Saia Do Meu Quarto Agora
Caroline Forbes Pov's
Assim que sai do cemitério, fui para casa, agora já é duas da manhã e Davina e mamãe já devem ter ido dormir. Eu estou no canto de minha cama chorando, eu me odiava por ter sentimentos. Era horrível. Peguei meu fone de ouvido e coloquei uma música qualquer. Fechei meus olhos me concentrando em somente cantar aquela música. Infinity do one direction. Assim que abri meus olhos vi uma sombra bem na minha frente. Pensei em gritar, mas a pessoa colocou a mão na minha boca, se aproximando de mim. Era Klaus, mas que droga, eu o odeio, porque ele continua me irritando?
Bati no braço dele e ele fala um "ai" eu logo me levanto e vou até a porta de meu quarto, passando a chave. E logo cruzo os braços, da última vez que eu o vi, ele me empurrou de proposito e disse: "O chão é seu único amigo, estranha?".
— Sai do meu quarto. — falei apontando para janela. E ele revira os olhos se aproximando de mim. Dou um passo para trás. — Eu vou gritar.
— Calma, ninguém mandou deixar a janela aberta. — ele fala e a mesma ri irônica, pensando que sempre fez isso e ele nunca entrou pela sua janela aos treze anos. — Do que está rindo?
— Nada, agora saia do meu quarto! — falei empurrando ele para a janela, mas somente percebi o quanto ele é forte. — Mais que droga!
— Sua voz é tão bonita. — ele fala o que me faz sentir mais raiva ainda. — Canta de novo? Por favor!
— Não, Klaus, agora saia do meu quarto e vai com suas vadias quaisquer. — falei sem paciência. Ele negou. — Não vai sair? Então fique. — falei me deitando na cama e me cobrindo. O mesmo se senta na cadeira da escrivaninha e me encara. Foi difícil dormir, mas meia hora depois adormeci.
Acordei em minha velha cama, cheia de travesseiros e com um belo cheiro. Olhei para o lado e vi que Klaus dormia naquela cadeira, estava quase caindo, como eu odeio ele, além de ser abusado de vir aqui, me fez sofrer durante uma grande parte da minha vida. Observei ele por alguns segundos, era muito fofo, e muito idiota.
— Vai sair do meu quarto? — falei tacando um travesseiro nele, o mesmo cai da cadeira ainda com olhos fechados.
— Seu tapete é bem mais macio do que sua cadeira. — ele fala se aconchegando mais.
— Ele é seu único amigo? — falei lembrando das últimas palavras que ele me disse à quatro anos. Na hora o mesmo se levanta e me encara com tédio. — O quê foi, não sabe brincar não?
— Ahn. Já vou, minha namorada deve estar me esperando. — ele fala e eu apenas concordo, assim que ele sai do quarto pela janela fico pensando. Ele tem namorada, então porque passou a noite aqui?
Amanhã era a droga daquele: "Baile de gala natalino" todo ano era a mesma coisa e eu sempre sonhei dançando com um príncipe encantado. Mas acho que isso nunca vai acontecer. Eu tenho tanto medo do Klaus e de seus amigos. Passei a tarde toda comendo pipoca e vendo minha série favorita, pretty little liars. Eu já sabia quem era "-A", então não tinha graça, mas eu gostava sempre de rever as seis temporadas.
— Você não atende as minhas ligações não, querida? — era Elena entrando pela porta furiosa. Ela logo vê o quê eu estava assistindo e revira os olhos, ela preferia assistir Friends. Não gostava de pretty little liars.
— Desculpa. — falei com a boca cheia de pipoca. — O que queria?
— Saber o que Klaus Mikaelson, falou com você, no enterro dos meus pais. Assim que falou com ele, saiu correndo. — ela fala se sentando do meu lado e pausando a série.
— Nada, ele nem se lembra de mim. — pensei em comentar sobre a vinda dele na noite anterior, mas era mágico ter algo que eu pudesse lembrar nas aulas chatas de literatura, ou nos momentos antes de dormir.
— Isso é ótimo. Soube que vai ter que dançar com ele amanhã. - ela fala suspirando. — Sorte é sua, Katherine disse que Damon é muito chato, por isso ele iria dançar comigo. E agora vou ter que dançar também.
Ri da cara dela e a mesma disse que não tinha graça, mais eu sinceramente não conseguia ver uma amizade entre Elena e Damon, eles são completamente diferentes. Ela logo foi embora e eu voltei a ver minha série, e logo adormeci.
Acordo totalmente animada, eu sempre amei festas e nessa vou poder mostrar para todos aqueles idiotas que eu mudei, e agora sou linda e poderosa, e elas nunca mais poderão me machucar novamente. Eu já fui muito fraca, e não pretendo ser novamente aquela garotinha frágil que se machucava com palavras.
Tomo um bom banho quente, hoje o dia estava um pouco mais claro e estava mais quente. Então não vi motivos para não fazer minha corrida matinal. Peguei meu celular e meu fone de ouvido. Desci as escadas e logo vi mamãe e Davina tomando café da manhã, as duas tinham uma conversa animada. E assim que me viram vieram me cumprimentar, sentei com elas e e começamos a conversar.
— Nossa filha, e você não namorou ninguém lá? — ela falava sorrindo, nunca me importei muito com esse negócio de namoro, talvez seja por isso que nunca beijei ninguém, ou muito menos fiquei com alguém.
— Não, eu ficava em casa, Davina e Elena que normalmente iam as festas, fui uma vez com elas e não gostei, prefiro ficar lendo em casa mesmo. — falei mordendo um pedaço da maça.
— Mas ela tinha um melhor amigo. — Davina fala e eu quase mato ela com um olhar, nunca gostei de ser o centro por motivos pessoais, mas quando se trata de Enzo, é quase impossível não ter um sorriso em meu rosto.
— E esse sorriso, filha? — ela fala curiosa, Enzo foi um grande amigo, e podemos dizer o primeiro garoto à não ficar perto de mim para somente ficar comigo, mas sim, porque era meu melhor amigo.
— Ah mãe, ele é só meu amigo. — falei cobrindo o rosto fazendo elas rirem. - Preciso correr agora, um beijo mãe, um beijo Davina. Ah, volto daqui duas horas.
— Certo, e eu vou achar um vestido para você usar no baile de hoje. — mamãe fala e eu apenas concordo.
E então sai pela porta, e levei um susto pois Niklaus novamente estava saindo do portão de minha casa, ele saiu correndo e eu fui atrás dele, o quê ele estava fazendo ali? Tentei correr até ele, foi quase impossível alcançar ele, pois o mesmo é muito rápido. E então ele entra em uma rua sem saída e dá uma volta, e logo me empurra para aquela parede suja e nojenta.
— Porque está me seguindo, sweet? — ele fala com aquele sorriso tosco de lado. E ao ouvir ele me chamando assim foi o quê fez minha ficha cair. E logo um rápido flashback passou por minha mente.
"Bati na porta da sala de aula, eu estava atrasada pois Klaus Mikaelson, havia pegado meu caderno de história e entrado no banheiro masculino e arrancado todas as folhas escritas e jogado para o alto. Demorei muito tempo recolhendo, mas consegui, eu estava cinco minutos atrasada.
— Desculpa a demora, professor Saltzman. — falei e ele apenas concordou. Damon e Niklaus riam por algo, com certeza ele havia falado para o amigo o porque do meu atraso. Eu queria cair nas lágrimas, mas tentei ignorar. No decorrer da aula, pude ouvir a conversa de Camille e Klaus. Eles sussurravam, mas os dois sentavam atrás de mim.
— Então, sweet, tudo bem? — ele fala e ela da uma pequena risada. — Porque tá rindo, love?
— Porque me chama assim? De love e sweet? — pergunta ela com aquela voz ridícula dela.
— Só chamo assim, quando vou conquistar uma menina bonita como você. — ele responde fazendo ela rir mais ainda."
— Porque estava no meu quintal? — perguntei séria, tentando deixar de lado meu pior pesadelo tentando me conquistar.
— Quem é Enzo? — ele pergunta sério e eu ri, ele estava com ciumes e ainda ouvindo minhas conversas com minha mãe e Davina?
— Ouvindo atrás da porta, que feio, Niklaus, você sempre tão baixo assim. Desde que eu me lembre. — falei e logo me arrependi, será que agora ele iria se lembrar da "esquisita"?
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top