Histórias Mal Contadas
— Não... eu sou uma idiota... — falou Rebekah em meio as lágrimas que caiam em seu rosto. — Eu acabei com meu namoro, e voltei para um idiota, que nem sei se me ama.
— Ele gosta de você, mas ficar se lamentando pra mim, não vai resolver nada, Barbie Klaus. — dizia Damon. O mesmo estava lendo um livro qualquer deitado no sofá. — Sobe logo lá em cima, aposto que ele já saiu do banho.
— Eu não consigo. — ela seca as lágrimas que caiam. — Só deixa eu falar como terminei com o Matt, ai depois eu subo, está bem?
Damon coloca o livro na cara, reclamando.
— É sério, deixa eu falar. — a mesma diz e ele concorda, fechando o livro. Rebekah logo começa a falar o que ocorreu.
— Rebekah?! Chegou cedo, não é? — diz Matt sorrindo para loira. — Está meio calada, não? Entre.
A mesma obedeceu, sentando-se no sofá da sala, ela havia chegado com uma notícia boa, mas ela não queria falar.
Era como se a magia que existia entre eles, morresse. Era legal quando era em segredo o namoro, mas agora não mais.
Rebekah não conseguia enganar mais ela mesma. Ela nunca sentira nada por Matt, somente estava com ele para esquecer Stefan, seu melhor amigo, que acabou virando uma paixão.
— Precisamos conversar. — diz a loira ao secar as primeiras lágrimas que caiam. — Klaus deixou. Ele permitiu nosso namoro.
— Isso é bom?
— Não sei, acho que é, mas não sinto nada por você, e e por isso que... — ela coloca a mão na cabeça. — Como posso te falar isso?
— Você quer terminar. — ele diz e a mesma o olha sem entender. — Eu só estava esperando você falar isso. Sei que não gosta de mim.
— Mas? Você sabia e não terminou?
— Quais as probabilidades de uma menina rica e bonita ficar comigo? Ou ela está desesperada, ou ela terminou com alguém e quer consolo, ou no seu caso: Tentar esquecer que é apaixonada pelo melhor amigo.
— A quanto tempo você sabe?
— Acho que sei desde que Stefan saiu da cidade, então você se aproximou de mim. — ele diz sentando-se ao lado dela. — Não fica assim. Sempre vou estar aqui, para o que precisar.
— Sério?
— Gosto de você, de verdade, mas acho melhor a gente terminar, e terminar como amigos. — ele diz abraçando ela. — Feito?
— Feito. — ela diz sorrindo.
— Então, corre pra casa dos Salvatore, pois tenho certeza, que Stefan voltou hoje de manhã. — a mesma olha para ele sem acreditar.
— Por que ele não me ligou?
— Ele deve estar ocupado, Stefan me ligou, perguntando se Katherine ainda estava no pé dele, sabe? Como eu sou amiga da Hayley e da Katherine, ele quis saber.
— Ah, mas é claro... Será que ele está na casa dos Salvatore? — Matt concorda. — Acho melhor eu ir lá.
— Mas é claro. — Sorri ele. — Amigos?
— Sempre. — ela retribui o sorriso.
— Que bela história de amor, não é? — Damon diz irônico. — Mas então, como está sua amiga morena de cabelos liso?
— Ela está muito bem longe de você. — diz Rebekah pegando a bolsa e indo em direção das escadas.
A Mikaelson em poucos passos chegou no quarto de Stefan, abrindo a porta sem nem ao menos bater. Ela pode ver ele tirando as roupas da mala.
— Rebekah... — diz ele sem nem acreditar que ela estava em sua frente. — Preciso-lhe explicar tudo que aconteceu, o motivo da minha ida, como foi lá e...
— Cala boca, você fala demais.
A loira em seguida puxa ele pela camiseta, agarrando o mesmo, e iniciando um beijo, um beijo que os dois aguardavam a muito tempo.
Não precisavam falar nada, para saber que se amavam, apenas um beijo mostrava isso.
Kol e Davina estavam mais uma noite, deitados na cama sem fazer nada além de conversar. Kol sabia praticamente da vida toda de Davina.
— A gente poderia fazer algo de diferente hoje. Tipo ir ao cinema? — Davina fala brincando com o botão da blusa dele.
— Tipo transar na casa de um desconhecido?
— Fizemos isso ontem, Kol. Vamos zuar a casa da Professora de História? Pichar no carro dela? Não sei...
— Que tal a gente simplesmente sair como pessoas normais, com o carro de Klaus, e irmos para qualquer lugar?
— Feito. — ela diz se levantando da cama.
Em poucos minutos eles pararam em frente à um supermercado. Kol disse para ela esperar, e foi o que ela vez. O mesmo havia ido comprar um pote de sorvete de chocolate - o sabor favorito da morena.
— Por que você comprou sorvete, louco?
— Ué, pra nós tomarmos? — ele diz como se fosse óbvio.
— Achei que a intenção era ser pessoas normais. — ela diz sorrindo e ligando o rádio.
— Então... a gente não é normal...
— A gente fica aqui, e come o sorvete?
— É.
— Sabe que faço isso só por que te amo, não é Kol? — diz ela fazendo o mesmo concordar e beija-lá.
— Eu sei... E te prometo, como estamos de férias... acho legal a gente combinar de pegar nossas coisas e sumir com o carro de Klaus.
— Já sei! — diz ela batendo palmas de animação. — Por que não fazemos isso, agora?
— Por que são quase meia noite e eu só pretendo fazer meu teste de direção daqui uma semana?
— Eu dirijo.
— Amor... sei que você é linda e maravilhosa, mas você dirige pior que a Malia, de teen wolf.
— Repete.
— Dirige pior que a Malia.
— Sem sexo por três meses.
— É o que? — pergunta o mesmo indignado com a namorada. — Mas amor...
— Amor a sua cara, idiota.
— Eu tô brincando meu amor. Você dirige tão bem... a perfeição da minha vida.
— Então deixa eu dirigir. Vamos até a escola. — ela diz e o mesmo faz uma careta. — Ou você pode me levar de volta pro quarto, para eu fica com a Care e a Lena.
Ele suspira abrindo a porta do carro.
— Se a gente morrer, saiba que eu morri deixando você dirigir. — ele diz e ela logo retruca.
— Se você confiasse em mim, você não estaria falando desse jeito.
Ele nem decide comentar nada, antes que piore as coisas para os dois. Em minutos, Davina entrou no carro.
Segundos depois a mesma começou a andar em zig-zag, fazendo Kol se agarrar no cinto de segurança. O mesmo não ia falar nada, mas tinha uma enorme vontade de gritar: PARA ESSA PORRA ANTES QUE EU MORRA.
— Kol, me diz algo. Como eu paro de dirigir? — ela pergunta e o mesmo encara para ela com uma cara assustada. — É sério Kol, como eu paro o carro.
— Davina... meu amor, é só você primeiro parar de pisar no acelerador.
— Acelerar? — ela pergunta acelerando mais. — Kol, acho que passou informação errada.
— MEU DEUS, DAVINA. — ele grita. — DAVINA!
— Para de gritar, porra. — assim que ela disse isso, a mesma perdeu o controle do carro, entrando em uma árvore.
— Merda... — ele diz. — Klaus vai me matar....
— Estamos vivos pelo menos.
— Mas daqui a pouco o Klaus vai me matar, assim que souber o que ocorreu com o carro dele.
— Vamos manipular, nunca viu aqueles filmes? A gente faz o seguinte, assim que a gente entrar na sua casa, a gente arromba ela, deixando-a aberta.
— Sim, em seguida a gente some com algumas coisas de valores.
— E tira todos os nossos rastros desse carro, e largar ele ai.
— Genial. — foi a última coisa que ele disse, finalizando a conversa.
Os dois pegaram tudo que poderia servir como rastro, andando a pé até a casa novamente. E logo fizeram o combinado.
Eles tinham uma química, e combinavam, além é claro de sempre saírem sem nenhum arranhão com as melhores mentiras.
Elena saiu correndo pela porta da casa, Enzo havia lhe magoado de certa forma, pelo jeito que ele falara dela e de Caroline.
— Elena, está tudo bem? — falou o mesmo ao entrar pelo quarto. — Care me ligou e me disse, ela está bem? E você?
— Ah. — ela diz sem animação, ao fingir estar triste. — Eu só estou me sentindo meio sozinha sabe? Por isso ela te ligou.
— E ela está bem?
— Está com Klaus.
— Ai meu deus!! E você diz isso de boa?
— Ela está com ele, está tudo bem, eu que estou mal.
— Eu entendi. — respondeu ele se sentando do lado dela. — Mas... por que? Quero dizer, por que uma moça tão bonita como você, está aqui em um quarto sozinha.
— Estou aqui com você.
— É diferente, somos amigos né?! Por que não está com qualquer pessoa agora?
— Como? Somos amigos, ué.
— Eu tô achando que você está me usando, só porque acabou sozinha aqui.
— É isso que você pensa? Que sou aquela garota mimada que precisa de atenção? É isso Enzo? Você acha o que? Acha que não sou capaz de ficar sozinha por que?
— Eu... não disse isso.
— Mas queria. Como todos. Certo, eu admito, eu quero um pouco mais de atenção, desde sempre todos se preocupam com a Caroline, mas você quer saber de algo? Ela não foi a única que sofreu com o passado, tá?
— O que está me contando, Elena?
— Todos só se importam com ela, e se quer saber de algo, eu nem ligo.
— O que aconteceu no passado.
— Quer saber mesmo?! Eu tive problemas... com meu peso, e em seguida meu mundo desabou, ninguém me ajudou, só a Caroline, só ela. — a mesma ja derrubava lágrimas verdadeiras.
— Elena, você tá bem?
— Estou ótima Enzo, vai lá com a Caroline. Eu não preciso de você, não preciso de ninguém mais. Aprendi a viver sozinha.
A mesma suspirou, finalizando seus pensamentos, não poderia acreditar no que havia revelado para ele.
Esse era um segredo, praticamente Caroline e Davina sabiam, somente elas. Isso havia começado aos doze anos, quando Katherine queria mostrar como era bonita, e Elena também.
A mesma sem saber para onde ia, começou a andar pela cidade, a cada passo que dava, era uma lágrima que descia, de lembrar quanta coisa sofreu.
Já que não tinha ninguém para desabafar, foi para casa da única pessoa que poderia ouvi-lá naquele momento.
— JÁ VAI! — gritou a voz grossa lá de dentro assim que Elena bateu na porta. Em menos de minutos o mesmo abre a porta. — Elena?!
— Damon. — ela diz, deixando mais lágrimas caírem, podia-se ver claramente sua expressão, além de seu nariz vermelho.
A mesma sem nem pensar duas vezes, o abraçou, era confortável o abraço, e ao mesmo tempo quente, a deixava segura.
— Acho que hoje Damon vai dar conselho pra todos. — ele diz e a mesma sorri. — Entra e me conta o que houve.
— Prefiro ficar agarrada com você, sem falar nada. — diz ela e o mesmo concorda fechando a porta. O mesmo a leva para o sofá, deitando com ela nele.
— Por que veio? — diz ele enquanto passava a mão no cabelo dela. — Você não me odeia?
— Uma certa pessoa me disse para tentar, e eu não tenho mais nada a perder. — ela diz fechando os olhos pela caricia de Damon. — Davina está com Kol, a Caroline agora deu de ficar com Klaus e a Rebekah está por ai.
— Bem... Rebekah está lá em cima com Stefan, mas quero saber de você, pare de falar dos outros. Por que você, a garota que me odeia, apareceu aqui?
— Porque você é a pessoa mais próxima de mim agora. — ela diz sorrindo.
— Sou uma pessoa péssima.
— Todos erramos, e merecemos uma segunda... terceira, acho que essa é a quinta chance que te dou, mas tanto faz.
— E se arrepende?
— Damon, cala boca e aproveita meu momento de tpm.
— Isso explica muita coisa. — ele diz, começando um silêncio bom. Os dois acabaram dormindo ali mesmo.
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