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Gente, nesse capítulo vai ter uma palavra assim: p'Nie
Ela se lê: pinie
Não estranhem, "Nie" é um apelido e "pi" é um bglh lá da Tailândia.
Boa leitura!!!!
— NICHA YONTARARAK, EU DISSE PRA VOCÊ TIRAR A PORRA DO CORPO DE LÁ, CARALHO — disse assim que eu entrei no meu apartamento.
Acabei de deixar Jennie na casa de sua amiga Jisoo. A garota estava em choque, não conseguiu formar nenhuma palavra. Aquilo acabou comigo. Quando ela desmaiou nos meus braços, eu percebi que teria que matar outra pessoa — a minha irmã.
Mas é óbvio que eu não vou fazer isso, porém me deu muita vontade.
— Eu só fiz o que você mandou.
— EU MANDEI VOCÊ QUEIMAR O CADÁVER, NÃO DEIXAR LÁ NO SOFÁ. A JENNIE DESMAIOU NOS MEUS BRAÇOS — parei em sua frente. — Você traumatizou a garota, Minnie — disse, um pouco mais calma, porém meu sangue ainda estava fervendo.
— Lisa, se acalma — ela me puxou para me sentar ao seu lado, no meu sofá. — Eu não consegui tirar o corpo de la, porque tinha um monte de vizinhos do lado de fora, arrumando a frente da casa deles pro natal. Eu tive que esperar até anoitecer pra fugir de lá. E outra, eu não tenho forças pra carregar aquela barriga de cerveja de um lado pro outro.
— Onde estava o Kunpimook? — olhei para ela.
— Conversando com Jong.
— Seu ex? — ela assentiu. — Por que ele estava conversando com o seu ex?
— Parece que o Jong mentiu sobre a sua identidade pra mim. Eu vi ele saindo da sua escola na terça-feira junto com a Jennie.
— Mas o único garoto que a Jennie anda é o Kai e o Suga.
— O Kai mentiu pra mim. Ele mentiu sobre o nome e a idade. Eu fiquei com um garoto de 16 anos. Tem noção que eu poderia ter sido presa?
— Sim. Mas eu ainda tô passada com isso. Como assim? Por isso ele nunca quis me conhecer?
— Eu não deveria ter mostrado uma foto sua pra ele. Se eu não tivesse mostrado, teria evitado sofrer por aquele pau pequeno.
— Voltando ao assunto. Por que você fez aquilo? Você deixou ele... dissipado, tecnicamente — ela deu ombros.
— Eu sei. A intenção era só matar, mas ele começou a falar de como a Jennie era gostosa e bem apertada — ela se arrepiou e fez um barulho indicando que estava com nojo. — Eu tive que arrancar o pau daquele velho. Desculpa! A Jennie realmente deve ter ficado com um grande trauma. Tudo isso é culpa minha — ela baixou o olhar.
— Não — me aproximei e peguei. — Eu não deveria ter gritado com você, p'Nie. Me desculpa. Você só fez o que eu pedi e eu fiz você se sentir culpada — abracei ela e a garota assentiu.
— Eu vou chamar o Bambam pra gente ir embora. Precisamos investigar para ver o que o Kai quer da Jennie. O Jungkook disse que precisa da nossa ajuda.
— Tá bom. Boa sorte! Fala pro Kookie me avisar de tudo o que descobrirem.
***
Acordei de manhã, novamente com a porra daquele barulho infernal. Levantei-me, sem coragem para nada, e me direcionei até o banheiro para fazer minhas necessidades, logo após, saí do banheiro e fui me vestir.
Optei por usar apenas um conjunto aleatório que encontrei no meu guarda-roupa, no caso, uma calça moletom e um moletom que tinha "Chicago" escrito no meio dele, na cor azul-escura, e ambos eram na cor cinza-claro. O meu cabelo estava bagunçado e eu estava com preguiça de arrumar, então apenas coloquei uma touca preta. Já nos pés, coloquei um tênis todo branco e simples — foi o primeiro que achei na minha frente. — Não coloquei nenhum acessório, só passei perfume para não ficar fedendo.
Saí de casa após me despedir do Love, com pressa, pois eu estava atrasada. Eu tinha que passar na casa do Kookie, e ainda em uma floricultura e cafeteria. Muita coisa para fazer em menos de trinta minutos.
Dei partida no carro assim que adentrei no mesmo, logo após, liguei o aquecedor e coloquei o cinto. Dei partida no veículo, e comecei a dirigir enquanto escutava Arctic Monkeys.
— Do i wanna know... — cantarolei com a voz baixa, suave e um pouco fina. —
Sad to see you go... — balancei a cabeça e batuquei com meus dedos, no volante, esperando até o semáforo abrir. — Baby, we both know...
Depois de um tempo dirigindo ao som de "Do I Wanna Know?", eu finalmente cheguei na cafeteria. Desci e rapidamente fui comprar algumas coisas. Comprei um copo de café e outro de capuccino, também comprei pão de queijo — os funcionários começaram a fazer por conta dos brasileiros que vêm visitar Toronto. Uma ótima estratégia para conseguir mais clientes.
Voltei para o carro e comecei a dirigir até a casa do Kookie, enquanto a melodia de "Art Deco" da Lana Del Rey, tocava de fundo.
— You're so Art Deco, out on the floor.
Shining like gun metal, cold and unsure.
Baby, you're so ghetto.
You're looking to score.
When they all say hello.
You try to ignore them.
'Cause you want more.
You want more.
You want more.
'Cause you want more'.
É incrível como eu consigo mudar de música e mudar de expressão ao mesmo tempo. Acho que vou começar a fumar para ficar igual a minha cantora preferida. Por mais que esta música não seja tão depressiva, a melodia traz um ar... triste e bom ao mesmo tempo. Eu não sei explicar, só sei que é bom.
Cheguei na casa do Kookie depois de um tempo, e logo vi o garoto entrar no carro, todo sorridente.
— Own, você comprou café pra mim? Não precisava, Lali — ele sorriu de orelha a orelha e foi pegar o copo de café. Bati em sua mão, recebendo o olhar curioso do garoto.
— Não é pra você, é pra Jennie.
— Aff. Saudade de quando ela tinha medo de você — ele revirou os olhos e cruzou os braços, o que me fez rir.
Passei em uma floricultura e comprei um buquê de flores coloridas para a Jennie. A moça me falou quais eram as flores, mas eu já esqueci o nome, portanto, irei chama-las de flores do Teletubbies, pois elas estão separadas em quatro cores pastéis diferentes, sendo elas: amarelo, vermelho, verde e roxo, tem um branco misturado ali no meio, mas eu ignorei ele.
***
Estacionei no estacionamento da escola e saí do carro junto com o Jungkook.
— Eu já vou entrar — ele disse enquanto ficava na minha frente. — Você vai vir comigo ou vai esperar a sua namorada — meus lábios se formaram num sorriso singelo enquanto eu encostava o meu tronco no carro. — Beleza. Fui trocado. Tchau, Lalice — ele disse e logo saiu de perto de mim, indo em direção a entrada da escola.
Não demorou muito para que eu visse Jennie e Kai chegando de moto. Mirei ambos se abraçarem e se despedirem enquanto tinham os olhos de Suga nos mesmos. Infelizmente, vi os dois se beijarem romanticamente, mas... após o beijo, reparei que o olhar da Jennie para ele, transmitia dor. Estranhei e acabei encarando demais, a ponto do Suga notar e dizer para ambos que eu estava os vendo.
Não desviei meu olhar ao ter uma troca de olhares com o Kai, demonstrei firmeza até Jennie cochichar algo para ele, fazendo o garoto seguir Suga até dentro da escola, deixando Jennie lá sozinha. Em questão de segundos, avistei a garota caminhando até mim com as mãos no bolso da jaqueta do Kai.
Sorri em vê-la se aproximar e acenei, porém ela continuou com um semblante frio e sério.
Os papéis se inverteram.
— Bom dia, Jen! — desejei, mas ela não disse nada, então eu me virei e abri a porta do carro para retirar o buquê e o entregar. — Trouxe pra você.
— Obrigada — ela agradeceu enquanto pegava o buquê.
Ficamos em silêncio por alguns segundos até eu entrar no carro para desliga-lo e pegar o que eu havia comprado na cafeteria. Entreguei o café quente junto aos pães de queijo para ela, recebendo seu olhar curioso.
— Eu comprei porque a Jisoo me disse que você não estava comendo ultimamente. Coma! — disse, porém ela não respondeu ou negou. — Um gato comeu sua língua?
— Obrigada, mas não precisava, e eu não estou com fome. Pode ficar — ela sorriu enquanto me entregava o saco que possuía uma coloração marrom-clara e meio queimada, na minha visão.
Murchei meu sorriso e encarei ela com dúvida em meu olhar.
— Eu vou ter que fazer aviãozinho pra você? — tentei entregar novamente o pão de queijo, porém ela empurrou a minha mão para perto do meu tronco, afastando-a dela mesma.
— Lalisa, eu já disse que eu não quero. Para de insistir e para de me procurar. Também para de me encarar. Isso já tá começando a me deixar desconfortável.
— O que deu em você? Eu só quero te ajudar, garota.
— Eu não preciso de ajuda. Estou bem e também estou andando normalmente.
— Mas...
— "Mas" nada. Tenha uma ótima semana, Lalisa Manobal — ela devolveu as flores e se afastou de mim, deixando uma tristeza profunda em minha volta, fazendo com que o meu olhar mudasse e transmitisse dor.
Avistei Jisoo e Rosé passando ao meu lado de mãos dadas, enquanto conversavam sobre algo aleatório.
— Meninas! — gritei e ambas me olharam. — Posso pedir um favor pra vocês? — meio receosas, elas se aproximaram de mim e assentiram. — A Jennie tá agindo diferente comigo. Bom, ela não aceitou as flores que eu comprei pra ela, então... eu queria saber se vocês podem entregar as flores e o café junto com os pães de queijo que eu comprei pra ela.
— A Jennie recusou suas flores? — Rosé perguntou e eu assenti. — O que deu nela?
— Não sei.
— Olha, Lisa, a gente até pode entregar, mas não garantimos que ela vá comer. Aquela garota vai virar um palito daqui a pouco. Ela cismou que tá gorda — Jisoo disse enquanto pegava as coisas da minha mão, entregando as flores para a Rosé segurar.
— Ela já me disse. Também disse que é por causa da dança e blá, blá, blá.
— Lisa... é por causa do Kai. Ela mentiu pra você — franzi o cenho após escutar o que a Rosé disse. — O Kai chamou a Jennie de gorda em trinta milhões de línguas diferentes, ele também comparou ela com o grupinho da Somi...
— O Kai fez isso mesmo?
— Sim... Não conta pra ela que a gente te contou isso, tá? Por favor, não fala nada — Jisoo implorou.
— Eu não vou contar nada, relaxem.
— Obrigada! A gente já vai entrar, você vem?
— Eu tô esperando a minha irmã vir me entregar um negócio. Podem ir na frente — disse e ambas assentiram.
Kai, Kai... É melhor você dormir de olhos abertos.
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