Capítulo 17
Acordo com a cabeça apoiada no colo de Mack. Totalmente desorientada.
— Onde estou? O que aconteceu? — pergunto para Mack ou para Joshua que está do outro lado do quarto escorado na parede. Não obtenho respostas.
— Mack? Joshua?
— Você desmaiou. — Joshua diz limpando a garganta, chegando mais perto fala: — Você está no seu quarto, na ala dos empregados.
— Como foi que eu desmaiei?
— Você veio correndo até mim e desmaiou... — Mack se ajeita na cama. — O senhor Billboard disse que você levou um susto com algo.
Susto? Billboard?
Ai meu Deus!
Me lembrei de tudo, do jardim, da ventania, do chapéu, do rosto de Rodof/Billboard ou sei lá como ele se chama...
Começo a chorar nos braços de Mack, ele me reconforta em seu braços e beija a minha cabeça.
— Vai ficar tudo bem, Emi. — Mack diz.
— Emi, o que está acontecendo? O que aconteceu no jardim? — Joshua pergunta intrigado.
— N-não é n-nada... — digo aos soluços.
Não quero contar a ninguém sobre isso, não agora. Preciso ter mais certeza. Por mais que eu tenha certeza. Iria causar muita confusão, não, não posso.
— Emi... Pode falar. — Mack diz calmamente.
— J-já disse Mack. Não é n-nada.
Mack levanta minha cabeça e me dá um beijo lento na testa.
— Te amo tá. Nada vai acontecer com você. — Joshua se retorce e pigarrea no seu lugar do quarto.
— Obrigado.
Depois de um tempo Celeste veio me trazer um copo de água com açúcar, ela pergunta sobre mim e eu dou a mesma resposta.
Ela sai e novamente fica eu, Mack e Joshua no quarto.
— Emi, me desculpe mas eu preciso sair. Tenho algumas coisas para resolver, mas se você precisar de alguma coisa é só me falar. — Joshua fala abrindo e cruzando a porta, mas antes ele me dá uma olhada.
— Emi, você sabe que pode confiar em mim. Por fav... — Mack diz assim que Joshua cruza a porta.
— Não foi nada, Mack. Quando eu ter mais certeza eu te falo. Te prometo.
— Mas Emi... O que é que você não tem certeza?
— Por favor Mack. Agora não.
Ele assenti com a cabeça e me dá um leve beijo nos lábios. Mack me acalma, e eu adoro isso. Cada beijo em que ele me dá uma nova sensação aflora.
— Preciso ir para base. Mas se você quiser que eu fico, eu fico.
— Não Mack. Você precisa ir, não quero te atrapalhar.
— Você não me atrapalha, meu amor.
Nos beijamos e ele se levanta da cama.
— Tem certeza...?
— Sim, pode ir lindo. — digo manhosamente.
— Desse jeito você me convence a ficar.
Rimos e ele me dá um último beijo e sai. Depois de um tempo levanto e vou ao banho. Visto meu uniforme e sigo à cozinha.
— Está se sentindo melhor, Emmica? — Celeste me pergunta assim que eu entro na cozinha.
— Sim, obrigado.
— Ótimo, acho que o senhor Billboard conseguiu terminar o jardim. — só o nome dele me causa arrepios. — Mas acho que você pode ir lá em cima arrumar o quarto do Felipe.
— OK.
Sigo ao quarto após eu pegar meus materiais de limpeza. Bato na porta e ouço um pode entrar.
— Com licença.
— Emmica...
— Sim...?
— Me desculpe por ter te tratado daquele jeito. Sabe, é que eu gosto de pirraçar meu priminho mau humorado.
— Tudo bem.
— Parece que ele está mesmo apaixonado por você. — engulo em seco.
— Você acha?
— Sim, nunca vi ele tão exaltado daquele jeito. Ou melhor, apaixonado. — ele ri.
— AFF! Larga de ser bobo.
— Calma vai. Eu não estou brincando dessa vez.
— Tenho coisa melhor para fazer.
— Espere. — ele segura no meu braço. — Podemos ser amigos? É que aqui nesta casa não tenho ninguém com quem conversar e meu primo é um mala.
— Amigos?!
— Sim, iai?
— É... Pode ser.
— Que legal!
— Olha eu preciso começar o trabalho, então me dá licença. — digo grossa mas ele ri.
— Que amiga foda eu tenho.
— E você é um arrombado! — digo caindo na gargalhada.
— Você é muito linda Emi. — ele diz se aproximando.
— Eu não acredito Felipe!
— Zoas! Eu já sei que você é namoradinha do meu priminho.
— Eu não sou namorada dele!
— Sério? Jurava que era.
— Não, não sou.
— Então o que nos impede de ficar juntos? — ele diz maliciosamente
— Um soldado loiro, de olhos azuis da cor do oceano, que acho que dá uns dois de você. — ele ri.
— Melhor eu deixar para lá.
— Melhor mesmo.
— Só amigos né?
— Sim.
Ele pisca e sai do quarto aos risos. Faço uma limpeza no quarto, que estava uma verdadeira zona de guerra, roupas e coisas jogadas para todos os lados. Assim que termino estou aos cacos.
Sento na cama de Felipe para descansar um pouco e tento passar tudo novamente em minha cabeça. Me lembro das cenas horríveis do dia da morte de minha mãe, tento me lembrar com mais exatidão do rosto de seu assassino, era ele. O senhor Billboard era o maldito Rodof.
O que fazer? Ele não é confiável, ele é um assassino. Que está impune depois da morte da minha mãe, e sabe se lá quantas outras.
Irei arquitetar um plano. Digo a mim mesma. Mas vou precisar da ajuda de Mack para agir e da de Joshua, seu poder, ou do pai, na força militar.
— Emi? — Felipe entra no quarto sentando do meu lado.
— Oi, Felipe.
— Está tudo bem? Parece que você está preocupada. — ele diz me analisando.
— Não, não é nada.
— Se você não quer falar... — ele mexe os ombros. — Me chame de Fê.
— O.k Fê. — sorrio.
— Você quer dar uma volta no jardim?
Jardim? Não! Nem pensar.
— Não, obrigado. Tenho serviço para fazer.
— Então tá.
— Outro dia. Pode ser?
— Certo, pelo menos algum dia vamos dar uma volta. — ele ri também rio.
— Sim, é que hoje não dá. Desculpa.
Me levanto e pego meus materiais e saio do quarto depois de dar um beijo na bochecha de Felipe.
O dia inteiro foi leve de serviço, ajudei Celeste com algumas coisas e Anne com outras, mas nada de importante. Apesar disto vou ter que dormir aqui está noite, e já estou com saudades de Mack.
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