconheceria o rosto dele.

– Reconhecer quem? – pergunto  sem encarar o Harry que estava ajoelhado e preso.

– Harry Potter – ela diz.

Encaro os olhos esmeraldas no rosto machucado e tento não demonstrar nenhuma emoção.

– Não consigo reconhecer – dou de ombros.

– Vamos Draco, tenho que entregá-lo ao Lorde das trevas – meu pai entra na sala e me pressiona.

– Não sei – balanço a cabeça em negação.

– A sangue ruim e o traidor do sangue são da Ordem – meu pai afirma – Você estudou com eles Draco, lembra?

– Não lembro – afirmo olhando nos olhos do meu pai para passar certeza.

A tia Bella entra chega na sala e pergunta aos meus pais o que está acontecendo, eles lhe explicam e a mulher encara os três.

– Eu reconheço ela – a Bellatrix afirma encarando a Hermione e minha pulsação acelera – Vi uma foto dela no jornal. Algo sobre um dos melhores NIEMs de Hogwarts... Draco leve esses dois para fora – ordena.

– Não fale com ele desse jeito  – minha mãe reclama e a tia Bella revira os olhos.

– Lucius esses outros dois para dentro – Vou ter uma conversinha com essa daqui – aperta as bochechas da cacheada – Ciça nos deixe sozinhas.

Acompanho os bruxos para fora e passo pela sala, mas minha tia me manda sair. Subo as escadas, onde meus amigos continuavam a observar no corredor.

– Crucio! – ouço a voz estridente e nós escutamos os gritos da Mione.

– Granger! – a Pansy planeja descer, mas seguramos ela – Faça algo, por favor, Draco – ela pede.

E o seu choro se mistura aos gritos da garota na sala.

Hora de agir.

•••

Att dupla 💛

-Ella

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