Capítulo 13 | Fim de festa.

23:50:00 S.

Samir narrando.

— Omar, ligue para Jeet e veja se o rei e a rainha estão lá. — digo.                                                 

Omar pega o telefone, disca para Jeet e deixa no viva voz.

— Alô. Já está tudo pronto ai? — perguntou Omar para Jeet.

— Estamos a caminho, acabei de chegar aqui na casa deles. Estou agurdando eles trocarem de roupa para levá-los até a sede do ministério da segurança.

— Tudo bem, estamos  no aguardo. Não se esqueça de sair de perto do prédio depois que deixar eles. — Omar exclama desligando o telefone.

Omar mal desligou o telefone e já estou dando ordem para ele:

— Omar, vá até o local do lançamento do míssel e pede para ficarem preparados.

*Em algum lugar do deserto.*

Omar narrando.

Acabo de chegar de gipe, no local ha mais de vinte homens trabalhando a todo vapor. Vou até o cabeça do lançamento, para passar algumas informações:

— Boa noite. Sou o braço direito de Samir. Vim acompamhar o lançamento, peço que fique atento aos meus comandos.

— Tudo bem. Vou pedir licença para o senhor, pois preciso fazer alguns ajustes. — diz aquele velho homem, saindo com a cabeça baixa.

Horas: 23:59:25 s.

Pego o telefone e disco o número de Jeet. O telefone chama três vezes e nada dele atender, começo a ficar nervoso...

— Alô.

— Por que demorou para atender? — pergunto a ele.

— Estava colocando eles no elevador para eu poder travar as saídas. Se eu fosse atender,  podiam desconfiar de algo, quinquagésimo andar. — diz Jeet.

— Fez bem. Agora saia daí o quanto mais antes, e vá o mais longe que conseguir. — Recomendo a ele, desligo o telefone e entro em contato com Samir.

— Pode ligar o telão, pois eles já estão lá dentro da sede. — digo a Samir.

— Ok. Irei ficar de oho aqui. — diz Samir, dando tchau e desligando o telefone.

Olho para o relógio e vejo ele zerando. Rapidamente olho para o míssel e dou um grito:

— Fogoo!

Os homens que ali trabalham colocam a contagem regressiva de dez segundos e correm para bem longe dali. Eu, enquanto escuto, a contagem de fundo, e, naquela adrenalina, viro para ver como é um lançamento, pois desde quando me entendo por gente, tinha visto algo assim. Paro de andar e fico no meio do caminho de boca aberta para ver o míssil.

— Não pare. Continue a correr, você pode ficar cego com a areia. — diz um dos homens, que olha para tras e continua a correr.

Mas já era tarde, sinto o vento de areia fina batendo sobre meu olho,
e não consigo fazer nada. Ajoelho-me no chão sem enxergar nada, mesmo assim coloco meu antebraço sobre meus olhos, e fico ali quieto até vento passar, que nao dura muito. Escuto a voz de alguns homens vindo em minha direção, eles pedem para eu tentar piscar o olho, mas não consigo. Um deles inclina minha cabeça para trás, e outro  joga água. Sinto a água fresca escorrer em meu pescoço, mesmo assim, não adianta. Eles me pedem lincença e abrem meu olho, jogando água novamente. A partir dai que começou a melhorar. Demoro alguns minutos para mim abrir meus olhos por completo, mesmo assim ele continua irritado. Agradeço a todos e vou para a casa de Samir.

                            ...

Casa de Samir — em algum lugar do deserto.

Samir narrando.

Eu e os outros estamos aguardando o momento do bombardeio na frente, ao vivo na frente do telão, que tem no salão. No quinquagésimo andar do arranha céu, que é a sede do ministério da segurança, as paredes são de vidro blindado e dá para ver uma boa parte da cidade. Através do telão, vejo o rei apontando para o céu com uma aparência de assustado. Ele cutuca sua mulher e mostra para ela. Logo em seguida, vai até o elevador para tentar sair dali. Cada vez que o míssil vai se aproximando, ele vai descobrindo o que é. Então, vai até a escada de emergência, mas percebe que a porta está trancada.
Junto com as câmeras, tem um aparelho de som, que dá para transmitir a voz deles.

— O que iremos fazer? — indaga o rei desesperado.

— Eu nao quero morrer, me tira daqui! — diz a  rainha, desmaiando.

— Acabou para você. — diz Samir vendo o míssil cair na base da sede e perdendo a conexão.

Os que estão dentro do salão, ao ver aquilo, comemoram. E, a festa voltou ao normal, os que Samir pediu para se retirar e esperar no hall do salao ja voltaram.

Safira narrando.

Eu e Nayara voltamos para o salão e sentamos na mesma mesa em que estávamos antes. Viro para Nayara dizendo:

— O que aconteceu aqui dentro? As pessoas estão muito animadas.

— Não sei minha querida. Eu ando com os sentimentos ruins, desde quando nós saímos daqui. — exclamou Nayara olhando para os lados.

— Vamos beber uma taça de vinho, é melhor. — digo a ela, pegando duas taças de vinho na bandeija, que o garçom ofereceu para nós.

— Vamos. — Nayara responde, pegando uma das taças que está na mão de Nayara.

Eu e Nayara continuamos a conversar normalmente, até que a porta do salão se abre e Omar entra com seu olho todo vermelho e inchado, chamando a atenção de todos. Sinto-me agoniada de ver isso, dá vontade de ir até ele dar um abraço e cuidar de seus olhos. Mas, se eu fizer isso, estarei correndo perigo, e acabar por colocar ele também. Depois de Omar sair do salão junto com Samir, eles voltam, e Omar senta na mesma mesa que eu e Nayara estamos.

— O que aconteceu para seus olhos estarem assim? — diz Nayara.

— Não foi nada, apenas meus olhos que estão irritados.

— Humm...Onde você estava então, que não participou dessa tal reunião? Ainda mais você que é o braço direito de Samir? — digo a ele, tentando juntar o quebra cabeça que não está batendo.

A festa continuou até por volta das três horas da madrugada. Depois disso, as pessoas começam a se recolher. Alguns já voltam para a suas casas direto, outros preferem dormir e partir no dia seguinte, logo pela manhã.

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