Tristeza No Olhar
— NÃO. VOCÊ NÃO VAI SOZINHA. ELA É UMA DOENTE MENTAL, ELA PODE TE MATAR, CAROLINE. — Klaus grita para Caroline.
— Mas é minha única chance de saber a verdade Klaus!! — diz ela em resposta. — Por favor Klaus!! Metade da minha vida eu sofri por ela e você e todos. Mas a outra sempre me perguntei qual seria o motivo de tanto ódio guardado por ela para mim. E agora eu finalmente vou descobrir. Por favor!!
Klaus pensou sobre o assunto. Ele sabia que ela tinha razão. Mas não queria deixar ela ir. Ele sentia algo ruim sobre ir.
— Vem aqui. — disse o mesmo puxando para longe da sala, onde estavam todos, indo para frente da casa. — Olha... love... você é muito importante para mim, não se esqueça disso.
— Klaus isso não é uma despedida. Eu não vou morrer.
— Eu sei que não vai. Mas é somente um namorado atencioso falando com sua namorada. — ele sorri se aproximando dela.
— Eu sei. Mas você parece diferente...
— Nada, somente me preocupo demais com você. Mas me prometa que você sempre vai me amar. Sempre quando estiver com medo, feche os olhos e pense em mim. Sei que será assustador saber toda a verdade, então feche os olhos e pense que estou do seu lado, falando que ficará tudo bem.
Caroline se aproximou de Klaus, beijando-o. Era um beijo suave e calmo, se pressa de ser acabado. Caroline passava a mão pelo cabelo dele enquanto o mesmo a puxava mais para perto, segurando-a pela cintura.
Eles se separaram depois de um longo tempo, sorrindo timidamente um para o outro.
— Promete que logo que eu voltar nós vamos conversar. — diz Caroline sorrindo.
— Prometo, mas conversar sobre o que??
— Sobre algo que eu deveria ter te falado a três semanas. — a mesma sentia que estava na hora de revelar a gravidez.
— Ok. Agora vá. Pegue o carro de Rebekah e vá. — o mesmo diz dando a chave para ela. E dando um beijo na bochecha dela. — Lembre-se, eu te amo.
— Eu te amo Klaus.
***
Caroline chegou na casa de Camille, logo de cara viu que a casa parecia vazia, como se alguém não morasse ali em tempos.
Logo o celular da loira apita novamente, uma nova mensagem havia chegado.
Camille: Eu estou te vendo.
Camille: Parece sozinha...
Camille: Saia do carro e deixe sua carteira e seu celular em cima do vidro para-brisa.
Camille: Em seguida entre na casa.
Caroline fez exatamente o que Camille pediu, porém antes disso, entrou rapidamente na conversa com Klaus e digitou uma mensagem.
Caroline: Não se esqueça, eu sempre irei te amar :)
A mesma entrou na casa, a única coisa que ouviu foi o ruido da porta se abrindo. Olhou para os lados e não viu a mesma. A casa estava vazia.
Não havia sequer uma mobília naquela casa. A mesma logo abriu a porta da casa, olhando se Camille ainda iria chegar. Ela estava assustada.
Fechou o olho, e pensou em Klaus. Pensou que ele estava do seu lado, dizendo coisas boas como: Vai ficar tudo melhor; Amo você; Nunca se esqueça que você é importante para mim.
Ela nem percebeu Camille se aproximar dela. A mesma havia batido uma grande pedra na testa de Caroline, fazendo a mesma ficar desacordada.
— Finalmente terei meu final feliz. — diz Camille sorrindo e arrastando a para seu carro, no qual estava estacionado do outro lado da rua.
***
— Ela não está demorando demais? — Perguntou Hayley mordendo a unha.
— Não... A verdade deve ser longa... E sabe como Camille é... Antes de falar vai causar aquele drama mexicano todo. — debochou Damon.
— Acho que vocês deveriam calar a boca. — Klaus bufou ao falar a frase.
— Parece que tem alguém nervoso. — Damon sorriu. — A Barbie sabe se virar, ela é esperta, não se preocupe Klaus.
— Damon tem razão, e só se passou meia hora. — diz Elena. — Tente relaxar um pouco Klaus.
***
Caroline ainda estava tonta, ainda com olhos fechados podia sentir que estava no carro. Abriu os olhos lentamente, vendo que passava pela Estrada 76, na qual saia de Mystic Falls.
Fechou os olhos. Estava cansada demais para ficar com os olhos abertos.
— Sabe Caroline... Sabe qual o sentido da vida? É para frente, e não para trás. Você ficou tanto nessa de ir para trás, que nem percebeu que atrás de você tinha uma grande rocha que impede você de voltar.
— Hm? — a mesma não conseguia falar direito ainda, a pancada na testa fora forte, sangrava e sua cabeça doía.
— Você queria tanto saber do seu passado, que esqueceu de viver o presente para ter um lindo futuro. Você queria tanto seu passado, que em meio a isso se matou profundamente.
— Poético. — diz ela ainda de olhos fechados.
— A irônica da dor é que você quer ser consolada por quem te machucou. Você foi consolada por Klaus. A vida é engraçada não?
— Por que está falando essas frases?
— Agora essa frase é sobre mim. Todos vêem o que aparentas, poucos se dão conta de quem tu és.
— O que significa? — a mesma diz esfregando o olho e encarando Camille, que apenas sorriu irônica.
— Você e os outros pensam que me conhece, mas é tudo uma proteção, você vai ver isso em minutos.
— Então me darei conta de quem tu és?
— Sim, e irá se arrepender de ter me odiado.
***
— PUTA QUE PARIU, FAZ UMA HORA!! — diz Davina fechando os olhos com força. A garota sempre esperava o pior de tudo.
— Ela não atende o telefone. — Diz Elena jogando o celular em cima do sofá.
— Eu sabia que era uma péssima ideia! — Klaus estava sentado passando as mãos pelo cabelo, com raiva e medo. Segundos depois ouve-se um barulho, vindo do celular de Elena. Todos olham para ela, que corre para pegar o celular no sofá.
— Alô?
— Olá querida Elena! Como vai?
— Onde você está??
— Eu recomendaria você abrir seu notebook que está na sua bolsa e ligar no skype.
Camille desligou o telefonema. Era o que queria: chamada de vídeo pelo skype. Mostrar a dor e o sofrimento de Caroline para todos, principalmente para Klaus.
Elena nem demorou segundos, pegou seu notebook e colocou em cima da mesa de jantar, ligou o mais rápido que pode e colocou a senha.
Em seguida entrou no skype.
Klaus, Davina e Hayley já olhavam atrás da mesma para ver o que Elena faria.
A morena logo chamou Camille para uma chamada de vídeo, que em menos de segundos atendeu.
Nenhum dos quatro tiravam os olhos da tela, observaram o local todo, viram um lugar meio sujo, as paredes de cimento ainda, nem pintada. Somente uma cadeira de madeira, com ninguém menos que Caroline, amarrada. Com um grande corte na testa, o que assustou Klaus.
— Eu estava esperando vocês. Que os jogos comecem... Agora vocês saberão a verdade sobre Camille O'connell Forbes.
— Achei que não era minha meia irmã.
— Não sou sua MEIA irmã. Sou filha de seus pais, o que me leva a acreditar que: Damon quase acertou que sou sua irmã, porém errou toda a história, e agora você viverá toda minha dor e sofrimento que tive por sua culpa.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top