0.4

Capítulo corrigido, mas se deixei passar algum erro pode me avisar.

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Finalmente apareci *-* Perdoem a demora. Tenho tentando escrever esse capítulo há um tempo, mas não tava me agradando com o resultado. Espero que gostem.

"Spy"

•Draco

A voz surpresa do Nott ecoou em meu ouvido e me deixou sem reação. Por mais que meus amigos mais próximos (Pansy e Blaise) soubessem o que eu estava fazendo, era estranho encontrar com eles... Eu sempre ficava esperando que eles me olhassem estranho ou que fossem contar direto ao meu pai. Era difícil confiar nas pessoas quando você cresce num ambiente que é cada um por si e quanto mais você jogar mais você se dá bem. Já o Nott sabia que eu era amigo deles, mas não sabia que eu agia como agente duplo

– Você me deixou sozinho para encontrar seus novos amigos – ele sorri, mas sinto a chateação em sua voz.

– Você sabe como é meu pai – dou de ombros – Eu só tinha esse momento – explico.

– A gente poderia ter se divertido muito mais – ele pisca um dos olhos e eu sorrio de canto.

– Quem sabe na próxima – passo a língua levemente pelos lábios para lubrifica-los – E Nott...

– Não vou contar para o seu pai que te vi aqui e nem pra ninguém – o Theo afirma e se aproxima para deixar um beijo em minha bochecha – Toma cuidado – falo terno – Tchau para vocês – acena para os outros. 

Os trio acena e responde o adeus do Nott.

– Essa foi por pouco – o Ronald suspira.

– Ele até que foi bem legal –a Granger comenta.

– Seu namorado? – o Potter aponta para onde o loiro caminhava pela rua mal iluminada.

– Nós ficamos – eu respondo.

– Ele pareceu bastante preocupado – o moreno observa – Você está arriscando muita coisa – afirma.

– Arriscando meu sobrenome e o orgulho do meu pai – falo firme.

– É muita coisa a ser confiada em um único cara que nem sequer sabe usar magia ainda – ele comenta com os braços cruzados na altura do peito.

– Então é bom começar a aprender – tiro um embrulho do bolso do sobretudo e o entrego.

– O que é isso? – pergunta arqueando uma das sobrancelhas.

– Sua varinha – digo e vejo seus olhos brilharem em curiosidade – Vejo vocês amanhã se eu conseguir sair – me despeço.

– Hey, Malfoy – o Harry segura o meu ombro me fazendo parar no lugar e eu o olho sem entender – Obrigado.

– Não precisa agradecer – sorrio sem mostrar os dentes – É sua mesmo.

– Tchau, Malfoy – o Weasley se despede.

– Manda uma coruja nos avisando se ficar tudo bem – a Granger fala preocupada. Ela sempre agia meio maternal conosco.

– Pode deixar – concordo com a cabeça e aceno para eles antes de aparatar de volta para o meu quarto.

A Pansy movimentava a perna de maneira inquieta, enquanto tentava ler um livro sobre a história bruxa . Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, mas alguns fios escapavam e emolduram o rosto de expressão preocupada.

Ela mordiscava a pele do polegar, o que com certeza deixava claro o quão nervosa ela estava.

– Até que enfim – a morena suspira e larga o livro em seu colo – Eu estava morrendo de preocupação.

– Cheguei bem na hora – afirmo ao escutar um estalo no andar de baixo. Meu pai provavelmente tinha acabado de chegar – Obrigado, Pansy.

– Não me agradece, não vou fazer de novo – ela nega, mas sei que faria sim.

– Você é a melhor – pisco para ela.

– Você está tentando me comprar com elogio? – a morena arqueia uma das sobrancelhas – Um bom começo... – ela fala e eu começo a rir – Mas prefiro você vivo.

– Sei me cuidar – afirmo mais para mim mesmo.

– Sim, Big Boy – minha amiga sorri – Use todos os truques que eu te ensinei.

– Sim senhora – bato continência – Tchau, Pants – falo seu apelido de infância e deixo um beijo na testa dela, pois meu pai subiria a qualquer momento – Obrigado de novo.

– Tchau, Draquinho – ela sorri de canto e levanta deixando o livro na cama.

– Amo você – falo sincero.

– Também amo você – bagunça meu cabelo antes de aparatar.

Troco de roupa rapidamente e coloco um pijama de seda cinza. Pego o livro que a Pansy estava lendo antes e me recosto na cabeceira da cama fingindo que estou lendo no tempo certo do meu pai abrir  porta do meu quarto.

– Draco – o Sr. Malfoy fala meu nome polidamente em forma de cumprimento.

– Oi, pai – fecho o livro – Conseguiram acabar com o Harry Potter?

O Meu pai senta na poltrona em que antes eu estava com o Nott e segura a varinha com força.

Ele estava bravo.

– Aquele garoto tem mais sorte do que eu imaginava – meu pai murmura – Saiu de lá antes que a gente chegasse... Com certeza alguém da Ordem o tirou de lá – fala irritado.

– Ainda tem a vantagem dele estar sob o Obliviate – o lembro – E como a Ordem da Fênix ficaria sabendo? – questiono.

– Bem lembrado – me parabeniza – Mas é fácil descobrirem que a memória dele foi apagada se encontrarem com ele. Para todos os efeitos ele está morto! – fala firme – E sobre a Ordem... Acho que temos um espião – afirma convicto.

– Mas só aqueles da sua extrema confiança sabiam – o lembro.

– Não podemos confiar em mais ninguém – fala com frieza – Eu ainda vou acabar com Harry Potter.

– É verdade... Não podemos confiar em ninguém – afirmo sorrindo de canto.

– E você deveria deixar essas besteiras para depois – aponta para o livro de história – Amanhã você começa no Saint Mungus.

– Eu sei pai – suspiro cansado – Já vou dormir – falo e o vejo levantar da poltrona e caminhar até a porta.

– Boa noite! – deseja antes de fechar a porta sem me dar chance de responder.

Escrevo uma carta rapidamente para a Granger e o Weasley avisando que passaria lá assim que saísse do Saint Mungus e que meu pai desconfiava da Ordem, mas não fazia ideia de quem era o espião.

Acaricio a cabeça penosa da Artemis pedindo que ela não fizesse barulho e entrego a carta para ela, que deixa bicadinhas carinhosas em meus dedos antes de voar em direção a Toca.

Deixo a janela aberta para quando a minha coruja voltasse e deito na cama pegando no sono logo em seguida.

Acordo com o feitiço despertador tocando, então desligo e fico um tempo deitado na cama criando coragem para levantar.

Acho que fiquei tempo demais deitado, pois ouço leve batidas na porta e logo depois a porta abre revelando os cabelos loiros da minha mãe.

– Ainda não levantou, querido? – ela me olha sem acreditar – Não pode se atrasar no seu primeiro dia.

– Já estou indo, mãe – obrigo meu corpo a levantar mesmo que minha vontade seja continuar na cama.

Vejo ela fechar a porta e só então me levanto.

Meus pais estavam extremamente orgulhosos com meu trabalho no Saint Mungus. Cargo que foi conquistado sem a ajuda deles, pois meu pai queria que eu fosse para o ministério e agisse como comensal lá de dentro, mas aquilo não era para mim.

Meu pai só aceitou bem ao saber que eu já seria o medibruxo mais jovem da história do hospital.

Caminho lentamente para o banheiro. Escovo os dentes e uso uma poção barbeadora para tirar o poucos pelos que nem dava para ver, mas me incomodavam ao passar a mão pelo rosto.

Tomo um longo banho e visto as roupas verdes claro do Saint Mungus. Penteio meus cabelos e pego minha varinha antes de descer para a cozinha.

O café da manhã estava ótimo e eu não me demoro comendo. Deixo um beijo na bochecha da minha mãe ao me despedir e aparato para o Saint Mungus.

Foi uma manhã extremamente agitada e eu ainda não estava familiarizado com tudo. Mas a agitação me deixavam elétrico e eu não parei uma hora sequer durante a manhã inteira.

Felizmente todos me trataram muito bem. Ali dentro eu não era um Malfoy e sim um médico como qualquer outro.

Aproveito a hora do almoço para ir até a Toca. Aquele seria meu único momento livre durante o dia.

Aparato em frente a casa com vários andares que parecia que iria cair.  Era bem firme, mas ainda me dava um pouco de medo de entrar ali.

Sinto o cheiro da comida da senhora Weasley e sinto minha barriga roncar.

– Vai querer comer, querido? – a mulher ruiva aparece na porta. Por mais que não confiasse 100% em mim, ela sempre me tratou muito bem.

– Por favor – sorrio constrangido.

– Como foi no trabalho? – ela pergunta ao colocar um prato na mesa. Acho que todos já haviam comido.

– Bem cansativo – falo feliz – Mas eu estou adorando.

– Vi isso em sua cara – ela sorri e coloca a comida.

Como aquele prato inteiro e me sinto satisfeito. Tive que recusar a sobremesa, por não aguentar mais nada.

– Onde estão os outros? – pergunto.

– A Hermione foi para o ministério – ela me responde – Passou a manhã inteira ensinando ao Harry... Um garoto aplicado, aprende rápido – fala com orgulho – Agora ele está voando com o Ronald.

– Ele já aprendeu a voar?! – pergunto estupefato.

– Como se fizesse isso durante uma vida inteira – a mulher comenta.

– Obrigado, Senhora Weasley – agradeço pela comida – Vou falar com eles antes de ir.

– Volte sempre – ela bagunça o meu cabelo e vou para fora.

Vejo o Weasley e o Potter jogando quadribol. O Harry era muito bom fazendo aquelas manobras como se tivesse treinado.

Espero que ele seja rápido assim para aprender a duelar logo.

Aceno para eles e voam de volta para o chão.

– Hey, Draco – o Potter pousa e sorri. As tatuagens aparecendo em seus braços e os cabelos sendo bagunçados pelo vento. Os piercings que decoravam suas orelhas e o sorriso sacana que faziam parecer que ele estava sempre flertando.

– Você voa muito bem – observo.

– Não é a única coisa que eu faço bem – ele pisca um dos olhos e eu engasgo com minha própria saliva me fazendo tossir.

– O que houve? – o Weasley pergunta preocupado ao pousar ao lado do Harry.

– Não sei – o Potter cruzou os braços e me olhou de maneira sarcástica – Ele ficou assim do nada... Será que foi por causa do que eu disse?

– E o que você disse? – o Ronald parecia não entender nada do que estava acontecendo.

– Que eu fazia muitas coisas bem – dá de ombros – Que mente pervertida, Malfoy – ele acusa sorrindo de canto e minhas bochechas ganham uma coloração avermelhada.

•••

Só queria dizer que o último capítulo dessa fanfic já está escrito 💛 e tá muito amorzinho.

-Ella

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