03° cap: Prazer Supremo 🔥

06/08/2024


Park Jimin

É errado ter sonhos eróticos com o seu chefe?

Me faço todas as noites essa mesma pergunta. O que poderia dar errado com essa viagem?

Nada! Bem, era isso o que eu pensava até eu estar no mesmo quarto que ele, eu até tento evitar olhar para esse espetáculo de homem, mas não consigo, seus olhos são como um ímã que me atrai e me puxa cada vez para mais perto.

Não sei explicar o que sinto, só sei que não tenho controle sob meu corpo quando estou perto dele, a vontade de tocá-lo é tão grande que meu corpo ferve. Seus olhos pequenos me devoraram de cima a baixo. De repente sinto algo dentro esquentar, minhas pernas ficam bambas.

Não consigo disfarçar o quanto meu corpo está entregue a esse homem.

—  Vo...cê.. me... dei..xa, — Tento dizer algo, mas gaguejei em minhas próprias palavras, arrancando um sorriso dele.

Jungkook está parado em minha frente, com um olhar totalmente atraente que me hipnotiza, tento me mover mas minhas pernas não me obedecem, tento dar um passo para trás mas a única coisa que consigo é me aproximar mais do seu corpo.

Meu chefe sussurra próximo ao meu ouvido, seu hálito quente toca minha pele me fazendo arrepiar e imaginar ele me jogando em cima daquela cama ou até mesmo da mesa.

Se controla Park ele é seu chefe! Tento colocar isso em minha mente, porém de nada adianta.

— Você também me deixa, Park. — Jungkook se aproxima mais um pouco, ele toca em meu ombro e faz escapar um arfar meu.

— Senhor. — Minha voz saiu trêmula como um gemido, e eu me odiei por isso.

— O que tem eu?. — Pergunta Jeon, ao tocar em meus lábios que agora estão entreabertos, pisquei lentamente.

— Você está perto demais. — Engulo a seco.

Seu corpo que já parecia perto agora eu o sinto respirar contra meu rosto.

— Perto quanto? — Ele sorri de canto.

Sua respiração era tão pesada quanto a minha..

— O bastante ao ponto de-..

Eu não consigo terminar minha frase, aqueles olhos me fazem agir sem pensar. Meu desejo de tocar os lábios que necessitavam dos meus, foi mais forte.

E eu beijo Jeon Jungkook, meu chefe, e dono dos meus desejos mais ocultos, eu sinto pela primeira vez o sabor de sua língua tocando a minha, seus lábios que eu imaginei ser macios e comprovo isso agora. Jeon jungkook beija lento, com língua e..

— Você esperou por isso? — Eu pergunto como um filha da puta cafajeste.

— Eu imaginei isso desde o dia em que te vi.

Eu o quero, o quero tanto que o aperto em meu corpo desejando que suas mãos fortes façam o mesmo comigo.

O clima está completamente quente, por mais que lá fora esteja caindo o maior temporal, Jungkook aperta minha cintura com tanta possessão que parece que vai me quebrar ao meio.

E eu quero mais...... meu corpo pede mais e eu não sei lidar com tudo isso.

Jungkook me encosta contra a parede segura minhas mãos para o alto da minha cabeça, nossas respirações estão tão ofegantes, mas o desejo que sentimos um pelo outro é instantemente surreal.

Ele me quer assim como eu o quero, mas..

Porra! Não posso deixar isso prosseguir.

— Desculpe senhor! — Me afasto. — Eu não, isso é.. Me desculpe. — Eu tiro seus braços do meu corpo e me sento na cama.

— Não se desculpe. Eu também o beijei. — Jeon se senta ao meu lado.

— Eu sei, mas.. Eu sou seu funcionário e isso é totalmente inadequado.

— Sei que muita coisa está se passando pela sua cabeça e uma delas é que acha que estou me aproveitando da situação. — Jungkook me olha. — Mas não estou, eu também quero você. Park não é fácil te ver na empresa com aquelas roupas coladas ao seu corpo, seus lábios rosados chamativos e seu sorriso que.. Me desculpe. Mas eu o imagino, vê-lo aqui em minha frente praticamente nu, eu sou homem Jimin e tenho desejos tão pecaminosos do qual sentiria medo.

— Exatamente por isso, Jungkook, por ser homem, meu chefe e noivo de alguém. — Respondo brincando nos dedos por causa do nervoso.

Percebi que ele não gostou muito do rumo que isso levou, mas ele é noivo de alguém e eu cometi um erro, eu o beijei.

— Vamos dormir, Jimin, já está tarde. — Diz ele em um tom sério.

Eu me levanto visto minhas roupas e apago as luzes e me deito ao seu lado de costas. Não consigo encará-lo no momento.

Horas depois..

Porque estou me sentindo mal? Tento dormir, mas não consigo, fico olhando para a parede com a esperança do sono chegar, me diz como é que dorme com um gostoso desse ao lado.

Ok, eu parei..

Me assusto com o barulho dos trovões, meu coração dispara ao sentir meu corpo ser abraçado, não sei o que me assusta mais agora, os trovoes ou os braços dele em volta do meu corpo.

De novo ..

Sinto uma respiração quente próxima ao meu rosto. Suas mãos acariciam meu braço enquanto a outra se perde nos meus cabelos. Jungkook está me dando carinho e eu quero mais que isso, eu quero senti-lo tão perto a ponto de quase não ter espaço pessoal.

— Jimin? — Seu sussurro com meu nome me faz sorrir descaradamente. — Olhe para mim. — Mordo meus lábios.

Eu me viro, e agora estamos frente a frente, mesmo que o quarto esteja escuro sinto ele me olhar. Jungkook toca meu rosto gentilmente com seus dedos.. Sinto sua respiração cada vez mais próxima, até que meus lábios são tocados de forma como se o mundo fosse acabar, ele me beija agora, e eu o correspondi.

Jeon morde meus lábios como se fossem tirar pedaços deles, nossas línguas duelavam por espaço, Jungkook me puxa para debaixo do seu corpo, me agarrando pela cintura, não dando chances para agora eu fugir, os beijos correspondidos na mesma intensidade me deixa tão louco quanto aquele em minha frente.

Meu chefe sobe em cima de mim se acomodando no meio de minhas pernas, o beijo fica cada vez mais gostoso e excitante, quem vê de fora pode apreciar nossas línguas se tocando com necessidade.

Eu sinto o corpo maior que o meu se empurrar contra o meu, eu arfo, e jungkook empurra de novo, sorrindo descaradamente.

Sinto o volume deslizar em cima do meu corpo e no pequeno volume que eu também tenho.

Mas novamente eu o empurro de cima de mim e estico o braço e acendo as luzes.

Eu posso ver a frustração em seu rosto.

— Senhor, nós não podemos, me desculpe, eu não deveria.

— Desculpas, porque, Park? Nós não temos culpa de nada, nossa atração e desejo fala mais alto, você quer e eu também.

Ele indaga confiante. Sim, eu o quero e ele me quer, mas.. VOCÊ ESTÁ NOIVO!

— A diferença é que eu estou solteiro e você noi-..

Jungkook me puxa para cima de seu corpo, ele enche sua mão com meus cabelos e o puxa me fazendo inclinar minha cabeça para trás, eu me apoio em seus peitos musculosos olhando para cima e tentando não ficar excitado. Mas isso é impossível nesse momento.

— Não precisamos foder para nos aliviar. — Jungkook diz, rouco e sexy, e caralho ouvir isso me deixou mais excitado.

— Vamos parar com isso e dor—.. — Suas mãos tocaram minha cintura me fazendo ir para frente e para trás. — Isso é errado.

— Parece que o errado te excita, Park Jimin!

— Você não presta, Jeon Jungkook.. — Sorri.

— Me deixa te fuder? — Jungkook me puxa para perto de seu rosto e morde o lóbulo da minha orelha. — Eu quero comer você, Park Jimin.. — E ao ouvir sua quase súplica pelo meu corpo, sinto mais quente.

Olho em seus olhos e só vejo luxúria, e mais uma vez meus lábios são devorados, meu chefe me leva ao céu e ao inferno a segundos quando se afasta e me joga na cama. Jungkook se levanta e eu o vejo pegar sua gravata.

Meus Deus o que ele pensa que vai fazer com isso?

Eu o vejo se aproximar e subir de joelhos até o meio de minhas pernas.

— Irei deixar essa noite marcada para sempre em sua memória. Não quero que pense que sou doente, mas como eu disse meus desejos vão além da sua imaginação e se um dia quiser lhe mostrarei um pouco.

— O que quer dizer com isso?

— Tudo que irei fazer é proporcionar prazer para nós. Mas se caso não gostar é só me dizer, NÃO ou use as palavra ROXO.

— Eu não me importo, eu quero ver o que você tem para me oferecer. —  Mordo meus lábios olhando para o corpo à minha frente.

— Eu quero tanto te ouvir gemer Park..

— Então me faça, senhor!

Jungkook tira sua blusa e eu finalmente posso ver de pertinho seu abdômen sarado e seu peito musculoso.

— Quer pegar?

Não respondo, mas também não deixo de admirá, ele sorri ao me ver salivar, Jeon segura em minha mão me fazendo ficar sentado na cama, meus olhos sobe e desce admirando cada músculo desse homem perfeito. Ele leva minhas mãos e desliza sobre seu abdômen até chegar em seu membro.

E que membro senhor, isso está mais para uma barra de ferro de tão dura que está.

Já que estou aqui, vou aproveitar cada minuto, nem que eu depois me arrependa.

Uma Carta de demissão depois resolve.

Deixei a vergonha de lado e resolvi aproveitar cada pedacinho desse homem.

Jungkook deita sobre meu corpo e começa a beijar meu pescoço, me fazendo contorcer, pois essa parte é muito sensível sua boca vai descendo cada vez mais até parar em meus mamilos e ao sentir o toque gélido do piercing, solto um gemido arrastado..

E para me torturar mais ainda ele desceu até a minha cueca.

— Ainda nem comecei e você já está assim todo molhadinho. — Jeon sorri.

De repente sinto uma mordida próximo a minha virilha. Eu o segurei pelo cabelo com força o puxando para cima, desgraçado, isso me assustou.

— Doeu? — Eu nego. — Relaxe, eu não vou machucar você.

Jungkook se abaixa e agora morde minha coxa me fazendo arquear o corpo, não dói, Jungkook sabe exatamente onde morde, como morde e como me deixa excitado.

— Seu corpo é tão branquinho que eu quero marcá-lo em lugares que só eu possa ver.

— O admire e deseje o quanto quiser. Essa noite eu serei seu.

Estou com tanto tesão que não tenho controle sobre meu corpo, estou entregue para que esse homem, para fazer o que quiser comigo.

— Eu não estou aguentando mais. — Sussurrei.

Jungkook, pega a gravata que estava sobre a cama e amarrou meus punhos.

— O que você vai fazer?

— Te dá prazer!

Jeon me vira de bruços, e tira a minha cueca.

Em algum momento no começo eu tinha calças, mas ela saiu correndo.

E agora estou completamente exposto para ele, minha bunda farta está sendo devorada pelos olhos de Jungkook.

Suas mãos não tocam diretamente minha bunda, ele massageia brevemente minha lombar e se ajeita indo mais para frente me fazendo ficar totalmente exposto com as pernas abertas.

Jungkook se curva, beijando-me desde a nuca até o cóccix.

— Está ansioso.. Se acalme..

— Estou exposto para você.. isso me deixa ansioso e com medo.

— Não há nada em você que eu não ache perfeito.

Romântico? Talvez não, ele só quer me foder.

— Apenas respire fundo e se acalme.

Suas mãos se enchem ao apertar minha bunda, jungkook deixa selares em volta de minha bunda e sem aviso nenhum ele desce a língua até minha entrada.

A língua de jungkook é estupidamente macia e ágil, meu rosto está contra o colchão, meu corpo empinado para meu próprio chefe, meu gemido soando claramente pelo quarto o encorajando a continuar.

— Não para. — Eu empurrava meu quadril para trás, querendo sentir muito mais do meu chefe.

Jungkook sabe que eu, seu garoto, quero explodir. Mas ele para, se desfaz de sua cueca e posiciona seu membro duro e excitado na minha entrada sem penetrar.

— Eu quero gozar. — Digo manhoso.

Jeon segura meu membro para trás com sua outra mão ele segura meu quadril. Seu corpo se move para frente e para trás se esfregando entre minhas nádegas, me levando a loucura.

Sua mão faz o mesmo movimento que seu corpo.

— Você não pode, não agora. — Diz Jungkook firmemente.

Jungkook desferiu dois tapas na minha bunda fazendo meu corpo todo tremer, meu gemido enlouquecido ecoou no quarto junto ao dele.

Eu não sei em que momento eu começo a suplicar para que ele empurre dentro de mim, quero senti-lo, quero agarrar seu corpo contra o meu e marcá-lo.

Quero ouvir seus gemidos, quero mais dele, mas de seu pau se esfregando em mim, exatamente como ele está, molhado, excitado, duro e gostoso. Seus dedos abrem uma parte de minha bunda, eu posso ouvi-lo dizer em como meu cuzinho clama pelo seu pau.

Mas ele nega, cada segundo que eu acho que ele irá me penetrar ele nega.

Maldito seja a porra da sanidade que esse homem carrega, se fosse eu, o comeria por inteiro sem pensar.

— Eu não aguento mais, jung..

Jungkook novamente segura seu membro fazendo com que a glande rodéle todo meu buraco como se fosse finalmente me comer.

E sem paciência alguma eu empurro meu quadril na tentativa de conseguir o que eu quero.

Mas Jeon se esquiva. E desfere mais dois tapas em minha bunda.

Ele esticou o braço e agarrou um punhado de cabelo em sua mão me fazendo levantar e ficar de joelhos.

— Não faça isso de novo. — Ele soa autoritário, e isso fez com que meu pau latejasse de tesão.

Jungkook levanta me trazendo junto com ele e me colocando de bruços em cima da mesa, a mesma mesa que eu desejei ser jogado lá no início.

— Feche as pernas. — Eu obedeço.

— Eu só vou parar quando te ver tremendo de tanto gozar.

Jungkook não penetra em mim.

Mas deixa seu membro entre minhas coxas rente ao períneo. Meu membro está contra meu corpo e a madeira da mesa.

Jungkook se mexe, me fazendo gemer.

Ele se empurra para frente para trás, simulando uma penetração. Minha entrada pisca com uma sensação diferente, jungkook não está penetrando em mim, mas é tão gostoso quanto.

— Aperta seus mamilos. — Ele ordena.

Eu faço. E porra.. tudo em mim esta sendo estimulado. É gostoso, excitante, quente, perigoso e..

Eu não respondo mais nada, meu corpo ia para trás e o de Jungkook para frente. Nossos corpos agora sincronizados juntavam prazer ao desejo.

Jungkook estava a ponto de gozar e eu tremia gemendo o nome do meu chefe.

— Vira pra mim. — Ele manda.

Eu viro.

— Você é a bagunça mais linda que eu já vi.

Jungkook me beija e junta nossos membros em sua mão grande e masturba nós dóis rápido e forte.

Eu gozo em questão de segundos, minhas unhas se cravaram no pescoço de Jungkook, fazendo-o com que ele resmungue de dor e goze deliciosamente sujando nós dois.

Ofegantes em meio ao beijo nós paramos. As testas juntas e um sorriso de cúmplices se exibem com luxúria.

— Isso foi incrível! — Diz ele.

Me levanto e vou direto para o banheiro, tomar um banho quente, ligo o chuveiro, meus pensamentos estão uma bagunça pelo o que acabou de acontecer, ligo o chuveiro e entrei embaixo, fecho meus olhos e sorrio ao lembrar da loucura que acabei de cometer. Porém me assusto com a porta do box sendo aberta e por ela passa meu chefe, ele me encara seus olhos sobem e descem.

Jeon Jungkook se aproxima lentamente, como um animal selvagem pronto para atacar sua presa. Pois é assim que estou me sentindo.

— O que você está fazendo?

— Te admirando.

Jungkook me puxa pela cintura, e mais uma vez nos beijamos, trocamos alguns amassos e carinhos, sem penetração, mas posso garantir que essa é a atração mais gostosa que já senti.

Saímos do banheiro, peguei uma pequena toalha e comecei a enxugar meus cabelos, olho para meu pulsos e os vejo vermelhos, sinto minhas bochechas esquentarem, estou com vergonha de olhar para meu chefe. Nem vejo quando ele se aproxima só sei que agora ele segura meus pulsos e leva até seus lábios e os beijam.

— Eu vou cuidar de você. — Diz ele ao tirar uma mecha de cabelo do meu rosto.

Seus olhos estão novamente nos meus, agora ele segura em meu queixo, ao sentir o toque do polegar passar pelos meus lábios fecho meus olhos.

— Sei que assim como eu você também está sem sono, que tal pedirmos mais uma garrafa de vinho e sentarmos em frente a lareira?

Não respondo nada apenas aceno com a cabeça. São exatamente três horas da manhã e eu estou sentado tomando vinho com meu chefe, isso é loucura.

— O que está te incomodando, Park Jimin? — Pergunta ele ao levar a taça até seus lábios.

—Você é meu chefe, e noivo, me sinto envergonhado pelo o que aconteceu.

— Pois não deveria, até porque para mim foi incrível, vai ser difícil esquecer o que aconteceu nessa noite! Mas sobre Ellena já disse que são apenas negócios.

Olhei para meus pulsos e passei meus dedos, e Jungkook percebeu.

— Eu te machuquei? — Ele pergunta ao segurar minha mão, nossa ele está sendo tão atencioso, carinhoso, nunca ninguém agiu assim comigo a não ser meus dois amigos.

— Não... Não.. você foi perfeito! — Sorri envergonhado.

Ficamos conversando um pouco, falei um pouco sobre meus amigos e eu, e depois de um tempo voltamos para a cama.

Vamos dormir!

Foi o que eu pensei que iria acontecer, até meu corpo ser puxado para perto do dele, foi o encaixe perfeito, o corpo grande sobre o meu como se ele estivesse me protegendo.

•••

Acordei, e não sinto, mas  o corpo grande ao meu lado, me levanto, vou para o banheiro, tomo banho e troco de roupa.

Até parece né Park Jimin que o teu chefe iria te esperar para tomar café!

Foi só uma transar, aliás nem transamos afinal, mas que droga porque estou pensando nisso agora.

De repente sinto meu corpo ser abraçado por trás, é ele novamente, Jungkook é algo que vai além da minha imaginação, ele bagunça minha mente de uma tal maneira que não dá para explicar.

- A chuva passou! Vamos? Assim que chegarmos na cidade tomaremos café juntos. - Diz ele e logo em seguida deposita um selar em meu ombro.

Isso só pode ser fruto da minha imaginação.

— Eu preferiria que fôssemos direto para o hotel onde estamos hospedados, senhor. — Jeon sorriu.

— Tudo bem Park, mas vamos tomar café juntos e à noite temos mais um jantar de negócios.

— Por favor, não complique mais a minha situação, senhor.

— É uma ordem Park! — Diz ele em um tom autoritário.

Onde está aquele homem gentil, carinhoso e atencioso? — Me faço essas perguntas enquanto olho para ele sentado ao meu lado.

Descemos e fomos em direção ao carro, o clima estava estranho, ou era eu que estava me sentindo desconfortável diante dele, lembranças da noite anterior não saem da minha mente.

Eu vi meu chefe completamente nu à minha frente e eu a dele, dá para acreditar nisso. Caramba eu ia dar pro meu chefe!

Evito encará-lo! Mas sinto seu olhar sobre mim, será que ele também está pensando? Claro que não, talvez o que aconteceu para ele não passe de uma aventura entre quatro paredes.

Saio das minhas lembranças assim que ouço seu celular tocar, ele tira do bolso e ao ver o nome da sua noiva revirei meus olhos, Jeon sorri, e ele não atende e guarda novamente o celular, de repente ele pára o carro e meu coração dispara ao sentir o toque de sua mão apertar minha coxa, olhei para ele assustado.

— Só quero que revire os olhos quando estiver gemendo pedindo para ser fodido. — Engoli seco.

— Deve ser algo urgente, você deveria atendê-la. — Tento quebrar o clima que agora está tenso demais.

-— Não quero me estressar, Park, então esqueça, Ellena.

— Desculpe, é que eu pensei..

— Pois não pense em nada, apenas aproveite a viagem.

Se eu pudesse enfiar minha cabeça no buraco eu fazia isso, ele continua sério dirigindo, e eu rezando para chegarmos na cidade vizinha, mas tudo piora no instante que minha barriga ronca.

— Posso colocar uma música! — Tento disfarçar, Jeon não diz nada, porém eu coloquei uma música aleatória, acho que alguém ali de cima não está ajudando muito, pois a música que está tocando é River.

Jungkook freia o carro e deu ré, me fazendo olhar para ele.

— Vamos voltar, eu acho que passei por uma cafeteria. — Ao ouvir suas palavras abaixei minha cabeça me reprimindo.

— Espera aqui! — Diz ele ao sair do carro.

Enquanto meu chefe me deixou sozinho, peguei meu celular para mandar uma mensagem para meus amigos, e não demorou para ele retornar, e com dois cappuccinos e duas rosquinhas.

— Era só o que tinha. — Diz Jeon ao me entregar o meu.

- Obrigado, senhor, mas eu só quero o cappuccino! - Ele me encara de uma forma diferente, será que eu falei algo de errado?

Jeon, leva seu cappuccino até sua boca de uma forma provocativa, me fazendo lembrar do sabor de sua boca, balanço minha cabeça e ele sorri, safado.

De repente me assusto com ele levando um pedaço de rosquinha até a minha boca.

— Abra! —  Diz ele ao arquear uma sobrancelha.

Eu obedeço, mas antes de colocar o pedaço em minha boca, Jungkook segura em minha nuca e me puxa para um beijo.

O beijo ganhou velocidade, as mãos que antes estavam em minha nuca agora estão em minha cintura me puxando para mais perto do seu corpo, e mais uma vez nossas línguas estão duelando, o clima esquenta, Jungkook desce sua mão até a minha coxa e aperta até chegar em minha virilha.

Caralho eu já estou todo excitado, e meu chefe já está tão duro quanto eu, nossas respirações estão ofegantes, o vidro do carro está completamente embaçado.

— Senhor.... — Falo ofegante entre os beijos.

Os apertos em minha bunda fica mais forte, então eu me afasto dos braços que tem meu corpo por inteiro.

Essa sua boca além de tentadora e irresistível,Park Jimin! Confesso que depois de ontem me peguei a imaginar tantas coisas fazendo com ela, inclusive.

Jungkook se aproxima do meu ouvido e sussurra algo bem depravado que me faz tremer por inteiro. Ele sorri ao me ver de boca aberta.

— Agora vamos!

Ele começa a dirigir, foram quarenta minutos até chegarmos no hotel em que estamos hospedados.

Dubai é uma cidade maravilhosa, olho tudo à minha volta pois não sei quando terei outra oportunidade como essa. Assim que passamos pela recepção fui direto para meu quarto, e Jungkook para o dele, bem com certeza ele agora vai ligar para a noiva e dar explicação.

Horas mais tarde.

Estava deitado na cama, tentando assimilar tudo o que aconteceu, as horas vão se passando e já está quase na hora de nos encontrarmos com o novo cliente, vou para o banheiro e tomo um banho relaxante, de repente minha atenção e tomada com meu celular tocando, termino o banho e visto o meu roupão, vou em direção ao meu celular que está em cima da cama e atendi de imediato.

| Eu já disse para não me ligar!

| Desculpe mais é urgente, precisamos nos encontrar, irei te procurar assim que eu chegar em Seul.

| Não estou em Seul, estou em uma viagem a trabalho com meu chefe, estou em Dubai.

| Olha só que coincidência, Park, estou em Dubai vim fechar um grande negócio, me encontre nesse local hoje a noite, estou mandando a localização.

| Qual foi a parte que você não entendeu que eu não po-...

Sim Jimin? — A voz do meu chefe me chamando fez com que Kenzo encerrasse a ligação.

Olho no relógio e ainda não está na hora, vou até a porta e abro.

—  Senhor, o que faz aqui?

Jungkook me olhou e sorri.

— Que bela recepção! — Diz ele ao levar sua mão até o fio do meu roupão, e é só nessa hora que percebo que estou usando apenas essa peça.

— Desculpe senhor, eu vou vestir algo adequado, mas o senhor precisa de algo?

— Assim, está ótimo para mim! Mas só passei aqui para te trazer isso quero que use no jantar.

Jungkook me entrega duas sacolas, eu as pego e então ele se retira, o perfume amadeirado e extremamente sedutor azalou meu quarto. Abro as sacolas e tiro um par de roupas bem diferente das quais estou acostumado a vestir.

Já vestido parei em frente ao espelho para me analisar, e porra estou gostoso pra cassete! Jungkook tem um ótimo gosto, e não é que ele acertou o meu número, porém a calça ficou colada demais. Passo um gloss para realçar meus lábios, nada muito exagerado, penteio meus cabelos os jogando para o lado, passo um pouco de perfume nada enjoativo, pego o blazer na cor vinho e o visto.

— Agora sim Park Jimin. — Falo para mim mesmo.

E mais uma vez meu chefe bate na porta, puxo minha respiração, e vou em direção a porta, ao abri lá estava ele, terno muito bem alinhado, cabelo impecável, e o mesmo perfume que me leva ao céu e ao inferno ao mesmo tempo, ele sorri e morde os próprios lábios.

— Você está perfeito. Mas antes de irmos falta apenas um detalhe. — Jungkook abre uma caixa de veludo e tira um Rolex na cor prata, e coloca em meu pulso. — Agora sim vamos?

Acenei com a cabeça e fomos em direção ao carro, ao passar pela recepção sinto os olhares caíram sobre mim, abaixo minha cabeça envergonhado.

— Quero que caminhe ao meu lado, Park. — Diz Jeon em um tom alterado que parece estar chateado.

Ando um pouco mais rápido para tentar alcançá-lo, ergo minha cabeça e coloco um sorriso encantador em meu rosto. Já dentro do carro, Jungkook me disse que o cliente que vamos encontrar, é muito atrevido.

— Jimin se meu cliente passar dos limites, e tentar uma aproximação com você me diga, pois eu não vou permitir que ninguém tente tocá-lo sem seu consentimento.

Ouvir ele falar assim dá até para pensar que ele se preocupa comigo, mas Jungkook é tão misterioso que tem horas que ele parece ser outra pessoa.

Ao chegarmos no restaurante, Jungkook estaciona o carro, mas antes de sairmos ele segura em meu braço e olha em meus olhos.

— Lembre-se do que eu disse, se algo sair fora do controle use a palavra ROXO!

— Roxo? — Pergunto confuso

— Sim Jimin, esse será nosso código de segurança.

Código de segurança? Estranhei mas também não perguntei nada, mas a curiosidade estava me consumindo.

Ao chegarmos em frente a porta de entrada, os flash das câmera me impedia enxergar direito. Jungkook olhava para os lados como se estivesse procurando alguém, de repente sinto meu braço ser puxado.

— Soco-....

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Jeon Jungkook:

Sei que eu poderia chamar outro qualquer candidato para ir comigo para Dubai, mesmo que o estagiário Park seja teimoso tenho que confessar ele é inteligente e profissional um dos melhores que já se passou pela Jeon Company.

Minha aparição com Ellena hoje na empresa pegou meus funcionários de surpresa pois sou um homem reservado, mas nada foi planejado, Ellena apareceu do nada hoje, como sou um homem educado eu não poderia deixar minha noiva a minha espera. Ellena é uma mulher extremamente sedutora e linda, mas são apenas negócios que irão beneficiar ambos os lados.

Assim que entrei no refeitório, Park se levantou e saiu rapidamente, talvez minha presença o intimide.

— Bom dia. — Diz Seokjin ao se aproximar.  Senhorita Kil.

— Bom dia Kim.

— Jeon precisamos acertar os últimos detalhes sobre a viagem a Dubai, esse é um grande negócio Jungkook e o cliente deseja a sua presença.

— Seokjin eu tenho outros compromissos.

— Jeon, se não fosse tão importante eu mesmo deixaria esse contrato para trás, bem entre os dois candidatos, sabemos que Park é o mais eficaz para te acompanhar. Eu insisto, Jeon, o leve com você. — Diz Seokjin.

Ellena muda completamente, ela parece não ter gostado muito da ideia, mas eu deixei bem claro que em meus negócios e na minha empresa quem manda sou eu. Terminamos nosso café e fomos para a minha sala, e claro que, Ellena estava junto.

Já sozinhos, Ellena caminha em minha direção e senta no meu colo, ele segura minha gravata e olha para minha boca.

— Amor, quem é seu novo estágio?

Amor? Essa é boa, sorri.

— É um candidato que está brigando pela vaga, ele é um rapaz muito profissional, talvez ele consiga essa vaga, mas porque seu interesse repentino nele?

— Só curiosidade, pois o Kim falou tão entusiasmado.

Batidas na porta interrompeu esse momento e confesso que agradeci aos céus.

— Mandou me chamar senhor?

— Entre por favor! — Ordeno, pois eu o estava esperando. — Ellena querida pode nos dar licença é assunto de empresa.

Ellena não gostou muito, mas ele se levanta e caminha em direção a porta, porém ela pára e olha para Park de cima a baixo.

Não dei muita chance para ele pensar sobre a viagem a Dubai, deixei bem claro que essa seria uma grande oportunidade para ele, e como imaginei ele não recusou.

Se Park soubesse o quanto sua boca me faz pecar em pensamentos, talvez não estaria aqui na minha frente. Seu perfume e como uma dose viciante que me embriaga, tento evitar olhar em seus olhos, porém não consigo, e porra eu estou ficando excitado sem ao menos tocá-lo. Coloco minhas mãos nos bolsos da frente para disfarçar o volume.

—  Algum problema? — Pergunto, Park para de brincar em seus dedos e me encara.

— Problema algum senhor! — Ele responde firmemente.

Entreguei a ele um dos meus cartões vip para que ele compre roupas adequadas para usar durante a viagem e durante os jantares e festas, ele quis recusar, porém eu disse que era uma ordem e não um pedido. Depois de falar o horário que eu iria pegá-lo em seu apartamento Park se retirou.

Já sentado em minha cadeira giratória, me pego a imaginar.

Será que ele aceitaria um contrato, talvez não, pois ele parece não ser obediente. — Penso comigo mesmo.

Estava tão distraído em meus pensamentos que nem vi a hora que Seokjin entrou em minha sala, quando dei por mim ele já estava a minha frente.

— Você sabe quem está na cidade novamente né. — Diz Jin.

Olhei para ele sem saber do que ele estava falando.

— Hoseok! Sei que vocês não estão se falando, mas eu o convidei para o meu aniversário, e não abro mão da sua presença também.

— Seokjin eu preciso terminar de assinar alguns documentos.

— Tá certo empresário Jeon Jungkook. — Seokjin sorriu e saiu da sala, mas a porta foi aberta novamente e Seokjin apenas colocou sua cabeça. — Jungkook não deixe o rapaz Park assustado, pois eu notei a forma como olhas para ele.

Nada comentei, e nem precisei, Jin fechou a porta, se passaram alguns minutos e mais uma vez fui interrompido, com batidas na porta.

— Senhor Jeon?

— Entre, Júlia.

— Com sua licença, senhor, eu sei que pediste para não ser incomodado, mas o senhor Ruan deseja falar com o senhor.

— Droga.. — Resmunguei. — Mande ele entrar.

Júlia se retirou, e não demorou para que Ruan passasse pela porta, ele sorri e vem em minha direção com um sorriso estampado em seu rosto.

— Que surpresa você aqui, pensei que você não iria retornar assim de repente.

— Já descansei o suficiente, agora preciso correr atrás do prejuízo pois fiquei muito tempo afastado da empresa.

— É claro, sua sala ainda se encontra no mesmo lugar.

— Obrigado, pela recepção calorosa amigo. — Ruan sorri.

— É bom ter você novamente no grupo Jeon Company.

— Você não perde esse seu jeitão né Jungkook, sempre cutuca as pessoas mostrando quem é que manda.

— Exatamente, pois se eu abaixar a guarda é capaz de puxar meu tapete!

— Jungkook sendo Jungkook, sempre desconfiado com as pessoas ao seu lado. — Ruan balançou sua cabeça e saiu sorrindo.

Nem sei por quanto tempo estou trancado em minha sala na frente do computador, de repente a voz do Ruan chama a minha atenção, me levanto e vou até a janela, afastei a cortina para ver com quem ele tanto conversa.

— Você ainda não foi contratado? O que está acontecendo com meu sócio? — Diz, Ruan para alguém que infelizmente não dá para ver.

— Desculpe senhor, mas estou bem com o cargo de estagiário no momento, o senhor Jeon é um homem generoso, tenho certeza que irei aprender muito com ele.

Ao escutar a doce voz, meu instinto possessivo me dominou, quando me dei conta eu já estava com a porta aberta chamando pelo estagiário.

— Park, o que você ainda está fazendo aqui? Eu já disse para ir resolver as coisas para a viagem amanhã.

O ruivo me olha sem entender nada, enquanto Ruan esbanja um sorrindo em seu rosto.

— Eu...eu.. eu já estava saindo senhor. — Responde ele ao gaguejar.

Jimin saiu, e Seokjin surgiu e quebrou completamente o clima.

— Que tal sairmos daqui e irmos direto para o barzinho comemorar.

— Vão vocês, eu tenho muito trabalho.

Voltei para a minha sala e continuei respondendo alguns e-mails, era por volta de nove horas da noite quando decido deixar a empresa, caminho em direção ao estacionamento onde meu carro está, sinto estar sendo seguido, porém permaneço tranquilo, nunca fui a favor de andar com segurança, por mais que meu amigo Seokjin e Ruan me cobre isso eu continuo sem andar com segurança e muito menos motorista, sempre gostei de dirigir meu próprio carro.

Parei de andar e a sombra que estava me seguindo correu rapidamente, entrei em meu carro e travei a porta, meu carro e a prova de balas. Espero alguns minutos e nada da pessoa aparecer, ligo o carro e comecei a dirigir, já era tarde então retorno para minha casa, pois o dia será longo o bastante.

Assim que passei pela porta Merlin já estava à minha espera.

— Boa noite senhor, Jeon. A senhorita Ellena já ligou várias vezes perguntando pelo senhor. —  Diz Merlin, assim que a minha empregada terminou sua frase o telefone toca novamente.

— Diga que eu ainda não votei, e deixe essa porra fora do gancho.

— Sim senhor.

Ao chegar na metade do degrau, Marlim chama por mim.

— Eu posso servir o seu jantar, senhor?

— Não irei jantar, vou para meu quarto, amanhã irei sair em uma viagem e tomar conta de tudo para mim até eu chegar, senhora Merlin.

— Sim, menino Jeon, boa noite.

Subi para meu quarto, tirei o terno e minha camisa social ficando apenas com a minha calça, caminho até a janela com o copo de whisky na mão, de repente meus pensamentos são invadidos com a lembrança do Jimin em minha frente, seu cheiro é tão viciante.

No dia seguinte:

Acordei com uma dor de cabeça infernal, e com o mal-humor do cão, faço minha higienização, visto uma roupa confortável, hoje não irei para a empresa.

Desço para fazer meu desjejum, porém meu minuto de paz é interrompido com Ellena.

— Porque não retornou minhas ligações? — Ellena coloca sua bolsa sobre a mesa e me olha com as duas mãos na cintura.

— Merlin, me deixe a sós com a senhorita Ellena.

— Com licença. — Diz a senhora Merlin antes de se retirar.

— Ellena, eu sei que somos noivos mas isso não quer dizer que eu tenha que te dar satisfação sobre tudo o que faço, estou pensando realmente se sigo com esse acordo de casamento pois essas suas últimas atitudes estão me deixando irritado.

— Eu só estava preocupada, Jungkook! — Diz ela com os olhos lacrimejando.

— Ellena, querida Ellena, não tenho tempo para perder com ciúmes e muito menos com dramas, então vá para casa ou até mesmo para o shopping, mas por favor só não enche o meu saco com essa merda de preocupação. Você entendeu?

— Você não pode falar comigo dessa forma Jeon Jungkook. Nós temos uma porra de um acordo, e você sabe muito bem o que vai acontecer se você quebrar a regra.

— Pois se continuar enchendo a minha paciência eu não levo isso adiante, pois eu só sigo as minhas regras, e eu não tenho medo da porra da sua família, agora sai da minha casa ou eu sou capaz de cometer uma loucura com você.

— Faça uma boa viagem meu amor, quando você voltar iremos conversar. — Diz Ellena.

Assim que ela saiu, com raiva joguei a xícara na parede, ao escutar o barulho a senhora Merlin apareceu assustada, porém ela parou e abaixou sua cabeça assim que me viu furioso. Sem dizer nada sai, e a porra da dor de cabeça continua, vou para meu escritório, abro meu notebook quando dou por mim estou olhando o perfil do dois estagiário, pego meu celular e faço uma ligação.

| Chefe?

| Tenho um serviço para você, Yosuke.

| Quem quer que eu ache?

| Irei enviar para você o nome, quero saber tudo. Como está Haruma?

| Estão todos bem, chefe, só aguardando suas ordens!

| Em breve iremos entrar em campo, estou saindo em uma viagem para Dubai, tome conta da Haruma para mim.

| Sim chefe!

Encerrei a ligação, e fui para meu quarto me preparar para ir buscar o estagiário Park. Escolho o melhor terno é claro, já vestido pego meu carro e vou até o endereço do estagiário, os acontecimentos do dia me deixaram bastante irritado, só de lembrar a dor de cabeça voltou, puxei a respiração e toquei a campainha.

Espero que ele tenha se vestido adequadamente. — Penso comigo mesmo.

No instante que Park abre a porta, fico sem saber o que dizer, Jimin tem uma beleza surpreendente, meus batimentos ficam tão acelerados que parece que meu coração vai sair do peito, seus lábios estão são como imãs que me atrai de uma forma que não tem explicação. Jimin força uma tosse e só então voltei para a realidade.

— Vamos?

Entrando no carro e fomos direto para o aeroporto, já estávamos quase em cima da hora, o jatinho decolou, Park estava tão distraído lendo os documentos que nem percebeu que eu estava o observando.

— Senhores apertem o cinto pois estamos aterrissando. — Diz o piloto.

Saímos do aeroporto e fomos direto para o restaurante, pois o cliente já estava à nossa espera.

O jantar foi bastante produtivo, Jimin se saiu muito bem melhor do que eu esperava, o tempo fechou, entramos no carro, eu o elogiei pelo seu trabalho e pele seu comportamento.

— Parece que vai chover. — Park fala ao olhar para o céu.

No meio do caminho a chuva começa a cair forte, e para completar o pneu do carro fura, a nossa sorte foi de encontrar um albergue, o lugar era simples, diferente do qual estou acostumado a frequentar. Vou em direção a recepção e peço dois quartos, mas para nossa sorte todos os quartos estão lotados, menos um quarto de casal.

Bem, o que poderia dar errado?

Tentei me controlar ao máximo, mas tudo foi por água abaixo quando senti o sabor dos lábios do Jimin. O clima esquentou, eu queria e ele também, somos adultos e estamos ciente do que está preste a acontecer, meu corpo pela primeira vez clama por ele, o tesão que estou sentindo me faz querer ir além do imaginário, mas preciso ir devagar, quero mostrar a ele um prazer completamente diferente do qual ele já sentiu.

Ao ver seu corpo branquinho marcado por mim, me fez querer fudê-lo até ver ele chorar de tanto prazer, assim que enfiei minha língua no seu buraquinho segurei a minha vontade de gozar, Jimin se contorcia se enrolando nos lençóis, o rosto vermelho era sinal que ele havia chegado ao nível que eu queria, de repente ouço Park dizer que já não estava mais aguentando, assim como eu, então eu juntei nossos membros, e nos mastubei e foi aí que chegamos ao ápice juntos.

Jimin se retirou do quarto e foi até o banheiro, talvez ele pense que eu não gostei, não só gostei como quero repetir mais vezes, minha vontade é fazer com que ele aceite o contrato de submissão. Ele é a pessoa certa para conhecer o meu verdadeiro eu.

Sem que ele percebesse, entrei no banheiro e o abracei por trás, trocamos carícias e beijos, depois de um tempo voltamos para o quarto conversamos um pouco e só então fomos dormir pois a chuva não passava.

Acordei sentindo um peso sobre o meu corpo, os cabelos ruivos bagunçados caía sobre o belo rosto, cheirei seus cabelos ele tem o aroma tão exótico, sorri, mais paro de sonhar no instante que lembro que não posso me envolver com ninguém, tento sair da cama mas, Park se mexe, fico mais um pouco para que ele possa dormir.

Depois de um tempo me levanto, vou até o banheiro, faço minha higienização e só então desço vou até a recepção para fazer o pagamento.

— Senhor, o pneu do seu carro já foi trocado. — Diz o jovem porteiro.

Agradeço e faço o pagamento e só então subo novamente e já encontro Park acordado, ele me olha desconfiado, digo a ele para irmos pois a noite temos um jantar muito importante tanto para mim quanto para a empresa. O retorno para o hotel foi tranquilo, Jimin foi para seu quarto enquanto eu fui para o shopping comprar algo para usarmos no jantar, bem eu queria impressionar a todos.

A noite chegou, e eu fui até o quarto do meu acompanhe pegá-lo, assim que ele abriu a porta pude ter certeza que eu havia acertado em tudo, Jimin está perfeito, entramos no carro e durante o caminho sinto um mal pressentimento, parei o carro no acostamento e digo para ele um pouco sobre o cliente que vamos encontrar.

Sempre tive em mente um código, mas nunca precisei usar, mas com Park é diferente, de repente me bate uma insegurança, não sei explicar o que está acontecendo até porque nem eu mesmo entendo.

Já em frente ao restaurante, a multidão de fotógrafos é grande, olho para Park ele está nervoso, ao sermos notados todos vem em nossa direção, o empurra, empurra, começou e acabou me afastando do Jimin, porém ouço ele pedir socorro, rapidamente afasto os fotógrafos e vou em sua direção. Vejo Park tentar se afastar dos braços de um desconhecido.

— Tira as mãos dele. — Puxo Jimin pelo barco e acerto um soco no homem que me olha com raiva.

— Jeon, por favor, todos estão olhando. — Diz Jimin ao segurar em meu braço.

— Isso não vai ficar assim, playboy, a gente ainda vai se encontrar Jimin.

— Sai daqui babaca!

Minha vontade era mesmo de quebrar a cara dele totalmente, olhei para Jimin novamente ele estava assustado e envergonhado pois todos estavam olhando para nós dois.

— Vamos! — Segurei em seu braço e fomos em direção a entrada.

Passei nossos nomes para a recepcionista e ela nos acompanhou até a nossa mesa de reserva, meu cliente ainda não havia chegado, nos sentamos, Jimin estava evitando me olhar, sei que ele não me deve explicação, mas porra eu quero saber quem era aquele cara.

— Quem era ele, Jimin? — Pergunto ao colocar meus cotovelos sobre a mesa e olhei para ele.

— Por favor, senhor, eu não quero falar sobre isso! — Park responde com a cabeça baixa e isso me irrita.

— Jimin, eu quero saber o que a porra daquele cara queria contigo? — Minha voz sai alterada.

— É tão difícil para entender que eu não quero falar sobre isso. — Jimin altera sua voz também.

— Porra ele te agarrou a força, eu te falei para usar a porra do código quando se sentisse em peri-..

— Desculpe o atraso! — Fomos interrompidos com a presença do Taichi. Me levantei e o comprimentei.

— Taichi, esse e meu assistente Park Jimin. — Apontei para Jimin que logo em seguida se levantou e sorriu.

— É um grande prazer conhecê-lo, Park Jimin. — Diz Taichi ao tocar a mão do Jimin.

— Vamos ao que interessa, Taichi.

— Antes de falarmos sobre negócios, Jungkook, que tal pedirmos um drink, pois a noite apenas está começando. — Diz Taichi, ao encarar meu estagiário.

A forma como Taichi está olhando para Jimin me irrita, sei que esse fechamento de negócios com a empresa Taichi será de grande importância para a Jeon Company

Pedimos uma bebida, tento me concentrar no jantar, porém não paro de pensar na porra daquele cara. Notei que Jimin está desconfortável com Taichi, e sem pensar as palavras vão saindo.

— Taichi, você gosta do que está vendo? — Jimin se afoga com a bebida ao ouvir minha pergunta.

— Desculpe, mas não tem como não notar a beleza do seu assistente, Jungkook.

Olhei novamente para Jimin, e ele pede licença e diz que vai ao toalete, assim que ele se retira, disfarcei e olhei em volta.

— O que ele é para você, Jeon Jungkook? — Pergunta Taichi. — Ele é seu companheiro?

— Ele é meu assistente, então nem pense em tentar algo contra ele, Taichi.

— Já que ele não é nada para você eu me interessei muito nele, será que ele aceitaria meu contrato? Ele daria um submisso muito desejado.

— Eu já disse para você ficar longe dele. Park é diferente!

— Você gosta dele?

— Enlouqueceu, Jimin é apenas meu assistente, mas eu não vim aqui para falar sobre ele e sim para fecharmos esse contrato, então vamos logo ao que interessa.

— Está certo, Jungkook.

Ficamos trocando algumas farpas como sempre, olhei em direção ao corredor onde fica o toalete e nada do Jimin retornar.

— Está preocupado com seu garoto Jeon? — Pergunta Taichi me provocando. — Mas se bem que já tem um tempinho que ele saiu, será que ele se perdeu? Ou será que aconteceu algo com ela?

— Com licença, eu vou procurar saber o que aconteceu pois ele já deveria ter voltado.

Me levanto da mesa e vou até o banheiro procurar por ele, abro a porta e entro olho por todos os lados e não o encontro, estranhei.

Jimin não voltou para o hotel, não sem me avisar. — Questiono.

Mas antes de sair do banheiro ouço um soluçar em seguida de um gemido.

— Quem está aí? Jimin, é você ? — Pergunto ao olhar por debaixo da porta.

Assim que reconheci o relógio, abri a porta, e vi Jimin, ele estava ao lado do vaso bastante machucado e sangrando.

— Je...on...Jeon...— Park tenta dizer algo, mas ele não consegue por está machucado.

— Quem fez isso com você? — Perguntei nervoso.

— Eu....Jeon ..senhor... — Park fecha os olhos lentamente.

— Jimin.....

•••

Votem e comentem se quiserem a continuação..

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