0.5

Capítulo corrigido, mas caso tenha algum erro me avisem.

Votem e comentem💛 Façam uma autora feliz.

“Zonzóbulos"

•Harry

A Hermione passou a manhã inteira me ensinando feitiços básicos que eu me esforçava o máximo para aprender rapidamente.
A morena é extremamente inteligente e tentou ser paciente comigo, já que eram coisas que se aprendia nos primeiros anos de Hogwarts.

Eu sei a importância de aprender tudo rápido, principalmente se descobrirem que eu estou no mundo bruxo. Uma guerra irá iniciar... E eu preciso estar preparado.

Quando a Mione precisou sair para o trabalho no ministério, que eu tinha uma vaga lembrança do que era pelo que o Hagrid me contou, e o Ron me explicou melhor, nós comemos juntos a comida deliciosa que a senhora Weasley tinha preparado para o almoço.

Depois do almoço o Ronald tentou me dar algumas aulas de transfiguração que não deram muito certo, pois segundo ele aquela não era uma matéria que ele dominava e que “talvez" ele tenha copiado os trabalhos da Hermione. Então ele me perguntou se eu queria aprender a voar, já que eu tinha gostado tanto de ouvir sobre quadribol.

– Você vai precisar disso – o ruivo me entrega uma vassoura já gasta pelo tempo de uso.

– Como nas lendas trouxas – eu comento achando engraçado ser realmente verdade o que eu tinha visto em filmes e desenhos (quando os Dursleys não estavam em casa) – Para funcionar precisa dizer “E lá vamos nós"? – brinco.

– Não – ele me olha sem entender  sobre o que eu estava falando – E não é qualquer vassoura. Só as específicas para vôos.

– Ah – balanço a cabeça em concordância ao entender.

– Me observe – o ruivo coloca a vassoura no chão e ao parar ao lado do objeto ele estende a mão direita – Suba! – ele ordena e a vassoura para em sua mão.

Eu devo estar parecendo um idiota ao ver aquela cena com uma expressão maravilhada no rosto.
O que sempre acontecia quando eu via alguém utilizando magia.

Parece que eu nunca vou me acostumar... Ou que vou acordar de um sonho.

– Tenta você agora – ele incentiva – Muitos não acertam de primeira, mas não desista. Pode tentar várias vezes.

– Wow! – me surpreendo ao conseguir de primeira.

– Muito bom – o Ronald elogia surpreso.

Ele monta na vassoura e me mostra como voar. Também me mostra algumas manobras que ele aprendeu quando jogava quadribol em Hogwarts – sua irmã mais nova, Ginny, ainda joga no time da Grifinória. Irá terminar esse ano.

Me arrisquei e consegui voar rapidamente. O vento batendo em meu rosto e a velocidade davam a mesma sensação que eu tinha ao pilotar a moto dada pelo meu padrinho: liberdade!

O Ronald pega as bolas de quadribol e me mostra como usá-las. Jogamos algumas partidas de forma improvisada, já que só tinha dois jogadores e depois ficamos apenas voando. E ele se surpreende ao ver como eu aprendi rápido.

Até que eu vejo o garoto loiro parado lá embaixo acenando para nós.

O Malfoy tinha uma postura confiante e um sorriso prepotente nos lábios que eram diferentes da sua beleza angelical... A dualidade dele me chamava atenção.

Admito que fiquei animado em descobrir que o tal Nott não era seu namorado. Sendo assim que poderia investir... Acho que nós nos divertiriámos muito.

Acabo fazendo um trocadilho para provocá-lo e vejo suas bochechas ruborizarem, mas sua reação é bem diferente.

– Quem muito fala pouco faz, Potter – o loiro me olha de forma sarcástica e passa uma das mãos pelo cabelo o penteando para trás. Muito bonito.  A roupa verde caia bem nele.

– Eu poderia te mostrar – dou de ombros – Aí você vai poder comprovar – passo a língua sobre os lábios para umidecê-los.

– Merlin! – o Ron reclama – Que tensão sexual! Vocês querem que eu saia para poderem flertar em paz?

– Não precisa – o Malfoy nega com a cabeça – Só vim aqui para ver como estão as coisas. Sua mãe me disse que o Potter aprende rápido.

– Estou me esforçando – falo sincero e enxugo o suor da testa com a camisa. Percebo o olhar do loiro me analisando. A calça do moletom baixa em meus quadris deixavam muito para ver da minha pele bronzeada com tatuagens variadas – Perdeu algo?

– Eu tenho que voltar para o Saint Mungus – avisa rapidamente – Apareço à noite para dar uma ajuda em poções e duelo, Weasley.

– Vamos estar na minha casa – o ruivo avisa ao Malfoy – Não dá para apartar lá – lembra ao loiro.

– Aparato na rua mais próxima e ando até lá – o Draco diz – Até mais Ronald. Tchau Harry.

– Até, Draco – o Ron acena.

– Não vejo a hora de te ver de novo, Malfoy – pisco um dos olhos e ele mostra o dedo do meio antes de aparatar, o que me faz rir.

– Você está interessado no Draco? – o Weasley pergunta já sabendo a resposta.

– Ele é bonito, solteiro – dou de ombros – Qual o problema de querer ficar com ele?

– A família dele – o ruivo me diz – Você não os conhece.

– Não vou me apaixonar, Ron – sorrio negando com a cabeça.

– Se você diz – ele pega as vassouras para guardar.

Eu não era bom em relacionamentos... Sempre acabava estragando tudo.

Depois da ida do Malfoy, nos despedimos da senhora Weasley que receberia visitas do trabalho do seu marido para jantar.

Usamos a rede de Flu para chegar a casa que o Ron e a Hermione dividiam em Londres. Eu achava que eles eram namorados, mas eles não me disseram nada... Eles dois podem ser apenas dois amigos e eu estou tirando conclusões precipitadas.

Se eles não forem namorados, tenho absoluta certeza de que o Ron gosta da Mione. É só perceber o jeito como ele a olha.

A casa era pequena e aconchegante numa rua trouxa com uma grande lareira na sala repleta de fotos em que as pessoas se mexiam. Os ruivos com certeza era da família do Ronald e aquele casal que eu não conhecia deveriam ser os pais da Hermione.

O quarto de hóspedes era todo em cores claras e tinha uma pequena janela com flores. Mas haviam pontos bem coloridos na decoração, como as almofadas bordadas provavelmente feitas pela Molly.

– Descansa um pouco – o ruivo me diz após me mostrar o quarto – Temos algumas pessoas pra te apresentar no jantar.

– Okay – concordo com a cabeça – Obrigado... – falo sincero – Por tudo que estão fazendo.

– Não precisa agradecer – o Ron sorri sem mostrar os dentes – Era o certo a fazer... Você poderia ter morrido em Godric's Hollow.

– Sei que também esperam que eu duele por vocês – digo direto.

– É – o Weasley suspira e esfrega as mãos no jeans para enxugar o suor – Você não é obrigado, Harry... Ainda que os outros lhe forcem, pelo menos eu e a Mione acreditamos que deve ser uma escolha sua.

– Depois de tudo que me contaram... E do que eu descobri sobre meus pais – falo ainda incerto – É preciso.

O Ronald me deixa sozinho e eu largo a mochila no chão próximo a cama. Deito parte do meu corpo, mas fico com as pernas penduradas as movimentando. Enquanto eu olhava para o teto tentando organizar meus pensamentos.

Tudo estava tão confuso.

Eu não sentia saudade da minha antiga vida, mas lá eu pelo menos tinha a impressão de controlar as coisas.

Não sei por quanto tempo eu fiquei ali, mas me dou conta da hora quando ouço o som da porta da sala sendo aberta e a voz da Hermione junto com outras duas pessoas.

Ouço leve batidas na porta que são seguidas da voz suave da garota – Harry? Trouxe o jantar – a Hermione avisa.

– Já estou indo – aviso ainda deitado – Vou apenas tomar um banho.

– Estamos te esperando – ela diz e eu consigo ouvir seus passos se afastando da porta.

Resolvo levantar da cama e vou me livrando das peças de roupa no caminho para o banheiro que ficava em meu quarto.

Tomo um longo banho quente e tiro os óculos apenas na hora de lavar o cabelo, pois não enxergava nada sem ele. Depois de travar uma batalha perdida com o meu cabelo mais um dia, eu desisto.

Volto para o quarto apenas de toalha e visto uma das minhas camisas pretas que faziam parte de todo o meu pequeno guarda-roupa, mas que era preenchido apenas por peças escuras. E coloco uma calça skinny verde militar.

Coloco o sapato e passo perfume e vou para a pequena sala de jantar, onde eu vejo os meus novos amigos e mais duas pessoas, uma garota loira em roupas alternativas (um óculos rosa em formato esquisito e usando rabanetes como brincos) e um garoto vestido de forma elegante.

– É realmente ele – o rapaz comenta surpreso.

– Ele é tão diferente, mas é o mesmo – a garota loira diz e eu fico confuso.

– Neville Longbottom – o homem se apresenta e estende a mão com anéis de prata.

– Harry Potter – retribuo o aperto de mão e falo meu nome mesmo que ele já soubesse. Ainda era estranho pra mim ser famoso.

– Luna Lovegood – a garota diz.

– É um prazer conhecer vocês – falo sincero. Até agora todos as pessoas que eu tinha conhecido no mundo bruxo foram legais comigo – Para quê servem esse óculos? – não resisto a curiosidade e pergunto já que estava de noite. Vejo os outros negarem silenciosamente.

– São para ver Zonzóbulos – a Luna responde.

– Zonzóbulos? – a encaro sem entender.

– São seres invisiveis que entram nas nossas cabeças pelas orelhas e  embaralham nosso cérebro – Lovegood me explica e os outros não parecem acreditar muito.

– Sério? – tudo pra mim era tão novo e eu gostava de descobrir coisas novas.

– Também posso te contar sobre o bufador de chifre enrugado – ela sugere.

– Eu adoraria – sorrio e vejo os outros suspirarem.

A Luna era extremamente divertida e inteligente. Tinha os assuntos mais loucos e tentava nos convencer das coisas que eram públicadas na revista o Pasquim que era de seu pai. Descobri também que nem todos acreditam sobre as coisas que ela afirmava existir, principalmente a Mione.

O Neville estava começando a carreira de auror, assim como seus pais, sobre quem já ouvi a história heróica e triste. O rapaz veio realmente desenvolver suas habilidades nos últimos anos de Hogwarts, o que me dava certa animação, eu melhoraria com o tempo.

Estávamos na sobremesa que era pudim, para a felicidade da Luna, quando ouvimos a campainha tocar. O Ron abre a porta e o Draco o segue até a sala de jantar, onde ele cumprimenta a todos.

– Achei que você não viria mais – o ruivo comenta.

– Teve reunião dos comensais na mansão – o Malfoy explica – Tinha que participar.

– Algo importante? – o Neville pergunta meio desconfortável com a presença do Draco.

– Estão procurando o Harry – o loiro diz – Mas não vão fazer alarde... Preferem manter em segredo. Usarão o ministério para entrar na casa das pessoas da Ordem.

– Vou ficar de olho nisso – a Hermione garante.

– Eu ajudo você – o Neville diz e o Ron concorda com a cabeça.

– É difícil ficar no meio não é? – a Luna encara o Draco.

– E como... – ele comenta – Achei que seria mais fácil.

– Vai ser ainda mais difícil quando tiver que escolher realmente um lado – a loira divaga e o Draco respira profundamente.

– Eu sei – o Malfoy senta cansado na cadeira – Não quero nem imaginar.

– Você vai poder dar aula ao Harry? – a Mione questiona.

– Sim – ele concorda com a cabeça – Duelos pode ser na toca, pois aqui não temos tanto espaço.

– E poções? – pergunto ao lembrar o nome.

– Mansão? – o loiro sugere incerto.

– Muito perigoso – o Ron comenta.

– Mas precisamos de um local com os ingredientes e materiais necessários – o Draco suspira.

– Quel tal Hogwarts? – a Luna sugere, enquanto todos pensavam em silêncio.

– É uma ótima idéia – o Neville elogia.

– Vou escrever para a Minerva – a Mione levanta da mesa, provavelmente para escrever uma carta.

A Hermione escreve rapidamente e envia uma coruja das torres para entregar a diretora da escola de magia e bruxaria.

– Agora é só esperar ela responder – a morena diz.

– Finalmente irá conhecer Hogwarts – o Draco comenta comigo.

– Não vejo a hora – falo sincero – Desde que lembrei de tudo fico tentando imaginar como é o lugar.

– É incrível – o loiro fala baixinho, enquanto os outros conversavam – Eu achava que sabia de tudo do mundo bruxo, mas ver Hogwarts pela primeira vez me surpreendeu.

– Achei que nunca teria a chance de estudar lá – suspiro meio triste meio com raiva.

– Desculpa – ele pede envergonhado.

– Não é sua culpa, foi seu pai – falo convicto.

– Sinto como se fosse – o Malfoy me diz.

– Não temos como voltar ao passado – dou de ombros – O importante é que eu vou finalmente ir à Hogwarts.

Ficamos conversando por um tempo até a coruja entrar pela janela e jogar a carta com a resposta da Minerva McGonagall em cima da mesa.

– Ela autorizou – a Mione comenta animada – Mas tem que ser a noite, depois que todos os alunos tiverem dormindo para ninguém descobrir.

– Ótimo – o Draco concorda – Vou conseguir sair da mansão sem meu pai descobrir.

– Podemos começar hoje? – pergunto animado olhando para eles de forma esperançosa.

– Por mim tudo bem – o Malfoy sorri de canto.

– Tenho trabalho amanhã cedo – o Neville comenta e a Luna concorda com ele.

– Draco, você pode trazer o Harry de volta assim que terminar? – o Ron pergunta.

– Sim – o loiro concorda com a cabeça.

– Vou pegar meu casaco – aviso.

Vou até o quarto e pego a jaqueta de couro. Lembro-me de pegar a varinha, que eu esquecia pelos cantos por falta de costume e volto para sala de jantar, onde me despeço dos meus amigos e aparato junto com o Draco.

– Onde fica o castelo? – olho em volta ao ver um pequeno vilarejo.

– Essa é Hogemeade – o loiro me explica – Não podemos aparatar nos terrenos de Hogwarts.

Andamos um pouco pelas ruazinhas iluminadas por lampiões até o Draco parar do nada.

– Ali, Potter – ele aponta para o alto e eu procuro o que o loiro queria me mostrar.

Consigo ver no alto de um penhasco um imenso castelo com muitas torres e torrinhas. As janelas cintilando no céu estrelado e embaixo um enorme lago escuro.

Minha pulsação acelera e eu respiro profundamente. Hogwarts!

•••

Apesar de todos os bloqueios tô conseguindo desenvolver a história. Ainda essa semana quero organizar o roteiro pra fic inteira e adiantar alguns capítulos.

O próximo capítulo está um amorzinho💛

-Ella 🌻

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