Capítulo 02 🎈🧚🏼‍♀️





Olho em volta observando o cômodo gigante, a casa dele parecia mais uma mansão de tão grande. Sugo o bico da chupeta com força por estar meio ansioso.

— O que foi? — ele questionou agora sem a jaqueta e eu podendo ver melhor o seu rosto, ele é muito bonito e eu consegui ver que ele é uma ótima pessoa, por mais que seu estilo esconda bastante isso.

— Hm? — questiono olhando para ele que se aproximou vagarosamente e acariciou meus cabelos, fazendo meu corpo relaxar com o toque.

— Está parado aí desde que chegamos, está desconfortável? — questionou retirando a mão do meu cabelo e eu suspirei retirando a chupeta da boca.

— Não eu só...me sinto estranho, além de que você está me tratando de uma forma que ninguém nunca tratou — admito encolhendo os ombros e ele ergueu as sobrancelhas, surpreso.

— Ninguém cuidou de você? Você é infantilista e não cuidaram de você? — ele questionou chocado e eu neguei, quase baixando os olhos.

Aleksander fez uma expressão irritada e tocou meus ombros, me puxando para um abraço carinhoso que fez meus olhos marejarem. Faz muito tempo desde que eu...recebi um abraço assim.

— Quer saber por que estou lhe tratando assim? — questiona e eu assenti me aconchegando em seus braços.

— Você me lembra o meu melhor amigo, ele também era infantilista e seu pai era completamente apaixonado por ele, cuidava dele como se ele fosse um príncipe — ele diz e eu senti meu coração se apertar, queria que meu pai fosse assim — mas a mãe dele odiava ele, odiava como ele regredia, quando ele chorava e ele sofria bullying. Eu era o único amigo dele, eu tentei ajudar mas ele não conseguiu lidar com tudo isso e cometeu suicídio...

A voz de Aleksander ficou baixa antes de terminar e eu senti meu coração doer, acariciei suas costas e mordi o lábio nervoso, meus olhos marejaram e eu conti o soluço.

— E-eu sinto muito — sussurro sentindo as lágrimas caírem dos meus olhos e ele se afastou levemente me olhando nos olhos e secando meu rosto com o polegar gentilmente.

— Ei, não é sua culpa — ele diz com um sorriso reconfortante e eu senti meu coração se acalmar, mas as lágrimas ainda escorriam pelo meu rosto — está tudo bem.

Assenti lentamente e senti ele pegar a chupeta que ainda estava em minhas mãos e colocar em frente aos meus lábios, abri a boca lentamente e senti o bico entrar nela. Respiro aliviado e sugo a chupeta lentamente sentindo meu corpo todo se aliviar.

— Quer alguma coisa? — ele questionou e eu neguei coçando meus olhos que ardiam um pouco.

— Mimir — murmuro baixo e ele sorriu se inclinando em minha direção.

— Eu posso? — ele questionou erguendo os braços em minha direção e eu inclinei minha cabeça para o lado, confuso. — Te pegar no colo.

Pisco repetidas vezes até minha mente realmente captar isso e assenti meio envergonhado. Ergui os braços e ele me pegou, abraço seu pescoço e ele segurou minha cintura e coxa. Eu estava me sentindo a vontade e talvez com ele eu consiga ser eu mesmo, completamente.

Era confortável e seu cheiro é bom, muito bom. Fecho os olhos lentamente sentindo o sono fazer meus olhos pesarem.

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