23
Assim que o carro fora estacionado na enorme garagem da casa da família Hwang, o ruivo permaneceu sentado, sabendo que o garoto romântico e cavalheiro ao seu lado se disponibilizaria para abrir a porta para si. Dito e feito.
Hyunjin rodeou o veículo assim que retirou o cinto de segurança e abriu a porta para que o menor pudesse sair. Ele sorriu agradecido. Felix adorava aquele lado do moreno, por mais que ainda não estivesse totalmente acostumado.
O caminho da garagem até a sala de estar fora tranquilo e silencioso. As luzes da casa estavam inteiramente apagadas, denunciando que talvez as pessoas dali já estariam dormindo. Percebendo a confusão no rosto do ruivinho, Hyunjin sorriu.
— Não tem ninguém aqui. — acariciou o braço dele. — Estão dormindo na casa da babá dos gêmeos.
Felix franziu o cenho.
— Mas por quê?
Hwang não o respondeu. Do contrário, sorriu safado e presunçoso. Logo felix entendeu o que ele queria falar.
— Hyunjin, o que você está tramando?
Novamente ele não respondeu. Sua mão foi de encontro a lombar do ruivo, o guiando pela sala escura. Acendeu as luzes ao tocar no interruptor.
— Você não me respondeu.
Dessa vez, ele apenas sorriu de lado. Felix já começava a se estressar.
— Me fala!
Novamente fora ignorado.
Porém, o moreno agarrou em sua mão pequena e o levou para outra direção, a porta dos fundos. Felix conhecia aquele caminho e ele daria para o jardim. As luzes também estavam completamente apagadas e o ruivo sentiu o coração acelerar enquanto Hyunjin o conduzia pela calçada que havia na área externa.
Assim que Hwang apertou no interruptor, a luz revelou o mesmo cenário que Felix já havia visto tantas vezes. Entretanto, ao se aproximarem da piscina, viu pétalas de rosas espalhadas pelo chão e velas que provavelmente eram a bateria, acesas em linhas retas. O som do vento uivando criava uma trilha sonora perfeita.
— O q-que é isso, Hyun? — o ruivo perguntou, mesmo já sabendo o que era.
Hyunjin se aproximou mais dele, segurando seu rosto entre as mãos. Seus olhos escuros brilhavam com intensidade.
— Lembra de quando nos beijamos pela primeira vez?
O menor assentiu, o coração apertando.
— Naquele momento eu senti a porra de mil borboletas voando dentro de meu estômago e só seu beijo foi o suficiente para afogá-las. — ele se inclinou, seus lábios roçando suavemente com os do ruivo. — E ali, eu soube que estava perdidamente apaixonado por você.
O ruivo sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele não conseguia desviar os olhos dos lábios do mais alto, nem de seus olhos tão atrativos.
— Hyunjinnie... — tentou dizer algo, a voz falhando.
Hyunjin sorriu, os dedos acariciando a nuca alaranjada.
— Eu fui covarde em não perceber o que sentia antes por medo. Eu tinha medo de me apaixonar e acabar agindo como o meu pai. — confessou, baixinho. — Mas então você abriu meus olhos.
Felix ficou sem palavras, com lágrimas querendo encher seus olhos.
— E-eu não fiz nada de mais, Hyun.
Hyunjin sorriu.
— Você fez. Você me fez pensar de uma forma diferente. Me fez acordar e perceber que amar não é tão ruim.
Ele então olhou para o garoto à sua frente, seus olhos brilhando com uma mistura de ansiedade e esperança. Felix sorriu, tocando o rosto de Hyunjin com carinho.
— Se for assim, posso dizer que você também me fez abrir os olhos. — disse, sorrindo suavemente. — Eu também estava com medo. Medo de me entregar, de me machucar. De me envolver novamente e acabar sendo ferido mais uma vez. Só que você me fez ficar mais tranquilo quanto a isso.
Hwang sorriu, tocando o rosto dele.
— Você sabe o que nos espera agora, não sabe? — perguntou, se referindo ao grande pedido.
O ruivo se aproxima, seus lábios quase tocando os de Hyunjin. Ele sorriu.
— Sei. — sussurrou. — Eu finalmente serei seu namorado.
O mais velho ofegou, agarrando a cintura dele. Seus lábios se encontraram em um beijo lento, causando sensações boas em seus corpos. Felix passou as mãos ao redor do pescoço de Hyunjin, sorrindo ao quebrar o contato.
— Vamos, Hyun, estou ansioso para ver qual aliança você escolheu.
Hyunjin sorriu, o guiando pela cintura.
O futuro casal seguiu pelo caminho que os levariam até a área próxima a grande piscina. O ruivinho sentiu o coração acelerar ao ver a mesa ali. Antes de saírem, Somin junto aos gêmeos, terminaram de organizar a mesma com os alimentos.
A mesa estava arrumada. Havia dois pratos de porcelana branca, um de cada lado. Duas taças de vinho e uma garrafa. Também tinha uma tábua de frios. As velas estavam deixando o cenário ainda mais bonito. Um suspiro escapou dos lábios do ruivo.
— Hyunjin, isso está tão lindo. — sorriu, sentindo o coração acelerar.
— Você gostou? — perguntou, de forma nervosa.
— Gostei.
O moreno sorriu, aliviado.
— Vamos nos sentar, uh? Se eu continuar em pé, irei desabar aqui mesmo.
Felix gargalhou de todo o drama do moreno, achando adorável o seu nervosismo. Ambos seguiram até a mesa, sentando-se nas cadeiras e ficando um de frente para o outro. O silêncio se estabeleceu ali.
Aproveitando do silêncio calmo, hwang pegou um isqueiro de algum lugar e acendeu as velas, uma por uma. Suas mãos tremiam e isso não passou despercebido pelos olhos curiosos do menor.
— Amor, não precisa ficar tão nervoso. — o assegurou, quebrando o silêncio.
— A-ah, é que eu não sei como agir. — admitiu, limpando as mãos suadas na calça após terminar de acender todas as velas.
Felix sorriu, segurando a mão dele por cima da mesa quando ele descansou ali.
— Apenas seja você mesmo, meu bem.
— É difícil. — sorriu sem graça. — Eu estou prestes a te pedir em namoro e não sei qual será sua reação.
— Talvez eu chore. — confessou. — Essa será minha reação.
— Lixie...
O ruivo intensificou o aperto na mão do mais velho.
— Eu só tive um namorado na minha vida inteira. Bem, não considero mais como um. — suspirou. — Isso aconteceu há pouco mais de três anos atrás. Eu estava pronto para ingressar no ensino médio e começar mais uma fase da minha vida. Então o Jaewon apareceu. Ele era tão bonito e educado, foi impossível não me apaixonar por ele.
Ele ofegou, engolindo uma lágrima. Hyunjin se desesperou.
— Amor, não precisa continuar e lembrar disso.
— N-não, eu quero te contar. — fungou. — Nós começamos a namorar não muito tempo depois. E ele não me fez algo assim. Não decorou sua própria casa com uma bela mesa romântica para me pedir em namoro, apenas perguntou se eu queria namorá-lo e eu falei que sim porque estava completamente apaixonado por ele. Os primeiros meses foram perfeitos. Ele era perfeito. Mas, ao decorrer dos dias, ele foi me mostrando a sua verdade face e o que realmente queria comigo.
— Não gosto de saber disso. — Hwang falou.
O ruivo sorriu, tentado dizer que tudo estava bem agora. Ele continuou:
— Foi difícil terminar com o que tínhamos e fingir que eu ainda não sentia nada por ele. Nosso relacionamento não durou nem mesmo um ano, mas foi tempo o suficiente para mim ficar perdido. — um sorriso triste surgiu em seus lábios. — Eu sempre esperei por algo romântico por parte do Jaewon, mas ele nunca me mostrou esse lado. Hoje eu estou tendo isso.
Hyunjin entreabriu os lábios, encarando o ruivo. Suspiros de angústia escapavam-lhe da garganta.
— Você está fazendo isso por mim, Hyun. Você que está me fazendo feliz agora. — seu sorriso cresceu. — Então por favor, não se preocupe quanto o que eu irei pensar sobre tudo isso. Eu amei. Tudo o que fez está tão lindo que sinto vontade de chorar. Essa seria minha mais sincera reação.
— E-está falando sério?
— Estou.— o confortou com mais um sorriso. — Agora vamos comer, uh? Estou louco para provar esse vinho.
Hwang gargalhou fraquinho, recolhendo sua mão.
Um pouco mais relaxado, pegou a garrafa de vinho e desrosqueou a rolha, servindo o vinho vermelho carmesim em ambas as taças. Entregou o conteúdo ao ruivo que novamente sorriu em agradecimento.
A taça foi até os lábios grossos do mais novo que sorveu de um bom gole. O líquido docinho com pouco álcool, desceu por sua garganta, molhando-a. Seu pomo-de-adão descendo e subindo ao que engoliu a bebida. Hyunjin engoliu em seco, seus olhos fixos na beleza do garoto à sua frente.
Ao depositar a taça sobre a mesa novamente, felix pegou o olhar curioso do moreno sobre ele. Sorriu, um pouco tímido.
— O que foi?
Hwang negou levemente com a cabeça, parecendo acordar de seu sono acordado.
— Você é lindo. — confessou, ainda afetado.
Felix ofegou.
— Já fazem tantos meses que estamos juntos, uh? Eu ainda não me acostumei com seus elogios. — sorriu sem graça.
— E por que não?
— Bem, geralmente você só me chamava por todos esses apelidos que jurava que eram bons. — gargalhou, lembrando-se de quando o moreno passou-lhe a chamá-lo por cada um pela primeira vez. — Nunca ouvi que sou bonito da sua boca com tanta frequência.
Hyunjin coçou a nuca, constrangido.
— Eu não sabia bem como dizer.
— Mas me insultar você sabia. E muito bem.
— Insultar era mais fácil. — sorriu. — Você também me insultava.
Felix levou a mão até o peito, abrindo a boca e fingindo indignação.
— Eu nunca disse nada de ruim com uma formiga! Como se atreve a dizer que eu te insultava?
Hwang sorriu.
— Não pode negar que adorava me chamar de idiota. Isso é um insulto.
— Não é não!
— Claro que é.
Ele cruzou os braços, sorrindo travesso.
— Mas você realmente era um idiota.
— Tudo bem, eu assumo. Eu era mesmo um grande idiota. — sorriu, levando um pedaço de queijo rosa a boca.
O ruivo apoiou o queixo na mão, olhando para o moreno com carinho.
— Você sabe que eu também te acho lindo, não é? — disse com sua voz suave.
Hyunjin corou levemente, desviando o olhar para o chão.
— Você acha?
— Acho. — sorriu. — Por que está tão envergonhado, uh?
Hwang voltou a encará-lo.
— Eu sei que sou bonito. — falou, convencido. — Mas nunca ouvi alguém além da minha mãe falar isso.
O menor pareceu um tanto surpreso.
— Como não? Você sempre saiu com tantas pessoas. Nenhuma delas te disseram o quão bonito é?
— Apenas você.
— Então são todos cegos!
Hyunjin sorriu.
— É, são.
Felix também sorriu e se inclinou por cima da mesa que não era tão grande. Percebendo o que ele queria fazer, hwang também deixou sua taça esquecida e se inclinou junto dele. Seus lábios se chocaram em um selar suave. Logo ambas as línguas também se juntaram, o gosto do vinho ainda estava ali, misturado com o sabor doce e salgado do queijo.
O moreno retribuiu o beijo com desejo, seus dedos se entrelaçando nos cabelos macios de Felix. O ruivinho inclinou-se ainda mais, seus lábios encontrando os do moreno com uma urgência que fez o coração disparar. O beijo era doce e faminto, como se ambos estivessem se saciando de uma sede antiga.
As mãos pequenas e quentes deslizaram pelo pescoço frio de Hyunjin, causando um arrepio gostoso, enquanto Hwang segurava sua mandíbula com firmeza. Os lábios se moviam em perfeita sincronia, e cada toque denunciava todo o amor e desejo que sentiam. Quando finalmente se separaram, ofegantes e com os olhos brilhando, sorriram um para o outro.
— Eu poderia ficar o resto da minha vida aqui. Somente com você. — Hwang confessou, sentindo-se leve.
— Eu adoraria.
Ambos continuaram ali por mais alguns minutos, apenas aproveitando a companhia um do outro e da noite fria. A meia noite se aproximava e com ela, o nervosismo do moreno só crescia.
Ele planeja pedir o ruivo em namoro nesse horário, dentro da cabana improvisada de lençol. Apesar de estar suando frio, estava tão feliz que poderia gritar para o mundo o quão amava o garoto sorridente a sua frente. E mesmo quase hiperventilando, estava aliviado por ele não ter mais resquícios de sono.
Ao ver que o mais novo já estava satisfeito e a garrafa de vinho vazia, Hwang acendeu a tela de seu celular; 23h:43m. Estava na hora.
— Amor... — começou, nervoso. — A-acho que é o momento.
Felix ergueu a cabeça, o encarando. Seu sorriso cresceu.
— Então ande logo! O que está esperando? — mostrou sua mão, movimentando o dedo anelar.
Hyunjin sorriu, mais tranquilo por saber que o mais novo também queria aquilo.
— Vou te levar em outro lugar. Vem.
Felix se levantou e seguiu o moreno, de mãos dadas. Eles foram se aproximando de uma área um pouco afastada da piscina, um local que em todas as vezes que felix estava ali, nunca viu. Lá, havia uma pequena cabana feita de lençol, espaçosa o suficiente para caber os dois dentro.
Ao redor, velas que funcionam a bateria estavam acesas, aumentando o clima. Cartões com mensagens carinhosas também decoravam o espaço e as letras "f" e "h" próximas à cabana, fizeram o coração do ruivo acelerar. Seus olhos estavam brilhando.
Sem demorar mais, Hyunjin guiou o amado e ambos entraram na cabana, com o coração batendo forte. O interior era aconchegante, com almofadas e cobertores espalhados pelo chão. O moreno puxou o mais novo para perto de si, envolvendo-o em seus braços.
— Você gostou? — perguntou de forma sussurrada.
Felix olhou nos olhos do mais velho, sentindo-se emocionado
— E-eu amei. — respondeu, a voz embargada. — Será aqui que irá me pedir em namoro?
Hwang assentiu.
— Sim. Mas antes quero que leia isso. — tirou um envelope de dentro do bolso interno do cardigã que usava. Se sentiu quente, então se livrou da peça de roupa.
Os olhinhos do ruivo encheram-se de alegria.
— Você esteve com isso o tempo todo?
— Sim. Estava comigo esse tempo todo.
Ele sorriu, deixando um tapinha fraco no ombro do moreno. Pegou o envelope com ternura.
— Por que não me entregou antes? — indignou-se, mesmo sem saber o que dizia na carta.
— Porque queria te entregar somente agora. Leia.
Felix começou a abrir o envelope, ansioso. Ao pegar a carta em sua mão, seu coração quase parou de bater ao ver a folha toda arrumadinha. Dentro, um cartão postal inteiramente decorado com corações e flechas o arrancou um sorriso sincero. Tudo na cor roxa. "To my lover" estava em destaque.
Dentro do envelope também tinha outra coisa. Uma folha maior. Ao desdobrar, sorriu imensamente feliz e ansioso para ler o que o moreno havia escrito para si. Mas antes que lesse a primeira frase, a voz trêmula de Hyunjin o fez desviar os olhos para ele.
— Me desculpe se tiver ficado ruim... Eu nunca fui bom com palavras bonitas.
Ele sorriu, acariciando o rosto corado dele.
— Sei que não está nada ruim. E você não precisa ser bom com palavras. Seus olhos já dizem o suficiente. — confessou, agora ele mesmo ficando tímido. — Gosto de ver que está se esforçando para me agradar. Mas apenas seja você mesmo e siga o seu coração.
Hyunjin sorriu, segurando a mão pequena em seu rosto.
— Quero que se seja o pedido mais especial de sua vida.
— Acha que eu terei outro? — arqueou uma sobrancelha, desconfiado.
— Terá. Quando eu o pedir em casamento.
Felix abriu os lábios, surpreso.
— Está falando sério?
— Estou. Sei que ainda somos jovens demais, mas não é caro sonhar. — beijou os lábios adoráveis do garoto ruivo. — Agora leia.
Assentindo, Felix voltou seus olhos para a cartinha em sua mão e começou a ler, sorrindo bobo assim que leu o primeiro parágrafo.
"Certo, eu não sei como escrever essa porra e estou tremendo tanto que mal consigo segurar a caneta e te escrever. Eu sei que você é cheio de fru-fru e gosta de uma coisinha mais fofa e bonitinha, mas não consigo ser um cara romântico em palavras, e pode não parecer, mas eu usei mais de dez folhas para fazer algo que vá te agradar. Ainda assim estou tremendo.
Eu estava bem inseguro em escrever isso, mas imaginei que você iria gostar de receber uma carta com palavras bonitas do cara que gosta, e eu sou um rebelde que não sabe fazer isso, mas estou tentando. Juro que estou. Bem, sem prolongar muito o quanto sou medroso, queria que você soubesse o quanto te amo. E amo há muito tempo, apenas me forçava a não assumir isso para mim mesmo...
Sei que sou um desastre quando se trata de palavras bonitas e românticas, mas aqui estou eu, tentando expressar o que sinto. Não é fácil para um rebelde como eu, mas você merece mais do que apenas um "oi" ou um "eu te amo", simples e seco.
São tantas memórias entaladas que quero escrever, e lembro-me da primeira vez que brigamos no corredor da escola. Eu estava tão irritado com você, mas ao mesmo tempo, algo dentro de mim mudou. Talvez tenha sido o jeito como você olhou para mim, ou a maneira como sua risada sarcástica ecoou pelos corredores. De repente, eu não conseguia mais te odiar. Na verdade, eu queria te conhecer melhor. Ali, eu já sabia que você era interessante e alguém que me despertava curiosidade.
E então, à medida que os dias passavam, percebi que não era apenas uma atração passageira. Eu estava apaixonado por você. E isso me assustou. Eu, o cara durão que nunca se abria para ninguém por medo, estava completamente vulnerável. Mas, gatinho, você é a exceção. Você é o motivo pelo qual eu escrevi essa carta torta e horrenda.
Eu amo a maneira como você se concentra nos livros de romance e fantasia que gosta de ler, como seus olhos brilham quando você fala sobre eles. Amo a forma como você sorri quando está nervoso, como suas mãos tremem. Amo cada detalhe seu, mesmo aqueles que me irritavam no começo.
Agora estou aqui, com o coração batendo tão forte que parece que vai sair pela boca. Quero segurar sua mão e dizer que você é o motivo dos meus sorrisos secretos e das minhas noites insones. Quero te beijar e mostrar que, apesar de toda a minha rebeldia, sou capaz de te amar profundamente.
Eu te amo, ruivinho. Sei que isso não é uma declaração perfeita, mas é sincera. Eu prometo que vou aprender a ser mais romântico. Vou escrever mais cartas, fazer surpresas e até mesmo assistir a mais filmes água com açúcar contigo se isso te fizer feliz.
Eu me conheço muito bem, e sei que nesse momento, enquanto você ler essa coisa que não pode ser considerada uma carta de amor, estarei nervoso e tremendo, esperando por sua resposta. Seja gentil comigo, príncipe. Estou no aguardo daquela única palavra bonita que há três meses atrás, prometeu-me dizer. Novamente, eu te amo.
Com todo o meu amor,
Seu...?"
Ao finalizar a carta, as mãos de Felix tremiam. Seus olhos encharcados derramaram lágrimas grossas e soluços deixavam seus lábios.
Tudo o que leu despertou uma coisa boa em si. Uma sensação de alegria e segurança. Ao olhar para o lado, um suspiro apaixonado fugiu ao ver o garoto que causava-lhe tantas coisas boas, ajoelhado em sua frente, segurando uma caixinha de veludo vermelho. Dentro dela, uma aliança dourada brilhava.
— Amor, talvez eu seja melhor com palavras ditas do que escritas, apesar de que que ensaiei bastante para dizê-las. — sorriu nervosamente. — Assim que te vi pela primeira vez, nunca pensei que me veria assim, ajoelhado para você e com o coração quase saindo pela boca. Nunca me imaginei assim diante de ninguém. Mas, de alguma forma, sinto que é exatamente aqui onde eu deveria estar.
Felix sorriu, fixando seus olhos nos do moreno. As lágrimas que caíam embaçam sua visão e seu sorriso imenso espremia os olhos pequenos, ficando impossível de enxergar.
— Eu te amo tanto que em apenas ficar longe de ti dói. Agora me sinto um idiota porque se eu não tivesse tido tanto medo e guardado tudo o que sentia só para mim, você não teria sofrido tanto. — suspirou, sentindo uma lágrima rolar. — S-se eu tivesse feito isso há três anos atrás, se tivesse sido gentil contigo, você aceitaria meu pedido e estaríamos juntos até hoje. Você nunca teria se interessado pelo Jaewon e não ia ter sido machucado. Parte disso foi culpa minha.
As lágrimas dele aumentaram a frequência que caíam e o ruivo se desesperou. Foi até ele e segurou o rosto vermelho com ambas as mãos, grudando as testas.
— Nada do que aconteceu foi culpa sua. A culpa foi toda dele. — sorriu, o acalentado. — Você me faz bem, eu quero estar ao seu lado.
Hwang secou as lágrimas, e o encarou.
— Então você aceita, uh? Aceita ser meu e só meu?
— Aceito! Claro que sim, meu amor!
Feliz demais, Felix pulou em cima do moreno, com os braços ao redor do pescoço dele. Ambos caíram deitados, rindo. O ruivo beijou-lhe.
O beijo apaixonado entre eles selou o compromisso recém-formado. Os lábios se encontraram com ternura e urgência, como se estivessem esperando por aquele momento desde sempre. E com fome, entregaram-se à paixão que os consumia.
As mãos de Felix se perderam nos cabelos macios de Hyunjin, enquanto os dedos deste exploravam cada centímetro do rosto do amado. O beijo era doce e quente, cheio de promessas e desejos.
Quando finalmente se separaram, Felix olhou nos olhos de Hyunjin, e ambos sorriam como bobos apaixonados. Ele estendeu a mão.
— Aqui, me dê minha aliança.
Hwang gargalhou, pegando a aliança e fingindo colocá-la no dedo rechonchudo, mas não o fez.
— Primeiro, olhe dentro. — sorriu.
O menor fez assim como ele disse, sentindo seu coração disparar ao ver o que tinha gravado naquela pequena joia. As iniciais do moreno, "HHJ" junto ao contorno de um coelhinho. Seu sorriso cresceu.
— Onde está a sua?
Hyunjin beijou os lábios dele, tirando sua própria aliança do bolso e a entregando ao ruivo.
— Aqui.
Assim como na sua, na do maior tinha as suas iniciais "LFX" bem como o contorno de uma cenoura.
Uma gargalhada irrompeu de sua garganta.
— Não acredito que você fez isso, Hwang Hyunjin! — sorriu, deixando mais uma lágrima escapar.— Você vai mesmo levar esse apelido adiante, não vai?
— Vou, Cenourinha. — provocou.
— Idiota. Coloque no meu dedo.
Assentindo, Hwang passou a argola no dedo anelar do ruivinho. Ele passou a admirar a joia, encantado. Ela ser metade dourada e metade branca, o deixou ainda mais apaixonado.
— Agora a sua. — sorriu, passando a joia metade dourada e metade preta em volta do dedo do moreno. — Pronto.
Hwang estava encantado. Era linda a forma como seu garoto estava feliz, observando a joia em seu dedo. Sentindo o coração apertar, puxou ele para si, o abraçando com força. Beijou o topo dos cabelos ruivos.
Felix sorriu e entrelaçou seus dedos com os do mais velho, e eles olharam para as alianças que brilhavam em seus anelares. As pequenas joias eram tão lindas e delicadas que o ruivinho tinha vontade de chorar sempre que as via.
— Onde comprou essas alianças? — perguntou em um sussurro, seus lábios roçando o pescoço do mais velho.
Hwang se arrepiou ao sentir o beijinho carinhoso em sua derme.
— Em uma joalheria não muito longe. Você me pediu algo simples, mas significativo. Assim que eu as vi na vitrine, seu rosto sorridente passou em minha cabeça. Você gostou?
— Gostei. — sorriu, se aconchegando mais nos braços dele. — Ainda não acredito que você foi capaz de gravar aquilo nelas.
Hyunjin gargalhou baixinho, sabendo que ele custaria acreditar no quão real tudo aquilo era.
Fascinado pelos olhos brilhantes do menor, tocou os lábios rosados em um beijo suave. Levou a mão até a mandíbula dele, acariciando com carinho. Felix agarrou os fios escuros, tomando cuidado para não puxá-los com tanta força. Ao finalizar o beijo, o moreno sorriu contra seus lábios.
— Há algo que nos represente mais do que isso?
— Não, não tem.
O ruivinho sorriu e voltou a beijá-lo.
O mundo exterior desapareceu, e tudo o que importava era a sensação dos lábios de um contra os do outro. Era como se o tempo tivesse parado, e eles estivessem flutuando em um espaço só deles.
Os dedos de Felix se enroscaram ainda mais nos cabelos de Hyunjin, puxando-o mais para perto. Hwang suspirou contra sua boca, as mãos dele deslizando pelas costas do menor, segurando-o com firmeza. O beijo era lento e cheio de paixão, como se pudessem se perder no tempo. O ruivo foi se esgueirando até estar sentado no colo do mais velho. Agora o beijo tornou-se bruto. Ambos se agarraram com urgência, os lábios se chocando em um beijo desesperado. O ar entre eles foi sugado, e suas línguas se encontraram em um duelo para ver qual dominava melhor.
As mãos afoitas do moreno apertaram a cintura do menor, puxando-o para mais perto, como se temesse que o outro pudesse escapar. Felix gemeu contra sua boca, os dedos se entrelaçando cada vez mais em seus cabelos. O desejo e a necessidade queimavam entre eles, e aquele beijo era uma promessa de que nunca se separariam. O calor que passou a tomar conta da cabana era quase insuportável. Ambos se conheciam tão bem ao ponto dos corpos saberem o que cada um queria. As mãos bobas não paravam quietas e os gemidos e ofegos que eram deixados escapar, contribuem ainda mais para o incêndio que estava prestes a se formar.
A excitação já tomava conta de ambos, e em poucos segundos já estavam completamente eretos. O ruivo passou a rebolar lentamente no colo do mais velho. Hyunjin pendeu a cabeça para trás, gemendo baixinho enquanto sentia seu membro duro ser massageado pelas nádegas pomposas do menor. Os lábios mornos de felix foram de encontro ao pescoço do amado, mordendo e chupando a pele sensível enquanto aumentava o ritmo do movimento no colo dele. As mãos de hwang seguiram até a bunda arrebitada, apertando as bandas com gula.
Felix agarrou os fios morenos e beijou os lábios entreabertos com urgência, empurrando sua língua quente para dentro da boca dele. Seus movimentos passaram a ser mais acelerados e Hyunjin adentrou sua calça e cueca, acariciando a pele leitosa, agora sem nada o impedindo de explorar.
As mãozinhas atrevidas do ruivo, agora apertavam o peito duro do mais velho, acariciando a massa muscular. Seus quadris pareciam ter ganhado vida própria e se moviam com maestria. Em meio ao ósculo, ele arrancou a camisa de seu corpo e segurou na barra da do moreno, puxando-o para fora de seu corpo também.
As mãos de Hyunjin continuavam apertando as bandas da bunda branquela, que nesse momento já deveria estar vermelha. A aliança brilhava em seu dedo enquanto ele segurava a carne com força. O ruivo continuava a rebolar com força no colo dele e hwang agradeceu mentalmente por os nós da pequena cabana serem tão fortes, ou ela já teria desmoronado sobre eles. Sem que ao menos percebessem, as calças já não estavam mais em seus corpos. As bocas dançavam em uma valsa esplêndida e os dentes se chocavam. A urgência em que se beijavam era tanta, que até mesmo esqueciam do mundo exterior. Gemidos e mais gemidos escapavam das gargantas.
O ruivo quebrou o beijo e saiu de cima do moreno, ficando em sua frente, sorrindo safado. Ele deitou-se de bruços, deixando a bunda exposta para cima. Agarrou o cós da cueca do mais velho, a puxando para baixo, vendo o membro ereto saltar para fora. Hyunjin ofegou, revirando os olhos ao sentir a mão pequena o envolver, movimentando-se para cima e para baixo. Pendeu a cabeça para o lado, mordendo os lábios no momento em que o ruivo apertou sua glande.
Um gemido rouco deixou sua garganta e felix se empenhou em continuar os movimentos, sua boca salivando. O membro duro expelia pré-gozo pela fenda, melando os dedinhos rechonchudos. As veias saltadas e pulsantes aumentavam ainda mais a vontade do menor de abocanhá-lo. Os movimentos diminuíram. Quando felix retirou a mão do cacete duro, sentiu hwang agarrar seu pulso, quase desesperado.
— Não pare. — proferiu com a voz rouca, causando um forte tremor no menor.
O ruivo obedece, continuando a punhetá-lo.
A mão atrevida deslizava com rapidez, o líquido viscoso que escapava do falo ajudava nos movimentos. Hwang gemia baixinho, proferindo palavras desconexas, e vez ou outra o nome do ruivinho deixava seus lábios de forma arrastada. Sua voz estava grogue e mais rouca que o normal, o prazer o consumia de uma uma forma arrebatadora, o deixando desnorteado.
Felix acelerou os movimentos, olhando para o rosto bagunçado dele. Inclinou-se um pouco mais para a frente, ficando com o rosto a centímetros do pênis ereto. Sorrindo de forma travessa, sussurra o nome do namorado para que ele abra os olhos. Sente o olhar dele lhe queimando e somente aquilo fora o suficiente para começar seu circo.
Ainda sorrindo, felix bate com o pau do moreno em sua bochecha esquerda, dando mais e mais batidinhas. Hwang entreabre os lábios, gostando de ver tal coisa. A mão tatuada vai de encontro aos fios ruivos enquanto a outra acaricia o rostinho corado. Como um bom danadinho, Felix abre um pouco a boca, sugando um dos testículos pesados para dentro, enquanto continua a movimentar os dedos pela glande inchada.
Logo passou a chupar a outra bola, babando tudo. Não demorou muito ali e finalmente envolveu o falo com a língua, colocando todo o comprimento para dentro da boca. Lambeu a pontinha da glande molhada, movimentando a mão por toda a extensão. O moreno revirou os olhos, gemendo alto.
Hwang ergueu o quadril para cima e empurrou a cabeça do ruivo para baixo, fazendo com que seu pau batesse fundo na garganta pouco maltratada. Felix arregalou os olhos, pego de surpresa com o movimento repentino, mas que causou-lhe uma sensação boa. O tatuado passou a ditar os movimentos, se empurrando cada vez mais para dentro da boca quentinha.
Mas logo o mais novo retira a mão grande de seu cabelo, indo em seu ritmo. Começou a brincar com a língua no cacete babado, lambendo toda a extensão. Usava saliva suficiente para deslizar com facilidade e não machucá-lo, se concentrando em não usar os dentes. A cabecinha inchada cuspia pré-gozo em demasia e felix passou a ponta da língua naquele local, adorava sentir o gosto que o moreno tinha. Se sentia como um viciado.
Ele levou todo o comprimento nada pequeno do mais velho até o fim da garganta, e retirou rapidamente, fazendo a mesma coisa por vezes seguidas. O gostinho agridoce do sêmen que escorria já começava a se fazer presente, alucinando o ruivo ainda mais. Determinado em fazer com que o moreno finalmente gozasse, Felix passou a acelerar os movimentos, não se importando com a brutalidade e velocidade que a cabeça inchada batia em sua garganta.
Hwang gemia alto, pouco interessado no que os vizinhos falariam no dia seguinte. Ignorando o pedido silencioso do ruivo, ele voltou a agarrar seus fios, metendo com força. Felix apenas relaxou a garganta e abriu mais a boca, chegando a ver estrelas. Hwang era muito bom quando se tratava em foder.
Com mais algumas estocadas brutas, o moreno finalmente chegou em seu limite, arrancando o pau para fora da boca pequena e mirando no rostinho acabado por lágrimas e saliva. Felix esticou a língua pra fora, aproveitando os jatos fortes e quentes de porra que caíam em cima de si, engolindo-os. O pouco que ficou fora de sua boca, passou os dedos, chupando-os logo em seguida.
Hwang o puxou, fazendo-o se sentar novamente em seu colo. Atacou os lábios vermelhinhos com fome, segurando na mandíbula dele. A língua afoita deslizava pela do ruivo, sentindo o gosto de sua própria porra nela. Sem perder mais tempo, arrancou a cueca do corpo pequeno, o deixando completamente nu. Também retirou a sua, desesperado por mais contato.
Quando ele largou finalmente os lábios cheinhos, olhou nos olhos claros com a visão turva. Ambas as mãos foram de encontro a cintura fininha e logo desceram um pouco mais.
— Você tem uma bunda bem gostosa, amor. — sussurrou roucamente, apertando a carne das nádegas durinhas. — Eu já te disse isso?
O ruivo negou, entorpecido.
Hwang sorriu lânguido, guiando a ponta do dedo até a entrada pequena, ameaçando penetrar. Felix soltou um gritinho surpreso, se apoiando nos ombros largos e abrindo a boca, relaxando o corpo. E sorrindo de forma perversa, Hwang penetrou somente a ponta do dedo. O ruivo se remexeu, afoito. Passou a se movimentar para frente e para trás, se penetrando no dedo do moreno. Logo um segundo dígito fora inserido, e hwang continuava a invadir o ruivinho com seus dedos, o alargando.
Felix choramingou, desesperado por mais. O moreno sorriu, tirando seus dedos de dentro dele. O menor deixou mais um choramingo escapar e em cima dele, um gemido alto e necessitado ao sentir ser invadido novamente, dessa vez, com algo maior.
Hwang fechou os olhos com força, trincando os dentes e a mandíbula assim que sentiu o aperto ao redor de seu pau. Ele tentava ao máximo se controlar e não acabar machucando o ruivo. Eles já fizeram sexo tantas vezes que chegaria a ser piada os corpos não estarem acostumados um com o outro, mas hwang gostava de fazer tudo certinho e estava apenas aguardando o menor se acostumar com sua espessura.
Felix não queria isso, estava impaciente. Ele começou a rebolar, fazendo o membro dentro de si bater em locais que fizerem seu corpo tremer, porém, Hwang continuou imóvel. Necessitado demais, o ruivo ergueu o quadril até que apenas metade do pau do mais velho continuasse dentro de si, e sentou de uma vez, engolindo tudo. Repetiu o movimento por mais algumas vezes, o pau indo fundo dentro de si.
Percebendo que ele não pararia e nem queria delicadeza, Hyunjin segurou em sua cintura e começou a fodê-lo com força, revirando os olhos a cada estocada. As bocas voltaram a se grudar em mais um beijo bruto e afoito. O moreno queria se enterrar por completo no interior do ruivo.
— Hyunjin-ah! O-oh!
O ruivinho gemia de forma esganiçada, se entregando completamente ao moreno. Suas pernas ficaram moles ao que fazia esforços para se movimentar sobre ele. O pênis de Hyunjin deslizava com facilidade para dentro do canal do menor, o atordoando.
Hwang desferiu um tapa estalado na bunda empinada do ruivo, fazendo um gemido alto se desprender de sua garganta. A velocidade e brutalidade que o moreno investia no interior apertado estava o excitando de maneira incontrolável. Seus olhos se reviraram sem controle, agarrado ao ombros largos para conseguir se sustentar.
Ao sentir seu ápice se aproximar, Felix gemia manhosamente, choramingando baixinho quando os movimentos cessaram.
— J-jinnie... — ofegou, apertando os ombros dele, fincando as unhas. — Por quê...?
Hyunjin não o respondeu. Do contrário, deixou alguns tapinhas em sua coxa para que se levantasse. Com o ruivo já em pé, hwang também levantou-se, agarrando-o pela cintura e grudando os lábios em mais um beijo bruto. Felix sentia suas pernas bambas e molengas, e já fora da cabana de lençois, impulsionou o corpo para cima, rodeando as pernas em volta do maior.
— Vamos para o quarto. — Hyunjin proferiu com a voz rouca, deixando beijos pelo colo marcado.
O ruivinho assentiu com a cabeça, choramingando. Ele firmou os pés no chão quando se sentiu seguro para tal, e acompanhou o moreno até o andar de cima, para seu quarto. Com o trajeto sendo três vezes mais demorado por conta dos beijos nada castos e carícias trocadas, finalmente pararam em frente a porta de madeira com uma placa de uma cesta e bola de basquete.
As bocas ainda estavam grudadas, em um beijo afoito. Os corpos imploravam por contato, almejando terem a carne saciada. O casal adentrou o quarto às cegas, com as bocas grudadas e ofegos escapando-lhe das gargantas. Hwang novamente envolveu os braços por volta da cintura afinada do ruivo, o erguendo. As pernas bonitas rodearam acima do seu quadril.
Sustentando o corpo menor com apenas um braço, Hyunjin levou a mão livre até a maçaneta da porta, trancando-a e passando a chave. Voltou a segurar o seu garoto com ambas as mãos, o beijando com fome e salientando o desejo.
Em meio aos beijos necessitados, hwang deitou o ruivinho no colchão macio, ficando por cima dele. Seus lábios foram até o pescoço inteiramente marcado por seu prazer, saindo dele e indo até a aréola durinha, sugando-a para dentro da boca. Felix gemeu, arqueado a coluna e agarrando os fios negros.
Hwang chupava o biquinho com cuidado, acariciando o outro. Passou a ponta da língua no mamilo eriçado, mordendo com força mediana. Passou a fazer os mesmos movimentos no outro mamilo, deixando o ruivinho uma mistura de suor e lágrimas desesperadas.
— Amor, anda logo. — pediu, manhoso.
Hyunjin sorriu safado, retirando a boca do peitinho dele. Segurou em ambos os lados da cintura pequena e o virou de uma única vez, deixando-o de bruços. Depositou um tapa forte na banda avermelhada, fazendo o menor pular pela surpresa. Deixou um segundo tapa. E um terceiro. E um quarto. O ruivo chiou.
— Porra, Hyunjin!
Felix reclamou, mas não verdadeiramente incomodado. Estava com tanto tesão que seu pênis pingava pré-sêmen e sua parte baixa formigava.
O moreno sorriu rouco, se enterrando de uma vez dentro dele. Lee gemeu manhoso, sentindo seu ventre doer ao sentir cada centímetros entrar em uma única estocada. Hyunjin segurou o cabelo dele, fodendo de forma bruta e com força. Os gemidos manhoso e os pedidos altos implorando por mais, o davam ainda mais energia.
O menor agarrou o edredom, e Hyunjin agora segurava seu pescoço, fazendo uma leve pressão enquanto metia por trás. Felix se arqueou e em nenhum momento soltou o tecido que esmagava entre os dedinhos. Mesmo deitado sentia suas pernas trêmulas, tudo aquilo era tão excitante e Hyunjin o fodia tão bem...
O que se ouvia dentro daquele quarto eram os barulhos das peles se chocando, a cama batendo contra a parede e os gemidos do casal que se amava da forma mais carnal e saborosa possível. Hwang metia com força, fazendo com que o corpo do menor fosse para cima e para baixo. Seu membro esquecido estava sendo maltratado contra o colchão e seu abdômen, causando uma leve dor gostosa.
— Puta merda! — Felix xingou, contraindo.
Hyunjin revirou os olhos.
— Porra!
O moreno ofegou, sentindo seu ventre se contrair. Aumentou a velocidade de suas estocadas e voltou a apertar a cintura do ruivo, o pressionando ainda mais contra o colchão. Tal movimento fez com que o membro duro do menor fosse estimulado nos lençois e ele gozou, revirando os olhos.
Com mais algumas estocadas violentas e xingamentos altos, Hyunjin também chegou em seu limite, tirando seu membro rapidamente, vendo os fios brancos de gozo caírem nas costas e na bunda do Lee. Masturbou o pênis mais um pouco, expelindo para fora os últimos resquícios de sêmen.
Cansado, caiu deitado ao lado do ruivo, o puxando para si em um abraço reconfortante. Afundou o rosto no pescoço do namorado, se recuperando de mais uma ótima rodada do sexo bom que sempre faziam.
Ao se recuperarem do momento, hwang puxou o menor para mais perto, quase como se pudesse se fundir a ele. Beijou seus lábios lentamente, sugando o inferior e sorrindo em meio ao ósculo. Cansados demais, ambos fecharam os olhos, se entregando ao sono.
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