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— Minnie, mudança de planos. Sequestra o Kai — disse, assim que minha irmã atendeu a ligação.

Jennie ainda estava dormindo em seu quarto, eu estava no banheiro do meu quarto, prestes a tomar um banho quente.

— Não funciona assim, meu bem. Espera um pouco e depois sequestramos o Kai.

— Eu tô mandando sequestrar ele agora, Nicha Yontararak — aumentei o tom da minha voz.

— Eu sou sua irmã mais velha, abaixa esse tom, porra. Você tem que entender que o Kai é mais forte e mais inteligente do que a mãe da Jennie. Temos que ter mais cautela com aquele fodido. Calma, da tempo ao tempo e deixe que eu cuido disso.

— Vou confiar em você. Tenta acelerar mais o processo, senão eu mesma vou matar aquele desgraçado.

— Eu já disse pra você se acalmar, porra. Eu, Bambam e Jungkook já estamos cuidando disso. O Kai é a vítima principal, precisamos de algo que realmente o machuque, pra ele sentir na pele, tudo o que a Jennie sentiu.

— Você tem razão. Agora eu vou desligar.

— Tá bom. Tchau, capiroto.

— Tchau, rata.

***

Jennie acordou por volta das dez e meia, agora são onze e meia e eu estou fazendo o almoço, enquanto observo Jennie assistir um Dorama na TV.

— Lis, por que hoje não teve aula?

— Você não viu o grupo da escola?

— Não. Quem tava no grupo era o meu pai.

— A Nayeon foi assassinada no dia da festa fantasia — disse, enquanto colocava ração para os cachorros.

— Como assim? A família dela deve estar abalada. Já sabem quem assassinou? Provavelmente é um sem coração que não se importa com os outros — fiquei paralisada por alguns segundos, até voltar ao normal e ir sentar no sofá.

— Ainda não sabem. Bom, era uma festa fantasia, acho que vai ser difícil saber quem foi.

— E as câmeras?

— Aí você pergunta pro diretor. — Passei meu braço por trás de seu pescoço e puxei seu corpo mais para perto, fazendo-a pousar sua mão no meu abdômen. — Que Dorama é esse? Aquele cara tá drogado?

— Não — ela riu. — O Jungkook me indicou.

— Vindo do Jungkook, certeza que deve ser alguma coisa de terror.

— É de zumbis.

— Terror.

— O Jungkook não parece ser um cara que gosta de filmes de terror.

— Ele se amarra num sangue. Um verdadeiro psicopata.

— Parece alguém que eu conheço — ela me olhou. Desviei meu olhar da TV para ela.

— Eu não gosto de sangue.

— Não. Claro que não. Você obviamente não gosta, até porque, seus olhos nem brilharam quando viu aquela mulher sendo mordida.

— Isso foi sarcasmo? 

— Com certeza.

— Saquei.

O barulho do forno consumiu nossos ouvidos, fazendo-me dar um pulo do sofá sem querer. Jennie riu de mim, achando que eu tinha me assustado, mas foi só porque eu estava concentrada demais vendo o filme.

— Assustou?

— Eu? Óbvio que não. Eu não sou tão medrosa, tá legal?

— Uhum, sei.

— Me respeita, garota. Eu, hein — saí da sala, resmungando palavras sem sentindo até eu chegar na cozinha, ouvindo a risada da Jennie diminuir.

Retirei a lasanha do forno, e apressei-me em colocá-la na mesa, pois ela estava muito quente. Jennie logo se levantou e veio para a mesa de jantar, se sentando na cadeira.

— Lis, você acha que a minha mãe pode mudar de ideia e... — ela engoliu seco — voltar a me amar?

Sentei-me na mesa e servi a lasanha para ambas, pensando numa resposta que não fosse deixar Jennie triste.

— Eu acredito que sua mãe te ame. Talvez ela só tenha agido daquele jeito, porque estava com a cabeça quente. Nem todo mundo sabe lidar com a morte de alguém. Por exemplo: a Minnie entrou em depressão depois que a minha mãe morreu, o Bambam ficou meio abalado, porém seguiu a vida dele e cuidou da Minnie e de mim ao mesmo tempo, já que eu era um bebê e o meu pai... cê tá sabe.

— Então... a minha mãe me ama? — assenti. — Se ela me ama, por que fez aquilo comigo? Por que agiu daquele jeito comigo? Por que ela me bateu?

— Se você parar pra pensar, ela não sabia que você tinha transado. Dê tempo ao tempo, espere ela esfriar a cabeça para conversar com ela.

— Você tá do lado da minha mãe, Lalisa? — ela ficou indignada.

— Não. Não, Jennie, eu não estou. Por que eu estaria do lado dela?

— Não sei. Você que tem me responder — ela deu de ombros e eu suspirei, enquanto coçava a minha sobrancelha.

— Eu tô do seu lado. Eu tô do lado da mãe do meu filho, tá legal? Eu tô do lado da garota que eu amo, e não de uma véia com peito murcho — ela riu e assentiu.

— Obrigada.

— Pelo o quê?

— Por tudo. Por me ajudar; por me receber em sua casa; por não me abandonar quando soube que eu posso estar grávida de você. Obrigada por tudo isso, Lili...

Lili...

Ouvir isso sair da boca da Jennie, foi tão... mágico. Tão mágico que meus lábios se formaram em um sorriso de orelha a orelha quando escutei a palavra que saiu de sua boca.

— Você já sabe o motivo pelo o qual eu faço tudo isso. Não precisa me agradecer.

Ela apenas me olhou e sorriu, tendo um brilho imediato nos seus olhos. Depois disso, ela ficou em silêncio e começou a comer, e eu fiz o mesmo.

— Lisa, se for menino, qual vai ser o nome dele? — ela perguntou, cortando o silêncio e fazendo-me arregalar os olhos, não conseguindo conter o meu sorriso com a sua pergunta.

— O que acha de Jinwoo!? Kim Jinwoo Manobal — sorri enquanto dava a sugestão.

— Ou pode ser Kim Yejun Manobal. Ou também Kim Louis Manobal — assenti enquanto escutava aquela voz suave e perfeita. — E se for menina?

— Kim Eunjin Manobal.

— Por que sempre vem o "Kim" primeiro?

— Combina mais e você é a dona da porra toda, entendeu?

— Claro. Entendi — ela riu e eu também, admirando aquele lindo sorriso gengival.

***

Alguns dias depois

— Lalisa, sua vítima está à espera — Bambam entrou no meu escritório e disse, fazendo-me abrir um largo sorriso.

— Ótimo.

Saí do meu escritório, e Bambam veio logo atrás. Assim que fiquei de frente para Kim Haeun, que estava amarrada em uma cadeira, eu mandei Minnie tirar o pano que tampava os olhos da mais velha.

— Olá, Kim Haeun, lembra de mim? — ela não respondeu, pois estava com um fita na boca. A mulher encarou-me com medo em seu olhar. — Lembra daquele dia na sua casa? — ela assentiu, mas eu ignorei e me aproximei. — Não se lembra? — dei um tapa estralado em sua cara, fazendo-a virar o rosto, por conta do impacto. O tapa deixou uma marca vermelha no local. — E agora? Você se lembra, Haeun?

— Lisa, talvez se você usasse isso — Bambam me entregou um chicote —, ela se lembrasse melhor.

Não perdi tempo e a chicoteei com força, observando vestígios de sangue em suas narinas, escorrendo até a sua boca, traçando um caminho nojento e fedido.

— Se lembra do que você fez com a sua filha? — ela assentiu, chorando. — Não se lembra? Que pena — chicoteei sua costela, escutando a tentativa de grito da mulher, se misturar com as suas lágrimas. — Você se lembra do que aconteceu enquanto você estava dando a buceta pro seu chefe em Seul? — com chicote, atingi com força a região das suas coxas. — Já parou pra pensar, que se você estivesse aqui, o seu marido teria com quem transar e não estupraria a filha dele? Já parou pra pensar, que a partir do momento em que você se mudou, você DESTRUIU a vida da sua filha? — ela tentou me chutar, porém não conseguiu, pois seus pés estavam presos. Encarei seus pés e sorri de canto. — Minnie, castigue-a!

— Com o maior prazer, chefa — Minnie pegou um canivete afiado e olhou para o Bambam, que logo entendeu o recado e se aproximou da mulher para rasgar a blusa dela, revelando seus seios cobertos por um sutiã preto e de renda. — Que leitões, velha — Minnie riu.

— Bambam, verifique se a minha sala está trancada — entreguei minha chave para o meu irmão, que logo foi fazer o que eu mandei.

Coloquei minhas mãos nos bolsos da minha calça e comecei a sorrir enquanto via Minnie sentada no colo da Haeun, cortando lentamente, a pele da mulher, deixando que o sangue escorresse em uma velocidade lenta e prazerosa.

— Todas as vezes que você tentar algo, isso vai acontecer — ela disse, saindo do colo da Haeun.

— LISA, A JENNIE TÁ NO HOSPITAL — Bambam gritou enquanto vinha correndo em nossa direção, com o meu celular e as minhas chaves na mão. Murchei o meu sorriso e logo peguei meu celular de suas mãos, percebendo que ele havia atendido uma ligação.

— Alô?

— Lisa, é a Jisoo. Eu liguei pra te avisar que a Jennie tá no hospital. Vem pra cá agora. Ela precisa de você. Te explico o que aconteceu quando chegar aqui.

— Qual hospital? — perguntei enquanto arrancava as minhas chaves da mão do Bambam, e corria até a saída.

— O principal de Toronto.

— Tô indo, tchau — desliguei. — MINNIE, NÃO SE ESQUEÇA DE FECHAR TUDO E DESLIGAR O AQUECEDOR. BAMBAM, LIGA PRO JUNGKOOK E FALA PRA ELE IR PRO HOSPITAL PRINCIPAL DE TORONTO.

— PODE DEIXAR — ele gritou.

— MANDE NOTÍCIAS — Minnie gritou assim que eu entrei dentro do carro.

Gente, eu me perdi no meio da escrita pq me distrai pensando em cenas pra escrever quando a Jennie ganhar bebê 🥰🥰🥰

Sorry se ficou meio confuso 😗✌️

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