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Capítulo corrigido, mas caso tenha algum erro me avisem.
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“Godfather"
• Draco
Foi um tanto desconfortável e engraçado sair da casa usando a capa de invisibilidade. Nós éramos altos demais e precisamos ficar abaixados e bem juntinhos para passar entre as pessoas sem que elas vissem nossos pés.
Ninguém pareceu perceber, mas tenho certeza que o Lupin nos viu pelo sorriso de canto que ele deu ao passarmos por ele.
Tiramos a capa respirando aliviados ao sentirmos a brisa da noite bater em nossos corpos.
Sorrio para ele e coloco as mãos no bolso frontal da calça enquanto ele deixava capa em cima de uma mesa antiga.
O Harry passa as mãos enfeitadas por anéis pelos cabelos para penteá-los e se aproxima de mim.
– Me beija logo – passo meus braços pelo seu pescoço e junto nossos lábios.
O Potter segurou minha cintura com força juntando nossos quadris. Ele me beijava ferozmente e o material frio do piercing contrastava com a boca quente causando uma sensação gostosa.
Porra.
O empurro contra a parede controlando o beijo e acaricio o seu rosto de leve sentindo a textura da sua pele com as minhas mãos. O Potter morde o meu lábio inferior e afasta nossas bocas.
Ele encosta nossas testas e me olha nos olhos. Segura o meu queixo e sorri antes de juntar nossos lábios novamente.
O Potter me prensa contra a mesa pressionando nossos corpos sem parar de me beijar. Ele coloca seu joelho entre as minhas pernas me fazendo arfar.
Paro de beijá-lo para buscar ar e um filete de saliva une nossos lábios. Toco o seu piercing com cuidado antes de chupar o seu lábio inferior e depois sua língua arrancando um gemido arrastado.
Ouço as vozes das pessoas chamando por ele e de cadeiras arrastando dentro da casa.
– Temos que voltar – digo entre beijos.
– Só mais um pouco – ele desce para mordiscar meu pescoço.
– Potter – era para ser uma reclamação, mas saiu como um gemido.
– Shiii – passa o polegar sobre meus lábios vermelhos e eu chupo a ponta do seu dedo – Eles não vão nos achar.
– Vem logo – me afasto contrariado com suas mãos ainda na minha cintura.
– Vamos continuar isso depois? – ele questiona sorrindo de canto.
– Quem sabe? – dou de ombros sorrindo sacana.
– Provei que tudo que eu falo é verdade? – sussurra em meu ouvido ao me abraçar por trás me fazendo sentir seu membro em minha bunda.
– Acho bom ter um jeito de esconder isso – rebolo levemente contra o corpo dele sem responder.
– Malfoy – ele reclama.
– Te vejo lá dentro – viro e deixo um beijo casto em sua boca antes de me afastar.
Arrumo meus cabelos com as mãos e aliso minhas vestes antes de sair caminhando na frente para não arrancar suspeitas.
– Ahhhh – me assusto ao quase esbarrar na Pansy – Onde você estava?
– Onde você estava? – retorna a pergunta.
– Procurando você – arrisco.
– Eu estava lá dentro, Draco – a morena cruza os braços.
– Eu também – afirmo convicto.
– Te vi saindo com o Potter – minha melhor amiga sorri sacana.
– Você não estava lá dentro quando eu saí – comento sorrindo.
– É claro, porque eu estava com você – ela pisca um dos olhos.
– Sim – concordo com a cabeça – Você estava meio tonta por causa do whisky de fogo.
– Quero saber de tudo depois – a Pansy diz.
– Eu também – falo curioso.
Será? De novo?
O Harry aparece logo depois tirando a camisa de dentro da calça para esconder o volume aparente na calça jeans e Pansy arqueia a sobrancelha para mim, mas eu apenas entro na casa sem falar nada.
Vejo o Potter se despedindo de algumas pessoas que já estavam indo embora e aproveito para ficar um pouco mais com Teddy antes que a Tonks e o Lupin também resolvessem ir.
– Não escolhemos ninguém para madrinha – a Tonks comenta baixinho para não acordar o garotinho que dormia em meu colo.
– Tem a Hermione – sugiro – Ela já age meio maternal com todos nós – brinco, mas gostava da preocupação e do cuidado da cacheada.
– Na verdade... – a mulher de cabelo rosa me encara e sorri de canto – Eu estava conversando com o Lupin quando você saiu escondido com o Harry...
– Como você...? – a olho estupefato.
– O Lupin percebeu – ela sorri – Ele conviveu muitos anos com o James... Já eu vi você dois pela janela da cozinha.
– Que vergonha – tento esconder meu rosto.
– Não se preocupe – a Tonks nega com a cabeça – Vocês são livres... Voltando ao assunto – respira fundo – O Teddy vai ter dois padrinhos – afirma – Se você aceitar é claro – acrescenta.
– Sério? – pergunto e ela concorda com a cabeça – Merlin!
– Isso é um sim? – questiona animada.
– É um com certeza – falo com convicção.
– Viu Teddy – seguro a mão do garotinho – Você vai ter o melhor padrinho do mundo.
– Obrigado – o Potter fala convencido ao se aproximar.
– Estava falando de mim – dou língua.
– Como? – me olha sem entender.
– Convidamos o Draco para ser padrinho junto com você – a Tonks o explica.
– Que bom – me abraça pelo pescoço – Um dos padrinhos vai ter jeito com crianças – ele fala sincero.
– Vamos fazer uma festa discreta – ela nos avisa – Mando uma coruja avisando o dia.
– Nós iremos com certeza – o Harry fala animado e eu concordo.
Nos despedimos do casal e vejo o Harry agradecer mais uma vez ao Lupin pelo presente. Ele estava bem feliz por conhecer alguém que foi amigo dos pais dele, que os conhecia bem.
– Tchau Harry – aceno ao dar um sorrisinho.
– Só? – arqueia uma das sobrancelhas e eu reviro os olhos.
O abraço e sinto suas mãos em minha cintura. Os dedos frios acariciando a pele quente que a camisa não cobria. Deixo o um beijo em sua bochecha e me afasto.
– Tchau Mione – a abraço.
– O que está rolando? – pergunta sem me soltar.
– Não faço a menor ideia – confesso e rio soprado – Ficamos apenas.
– Só tenham cuidado – deixa um beijo em minha bochecha.
– Tudo sob controle – afirmo.
– A paixão geralmente nos deixa impulsivos – comenta.
– Não estou apaixonado – digo sincero.
– Ainda – vejo o humor em sua voz.
– É só físico – explico.
– Se você diz – ela dá de ombros e sorri acariciando meus cabelos.
•
Ao chegar em casa vou direto para o banho e tento não fazer muito barulho e acordar a todos. Mas ao voltar para o quarto vejo minha mãe sentada numa poltrona próximo a janela aberta. Os cabelos loiros estavam soltos e ela usava as habituais vestes escuras.
– Onde você estava? – a Sra. Malfoy me encara séria.
– Com a Pansy, mãe – não era uma mentira. Continuo enxugando o cabelo com a toalha. O peito desnudo e a calça do pijama pendendo em meus quadris.
– Draco, para onde você vai quando sai do St. Mungus? – a loira respira fundo.
– Lugar nenhum – respondo sem olhar nos olhos dela.
– O Nott veio aqui – ela comenta olhando para a paisagem lá fora e a minha respiração acelera – Ele me disse que foi até a Pansy e você não estava... Mas mandou um bilhete dizendo que estava lá.
– Nós saímos – dou de ombros – Três vassouras.
– Eu conheço você, Draco – ela me encara novamente – Sei que está escondendo algo – afirma preocupada.
– Não estou – respiro fundo.
– Fomos ao Três Vassouras hoje, querido – ela sorri de canto.
– Mãe... – sussurro.
– Tome cuidado – ela pede.
– Pode deixar – sento no braço da poltrona e a abraço – Amo você.
– Também amo você – afaga meus cabelos – Estou fazendo o máximo para te proteger... Seu pai tem planos para você.
– Que planos? – a encaro nervoso.
– Tem haver com o Lorde das trevas – me avisa.
– De novo? – questiono cansado.
– Temos que estar sempre provando a lealdade da nossa família, filho – ela fala convicta.
– Isso vai acabar – afirmo, mas ela parece não me entender.
– Um dia... – ela divaga.
[...]
Desci para o café da manhã usando as vestes verde claro do St. Mungus. Cumprimentei meus pais e a tia Bella antes de comer em silêncio enquanto os mais velhos conversavam.
– Tenho certeza que era ele – minha tia insiste.
– Harry Potter sozinho na Travessa do Tranco? – meu pai questiona sem acreditar e eu prendo a respiração.
– Eles seriam descuidados a esse ponto? – minha mãe pergunta.
– São uns idiotas, Cissa! – a Bella ralha.
– Era um amigo meu – respondo por impulso tentando reverter aquela situação.
– Quem? – meu pai arqueia uma das sobrancelhas.
– Terence Higgs – falo o nome do primeiro sonserino que me vem a cabeça.
– Humm – meu pai parece acreditar – Temos que continuar procurando – dá o assunto por encerrado.
Passo a manhã inteira concentrado no trabalho. O hospital estava mais cheio que o normal por causa do surto de varíola de dragão. O que acabou resultando em trabalhar sem parar nem um segundo.
O meu horário de almoço passou voando. Comi no hospital mesmo para poupar o tempo que eu tinha. Fecho os olhos por alguns minutos antes de ter que cumprir o resto do meu horário.
Ao terminar o meu plantão, troco de roupa, pois iria encontrar o Harry para termos mais uma aula de poções. A Pansy nos encontraria depois de sair do ministério para as aulas de aparatação.
Passo apressado pelo saguão movimentado quando ouço alguém chamar meu nome. Procuro em volta, mas não vejo ninguém.
– Draco – ouço de novo. Mais perto dessa vez.
– Hey Nott – cumprimento ao vê-lo.
– Decepcionado ao me ver? – ele fez uma careta.
– Não – respondo simplesmente ainda pensando o que minha mãe falou – Você foi na casa da Pansy – afirmo.
– A tia Cissa contou? – ele sorri envergonhado e coça a cabeça – Desculpa, não estava te seguindo – explica – Era pra te devolver o anel – coloca o anel com o brasão do Malfoy na minha mão – Sei como é importante pra sua família... Tinha ficado lá em casa e eu esqueci de entregar naquele dia que você teve que sair.
– Obrigado – pego o anel e coloco no dedo.
– Só fui na sua casa, porque meus pais jantaram com o seus – completa.
– Tudo bem – afirmo – Eu preciso ir.
– Está fugindo de mim? – o loiro parece magoado.
– Não – aperto seu ombro – Estou apressado.
– Nem tempo para um café? – sorri de canto.
– Sinto muito – sorrio triste – Tenho um compromisso.
– Te acompanho até lá fora – ele diz.
– Tudo bem – concordo.
Caminhamos juntos até a rua pouco movimentada. Estávamos rindo enquanto ele falava sobre o jantar e eu agradeço por não ter ido.
O Nott era bonito e simpático.
– Huh, eu já vi aquele garoto – o Nott olha para o Harry que estava parado com as mãos no bolso do casaco me esperando.
– Meu amigo – respondo.
– Vejo você outro dia? – ele questiona.
– Sim – afirmo.
– De verdade? – ele sorri.
– Prometo que não vou furar – garanto.
O Nott deixa um beijo em minha testa antes de aparatar. Caminho até o Harry abraçando meu próprio corpo para segurar o casaco por causa do vento.
– Harry – sorrio de canto.
– Espero não ter atrapalhado – comenta.
– Não atrapalhou – afirmo – Chegou na hora.
– Vamos? – falou apressado.
– Ele foi me procurar ontem – digo.
– Você não precisa me explicar – o Potter diz – Sério.
– Não queria que ficasse magoado – explico.
– Não tenho porque ficar – sorri de canto.
Aparatamos para a Toca já que eu tinha largado cedo e não daria para irmos à Hogwarts.
Vejo as vassouras num canto e olho para ele.
– Temos que jogar quadribol qualquer dia – comento com ele.
– Você? – arqueia a sobrancelha – Não tem medo de estragar o cabelo?
– Sou melhor que você, Potter – afirmo.
– Só quero ver – me desafia.
Acabamos esquecendo da aula de jogamos um pouco só com o pomo já que só tinha nós dois.
Foi divertido, conversamos sobre quadribol e eu expliquei algumas coisas para ele. Ele me falou de alguns jogos trouxas que eu fiquei bem curioso para conhecer.
– Temos uma aula – nos lembro.
– Ahhh – ele reclama.
– A Mione vai nos matar – sorrio – Vem logo. Estamos aqui pra isso.
– Tava tão divertido – o Potter faz um biquinho contrariado.
Conseguimos um avanço, mas o Harry era um pouco desatento e não era cuidadoso para realizar poções.
– Vem ver – me chama.
– Se isso explodir em mim de novo... – o ameaço.
Olho por cima do ombro dele e estava bem perto do que era pedido.
– Muito bom – parabenizo perto do seu ouvido e ele vira ficando de frente para mim.
Apoio minhas mãos na mesa e o beijo. Suas mãos para o meu pescoço enquanto seu quadril continua encostado na mesa.
O beijo era lento e eu conseguia ouvir os estalos no ambiente vazio.
– Se eu soubesse que era assim as aulas, eu tinha chegado mais cedo – a Pansy comenta rindo e nós nos afastamos – Podem continuar... É um show e tanto.
– Na verdade, eu tenho que ir – aviso – Não posso ficar chegando tarde todos os dias, meu pai vai acabar desconfiando – explico.
– Vai tranquilo – a morena garante – Eu cuido do Harry, não desse jeito.
– Fica bem – o moreno diz e deixa um beijo com canto da minha boca.
– Vejo vocês outro dia – aceno antes de aparatar.
•
No final daquela semana recebo uma carta da Tonks avisando sobre a festa. Fico animado para rever o Teddy e a todos, já que não os vi.
Fiquei mais em casa e compareci aos jantares que meus pais foram.
A Pansy penteava o cabelo em frente ao grande espelho que tinha no meu quarto enquanto eu calçava os sapatos sentado em minha cama.
– Então você estão ficando? – minha amiga pergunta curiosa.
– Sim – respondo – Ele é interessante, bonito... Beija muito bem.
– Acabou pro Nott? – me encara e questiona.
– Não sei – dou de ombros e suspiro.
– Ele perguntou por você – ela me diz sorrindo – O Harry.
– Sério? – falho em segurar o sorriso.
– Já me respondeu a pergunta – ela afirma convencida.
– E a senhorita ainda não me contou o que estava fazendo naquele dia lá na Toca – a lembro.
– Estava conversando com a Hermione – me diz.
– Vocês se entenderam? – pergunto – O jeito que vocês terminaram foi feio.
– Não tenho a sua coragem, Draco – ela senta ao meu lado – Não vou contra a minha família.
Elas brigavam muito sobre isso. A Hermione ficava brava por ela apoiar alguém que desejava a morte dela. E a Pansy ficava com raiva por ela não entender seus motivos, mas entendia porque a cacheada estava magoada.
– Mas está tudo bem – ela suspira – Nós conseguimos voltar conviver.
– Vão voltar? – pergunto.
– Não sei – dá de ombros e fica em silêncio por um tempo – Nós nos beijamos.
Não tenho nem tempo de comemorar o acontecido, pois meu pai entra no quarto.
– O que aconteceu? – pergunto preocupado e receoso ao ver sua animação.
– Achamos o Harry Potter – afirma e a Pansy congela ao meu lado – Temos uma visita a fazer a sua tia Andrômeda.
•••
Tem mais uma att. Prometi que seria dupla, mas só posso postar amanhã, pois ainda não terminei.
Me desculpem por isso.
-Ella
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