Ela Confia Nele ?

Caroline colocou o pen drive no bolso, decidiu ir ao Mystic Grill pegar um lanche para comer assim que chegar em casa. A mesma andou em direção ao Mystic Grill, estava se perguntando o que tinha dentro daquilo, e porque a pessoa que escreve o jornal, a ajudava. Será que não gostava de Camille? Será que não apoiava seus métodos absolutistas? 

Caroline entrou no Mystic Grill, logo viu Matt Donovan atendendo alguém de costas, ele estava rindo do lado de dentro do balcão, essa garota era Elena. Do outro lado, viu Klaus e Kol, eles estavam fumando, na verdade nem podia, mas como o chefe nem estava, ninguém estava nem ai.

Caroline andou até Klaus e Kol, pois Klaus havia feito gesticulado para ela ir até eles. Quanto mais a mesma andava para perto deles, mais sentia o cheiro forte do cigarro. Caroline odiava profundamente cigarro, pois foi ele que começou tudo.

O pai de Caroline, vivia bebendo e fumando, era quase um viciado. E Liz não gostava que o marido fizesse essas coisas perto da filha, então o mesmo decidiu sair com os amigos para fumar, e cada vez mais e mais esses encontros aconteciam. Uma vez, Caroline recebeu uma mensagem anônima na escola, para ir no endereço as uma e meia da manhã. 

Caroline curiosa, foi até o local - escondido é claro - e lá encontrou seu pai bebendo com uns caras do trabalho, eles fumavam e tinha varias mulheres ali em volta deles. No mesmo instante a loira de apenas quatorze anos saiu correndo em direção a casa, assim que chegou, entrou pela porta da sala, onde encontrou um homem e sua mãe. Ele era um detetive profissional da área. E Liz Forbes descobriu que o marido a traia, depois disso, ela pediu para que ele ficasse longe dela. O mesmo jurou que uma pessoa havia armado para ele. 

-Olha, que bela garota! - Kol comenta, piscando. Ela finge ignorar o que Kol fala e faz. - Vou lindo, Davina está me esperando para ir ver um filme.

-Okay, não faça nada que eu não faria, Kol. - Klaus fala e Kol riu respondendo o imão.

-E o que você não faria? - Ele pergunta alto demais, atraindo olhares de algumas pessoas, inclusive Elena, que pode perceber a amiga se sentando na frente de Klaus.

-Como vai, Caroline Forbes? - ele pergunta acendendo mais um cigarro e colocando na boca. 

-Não faça isso.

-Isso o quê? - ele pergunta franzindo a testa, e podia ver a preocupação no olhar dele. A mesma logo tira o cigarro da mão dele. - Ah isso. Você não entenderia. 

-Posso tentar.

-Meu pai. Bem... Depois te conto, okay? Preciso ir, Rebekah quer conversar, te vejo depois, pequena Forbes. - ele passa a mão de leve em seu cabelo, bagunçando alguns fios. E sai correndo, a mesma somente encosta na cadeira e fica pensando, até aparecer um garçom, a mesma pediu o lanche, logo, Elena veio falar com ela.

-Oi, Caroline! - ela fala se sentando ao lado da amiga e a envolvendo para um abraço. - Tudo bem?

-Claro, mas e com você? Vi você conversando com Matt Donovan. - ela fala empurrando a amiga. E ela soltou um suspiro rindo. E logo confessou.

-Ele me beijou. - As duas começaram a dar gritinhos chamativos e felizes. - E eu gostei, foi um beijo muito bom, com muitos sentimentos e amor, carinho e...

-Chega de detalhes, me poupe.

-Não. Eu iria acabar, eu amei, mas não era igual ao beijo de Damon. Não sei, mas o beijo de Damon é algo diferente, tem um gosto bom, vodca misturado com menta talvez. E ainda o lábio dele, é macia, é boa, é como um vício.

-Então, qual o problema? Fica com o Damon, ué. - Caroline falou pensativa, Damon era um babaca, mas se Elena o amava, Caroline tinha que aceitar ele, pois ela sempre ficaria do lado da amiga. Mesmo que as coisas estivessem caindo aos pedaços.

-Ele gosta da Katherine, sabe quando você sente que é a segunda opção? Eu sinto que ele está ao meu lado, mas está sempre apaixonado por outra pessoa, você entende?

-Na verdade não, nunca me apaixonei para saber como é. - Caroline apenas fala, na verdade ela sentia um vazio dentro de si, ninguém sabia disso, ela sempre estava desfarçava com um sorriso ou palavras fofas, mas ela podia sentir tudo desabar.

-Você nunca se apaixonou? - ela nega. - Nunca disse três palavras sete letras? 

-Só para meus pais.

-Isso não conta. E para um garoto - ela nega novamente. - Caroline Forbes, você nunca teve nenhum garoto da escola que pudesse amar?

-Eu só tenho dezessete anos, não vou encontrar minha alma gêmea, me casar e ter bilhões de filhos. Só quero que entenda, que não vou disperdiçar três palavras sete letras para nada. 

-Eu queria ser igual a você, não ter sentimentos, sabia que isso é uma droga, como eu queria me matar para não precisar aguenta mais isso. - ela fala quase chorando. - E para piorar, eu sei que ele não gosta de mim, sou somente alguma distração e ele somente sente atração por mim, nada do tipo paixão.

-Um dia, você vai achar alguém que realmente mereça você, que possa acordar ao seu lado, que possa te levar comida na cama, alguém que vá aturar sua chatice, vai aturar você ser uma nerd insuportavel. Mas enquanto esse dia não chegar, não quero ver você triste nem desamparada, você é minha melhor amiga, e a única coisa que eu quero, é que você esteja bem. - ela sorriu e abraçou a amiga.

-Obrigada. 

-Sempre que precisar! - ela disse se levando, pois Matt havia acabado de entregar o lanche. Caroline pagou e decidiu ir para casa. Estava subindo as escadas, mas parou ao ouvir sua mãe falando com alguém no telefone. 

-Não pode fazer isso! - ela quase gritava. - Ela não tem nada haver com isso. Como eu sei? Ela é minha filha. Eu não posso mais fazer isso. Se quiser esse dinheiro, fale com Bill. Se vira, acha o número dele, não irei pedir para Caroline. NÃO, VOCÊ NÃO IRÁ FAZER ISSO COM ELA. Okay, vou ver o que posso fazer.

Caroline subiu correndo para seu quarto, jogou sua bolsa em um canto qualquer e foi para o banheiro, fechou a porta e jogou água no rosto, estava confusa, Camille tem um segredo obscuro, um suposto misterioso a ajudava, Elena estava sendo boba? E ainda tinha sua mãe, escondendo algo. Tirou o resto da maquiagem, enquanto lembrava de como Damon era uma péssima pessoa. E malvado. 

Caroline estava chegando para fazer aula de Francês, era sua aula favorita, ela fazia toda quarta e sexta feira. Era uma aula adicional que a escola proporcionava. Além de Francês, ela fazia Espanhol as quintas, e ficava até mais tarde na escola segunda e terça para ajudar na banda da escola, e fazer aula de astronomia. 

Em uma ótima sexta-feira, as quatro e meia da tarde, ela havia acabado de se sentar na sala, colocou seu material na mesa, e foi ao banheiro, na época deveria ter uns quatorze anos, na mesma época que seus pais se separaram.

Viu se os banheiros estavam vazios, e assim que verificou, viu que estava vazio. Levantou a manga dos braços, e lavou seu braço, o sangue saia pelos cortes, havia se cortado pela manhã, e o sangue não parava. Ela lavou, estava secando quando alguém abriu a porta do banheiro. Era Camille, ela estava com Damon. 

Caroline na hora abaixou a manga da blusa e Camille se aproximou rindo. Enquanto Damon estava encostado na porta respondendo alguma mensagem à alguém.

-Pode voltar a se cortar, estranha. Em outro lugar, sai. - ela fala rindo. - Ah e se contar para alguém o que viu aqui, todos vão saber que se corta, e você va passar de feia ignorada, para feia ignorada louca. 

-Não seja tão malvada, Camille. A garota não tem condições de nem saber o que vamos fazer aqui, e nem se atreveria a contar para alguém, nem para Klaus, ela é boba, e nunca chegaria perto de Klaus. Agora saia do banheiro, careta. - ele fala e a mesma sai correndo. Mas ele coloca o pé na saida, e ela caiu no chão. - Ninguém é bom porque quer garota frágil e boba.

Assim que tirou a maquiagem, abriu a porta do quarto, e deu-se com Klaus deitado em sua cama.

-Deus! - ela coloca a mão no peito demosntrando estar assustada com o garoto ali. Ela foi trancar a porta, mas já estava trancada. 

-Somente Klaus, love. - ele fala fazendo ela sorrir e concordar com a coisa besta que o mesmo disse. - Sobre hoje, você tá bem? Aconteceu tanta coisa hoje.

-Eu deveria perguntar isso para você, você me defendeu, suportou a humilhação de ter me beijado, além de acabar seu namoro com Camille, ainda algo que seu pai fez te atrapalha, ainda não sei, mas, acho que eu cheguei e atrapalhei com seu reinado.

-Em primeiro lugar, você me fez um favor ao chegar nesse reinado. Camille é horrível. E em segundo lugar, meu pai é um monstro, depois do que eu te falar, eu espero que continue a olhar na minha cara. E em terceiro, ter te beijado foi a melhor coisa que eu pude fazer em pelo menos toda minha vida. Se isso foi um erro, foi o melhor erro que eu pude cometer.

-Klaus... - ela começa mais ele com o dedo pede silêncio, se aproximando dela. Ela apenas seguiu seu olhar para a boca dele, era algo bom, exatamente como Elena descreveu o beijo de Damon e ela. Viciante, bom, macio.

-Não diga nada, apenas ouça atentamente o que irei falar, depois você me julga. - ela engole o seco, com medo do que ele irá falar, ou revelar, ou confessar. - Bem tudo começou desde que eu me lembre.

-Elijah, é o mais velho, ele sempre foi uma pessoa muito independende, mesmo tendo suas quedas com garotas mais novas, meu pai nunca fez nada, assim como Kol, por ele ser o mais novo. Rebekah é a filinha do papai, então ele nunca fez nada.

-Vamos chegar à algum lugar? - ela pergunta cansada pois queria ver logo o que tinha naquele pen drive.

-Então toda a raiva que meu pai tinha, ele descontou em mim. Sendo assim, ele fez tudo o que podia, e fazia um tempo que ele não descontava sua raiva em mim, até eu terminar com Camille. Olhe. - Klaus virou de costas, levantando a camisa devagar, ela logo pode ver marcas profundas, eram marcas de chicotes. E tinha curativos, para tentar parar o sangue. 

-Klaus... - ela nem terminou de falar sua frase, quando viu a necessidade de ajudar ele. Ela logo se lembrou de que quando se cortava, tinha uma caixa de primeiros socorros de baixo da cama. Ela logo pegou. - Sente-se vou te ajudar.

-Obrigado. - ele murmura.

-Seu pai vez, ele fez isso porque você terminou com ela?

Klaus no mesmo segundo pensou. "Ela era minha ruína, minha destruição. Mas eu não queria me afastar. E por mais que minha mente me condenasse, eu iria pagar todos os meus atos pecaminosos, em nome de uma mulher: Caroline Forbes: A luxuria em pessoa."

-Me promete que não irá contar a ninguém, sobre isso. - ele fala se virando para ela.

-E por que eu contaria? - ela sorri para ele, por mais que agora se perguntasse certas coisas. Tipo, quando Klaus descobriu que ela se cortava, ele ficou tão triste. Agora fazia tudo sentido. - Posso te perguntar algo?

Ele concorda. 

-Você nunca teve nada contra mim, não é? - ele concorda. - Ótimo.

Então ela sobe em cima da cama, ficando bem na frente dele. Ela somente o puxa devagar para um beijo, ela não sabia o que estava fazendo, somente queria a boca dele na dela.

-Obrigada por confiar em mim! - ele diz.

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