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Mais uma fic aqui pro cês 😎🤙
Boa leitura!!
Acordei às seis horas em ponto com um barulho infernal nos meus ouvidos. Estiquei meu braço para fora da coberta e procurei pelo o aparelho que estava liberando o som. Assim que releí em um objeto quadrado e gelado, deslizei meu dedo pela a tela fria, desligando o meu despertador.
Esperei até que me desse coragem para levantar-me da cama, para assim, começar mais um dia cansativo para qualquer adolescente que estuda.
Eu odeio ter que acordar cedo para escutar a voz irritante daquela professora de história. Odeio mais ainda quando é aula de matemática. Que ódio!
Levantei-me devagar, tentando não ficar tonta ao fazer um movimento brusco logo após acordar. Peguei meu celular e fui verificar se havia alguma atualização. Percebendo que não tinha nada, levantei-me da cama e fui até o meu banheiro.
Acordei com um volume maior entre as pernas. Eu tive mais um sonho erótico com a Jennie Ruby Jane Kim. Isto acontece com frequência. Desde que a conheci, tenho este tipo de sonho e, na maioria das vezes, eu acordo com a calça do meu pijama molhada — não é urina.
Lavei meu rosto e bufei ao perceber que teria que tomar um banho. Deve estar marcando -2 graus lá fora.
Eu amo inverno, mas só quando eu não tenho que sair de casa.
Após ficar me encarando por um bom tempo pelo o reflexo do espelho, eu me despi com muita preguiça e sono, adentrei no box e liguei o chuveiro, dando um pulo ao receber o contato da água gelada com o meu corpo quente.
— Eu deveria ter ligado você antes.
Enxaguei-me com rapidez, lavando cada parte do meu corpo com perfeição e capricho. Após a minha ereção ir embora, eu lavei meu pênis com bastante cuidado para não machuca-lo ou qualquer coisa do tipo. Depois do meu banho, desliguei o chuveiro e saí do banho, indo em direção a pia para escovar os meus dentes. Coloquei a pasta na escova de dentes e comecei a esfrega-la no interior da minha boca, dando bastante atenção para a minha língua.
Na maioria das vezes, eu machuco ela quando vou escova-la. Na minha cabeça, se eu forçar mais a escova, a minha língua fica limpa mais rápido.
Após fazer toda a minha higiene matinal, apaguei a luz do banheiro e direcionei-me até o meu guarda-roupa. Mexi em meus casacos e calças, à procura de algo casual, quente e confortável para usar. Acabei escolhendo um sobretudo preto, uma blusa de gola alta na cor cinza-escuro e uma calça sarja e quente na cor preta.
Coloquei uma cueca box preta e uma meia branca que vai até o meu joelho, logo em seguida, vesti a calça junto a um cinto de couro e preto, seguindo para a blusa que foi por dentro da roupa que cobria as minhas pernas. Após vestir-me com as peças de roupa que escolhi, coloquei um tênis branco e simples da Nike. Peguei alguns anéis e pulseiras para colocar em minha mão e pulso, contemplando com um relógio simples, porém charmoso. No meu pescoço, optei por não usar nada desta vez. Arrumei minha franja e meu cabelo com um pente para desembaraça-lo, passei um perfume Kaiak e, por fim, coloquei o meu sobretudo.
Peguei meu celular para verificar o horário. Normalmente, eu saio de casa às sete em ponto. Minhas aulas começam às oito e quinze, porém, eu moro longe da escola e, como de costume, neste horário tem mais movimentos nas estradas, pois é hora das pessoas irem trabalhar. Portanto, eu sempre saio mais cedo por conta do trânsito.
Saí do meu quarto e fui até a sala, onde se encontrava um pequeno animalzinho dormindo. Aproximei-me do cachorro que estava adormecido no meu sofá preto, e deixei um selar no topo de sua cabeça.
— Tchau, Love! — afinei minha voz e cochichei.
O cachorro nem se quer se mexeu.
Direcionei-me até a cozinha para pegar algo para comer e acabei não encontrando nada, o que tudo indica que preciso fazer compras.
É início de mês e, eu sempre evito fazer compras no início e final do mês, pois, normalmente, os mercados ficam muito cheios, já que neste período é quando recebemos os pagamentos.
Eu tenho 20 anos e estou no terceiro ano do ensino médio. Eu reprovei bastante no nono ano, pois eu dedicava todo o meu tempo para cuidar do meu pai que, infelizmente veio a falecer quando eu tinha 18 anos. Foi aí então que eu passei de ano.
Aqui no Canadá, o primeiro semestre começa em setembro, e o meu pai morreu dois dias depois do meu aniversário de 18 anos. Eu consegui recuperar meu tempo perdido, pois eu não tinha mais ninguém além de mim para me preocupar, então eu estudei muito, porém fiquei de exame, pois eu não consegui nota o suficiente para passar. Todavía estudei para o exame e acabei passando, o que me deixou muito feliz. Desde então, nunca mais reprovei.
Ano que vem, dia 27 de março de 2024, eu irei completar 21 anos de vida.
Após mexer em tudo na cozinha à procura de alguma comida, desisti e fui em direção a mesa de centro da sala para pegar a minha chave, indo em direção a saída da minha residência e pegando a minha mochila, que ficava em um cabideiro de parede.
Saí do lugar e me direcionei até o elevador, apertando no primeiro andar, onde ficava o estacionamento.
Eu moro em um apartamento de luxo no centro de Toronto. Na janela da minha sala, eu tenho a vista para os prédios que compõem a cidade luxuosa que eu moro. No meu quarto também tem uma janela com uma vista maravilhosa que me proporciona águas brilhantes e limpas.
Assim que a porta do elevador se abriu, dei uma corridinha até o meu carro, logo destravando ele quando fiquei à alguns metros de distância do veículo. Abri a porta do motorista e entrei no carro, jogando a minha mochila no banco ao lado. Fechei a porta e coloquei a chave na ignição, logo girando-a e ligando o carro. Liguei o aquecedor e esperei até que o vidro embaçado, liberasse um pouco mais de espaço limpo para que eu pudesse enxergar a rua. Enquanto isso, liguei o rádio, conectei meu celular nele e coloquei Chase Atlantic para tocar em um volume agradável, que desse apenas para a minha pessoa escutar. Logo após, coloquei meu celular perto do porta-copos, bem embaixo do som, onde tem um espaço pequeno para colocar carteira, celular e papéis pequenos. Coloquei o cinto e baixei o freio de mão, movi meu pé esquerdo para a embreagem, com a minha mão direita, alterei a posição da marcha, colocando-a na primeira e, por fim, tirei meu pé da embreagem lentamente, esperando o carro começar a andar.
Eu não vejo a hora de comprar um carro automático.
Saí do meu prédio e dirigi até a minha escola ao som de uma das minhas bandas preferidas. Fui o caminho todo cantarolando as músicas, permanecendo com a altura da minha voz agradável e baixa.
Eu sou completamente rendida por: The Weekend, Lana Del Rey, Arctic Monkeys, The Neighborhood e Chase Atlantic. Eu amo escutar eles. Ou melhor, eu só escuto eles.
São os melhores.
Depois de um tempo dirigindo, eu resolvi passar em uma cafeteria que tem perto da escola, pois eu estou morta de fome.
Comprei um croissant e um cappuccino, comi e bebi ambos no carro enquanto dirigia.
***
Assim que estacionei o meu carro no estacionamento da escola, deparei-me com Jennie chegando junto ao seu namorado. Eles sempre vêm com a moto do garoto.
Observei ambos de longe enquanto terminava o meu cappuccino quente e doce. Eu estava com a minha mão esquerda no bolso do meu sobretudo, aquecendo-a do frio enquanto a minha outra mão segurava o copo que, já estava quase vazio.
Encostei meu corpo na lateral do meu carro, cruzei minhas pernas uma por cima da outra de forma que eu conseguisse ficar de pé, e encarei o casal de longe, com o mesmo olhar frio e psicopata de sempre.
Jennie é tão linda e inteligente, pena que quando se trata de gosto para homens, ela não chega nem aos pés da sabedoria que ela tem nas aulas. O Kai não é tão bonito, mas também não é feio. Porém, eu afirmo que ela tem um péssimo gosto para homens.
Na minha opinião, o amigo do Kai, o Suga, é bem mais bonito do que o garoto. Não estou dizendo isso por conta do ciúmes, até porque, eu não sinto ciúmes, entretanto, eu só disse isso por conta da beleza de ambos. Obviamente que eu ganho em disparado deles, só que é mais complicado da Jennie gostar de mim, pois, na escola, todos têm medo de mim.
Uns dizem que o meu olhar dá medo, já outros dizem que a minha postura dá medo. Nunca entenderei o que em mim dá medo nas pessoas.
— Oi.
Acordei dos meus pensamentos e só então percebi que Jennie estava na minha frente. A garota está vestindo uma saia curta na cor preta, junto a uma meia grande para proteger suas pernas do frio, um tênis simples na cor branca e com detalhes em rosa-claro, um suéter com a mesma cor dos detalhes do tênis e, por fim, a jaqueta do seu namorado que, no caso, é do time da nossa escola.
O Kim Jongin é o capitão do time de futebol americano. Patético, né?
Isso é tão filme de comédia romântica que você assiste com suas amiguinhas enquanto comem um trilhão de carboidratos.
— Por que você estava nos encarando? Isso vem acontecendo frequentemente e está me deixando desconfortável pra caralho — ela disse enquanto mexia suas mãos que estavam dentro do bolso da jaqueta amarela com azul, fazendo a própria jaqueta mexer também.
— Nada. Eu tava brisando e acabei fixando meu olhar em vocês. Eu nem percebi quando você se aproximou — disse com a voz fria, um semblante sério e um olhar morto.
— Tente brisar olhando para outro lugar, por favor! Ah, e, eu espero do fundo do meu coração, que você não me mate por estar falando com você.
Enquanto ela falava, eu estava me concentrando para acertar o lixo. Mirei no mesmo e calculei para ver se o copo alcançaria-o. Logo me preparei para jogar e fazer o copo cair direto no lixo com sucesso.
Meus lábios se formaram em um sorriso singelo após eu acertar o tambor.
— Por que eu te mataria? — coloquei minhas mãos no meu bolso e encarei a garota novamente.
— Todos falam que você matou seu pai pra ficar com a herança.
Aproximei-me dela e apertei seu braço, fazendo o olhar medroso da garota cair sob o meu olhar frio e raivoso.
— Toma cuidado com o que você acredita, Jennie Ruby Jane Kim! Eu posso até ser uma assassina, mas eu nunca machucaria quem eu amo, ouviu? — ela assentiu enquanto tinha sua boca entreaberta e seu olhar amedrontado encarando os meus, junto com a sua respiração desregulada e a fumaça saindo de sua boca e seu nariz.
Eu me encontrava do mesmo jeito. Parecia que eu tinha fumado um cigarro eletrônico.
— D-Desculpa! — dei-lhe um sorriso singelo e soltei a garota.
Fui até o meu carro e me estiquei pelo o banco do motorista até eu conseguir pegar a minha mochila.
— Como você sabe o meu nome inteiro?
— Uma assassina nunca revela seus segredos — fechei a porta do veículo e tranquei meu carro, logo passando ao lado da garota, fazendo questão de trombar com força em seu ombro.
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