Capítulo 04
Oh! Sim. Era minha avó. Eu fiquei morta de vergonha com ela ali. Quando me viu riu e acenou, as meninas malvadas caíram na risada. A professora lhe chamou para se juntar conosco. Marcus estava do meu lado, desta vez ele quem ficou branco. Minha avó era conhecida por todos como general. E eu era conhecida pela Dóris. Aquela peste da novela que maltratava os avós. Eu jamais fiz isso com ela gente, por Deus! Amo mais que tudo, só me sentia sufocada com tanta perseguição dela comigo. Ela sentou-se ao meu lado e viu toda palestra. Reclamou toda ela dizendo que aquilo não era verdade. Que ela viu como foi. Que vivenciou o momento e não era assim como a professora dizia. Eu a tirei dali antes que ela tomasse o lugar da professora e tudo virasse uma verdadeira bagunça.
Enfim o ano acabou, e os meus amores se foram. Edson seguiu seu caminho é Marcus também. Minhas férias foram em casa vendo desenhos da TV Globinho e sendo dona de casa. O que sentia por Cláudio foi se apagando pouco a pouco, mas se por acaso ele voltasse e dissesse que me queria seria capaz de eu trepidar, o intenso amor ou paixão que eu tinha por ele ficou mais brando e mais leve a ponto de vê-lo e não querer desmaiar de emoção. Posso dizer que daquele intenso mal de amor eu estava me curando cada dia um pouquinho.
Eis que o ano letivo começou, é agora era tudo novo. Infelizmente Rosa teve que mudar de escola, sentia falta da minha amiga. Ela sempre me mandava cartões para dizer como estava, era um doce de pessoa. Minha mãe e nem a dela tinha ainda condições de comprar um celular, naquela época tudo era difícil e para comprar um celular do mais simples possível necessitava de cartão de credito. Se minha família não tinha nem dinheiro muitas vezes, imagina cartão de credito. Eu queria muito um, porém entendia que não podia ter às vezes eu me conformava com a situação ao qual vivíamos, sabia que não era nada fácil para minha avó dizer não para algo que eu desejava.
O segundo ano foi cheio de caras novas, os meninos eram lindos. As meninas, bem a maioria era antipática é não gostavam de mim como sempre. É aquele ditado —não julgue o livro pela capa—. Um mês após as aulas terem iniciado conheci Paula, ela foi bem legal comigo é nos dermos bem, pegávamos os mesmo ônibus para ir para casa, era divertida e não me parecia falsa. Nisso veio mais quatro amigas. Nós tornamos a famosa turma do fundão. Mas havia uma menina cruel chamava-se Maiara. Desde que ela se juntou a nosso grupo sentia que meu santo não batia com o dela, foi à mesma sensação que tive com Mirlane. Parecia-me invejosa é mentirosa, sei lá meu sexto sentindo sempre apitava quando ela se juntava a nós. Uma vez comentei com Paula, porém ela disse que eu estava com ciúmes da outra menina, decidir não dizer mais nada apenas fiquei a observando. O grupinho de seis garotas se uniu mais ainda, comecei a me desleixar nas aulas. Queria mais saber dos meninos que dos estudos. Paula estava interessada em um garoto, um belo moreno de olhos verdes. Porém ele estava interessado em mim, isso foi um rolo dos grandes. Eu disse a ele que não podíamos ficar, pois minha amiga gostava muito dele e não era justo com ela. Afastei-me do rapaz e fiquei sozinha. Só que Paula logo perdeu o encanto. E me deu carta branca para investir é nisso, então eu fui. Nossa! quando o beijei pela primeira vez sentir borboletas no estômago. Minha amiga agora queria outro garoto é me pediu para falar com ele, se aceitava encontrá-la no fim da aula atrás do colégio. Eu fui. Seu nome era Paulo, lhe disse que minha amiga estava interessada e que gostaria de ficar com ele depois da aula, ele se animou e disse que também estava muito afim de minha amiga e aceitou sem pestanejar.
Pois bem, vocês lembram-se da tal Maiara que falei não gostar e achar uma falsa? Então ela no momento em que eu confirmava com o garoto sobre o encontro dele com Paula. A infeliz correu até minha amiga é disse que eu estava aos beijos com ele. Paula muito boba acreditou. Não confiou em mim, e ainda por cima jogou na minha cara que gostava de Kevin eu queria e agora o outro também. Fiquei magoada, eu era mais amiga dela que Maiara. E ela preferiu acreditar na menina que eu sempre lhe disse que era falsa. Aquilo doeu, mesmo eu jurando que jamais fiquei com ele, mesmo trazendo o garoto até ela e dizendo que era mentira ela não acreditou. Nossa amizade estremeceu ali. Eu decidi voltar aos meus estudos e esquecer aquelas amizades. Se ela não confiava em mim, não era minha amiga.
Confesso que foi muito bom sabe depois que Maiara havia ficado com o menino que ela queria. Senti-me vingada depois que soube disso. Aquela infeliz era tão malvada e invejosa que espalhou para o colégio inteiro que eu havia dormido com o melhor amigo de Kevin, o menino desde que soube disso me evitava como uma doença, eu fui até o garoto e pedi para ele negar aquele boato e o desgraçado disse que não ia ficar por vacilão, minha vontade foi de acerta lhe um soco no meio do nariz. Não sabia o que fazer. Aquilo não era verdade e meu nome circulava na boca do povo como se fosse uma putinha. As meninas me olhavam estranho, e os garotos não me respeitavam mais.
Graças há Deus o ano já estava chegando ao fim, e para piorar tudo, Cláudio reapareceu do inferno. Queria falar comigo, eu o ignorei é disse que não tínhamos nada para falar. Fui embora lhe deixando falando com o vento.
Naquela época estava mais bonita, os longos cabelos acobreados, os seios estavam maiores, antes eram limões e agora se tornavam laranjas, a bunda redonda é empinada, coisa de família este corpo, eu estava na minha melhor forma.
Estava me tornar uma mulher sensual.
Cláudio todo santo dia estava na porta do colégio atrás de mim, insistindo em uma nova chance, insistido que seria diferente. Em uma destas vezes a tal noiva apareceu do nada fazendo escândalo do porque ele está ali. Cara, aquilo virou um verdadeiro circo. Porque nisso chegou outra mulher com dois filhos que não deviam ter mais de dez e cinco anos. Essa dizia ser sua esposa que morava em outro e estado é estava sabendo do que ele andava aprontando. Eu vi de camarote as duas mulheres lhe darem uma surra que acho que até hoje ele jamais esqueceu.
Eu disse que a vingança viria e foi um gosto saboroso que senti.
Senti-me ótima vendo aquilo tudo. Ele pagou nem que seja um pouco pelo que me fez, pois a esposa decidiu deixá-lo e tomar metade da empresa dele. E a outra com vergonha de ser traída duas vezes foi embora o largando.
Aquele meu amor por ele sumiu da mesma forma que surgiu. Graças a Deus por isso! Se não seria eu ali batendo nele e apanhando da esposa, tinha que ouvir mais dona Floriana.
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