Não Vai Embora • Final •
Caroline recebeu alta da Dra. Robbins, indo para o quarto de Klaus. Damon acompanhava Caroline para todo lugar, sempre indo atrás dela, para qualquer lugar.
No quarto se encontrava Rebekah, na qual chorava enquanto segurava a mão de Klaus. Caroline ficou paralisada ao ver Klaus. Com a cabeça toda enfaixada, e o ver o rosto um pouco inchado. Ele realmente estava com uma respiração calma.
Rebekah desviou o olhar de Klaus para Caroline, a Mikaelson sorriu fraco, soltando a mão do loiro e beijando a bochecha dele. Em seguida saiu do quarto.
A irmã de Klaus havia acabado de dar a privacidade que ela precisava com o garoto, mesmo que ele estivesse desacordado.
— Quer que eu saia? — perguntou Damon. O garoto estava encostado na porta. A loira negou. Ela gostava da companhia dele.
Caroline se aproximou de Klaus, ficando no mesmo lugar onde Rebekah estava. A loira logo segurou a mão dele.
— Oi, Klaus... Sabe... Prometi para você que no final do dia te contaria algo. Prometi que voltaria para você, e aqui estou.. — a loira derramou uma lágrima. — Não sabia que isso aconteceria... Você tinha razão, deveria ter esquecido o passado. As vezes tentar descobrir o passado é ruim, é devastador.
A Forbes suspira pois sabia que ele não responderia ela naquele momento.
— Se nós ficarmos presos no passado, nunca andaremos para o futuro. Agora entendi porque Elena queria que nós voltássemos para Mystic Falls. Ela queria que eu seguisse em frente. — Caroline sorri. — Ela queria que eu superasse meus medos para seguir em frente. Se eu não tivesse voltado... Eu provavelmente ainda odiaria todos vocês, nunca saberia o motivo de Camille me odiar tanto. Minha mãe provavelmente morreria e eu ficaria triste, Enzo me consolaria e provavelmente ficasse com ele no final. Eu me casaria com ele e você estaria vivo, provavelmente se tornando o maior babaca da cidade, em seguida mudaria, já que odeia Mystic Falls, e se tornaria um exemplar promotor da câmara dos deputados.
Caroline fica em silêncio rindo de toda a história que planejou em sua mente.
— Mas... minha vida seria uma droga sem você... — Klaus responde com uma voz rouca. Caroline logo pega em cima da estante a jarra d'água e um copo, usando-o e colocando um canudinho para ele tomar.
— Você está vivo... Vou chamar uma médica. — o mesmo negou.
— Por favor... não. Quero falar algumas coisas para você. — diz ele em um tom baixo e com um pouco de dificuldade. Caroline pega o copo que segurava para ele beber e volta a colocar na estante.
— Tá, mas antes... Eu estou grávida, deveria ter contado a um mês atrás quando descobri mas... eu estou grávida. — ela comenta no desespero e pode ver o mesmo sorrindo ainda de olhos fechados.
— Promete que vai cuidar dessa criança como se fosse a coisa mais importante da sua vida. — diz ele abrindo com dificuldade os olhos e olhando o belo rosto da loira, todo inchado pelo choro. — Promete que vai amar essa criança e nunca deixará ela sozinha nem desamparada. Promete que não deixará essa criança viver nas sombras e que nunca sofrerá nada do que você sofreu. Prometa que você será a melhor mãe do mundo.
— Klaus... Não me obrigue a fazer isso. — ela diz derramando mais lágrimas. A mesma colocou a mão no rosto dele, passando o polegar na bochecha. — Você e eu seremos ótimos pais, nós dois, não somente eu.
— Caroline... — o Mikaelson faz uma pausa derramando uma lágrima. — Estou morrendo. Doi muito. Todo meu corpo lateja de dor, minha cabeça parece que explodirá. Eu não estou aguentando. Por favor, me deixe ir...
— Klaus, você não está morrendo, pare de dizer isso. — a garota de olhos azuis funga o nariz, enquanto limpa as lágrimas que descem de seus olhos.
— Caroline, você acredita em Deus? — ela logo concorda. — Deus me deu uma segunda chance, e eu aproveitei, ele me fez o cara mais feliz do mundo por ter você. E agora chegou minha hora...
— NÃO. ISSO É INJUSTO. Você tem apenas dezoito anos. Você não pode morrer.
— Caroline... muitas coisas no mundo são injustas. — ele sorri com um olhar triste. — Eu sempre vou te amar Caroline, mas se você não deixar eu ir... Eu vou sofrer aqui.
— Klaus... você não pode me deixar, não agora que entreguei meu coração para você. Você não pode destruir ele duas vezes.
— Caroline, eu te amo. Sabe qual as chances de alguém morrer sem encontrar o amor verdadeiro? Poucas. E eu tive o prazer de conhecer o amor da minha vida. Você me mostrou um mundo diferente, e agradeço você por isso. Você me salvou de ser um completo babaca, mas chegou minha hora.
Caroline caiu novamente nas lágrimas.
— Não. Não chegou, você não pode me deixar agora. — a loira abraçou Klaus.
— Caroline. Não lamente quando eu ir... Pode chorar, mas não desperdice muitas lágrimas. Guarde nossos sorrisos. Guarde nossos abraços. Os momentos que pareceram eternos. Tente lembrar de algumas brigas. Lembre-se do Eu te Amo. Love, tenho mesmo que ir... Mas levarei pedaços de você comigo. Deixarei pedaços meus com você. E quando quiser me encontrar, olhe pro céu. Procure Deus entre as nuvens. Procure-me entre Deus. Talvez você não me ache, contudo eu te verei. Eu cuidarei de você, cada passo seu eu olharei.
Caroline sorriu.
— Obrigada pelas memórias, Klaus. — ela se aproxima dele, iniciando um beijo. Caroline pode sentir total arrepio ao beijar, era uma sensação tão boa para a loira que se esqueceu de tudo o que acontecia. — Você eternamente estará no meu coração.
— Cara... — Klaus olhou para Damon que ainda estava encostado na porta. — Cuide da minha princesa.
O moreno de olhos claros concordou.
— Não se esqueça, eu te amo. — Klaus diz segurando a mão de Caroline, que logo concorda. Caroline se aproxima lentamente, colocando a mão no pescoço de Klaus, fazendo carinho, coloca a outra mão na face do loiro.
Os olhos deles logo se encontraram, a garota logo trata de se aproximar um pouco mais, sentindo a respiração calma de Klaus. Lentamente, encosta os lábios, um beijo sem línguas, inocente, como se fosse o primeiro, ele movimenta os lábios se inclinando aos poucos, acariciando os cabelos, segura em seguida sua cintura.
Se separaram, acabando o beijo em leves selinhos, abrem os olhos e Caroline sorri derramando uma lágrima.
— Eu te entendo Klaus, deve doer muito, eu deixo você ir. Deixo você virar um anjinho, eu deixo, e lembre-se, eu te amarei sempre e para sempre, não importa quanto tempo passe, quantas pessoas passem na minha vida, você sempre será o dono do meu coração.
Klaus logo fechou os olhos.
— Meu último pensamento será seu. — diz ele. Caroline logo sorri derramando lágrimas. Em seguida os batimentos de Klaus começa a ficar lentos.
Dra. Kapner logo aparece, a mesma olha na ficha do paciente algo e logo desliga as máquinas, para pararem de fazer barulho.
— Sinto muito não poder reanimar ele. — a ruiva fala para Caroline. — Na ficha dele diz claramente ONR.
— Ordem de não ressuscitar... — diz Rebekah entrando na sala. — Era o que ele sempre quis.
A Mikaelson deixou lágrimas caírem.
— Vou ligar para mamãe e papai e falar o que aconteceu. — Rebekah sai da sala.
Caroline suspira olhando para Klaus, lembrando-se de vários momentos que teve com ele.
-Esqueceu isso. - ele diz sorrindo. A mesma sorriu ao ver ele todo encharcado pela chuva, exatamente igual à ela.
-Obrigada novamente. - ela sorri, se aproximando para pegar o celular. Assim que pegou, guardou no bolso. Ela o olhou nos olhos, a cara dela mudou, na verdade tudo mudou... Ela podia enxergar algo diferente, alguma coisa no olhar dele.
O mesmo por um impulso, se aproximou dela, deixando centímetro entre eles. O mesmo estava na duvida, por quanto tempo não havia visto que Caroline Forbes era uma pessoa boa e legal?
A mesma decidiu parar de pensar por um momento, e seguir alguma coisa, não sabia ao certo o que era... Ela somente completou esse espaço que faltava, e em um instante, Klaus colocou a mão em sua cintura, a envolvendo para mais perto do que podia. Caroline passou seus braços em volta de seu pescoço.
O beijo era bom, tinha um gosto amargo e doce, diferenças se completavam. Era como um vicio, nenhum deles queria se separar, Caroline havia acabado de beijar Klaus, por um impulso qualquer, por algum motivo, alguma coisa em sua mente falava que era a melhor coisa que ela já havia feito.
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-Você tá muito engraçado. - ela fala rindo.
-Você também com esse pijama de ursos.
-Além de ursos serem fofos me representa, pois sou uma lunática apaixonada por comida e dormir. Você sabia? - ele concorda - Quer ver um filme?
-Claro. Você escolhe. - eles estavam sentados na cama do quarto de Caroline. - Vou fazer pipoca e pegar algo para a gente beber, okay?
-Certo... Uhmm... Que filme eu escolho? - ela grita para que ele possa ouvir da cozinha.
-Menos romance e drama!
-Já sei... - ela sussurra para si mesma preparando o filme, e alguns minutos depois ele sobe novamente, sentando ao lado dela. - Pode colocar o filme?
-Pode! - ele fala se confortando na cama e logo começa. - Caroline.
-Que? - ela fala comendo pipoca.
-Me diz que você não colocou diário de uma paixão.
-Eu coloquei diário de uma paixão. - ele revira os olhos e continua a assistir, um tempo depois os dois caem no sono, dormindo ali mesmo.
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-Vamos chegar à algum lugar? - ela pergunta cansada pois queria ver logo o que tinha naquele pen drive.
-Então toda a raiva que meu pai tinha, ele descontou em mim. Sendo assim, ele fez tudo o que podia, e fazia um tempo que ele não descontava sua raiva em mim, até eu terminar com Camille. Olhe. - Klaus virou de costas, levantando a camisa devagar, ela logo pode ver marcas profundas, eram marcas de chicotes. E tinha curativos, para tentar parar o sangue.
-Klaus... - ela nem terminou de falar sua frase, quando viu a necessidade de ajudar ele. Ela logo se lembrou de que quando se cortava, tinha uma caixa de primeiros socorros de baixo da cama. Ela logo pegou. - Sente-se vou te ajudar.
-Obrigado. - ele murmura.
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-Você nunca teve nada contra mim, não é? - ele concorda. - Ótimo.
Então ela sobe em cima da cama, ficando bem na frente dele. Ela somente o puxa devagar para um beijo, ela não sabia o que estava fazendo, somente queria a boca dele na dela.
-Obrigada por confiar em mim! - ele diz.
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— Certo, sei que você quer muito me ter. Mas eu não consigo esquecer tudo que você me fez. Então pensei em um acordo.
— Um acordo? — ele pergunta colocando um pouco de vinho para Caroline e para ele. — Que tipo de acordo?
— Eu sinto algo por você, não é amor, pois amar é algo forte demais. Eu gosto de você. Mas minha consciência não deixa eu me sentir bem sem me vingar de você.
— Continue.
— Eu gostaria de fazer um acordo. Eu me vingo de você, e sou sua depois, apenas preciso me vingar, ai fico com você, e a gente vê no que isso vai dar.
— Feito. — ele diz sem pensar, mas era a melhor tentativa de ficar com ela.
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— A partir de agora, você pode se vingar de mim até o dia cinco de julho.
— Ótimo. — ela fala pegando a taça de cima de mesa e jogando o conteúdo no rosto de Klaus. — Me desculpe, eu precisava fazer isso.
Ela começa a rir enquanto ele limpava o rosto.
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— Corre. — falou Klaus para Caroline. Os dois correram até a rua, onde pararam pra respirar.
Caroline logo se aproxima dele, jogando os outros ovos nele e rindo.
— Acha isso engraçado né?
— Sempre. — ela sorri enquanto voltava a correr pela rua. O mesmo corria atrás dela tentando alcançar ela, para abraça-lá.
A mesma depois de alguns passos se cansou, fazendo ele alcança-lá. Sorriu abraçando ela.
— Ai que nojo Klaus. — ela fala tentando se soltar, mas o mesmo a agarra, impedindo.
— Sei que você adora, pois você me ama, de qualquer jeito. — ele sorri.
— Eu gosto de você, não sei se é amor, mas eu adoro gostar de você. — ela diz beijando-o, sem se importar com o cheiro do ovo, ou até a meleca que estava. — Promete sempre ficar do meu lado?
— Sempre e para sempre, por quanto tempo desejar.
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— Klaus... Você quer ter filhos comigo, um dia?!
— Isso foi uma afirmativa ou uma pergunta, love? — perguntou beijando a testa dela, enquanto acariciava o lindo e longo cabelo da loira.
— Pergunta. Foi uma pergunta.
— Acho bem boba sua pergunta, é óbvio que quero ter filhos com você, minha sweet. — o mesmo fala que enquanto a envolvia mais forte, cheirando o pescoço de Caroline, no qual possuía cheiro único. — Nós vamos ter quatro filhos, Amy, na qual correrá pela casa toda a procura do irmãozinho Klaus Junior. Jonathan que sempre se esconderá no quarto da Camila, e a Camila, que sempre pedirá junto de Lily para irmos todos ao parque de diversões. Nós falaremos que iremos depois do almoço e sempre seremos a família unida, divertida e engraçada.
— NÃO!! EU NUNCA DARIA O NOME DO MEU FILHO DE KLAUS JUNIOR, O NOME DELE TEM QUE SER JONATHAN.
— Klaus Junior é mias bonito.
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A mesma caiu deitada, aproveitando o momento, Klaus se deitou em cima da mesma, a puxando para beijos violentos. A loira começa a passar a mão pelo abdômen de Klaus, arranhando devagar, fazendo o mesmo soltar gemidos em meio aos beijos.
O loiro começa a atacar o pescoço de Caroline, fazendo a mesma suspirar em um tom baixo. O lábio de Klaus era macio e gelados, dando leves arrepiadas em Caroline. O mesmo desceu beijos até a parte de baixo do biquíni da mesma, tirando-o.
A Forbes arranha as costas de Klaus, lentamente, em seguida rolou na cama, ficando por cima do garoto.
— Não vale abusar de mim! — diz o mesmo em meio a rápida respiração. Ela apenas sorriu, tirando o shorts que ele usava para nadar.
— Como se você não fosse gostar. — disse sarcástica.
A garota começou com beijos da boca dele, logo depois, traçando beijos e mordidas em seu peito, a loira fez isso até a parte íntima do garoto.
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— Vem aqui. — disse o mesmo puxando para longe da sala, onde estavam todos, indo para frente da casa. — Olha... love... você é muito importante para mim, não se esqueça disso.
— Klaus isso não é uma despedida. Eu não vou morrer.
— Eu sei que não vai. Mas é somente um namorado atencioso falando com sua namorada. — ele sorri se aproximando dela.
— Eu sei. Mas você parece diferente...
— Nada, somente me preocupo demais com você. Mas me prometa que você sempre vai me amar. Sempre quando estiver com medo, feche os olhos e pense em mim. Sei que será assustador saber toda a verdade, então feche os olhos e pense que estou do seu lado, falando que ficará tudo bem.
— Isso é injusto, Damon. — Caroline disse abraçada com ele. — Ele estava bem, ele acordou, mas disse que estava fraco... disse que tudo doía. Como assim?
— Certas coisas, Caroline, acontecem por algum motivo, lembre-se que ele se foi amando você. Lembre-se dele sempre, Care... — diz ele beijando a testa dela. — Vou buscar algo para você comer.
O mesmo sai do quarto, deixando Caroline sozinha.
Ela se aproxima do corpo segurando a mão dele. Fechou os olhos pensando nas últimas palavras dele.
— Meu último pensamento será seu...
A loira logo beijou a bochecha dele demoradamente, em seguida limpou as lágrimas que escorriam de seus olhos e saiu do quarto, sem nem olhar para trás, se não arrependeria de sair do quarto.
— Uma parte dele sempre estará comigo... Nunca me sentirei sozinha... — ela disse para si mesma sorrindo. — Nunca...
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