Ela é a Mãe ?
Klaus andava preocupado com as atitudes da garota, ela era uma pessoa perfeita, cativante, cheia de alegria e um posso de amargura criada pelo tempo, pela dor, e pelo sentimento, mas principalmente por esse desejo de vingança que estava a consumir dentro dela. A garota bonitinha que havia voltado depois de anos, agora era uma pessoa diferente, e a única coisa que reconhecia nela, era o mesmo olhar, o olhar de tristeza.
Caroline estava parada na frente de Camille com esse olhar, poderia ter se arrependido de ter feito aquilo, mas bem que ela havia merecido, pelo ponto de vista de Klaus. Aquilo não era nada além de um pontinho, em tudo que Camille havia aprontado. Ele por um instante pensou em correr até lá, mas o que falaria? "Fez certo, Caroline." "A melhor ideia que já teve." "Não se sinta mal, lembre-se do que ela te fez." E percebeu, somente precisava dar um abraço nela. Sentir seu cheiro, uma mistura de rosas com alguma outra coisa, na qual deixava seu cheiro único. Queria fazer isso, mas Enzo havia agarrado a mesma e puxado para si, e então percebera algo: Eles nunca haviam brigado, era somente um jeito de bolar esse plano infalível deles.
Ele apenas suspirou sorrindo, não podia fazer nada além disso, se fosse até lá, não iria saber o que dizer, e muito menos o motivo de ter ido até lá. E porque iria bater em Enzo? Ele nunca havia feito nada, e ainda deixava Caroline feliz.
Anônimo: Que pena, não é? Saber que nunca será você ali, ao lado de Caroline, a abraçando e sussurrando coisas picantes em seu ouvido, nunca poderá, e você sabe, Enzo é a única pessoa que tem um futuro com ela. Você nunca terá isso, pelo seus atos Niklaus, você nunca poderá saber o que "Felizes para sempre" com ela, porque esse não é seu final.
Klaus havia visto a mensagem, esse "Anônimo" enviava mensagens diárias, querendo falar coisas desse tipo, falando que ele era um tremendo babaca, idiota, ridículo e essas coisas. Mas para falar a verdade, nada o havia atingido, mas essa mensagem fez seu coração apertar. Fechou os olhos na tentativa de esquecer as palavras de uma pessoa desconhecida, e em seguida saiu andando com passos fortes para dentro da casa, na tentativa de chegar a cozinha, pois sabia que a maneira mais rápida de esquecer seus problemas, seria bebendo até cair. E foi exatamente o que fez.
Estava bebendo uma garrafa de Whisky Ballantine's 30 anos, se Damon soubesse disso, provavelmente Klaus iria estar morto, essa é uma das mais caras bebidas, mas era a melhor de toda a festa. O garoto apenas começava a beber, pretendia beber as melhores bebidas e em seguida beber as horríveis, pois ai estaria bêbado demais para perceber que o gosto da bebida iria estar horrível.
Pegou três garrafas de Whisky e saiu pela porta dos fundos, a procura de sentar na grama e observar as estrelas, pensando em tudo o que já havia feito e aproveitado em sua vida. Bebidas, sexo, drogas, garotas, dinheiro. Ele tinha tudo mas porque não se sentia bem? Era Niklaus Mikaelson, não havia nenhum motivo para se sentir mal.
Havia se passado um tempo, e ele já estava na metade da última garrafa que trouxera para fora. Ele olhava para o horizonte, um dia de lua cheia - iluminava muito bem o céu -, as estrelas cativantes e brilhantes no céu.
Ele suspira pegando um cigarro de seu bolso, o acende. Era ótimo saber que nada o impedia de fumar, podia se matar ao longo dos anos? Sim. Mas a quem importava? Nada. Caroline pediu para ele parar, mas quem era ela para mandar nele? Ninguém.
-Bom saber que suas promessas são invalidas, Klaus. - Ele ouve uma voz vindo de trás, nem se importou em virar a cabeça, afinal, não estava afim de conversar com ninguém. - Bom saber que vai me ignorar também.
Ele não respondeu. Apenas colocou novamente o cigarro na boca, observando o horizonte sem nem se mexer. A garota furiosa chegou em sua frente, atrapalhando a vista dele, fazendo o mesmo finalmente olhar nos olhos da garota.
-Não tenho nada a falar com você, Caroline.
-Por favor. - ela se abaixa na frente dele, tirando o cigarro de sua boca. - Pare com isso. Sabe quantas pessoas morrem por causa disso? Sabe quantas famílias sofreram por esse vício?
-Se eu morresse iria fazer um belo favor ao mundo, e você sabe. - ele falava palavras em sequências diferentes, aleatoriamente, confundindo-se. Estava bêbado demais já. - E quer saber, não sou obrigado a te ouvir. - ele fala se levantando, assim que se levantou, tentava se equilibrar.
-Vou me arrepender disso. - ela sussurra.
-Dezoito e trinta. - o taxista fala para Caroline, a mesma pega uma nota de vinte reais e fala que o que sobrar é a gorjeta. A mesma puxa Klaus com força, e ele a segue. Para assim dizer, o garoto estava quase caindo, então seguia as ordens de Caroline.
-Obrigada. - Ela diz fechando a porta do carro, e em seguida tentando levar o garoto para sua porta. Quando abre, percebe que a luz está apagada. Coloca Klaus sentado em uma poltrona da entrada, e em seguida liga a luz da casa. Coloca as chaves na mesinha central, e em seguida lê o bilhete que sua mãe deixou.
"Tive uma emergência, volto provavelmente pela manhã. Se cuide e tranque toda a casa. Beijos, mamãe."
Ela sorriu e pegou uma caneta rosa que ficava no meio da mesinha, e respondeu em baixo somente um: Tudo bem, mãe, te amo.
Ela podia ver que Klaus estava quase dormindo, ele como sempre, usava os mesmos estilos de roupa, a manga de sua camisa branca, ficava toda amassada, a calça e o casaco preto pareciam mais folgados. A mesma apenas pensou em como seria ele chegando do trabalho daqui alguns anos, em como seria seus filhos gritando e correndo na direção do mesmo pois haviam sentido saudade.
-Vem Klaus, vou te colocar para dormir. - ela fala sacudindo seu ombro, fazendo o mesmo abrir os olhos e se levantar calmamente. O mesmo apenas seguia ela, indo em direção ao quarto de Caroline.
Assim que chegaram lá, Klaus apenas caiu na cama, reclamando de dor de cabeça. Caroline apenas tirou os sapatos dele, arrumou o mesmo - que estava torto por ter se jogado na cama -, e o cobriu.
Trancou a porta do quarto, e andou em círculos, não poderia dormir ao lado de alguém, muito menos alguém bêbado. O sono venceu a pequena loira, fazendo a mesma deitar do lado dele, sem nem se importar adormeceu.
Caroline acordou, quando os raios de sol entraram pela janela. Ela pode perceber, que envolvia Klaus para si, com um abraço. Ela não conseguia se soltar, pois o mesmo agarrava suas mãos, e era tão confortável. Ela queria sair dali, mas não conseguiu. Pensou então, em voltar a dormir. E adormeceu novamente.
Seu celular tocava, e esse foi o motivo de acordar pela segunda vez. Mas dessa vez, Klaus já havia levantado, ele estava levantado, mexendo a mão o rosto, na tentativa de acordar, enquanto bocejava. Ela apenas pegou seu celular e viu quem lhe enviava a mensagem.
Anônimo: Já saiu da cidade? Pois fica à quase duas horas daqui, se você não chegar lá, como iremos descobrir o que ela foi fazer lá?
Caroline: Já estou indo, somente vou comer algo e ir.
Anônimo: Aproveite esses minutos com Klaus, sei que está com ele, não se esqueça. Eu vejo tudo e todos, mas ninguém me vê.
Caroline se levantou da cama e foi para o banheiro, onde tomou banho, se arrumou e se trocou, pronta para ir até o hospital. Saiu do banheiro, pegou seu celular e carregador, colocando na bolsa.
-Aonde você vai? - ela então percebeu que Klaus ainda não tinha ido embora.
-Sabe, não te interessa. Mas irei para casa de Elena. - ela fala destrancando a porta do quarto. - Ah, e sai pela janela quando decidir sair. - A mesma fala encostando a porta e saindo de casa.
Entra no carro e logo começa a dirigir.
Stefan: Estou agora, mas e você?
O garoto envia a mensagem para Rebekah, a madrugada toda, ficou pensando no que enviar para ela, mas então escreveu que estava, e ficou na dúvida, enviar ou não? Optou por enviar, e desligou o celular, na tentativa de diminuir sua ansiedade para a resposta da mesma.
Ele estava em Paris. Como é um bom filho, pediu aos pais para ir para França, estudar, durante um semestre inteiro. E eles aceitaram, deixando o mesmo partir no dia seguinte. Agora ele estava feliz, nova escola, novo país, nova garota... Ele havia acabado de reencontrar Valerie. Valerie era como uma filha para a mãe de Stefan, e as vezes ela ia para Mystic Falls visitar a querida "mãe".
Mas realmente Stefan somente pensava em uma garota: Rebekah. Ele desde sempre fora apaixonado por ela, mas a mesma somente o chamava de "melhor amigo", então decidiu deixar de lado esse profundo sentimento, se envolvendo até com Katherine, na tentativa de esquecer da pequena loira.
E a melhor tentativa era mudar de país, como o mesmo fez. Mesmo que isso significasse esquecer sua vida, seus amigos, e a garota que amava desde os seis anos de idade.
Caroline dirigiu até o local, passou somente uma hora, pois acelerou demais. Ela assim que chegou, verificou se alguém havia lhe mandado alguma mensagem, e viu que não havia ninguém lhe chamando. Em seguida pegou sua bolsa, indo em direção à porta de entrada do hospital.
O hospital era grande e bem organizado. Decidiu ir até a recepcionista, uma loira, mal humorada, na qual nem olhava em sua cara.
-Boa tarde.
-O que gostaria? - a moça perguntou.
-É... Onde eu poderia encontrar a Doutora... A doutora... A doutora...
-Josette? - Caroline apenas concorda, não sabia quem era a Doutora, mas a mulher deveria saber se tinha mais de uma ou não, mas somente pode ser essa mulher. - Sinto muito, mas ela não atende hoje. Tenha um bom dia.
Caroline apenas se virou e foi para o carro. O que iria fazer agora? Estava perdida, ela precisava saber onde essa doutora morava. E ver o histórico dos pacientes, a procura de Camille. Mas como iria distrair a recepcionista e entrar procurar a ficha e em seguida conseguir o endereço da tal Josette?
-Não sabia que a casa da Elena ficava tão longe assim. - ela gritou ao ouvir uma voz vindo de trás do banco, era Klaus. - Que legal, um hospital.
-Certo, se você me ajudar, eu te conto o que vim fazer aqui. - ele concorda. - O que você precisa fazer, é distrair a recepcionista por pelo menos dez minutos, para eu conseguir entrar na sala de fichas.
-Posso distrair até vinte minutos. Mas meu deus, você sabe que isso é crime? - ele fala enquanto saia do carro junto com ela.
-Não se ninguém souber. Qual é, você é Klaus Mikaelson, já deve ter feito coisas piores. Vamos. - ele apenas concorda, entrando no hospital e chegando na moça. Ele apenas sussurrou algo em seu ouvido, o que fez a mesma se levantar e acompanhar o mesmo para fora da sala de espera.
Caroline logo observou a sala de espera, onde somente havia um velinho lá, poderia muito bem falar que ele está louco, caso ele visse algo. A mesma pegou a chave na mesa da moça, e entrou na sala. E logo viu muitas pastas. Decidiu ir na que estava escrito: PACIENTES DA JÔ. E foi a melhor escolha que fez, em seguida procurou a letra C. Caio, não. Calia, não. Camila, não. Camille, bingo! A mesma abriu e leu os dados básicos. A ficha era enorme. Tirou uma foto e leu as coisas que estavam em vermelho.
Camille tem um estado psicológico difícil.
Abalada pelo passado.
Raivosa.
Pesadelos diários por culpa de seu filho.
Grávida.
Colocou o próprio filho para a adoção.
Apenas quinze anos.
Ela decidiu que precisava sair o mais rápido dali. Guardou a ficha, e em seguida saiu da sala, trancando a porta, colocando a chave no local e andou até o carro. Lá enviou uma mensagem para Klaus.
Caroline: Pode vir já.
Alguns minutos depois o mesmo apareceu com a roupa toda bagunçada, abriu a porta do carro, entrou e em seguida respirou fundo, Caroline apenas riu.
-Aquela garota é uma louca, espero que tenha conseguido o que tanto queria. - ela apenas concordou.
-Achei o que procurava, e nem iremos precisar encontrar essa doutora. Mas será que é necessário encontrar ela? Por que acho que tenho as informações, mas, não sei...
-Vamos para casa, e no caminho você me fala o motivo de sua vinda para cá. - ela apenas concorda ligando o carro. A mesma não iria contar a verdade para Klaus sobre a investigação de Camille.
-Minha mãe tem vindo para cá algumas vezes ao mês e queria saber o motivo, pegando sua ficha e descobrindo. - ele apenas concordou e acreditou nessa mentira.
Assim que chegaram na cidade, Klaus pediu para deixar ele na casa dele, se não fosse incomodo. A mesma concordou, levando ele até a casa dele. O mesmo a convidou para entrar, ela aceitou.
-Quer comer algo? Pois aposto que como é uma da tarde, minha família está almoçando agora. - ela apenas concorda entrando do lado dele. Os dois foram até a sala de jantar, onde estava a família Mikaelson.
-Oi Caro. - Rebekah abraça a amiga sorrindo. Ela sempre sorria, mesmo estando bem ou mal. - Como você está?
-Bem. Oi gente.
-Niklaus, quem é ela? - Caroline ouviu uma voz vindo da cozinha, ela não reconhecia. Então viu um homem um pouco mais velho, que usava terno.
-Caroline, esse é meu irmão, Elijah, normalmente fica em Londres, mas não sei o que tá fazendo aqui. - eles apenas cumprimentam, enquanto Esther convidava a mesma para sentar e comer algo com eles.
Depois do almoço, Caroline subiu para o segundo andar, ficar um pouco com Rebekah. Elas estavam conversando sobre a festa da noite passada. Rebekah apenas não havia ido.
-Grande pena eu não ter ido. Eu queria fala com o Stefan, mas ele só mandou uma mensagem hoje de manhã perguntando se eu estava online.
-Entendo.
-Mas e você e o Klaus, por que chegaram juntos?
-Nada, eu somente dei uma carona para ele. E ele me convidou para entrar, e eu acabei aceitando porque ele disse que iria ter comida.
-Seria tão mais fácil se vocês se beijassem logo. Mas não, vocês ficam enrolando mais do que não sei o que. - Rebekah fala se jogando na cama. - E não venha falar que é pelo perdão, blá blá blá, por que você me perdoou.
-Não vamos nos beijar. E em segundo, se é assim, porque não está junto de Stefan agora?
-Diferente. Stefan me beija e sumiu no dia seguinte para não sei onde. E nem se importou com meus sentimentos, mas você tem a chance de poder aproveitar o amor que tem com ele. E nem adiante negar, vocês tem tanta química, que tiro dez na prova só de colocar o nome de vocês.
-Ele foi o que mais me machucou sabe?
-Todos fizemos as mesmas coisas, porque insiste no Klaus? Ah meu deus, me diga que não é isso que to pensando que é.
-E no que você está pensando, Rebekah?
-Você o amava, e ele partiu seu coração, fazendo aquelas maldades, e agora você está com medo de entregar seu coração para ele novamente. - Caroline fecha os olhos concordando. Ela gostava de Klaus, o achava bonitinho, então ele começou a namorar Camille e começou a fazer coisas ruins para ela, a mesma decidiu fingir que estava mal pelas coisas que ela fazia, e não pelos seus sentimentos por ele. - Nossa, eu vou matar ele.
-Não precisa, já faz muito tempo, e eu gostava só porque ele era bonitinho, não se preocupe, não sinto mais nada. - a amiga apenas concordou mudando de assunto. O que elas não sabia, era que Klaus estava ouvindo toda a conversa.
Caroline: Acho que descobri o que era que Camille estava rasgando, o papel era na verdade um exame de sangue, no qual falava que ela estava grávida.
Anônimo: Como?
Caroline: Camille tinha quinze anos quando ficou grávida, então decidiu fazer um exame para ter certeza. E apareceu positivo, deixando a mesma brava, rasgando aquele papel.
Anônimo: Certo, agora faz sentido por que durante um ano ela foi para Itália fazer um curso de dança, o que mais descobriu?
Caroline: Ela tem uma grande ficha em médicos e psicólogos. Sempre falam que o passado abalou demais sua personalidade atual, não vi cada caso que passou no psicólogo, mas ainda irei procurar.
Anônimo: Mas por que ela te odeia?
Caroline: Eu quero saber, não sei por que ela me odeia, teria que saber o passado dela, e mexer em tudo, mas irei fazer isso.
Anônimo: Faça isso, e me avise sobre tudo.
Caroline: Sim, e irei procurar essa criança, parece que ela mandou para um orfanato. Não sei o motivo mas somente quero saber algo.
Anônimo: E o que seria?
Caroline: Quem é o pai dessa criança que está por ai?
Klaus andava de um lado para o outro no quarto, não podia acreditar no que tinha ouvido mais cedo, somente podia ser mentira, por que ele fez escolhas erradas? Porque talvez esse não seja seu "felizes para sempre" com Caroline. Pensou ele.
Mas o que teria acontecido caso ele não tivesse ficado com Camille? Ele teria percebido que a mesma o amava? Ele teria se apaixonado também? Há tantas possibilidades do que poderia ter ocorrido. Mas ele sabia, não dava para voltar no tempo, não dava para mudar o passado. Mas poderia mudar o futuro.
Ele iria fazer de tudo para Caroline se apaixonar de novo, e mostrar que eles podem ficar juntos, mesmo que tudo e todos estejam contra.
Ele ia fazer ela se apaixonar, e estava disposto a sentir o mesmo.
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