0.8
Capítulo corrigido, mas caso tenha algum erro me avisem.
Votem e comentem💛 Façam uma autora feliz.
“The Sorting Hat”
•Draco
Eu conhecia cada olhar da minha melhor amiga. Se ela havia dito que a mansão Parkinson era segura eu acreditaria sem duvidar.
Lembro de quando a gente corria pelos corredores da mansão lançando feitiços imaginários um no outro com gravetos ou penas. Se escondendo na biblioteca ou apenas deitados no jardim olhando as estrelas.
– Seus pais são comensais? – o Harry pergunta direto.
– Não, mas apoiam a causa – minha amiga senta numa poltrona rosa claro sem se importar com a pergunta.
– E você me trouxe pra cá?! – olha para ela sem acreditar.
– Onde você tava era bem mais perigoso – a morena afirma – Os comensais nunca te procurariam aqui – a Pansy sorri confiante – Meus pais estão viajando e estamos do lado de você sabe quem.
– Boa ideia garota – sorrio elogiando minha melhor amiga e me jogo em sua cama macia.
– O que seria de você sem mim? – ela pisca um dos olhos ao brincar – Pode sentar, Potter – a garota aponta para a outra poltrona – Suco? Vinho?
– Estou bem – ele afirma ao sentar, agindo meio desconfortável no ambiente que acabou de conhecer.
– A Pansy me ajuda a participar da Ordem – explico.
– Eu apoio anonimamente – a garota diz – Esse lance de viver perigosamente não é muito minha praia.
Volto a sentar, passo a mão em meu cabelo para arrumá-lo antes de encarar o Potter.
– Já ia me esquecendo – comento – Oque você estava fazendo na Travessa do tranco? – pergunto sem entender o porquê dele estar ali e sem ninguém da Ordem.
– Onde? – finge não entender, mas vejo seu sorrisinho cínico. Sonso!
– Harry! – falo exasperado – Alguém poderia ter visto você – afirmo nem querendo imaginar o que aconteceria – Muitos ali querem sua cabeça.
– Estava entediado – dá de ombros e murmura contrariado – Não aguentava mais ler e praticar.
– O Ron e a Mione sabem que você saiu? – pergunto ao respirar fundo para me controlar, pois já imaginava a resposta.
– Eu deixei um bilhete – o moreno dá um sorriso amarelo.
– Potter! – falo seu sobrenome em repreensão.
– Estou gostando cada vez mais dele – minha amiga diz sincera sorri para me provocar.
– Pansy, não! – reclamo – Foi uma ideia estúpida – afirmo.
– Nisso eu concordo – a Pansy olha para o Harry como se pedisse desculpas por concordar comigo.
– Eu estou bem – revira os olhos – Não aconteceu nada.
– Porque a gente apareceu né – suspiro – Vou avisar ao weasley – aviso ao me levantar da cama – Posso pegar sua coruja? – pergunto a minha amiga.
– Fica à vontade – a morena diz – Ela está dormindo no corujal.
Subi as escadas para o último andar e mandei uma carta avisando em poucas palavras o que havia acontecido, sem citar alguns detalhes e que o Harry estava comigo na casa da Pansy para o Ron.
•
O Harry e a Pansy conversavam animadamente quando eu voltei do corujal. As poltronas no tom rosa chá estavam mais próximas do que antes. Parecia que eles tinham se tornado amigos.
Minha amiga estava sentada com as pernas em cima do sofázinho e abraçava os joelhos. As unhas dos pés pintadas de preto assim como as das mãos se destacavam na pele pálida.
O Potter estava sentado de maneira relaxada e ria com comentário da garota. Os cabelos pretos bagunçados e o sorriso largado o deixava ainda mais interessante. O óculos pendia no nariz e combinava com as poucas sardas na sua pele morena. E os piercings pratas pareciam brilhar com a iluminação natural que vinha da janela e o davam um ar perigoso.
– Não se engane com o rostinho bonito – a morena comentou brincando – o Draquinho é uma naja.
– Acho que bonzinhos nunca fizeram meu tipo – o Harry sorri sacana.
– Ahhh, o Draco é ótimo – minha amiga pisca um dos olhos e sorri ao me ver na porta – E beija muito bem.
– Tentando descobrir se isso é realmente verdade – o moreno sorri.
– Droga! agora vocês viraram amigos – reviro os olhos – Isso vai me dar uma dor de cabeça... – prevejo.
– Não fique com ciúmes, Draquinho – Você ainda é o melhor!
– Sei – murmuro. Sento no braço da poltrona e a abraço pelo pescoço.
– Achei que você seria chato mas você acabou me surpreendendo, Harry – a Pansy fala sincera.
– Vocês esperavam um herói – ele suspira, mas não deixa nenhuma emoção transparecer – Não faz muito meu estilo – o garoto brinca.
– Nem todos os heróis são iguais – o encaro e ele sorri de canto – O importante é o que você faz.
– Essas pinturas são de verdade? – minha amiga pergunta curiosa – você queimou a sua pele? – a garota faz uma cara desgostosa, talvez imaginando a dor.
– São tatuagens – ele sorri ao explicar – São feitas com uma agulha, nada de queimaduras – puxa o moletom deixando os braços amostra, não sei em que mundo agulhas são melhores que queimaduras. Ambas pareciam opções horríveis.
Consegui ver um lírio, um óculos e cachorro preto e vários outros desenhos que enfeitavam a pele do Potter.
– São lindas! – passa a mão pela pele desenhada como se contornasse as linhas – Significam algo ?
– As primeiras sim – deu de ombros – Muitas delas não, são só coisas que eu vi ou sonhos que eu tive.
– Você não acha legal, Draco? – minha amiga minha me encara.
– Sim – dou de ombros, mas meu olhar fixa em uma especial que se destacava no antebraço – Essa tem o significado? – me estico para passar o polegar sobre o desenho de um rosto, um espelho com a frase embaixo “I AM"
– O rosto é quem eu sou e o espelho é como as pessoas me veem, sabe? – tenta explicar – É só uma imagem não é meu verdadeiro eu – suspira – E a frase é para eu nunca me esquecer de quem eu sou.
– Profundo – digo simplesmente ao me perder olhando para os desenhos. O Harry tinha muita coisa interessante... – Você tem outras? Digo, em outras partes do corpo? – continuo o assunto.
– Em vários lugares – o Harry afirma – Posso te mostrar depois – pisca um dos olhos.
– Idiota – nego com a cabeça – E esses brincos? Doeram muito? – questionei ao olhar mais de perto.
– Na hora sim – ele responde e nega com a cabeça como se espantasse a lembrança – Meu preferido é esse – morde o lábio e eu reviro os olhos com as suas tentativas de chamar minha atenção.
Somos interrompidos com a campainha tocando e a Pansy arregala os olhos.
– Quem será? – ela olha preocupada para mim para o Harry.
– Se eles soubessem já chegariam invadindo – afirmo tentando pensar positivo.
– Eu vou vem quem é – fala séria – Fiquem aí e não façam barulho – pega a varinha antes de sair do quarto.
O tempo de espera era assustador, mas ficamos em silêncio escutando a campainha tocar de forma irritante. Ouço a porta se abrir e logo depois a voz do Weasley soou alta, então respiro fundo aliviado.
– Pronto para encarar a fera? – arqueio uma das sobrancelhas.
– Claro – sorri confiante e nós saímos do quarto.
Caminhamos pelos corredores iluminados por velas, as paredes pintadas num tom escuro possuía pinturas e fotos que se movimentavam de pessoas da família da Pansy. Alguns reclamavam, outros tentavam se exibir e alguns conversavam conosco. Havia um tapete que cobria todo piso de madeira do corredor, talvez para que os sapatos não provocassem arranhões no material.
Chegamos na enorme escada, onde o ambiente ficava bem iluminado pela grande quantidade de janelas que havia na sala. Um lustre enorme no meio do teto com as velas apagadas, uma lareira, alguns sófas e um grande tapete eram alguns dos objetos que decoravam a sala da mansão Parkinson.
O Ronald estava parado perto da porta principal com os braços cruzados e a cor em seu rosto combinava bem com os cabelos ruivos.
– Como você traz ele para cá? – o Weasley pergunta para mim.
– Era mais seguro do que onde ele estava antes – afirmo sincero.
– Ninguém pensaria em procurar ele aqui – a Pansy completa – Na casa de uma família importante.
– Obrigado – o Ron murmura – Ele nem deveria ter saído... Que ideia foi essa de sair? – ele se dirige ao Harry – Muita gente está atrás de você.
– Eu estava entediado – o Potter responde parecendo não se arrepender muito – É um saco não ter o que fazer.
– Mas é mais seguro – o Weasley diz para o moreno.
– Não vou fazer mais – o Potter nos diz.
– Ron, estávamos discutindo sobre o Harry fazer o teste das casas – digo para o ruivo que parece mais calmo agora.
– A Mione também tinha falado sobre isso – o Weasley comenta – Ele tem o direito de saber.
– Ótimo – a Pansy sorri – Quero ir também.
– Que? – o ruivo a olha em dúvida.
– Estou curiosa – a garota afirma – E eu meio que fiz uma aposta com o Draco.
– Não sei... – o Ronald parece pensar.
– Ela é minha amiga – o Harry afirma nos pegando de surpresa – O Draco confia nela e até agora ela não fez nada que o colocou em perigo.
– Tudo bem então – o grifinório concorda surpreso pela amizade repentina.
– A Hermione não vai se importar? – minha amiga lembra de perguntar.
– Você é amiga do Harry e o Malfoy confia em você... – o Ron diz – Provavelmente não.
•
Mandamos uma carta para Minerva explicando o desejo do Harry e algum tempo depois recebemos uma resposta. Ela achava justo que ele fizesse o teste assim como qualquer outro aluno. Era algo importante para nós e querendo ou não ele estava estudando ali, mesmo sendo durante a noite. A professora Macgonagall parecia ter uma afeição pelo Potter.
Aparatamos para Londres, pois o Ronald achava mais seguro e fomos até a casa que ele morava com a Hermione. Precisávamos esperar anoitecer para poder ir à Hogwarts sem chamar muita atenção.
A Pansy parecia meio desconfortável no começo, mas sua personalidade forte comunicativa logo a fez se sentir em casa. Ela conversava animadamente com o Weasley e ele parecia surpreso, mas respondia a garota.
A Hermione chega do ministério e conversa com o Harry, naquele jeito dela todo material o explicando o perigo que ele correu e que em hipótese alguma ele deveria fazer algo desse tipo de novo. Todos ficaram bastante preocupados.
A cacheada cumprimenta a sonserina meio formal. Era sempre um clima meio estranho quando elas se encontravam.
Aparatamos para Hogsmeade e fizemos o mesmo caminho de ontem. A carruagem parecia apertada para o número de pessoas, mas o caminho era curto.
– Eu poderia aprender a aparatar? – o Potter pergunta esperançoso.
– Claro – a Mione responde – Mas precisaríamos de alguém com mais experiência e tempo.
– Eu poderia ajudar – a Pansy dá de ombros e sorri de canto para a Mione.
– Seria ótimo – o Harry responde animado. Ele realmente queria aprender isso.
– Poderia ser na Toca – sugiro para que o Ron ficasse mais tranquilo – Sempre tem alguém da Ordem para participar também.
– Tudo bem por você? – o ruivo pergunta a Mione.
– Por mim tudo bem – ela concorda e fica em silêncio.
Somos recebidos pelo Hagrid que recebe a Granger, o Weasley e o Potter com animação e nos leva até o escritório da diretora Minerva, que nos cumprimenta educadamente.
– Consegui abrir uma excessão – consigo ver o fundo de um sorriso. A mulher usando vestes verde esmeralda caminha com um chapéu esfarrapado nas mãos.
Ela coloca-o sobre o banquinho já conhecido por quase todos nós e ele começa a cantar por um rasgo que parecia uma boca.
O chapéu começou a cantar uma música como fazia a cada ano para os alunos novatos. Contando brevemente a história da escola de magia e bruxaria. E explicando um pouco sobre cada casa de Hogwarts.
“Quem sabe sua morada é a Grifinória,
casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue frio e nobreza
destacam os alunos da Grifinória dos demais;
Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,
onde seus moradores são justos e leais
pacientes, sinceros, sem medo da dor;
Ou será a velha e sábia Corvinal,
A casa dos que tem a mente sempre alerta,
onde os homens de grande espírito e saber
sempre encontrarão companheiros seus iguais;
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali fará seus verdadeiros amigos,
homens de astúcia que usam quaisquer meios
para atingir os fins que antes colimaram."
(Canção do chapéu seletor - Harry Potter e a pedra filosofal)
– Venha Potter – a Minerva chama e o Harry parece nervoso ao caminhar até o banquinho que parecia pequeno demais para o seu tamanho.
O garoto senta e a diretora coloca o chapéu que se encaixa bem em sua cabeça e todos nós ficamos esperando uma resposta.
Passamos um bom tempo em silêncio, enquanto o chapéu ponderava que casa seria melhor para o Harry. Em um momento o Potter murmura um “tanto faz” ou “seria ótimo” e também um “Você acha?”. Acho que ouvi um ruído de reclamação “Ei”
– Grifinória! – Finalmente o chapéu seletor exclama dando um resposta.
A Minerva, o Ron e a Mione comemoram por mais um grifinório. A Pansy sorri me provocando por ganhar a aposta... Lá se vai meus galeões.
– A coragem era realmente grifinória – o Weasley comenta sobre o fato de hoje mais cedo.
– Eu chamo de arriscar a pele sem motivo – a Pansy o provoca e o ruivo revira os olhos para ela.
– Eu ainda tinha esperança – digo mais próximo dele e ele responde de forma muito madura: mostrando a língua.
– Queria que eu fosse para sua casa? – o moreno arqueia uma sobrancelha me provocando.
– Nah – nego com a cabeça – A Grifinória combina bem com você... Nobreza, se envolver numa luta por pessoas que acabou de conhecer.
– Você sabe que acabou de se descrever não é? – ele questiona.
– Faço isso por questões pessoais – o lembro.
– Mas ainda assim é nobre – o Potter sorri para mim.
A Mione nos chama para comemorar, disse até que passaria no três vassouras e compraria cerveja amanteigada. Iríamos todos para a Toca.
Antes de sair recebo uma coruja branca que eu conhecia bastante. Aquela era a Winter, coruja do Nott.
– Aconteceu algo? – o Harry me pergunta e todos ficam preocupados ao eu receber uma coruja aqui em Hogwarts. Poderia ser meus pais ou o St. Mungus, as corujas sempre conseguiam te achar.
– É o Nott – respondo ao abrir o bilhete – Ele quer me ver.
•••
Comentem o que estão achando. A opinião de vocês é muito importante.
A cena do chapéu seletor, vocês querem na visão do Harry? Para saber o que foi que ele ouviu?
-Ella
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