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— Lisa, tá aí? — Jungkook me chamou, tentando tirar a minha atenção da pequena garota que, ao meu ver, estava xingando as suas amigas.
— Tô.
— Então olha pra mim — encarei o garoto, porém, continuei dando rápidas encaradas na Jennie. — O que você tem?
— Eu? — ele assentiu. — Só tô preocupada com a Jennie. Ela não anda comendo ultimamente.
— Por isso que você fez aviãozinho pra ela no meio da cantina? — assenti. — Meu Deus! Quem é você e o que você fez com a Lalisa??
— Vai se ferrar.
Ele riu enquanto voltava a sua concentração para a comida. Eu fiz o mesmo e comecei a comer, saboreando aquele maravilhoso arroz. Não é todo dia que fazem comida normal na escola, normalmente, eles colocam uma mortadela e um alface no pão, e dizem que é hambúrguer.
— Você vai vim no sábado?
— Vou. A Jennie vai vim, então eu também vou vim.
— Vai se fantasiar de capeta? — ele me encarou. — Se bem que nem de fantasia você precisa. Você é o próprio capeta naturalmente.
— Ha, ha, ha, nossa, como você é engraçado, Kookiecu — disse, sarcásticamente, enquanto mantinha uma expressão debochada.
— Kookiecu? — assenti. — Esse apelido não faz sentido. Tipo, eu te chamo de Manopau porque, o seu sobrenome é Manobal e você tem um pau — segurei o sorriso e encarei o garoto, que estava pensativo. — O meu tem sentindo, já o seu não. Tipo, o meu apelido é Kookie e eu tenho um cu... Ahhhhh, esquece. Faz sentido — ele sorriu, e eu acabei rindo do garoto.
— Você é muito retardado, puta merda.
— E você tá rindo de um retardado. Puta merda — ele disse num tom engraçado, fazendo com que eu risse e mostrasse o dedo do meio, ao mesmo tempo.
***
Sábado finalmente chegou e, a única coisa que eu queria nesse clima frio e gostoso, era ficar no meu sofá, enrolada junto com o Love, assistindo algum filme de natal. Mas, infelizmente, estou esperando o Jungkook terminar de se arrumar para a gente ir para a escola.
Estamos na minha casa. Optamos por nos arrumarmos aqui, porque sua mãe iria implicar com as nossas fantasias.
Eu estava vestida de anjo da morte. No meu peitoral, eu usava um colete cropped na cor preta, e com detalhes em prata. A blusa era de botão, deixando um decote em formato de um triângulo de ponta cabeça, do meu pescoço, até o meio do meu tórax. A blusa ficava um pouco acima do meu umbigo, e também era de manga longa e meio colada. Na parte de baixo, eu usava uma calça preta, nem muito larga, nem muito colada, ela estava no tamanho perfeito. A calça era de cós alto que tampava o meu umbigo, deixando um espaço entre ele e o cropped, aparecendo um pouco da minha barriga. No cós da calça, estava escrito Celine no meio dele. Nos pés eu estava usando uma bota preta e com um pequeno tamanco na sola. De assessórios, eu estava com uma asa bem grande nas minhas costas, em questão de altura, ela ia até um pouco acima da minha cabeça, já na largura, não dava para passar na porta do meu apartamento com ela. A mesma era na cor preta e tinha bastante detalhes, que se destacavam por ter uma cor meio queimada — um cinza queimado. — Eu estava usando lentes brancas, junto a um gloss que deixou meus lábios mais avermelhados, também estava usando um pouco de sombra, e havia feito a sobrancelhas também.
Não demorou muito para que o Kookie saísse do meu banheiro, indicando que ele tinha terminado de se maquiar. Ele se aproximou de mim com um par de chifres pretos.
— O que é isso?
— Só pra contemplar a sua fantasia perfeita, diabinha — ele disse enquanto colocava o assessório na minha cabeça.
— Eu sou um anjo da morte.
— Foda-se — ele se afastou e deixou seu queixo cair. — Se você pegasse homem, eu dava pra você a noite inteira. Cê tá uma gostosa nessa roupa, Lalisa.
— Que bom que eu não pego. E eu nasci gostosa — dei-lhe uma piscadela.
Jungkook estava vestindo um colete formal na cor preta, por baixo, tinha uma camisa social na cor branca, cheia de sangue falso, deixando-a com mais detalhes e mais bonita — ambos estavam destacando o corpo sarado do garoto. — Na parte debaixo, ele estava com uma calça sarja preta junto a um sapato social na mesma cor da calça. A maquiagem do garoto era bem feita. Seus olhos tinham um sombra vermelha em volta deles, junto com duas linhas de sangue falso e seco, dando a impressão de que o Kookie havia cortado eles. Sua boca estava com um gloss vermelho e bem forte, tornando a cara do garoto, ainda mais atraente.
— Vamos? — assenti. — Não esqueça a sua máscara.
— Tá. Eu não vou esquecer, ela já tá no carro.
A diretora disse que poderia se fantasiar de qualquer coisa, creio que a maioria dos alunos escolheram se fantasiar de algum personagem de filme de terror. A diretora também disse que era pra todos irem de máscaras que tivessem haver com as fantasias escolhidas, porque no meio da festa, o DJ iria mandar todos tirarem as máscaras para verem quem era quem.
Eu não entendi direito o que ela tinha falado, eu estava prestando atenção na Jennie.
***
Assim que estacionei na escola, eu e Kookie pegamos nossas máscaras rapidamente, e colocamos elas, logo saindo do carro e parando ao lado dele.
Eu tive que tirar a minha asa para colocá-la aqui, então assim fiz, com a ajuda do Kookie.
O garoto está com uma máscara preta, e... ela parece ser de um coelho, já que tem orelhas bem grandes. A máscara também cobre apenas metade do nariz dele para cima. A parte da boca era livre, assim com a minha máscara.
Eu estava com uma máscara branca, ela tinha detalhes desgastados, indicando que já havia sido usada para matar alguém, porém, ela era completamente nova, os detalhes faziam ela parecer velha. A máscara era igual a do Kookie, em questão de tamanho. A única diferença, é que ela não tinha orelhas maiores que o chifre da minha irmã.
— Pronta, diabinha?
— Eu sou um anjo da morte, coelho do mal.
— Eu sou um garçom assassino.
— Essa máscara não tem nada haver com um garçom assassino.
— Eu sei. Mas é que eu fiquei mó gatinho com ela — ele sorriu e eu revirei os olhos.
Logo começamos a andar em direção à quadra de basquete, onde seria a festa. Os corredores da escola estavam vazios, e um som alto era ecoado pelo o lugar todo.
Minnie e Bambam entraram de penetra, digamos que algo vá acontecer hoje, só não tenho certeza que o plano irá dar certo.
Abrimos a porta da quadra e nos deparamos com vários alunos dançando as músicas do...
— The Weekend? — eu e Kookie perguntamos juntos.
— Tá tocando The Weekend numa escola. Nunca pensei que viveria esse momento — o garoto disse enquanto andávamos lado à lado.
Como eu tinha imaginado, a maioria dos adolescentes estavam fantasiados de personagens de filmes de terror.
— Pronta pra achar a sua namorada?
— Sim. Ela veio com que fantasia? — olhei para o Kookie e ele apontou para uma garota, que estava com mais duas garotas e dois garotos. — Por que o Kai veio daquele jeito? Ninguém quer ficar vendo aquele corpinho de bosta.
— Ele até que é gostoso — encarei ele. — Mas eu ainda prefiro os loiros — assenti. — Inclusive, acabei de achar a minha próxima vítima — ele encarou um garoto que estava fantasiado de homem-gato.
— O capitão do clube de robótica?
— Ele não é tão chato quanto aparenta ser. Eu já conversei com ele no insta.
— Hum, sei. Insta, né? — olhei para ele e sorri maliciosamente.
— Me deixa, Lisa.
— Oxe, fiz nada. Vai lá com o seu boy-gato, coelho do mal.
— Eu sou um garçom assassino — ele disse enquanto saía de perto de mim, deixando-me rindo um pouco.
Fui até a mesa de ponche, que provavelmente não teria álcool, mas... estamos em uma festa lotada de adolescentes, obviamente vai ter álcool.
Após beber a bebida, olhei em volta para procurar Jennie, e ela estava sozinha. Olhei para o outro lado do local, e vi Kai e Suga dançando com o grupinho da Somi. Jisoo e Rosé provavelmente foram se pegar no banheiro.
Na quadra iluminada por luzes coloridas, eu deslizei pela festa fantasia com uma máscara hipnotizante. Eu me misturei habilmente entre os alunos, caminhando disfarçadamente até Jennie. Minha máscara escondia a verdadeira intenção por trás dos meus olhos. Enquanto Jennie dançava animadamente, com passos calculados, aproximei-me dela, prendendo-a em uma conversa cativante.
— Oi, gata! Amei sua fantasia — gritei, pois o barulho estava muito alto.
— Gata?
— Sua máscara — apontei e a mesma riu assim que percebeu.
— Ah, claro. A sua fantasia também está maravilhosa — ela sorriu.
Jennie estava fantasiada de anjo. A garota estava usando um vestido branco e curto, tendo um colete bege, no seu tronco, destacando suas curvas bem desenhadas, que deixavam à mostra o quanto aquela garota era gostosa. Seu cabelo estava ondulado nas pontas e liso no topo, tendo uma pequena tiara de nuvem acima de sua cabeça. A mesma também usava uma asa branca e bem felpuda, deixando seu vestimento mais parecido com o meu, porém, ainda sendo o oposto.
Sob a minha máscara, um sorriso maligno se formava nos meus lábios enquanto via Jennie dançar sensualmente a música eletrônica que tocava no local.
Envolvi-me na dança junto a garota, tentando me aproximar mais a cada movimento que ela fazia. Seu corpo se movía lentamente enquanto suas expressões mudavam de vez em quando. Às vezes ela sorria, às vezes ela mordia os lábios enquanto sorria, deixando-me com mais vontade de tê-la só para mim. Em um movimento repentino, eu encostei meu corpo no dela, recebendo o olhar suspeito da garota, porém, logo me surpreendi quando ela segurou meu ombro, fazendo-me agarrar seu quadril fino e coberto pela a sua fantasia.
Nossos corpos se mexiam de um lado para o outro, em uma dança sexualmente quente. Eu estava me segurando para não ficar ereta, até que a garota virou de costas para mim e começou a rebolar com seu corpo colado em mim. Meu membro começou a dar sinais, porém eu não me afastei. Pelo o contrário, com minhas mãos, passeei por todas as curvas da garota, enquanto tinha as mãos da mesma em meu pescoço, arranhando-o um pouco com as suas unhas postiças. Sua cabeça estava encostada no meu ombro, enquanto eu descansava meu queixo em sua clavícula, mirando nossos quadris se mexerem de um lado para o outro, em perfeita harmonia.
A música começou a ficar um pouco mais animada, fazendo Jennie levantar seus braços e começar a deslizar até o chão lentamente, sem desgrudar do meu corpo, tornando a atmosfera mais quente do que deveria estar. Quando Jennie foi se levantar, ela fez questão de se inclinar para frente, e passar sua bunda na minha intimidade, antes de voltar a ficar com a postura normal, como se nada tivesse acontecido.
Cadê os monitores para monitorar essa festa?
Com isso que Jennie fez, eu não aguentei e rapidamente puxei ela para dentro do vestiário feminino. Tenho certeza que o masculino estaria cheio de gente, e eu acho que vi o Kai entrando lá com o grupinho todo da Somi, menos a Nayeon.
Assim que entramos no vestiário, fechei a porta, percebendo que não tinha ninguém lá. Logo prendi-a contra o armário com força, e enfim, o beijo aconteceu, envolvente e cheio de segundas intenções. Pedi passagem para a língua e ela rapidamente cedeu, levando suas mãos para o meu pescoço, cravando suas unhas no local. Usei minha força para pegar Jennie no colo, fazendo com que o meu membro ereto roçasse em sua intimidade, ouvindo uma arfada da garota durante o beijo.
Aproveitei que ela se afastou, e comecei a beijar seu pescoço. Ela tombou a sua cabeça e encostou-a no armário, deixando o espaço mais livre para que eu pudesse deixar chupões e beijos maliciosos na região.
De repente, o som do DJ dizendo que estava na hora de tirar as máscaras, ecoou pelo os nossos ouvidos.
Coloquei Jennie no chão, logo vendo a garota tirar a sua máscara, revelando a linda maquiagem que estava por baixo do objeto que me impedía de admirar sua beleza. Seus lábios estavam com seu batom borrado, o que me fez entrar em colapso por poucos segundos.
O olhos de Jennie me olhavam atentamente, enquanto eu dava índices de tirar a máscara. O terror se estampou no rosto dela ao reconhecer a pessoa por quem estava sendo beijada. Encarei Jennie com os olhos gélidos, revelando minha verdadeira obsessão. O momento congelou, o som ao redor parecia desaparecer enquanto nós duas trocavámos olhares extremamente apaixonados.
As pupilas da garota aumentaram ao ver o rosto por trás da máscara, que cobria a minha escuridão, fazendo com que ninguém me reconhecesse.
— De anjo você não tem nada, Kim — sussurrei em seu ouvido, vendo seus pelos arrepiarem. Sorri com isso e olhei para ela, apoiando meus dois braços ao lado de sua cabeça, e me aproximando da garota, lentamente.
Quando menos esperei, Jennie me puxou para um beijo selvagem e rápido, demonstrando o quanto aquela garota me desejava sexualmente.
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