Capítulo 05 | Não sou mais uma garotinha.

7 Anos depois.

A cada dia que se passa, mesmo após sete anos, não consigo me adaptar à casa desse monstro. O que mais me choca, é um comerciante do deserto ter um harém, algo que só nobres podem ter e, definitivamente, um absurdo. Ele nos usa e depois nos trata como lixo. E eis aí o motivo de eu não conseguir me acostumar: quanto mais coisas descubro, mais apavorada fico.

Muitas são usadas em um dia, já no outro, são tratadas como lixo. Cada vez que eu descubro mais coisas, vou ficando mais apavorada.
Mas, desde a nossa primeira janta, percebo que Samir só tem olhos para mim e nem liga para as outras mulheres.

Eu estou na porta do harém e só o observo discretamente, quando em questão de segundos, vejo-o levantar sua mão rapidamente e dar um tapa na cara de uma das mulheres. Eu balanço minha cabeça e aperto minhas mãos, sem saber o que fazer naquele momento. Saio correndo e vou na direção dela.

- Deixe-me eu te ajudar! - digo, abaixando-me, e oferecendo minha mão a ela para que se apoiasse ao se levantar. Ela aceita e nos levantamos juntas

- Você sabe que não pode se arriscar, olha o seu tamanho. - diz enquanto me abraça.

- Ele é um monstro - digo dando uma um abraço, e tentando confortá-la.

Ele, que está perto de mim e da mulher, dá um suspiro e sai.
Eu e ela ficamos conversando sobre nossa história até que um adolescente me chama atenção.

Deixo Nayara falando sozinha e só o observo.

- Safira. Safira. Você está bem? - pergunta Nayara.

Eu rapidamente a respondo sem tirar minha atenção do menino. Nayara, percebendo minha ação, olha para ele e, depois, para mim, com um pequeno sorriso.

- Desculpa. Não quero estragar seu dia!...

- O que você está falando? - pergunto, interrompendo ela de falar.

- Ele é um eunuco.

- Coitado, um homem tão bonito! - digo, angustiada.

Eu e Nayara ficamos conversando, mas Omar vem em minha direção e me chama para ir até Samir. Eu me despeço de Nayara e vou até o quarto de Samir.

Ao chegar, vejo ele deitado, com o lençol cobrindo da virilha para baixo, e seu peitoral peludo destampado.

- Tem dezoito anos, não é mais criança. Seu brinquedo agora é esse que está no meio das minhas pernas. Senta aqui agora! - ordena Samir.

Eu não respeito suas ordens e continuo parada, em pé. Ele me pede novamente, com mais firmeza, mas eu ignoro. Invocado, ele se levanta e vem até mim completamente nu. Eu fico sem reação de tanto medo, só desperto quando ele me joga na cama com violência e fica sobre mim. Ele força um beijo, mas viro o rosto.

- Ou você transa comigo, ou mato todas as mulheres e homens do harém. O resultado vai ser bom, já que só haverá eu e você aqui! - diz Samir, segurando a minha cabeça e me beijando.

Tem um canivete em cima do criado mudo, Samir nem pensou em tirar ele dali. Não garanto nada, mas pode acabar acontecendo um desastre.
Eu não quero que as mulheres e os homens do harém morram, então, sou obrigada a fazer o que Samir quer.

Samir apoia suas duas mãos do lado da cama e sai de cima de mim. A minha respiração está ofegante, estou tão estressada que não sei o que fazer.
E começa a puxar meu cabelo, eu tento gritar, mas ele tampa a minha boca.

Ele rasga minha Shayla de uma forma violenta e começa a entrar no meio das minhas pernas. As suas mãos vão subindo até meus seios e começam a apertar com força. Ele larga meus peitos e vai até minha boca. Fico sem reação, não consigo fazer exatamente nada e, enquanto isso, ele está me usando, não consigo me debater.

Ele me puxa para a beirada da cama e começa a mexer em minha vagina. Eu estou imóvel, não sei o que fazer. Ele cospe em minha vagina e sinto escorrer sobre ela.

Ele, então, se levanta e começa a encaixar seu pênis . Começo a sentir dor, ele fica colocando e tirando seu pênis. É insuportável, ainda mais, porque nunca transei, sou virgem, mas ele novamente coloca a cabeça e deixa. Quando menos espero, ele começa a meter com força e eu começo a sentir sangue escorrer.

Não sei se é porque ele está com tesão ou é maldade, ele começa a me dar tapas na cara e começa a sair do controle. Eu preciso fazer alguma coisa, mas não sei o quê.

Ele acaba de gozar, ele sabe muito bem como eu sou, o pênis de dentro de mim e respira fundo, pois está cansado. Aproveito que está na minha frente e chuto sua parte íntima.

- Filha da puta! - diz Samir, colocando as mãos na sua parte genital.

- Tchau! Estou indo para o harém. - exclamo, tentando me cobrir com minha Shayla que ele rasgou.

Vou até a porta, puxo-a pelo trinco e saio. Estou nem aí de fechar a porta. Começo a sentir meu coração ficar apertado e pesado. Lágrimas escorrem sobre meu rosto. Em minha direção, no corredor, vem Omar com seu jeito de mal. Quando chega perto de mim, ele tenta olhar em meu rosto, mas não deixo, pois viro para o lado. Depois que ele passa, eu me viro para trás rapidamente e ele está olhando para mim, mexendo em seu genital e com a mão esquerda mexendo em seu cavanhaque.

Ando depressa, pois estou apavorada, e sem prestar atenção, acabo trombando em Nayara

- Samir abusou de mim sexualmente. Olha essas marcas! - digo para Nayara, gaguejando.

- Não acredito que aquele monstro, fez isso.

- Isso vai acabar agora, eu irei me matar. Aí não vai ter motivo para ele matar vocês! - murmuro para Nayara.

- Vem aqui, minha querida. - diz Nayara, me abraçando. E prosseguindo sua fala - Como assim? Se suicidar? Matar nós? - diz Nayara, dando um passo para trás e franzindo a testa.

- Samir falou que se eu não transasse com ele, iria matar todos do harém. Eu fiquei com medo quando ele começou, não tinha nenhuma reação. E eu estou decidida, irei me matar mesmo, não aguento a crueldade dele. - digo a Nayara.

- Vamos para o harém para você tomar um banho e tirar o suor daquele cretino. E hoje é um dia muito especial, pois é o aniversário da mais bonita, guerreira, e forte, o nome dela é Safira! - Nayara diz tentando me animar.

- Você está super enganada, minha amiga.

Vou para o banho para tirar o suor de Samir do meu corpo. Mas sou interrompida, pois ele chega, olhando para os meus peitos e exclama:

- Se troca rápido, e vá para a área exterior!

Eu fico assustada, saio da banheira e me troco. Quando saio pela porta do banheiro, vejo que as mulheres, que ali estavam, não estão mais.
Vou até a janela e, quando olho, me deparo com todas elas, ajoelhadas e amaradas feito animal. E novamente, minha reação some. Samir acena para eu descer, porém, sem reação, continuo em pé na janela. Ele pega a arma de um de seus amigos, que estava mirando para as mulheres, e dispara em minha direção, só para me dar um susto, mas não faz efeito.

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