Epílogo

Marcos Dawson Robinson:

Cinco anos depois:

Terminava de analisar alguns papéis que trouxe do trabalho quando ouvi um grito seguido por duas risadas longas e um latido de Zeus. Levantei do sofá e corri para o quintal, onde meus filhos estavam.

Deixe-me contar o que aconteceu nos últimos cinco anos. Vinícius e Patrick se formaram na faculdade com seus amigos. A filha de Carlos, Verônica, e o filho de Vinícius, Axel, são super fofos e amorosos.

Mas não pense que apenas Vinícius e Carlos tiveram filhos em Atlanta. Um ano após o nascimento deles, Patrick engravidou, e assim nasceu Max Thompson. Até hoje, Patrick diz que engravidou de um cara que conheceu num clube, mas todos sabemos que é mais do que isso, só esperamos que ele fale.

A parceria de Oliver, Edu e Joseph ajudou ambos a crescerem financeiramente nas empresas dele que meu marido ficou agradecidos e meu irmão ainda mais e o Joseph nem se fala na emoção que ficou nos últimos dias. A Empresa Jenkins também prosperou nesse tempo. Daphne e William casaram, e oficialmente Milena tem o nome dos dois como seus pais. Milena é a nova melhor amiga do meu filho e dos primos. Daiane engravidou um ano depois da filha dela, Megan.

Então, só isso aconteceu. Mais coisas boas do que ruins. Uma coisa boa foi que Eduardo recuperou as memórias, e a ruim foi que a pessoa que mais ajudou foi Dener Robson. Foi um choque para todos, até para Miguel e Edu, quando Dener apareceu em Nápoles e Eduardo começou a se relacionar com aquele homem. O estranho é que um ajudou o outro: Dener ajudou Eduardo com suas memórias, e Eduardo ajudou Dener com a personalidade e o coração dele.

Uma coisa que me deixou surpreso, assim como meu irmão Brian, ficou um pouquinho menos tímido, e Zack, nem se fala, começou a se soltar com seus treze anos. Clara, a filha mais nova de James, não sai do lado dos irmãos mais velhos.

Meus irmãos mais novos também não desgrudam do papai e do Caleb, ficando com muito ciúmes se outras crianças ficam perto dos pais deles. Stella mais do que Marlon Antônio.

Agora, falando de Oliver e Zayn, nada aconteceu com eles, apenas cuidam um do outro em sua bolha de amor. O resto do pessoal está muito bem em suas vidas.

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Ao chegar no quintal, percebo que Matthew está interpretando personagens para os irmãos e Zeus. Ele desenvolveu esse gosto pelo teatro aos sete anos e continua até hoje, frequentemente criando personagens para brincar com seus irmãos ou qualquer outra pessoa.

Timmy e Danilo estão entretidos na brincadeira, enquanto Zeus observa atentamente Matthew e os irmãos, desempenhando seu papel de guarda-costas.

Olho para o lado e vejo Lúcio sentado um pouco afastado, imerso na leitura de um livro que meu pai lhe deu, com um olhar divertido para as páginas.

Fico ali, observando-os brincar, sem perceber quando alguém surge atrás de mim e me abraçar, dando um beijo delicado na bochecha. Sabia muito bem que era meu lindo marido.

— Está vendo eles brincarem? — Edu perguntou, colocando a cabeça na curva do meu pescoço e dando um beijo.

— Sim, e pensando como o tempo passou rápido — comentei, e ele me apertou contra seu corpo. — Obrigado por me proporcionar toda essa felicidade, mesmo sendo um idiota às vezes.

— Também te amo — Edu disse, ignorando minhas palavras. — Que tal se juntar à plateia do Matthew? Ele está ficando muito bom nessas peças dele. Lembra o que ele fez na de Halloween que foi a melhor segunda com seus irmãos, meus pais e o Miguel.

— Na verdade, toda nossa família disse isso — falei. — Mas ele tem um bom talento. — Sorri para meu filho, que nos chamava, e os mais novos faziam o mesmo. — Vamos na direção deles.

Saímos da nossa bolha de amor, e com a mão, fui conduzindo Edu até nossos filhos, que sorriam amplamente.

Matthew nos recebeu com um sorriso radiante, interrompendo sua encenação improvisada.

— Papai, pai, vocês têm que assistir a esta cena! — exclamou, empolgado.

Juntamo-nos à pequena plateia improvisada, onde Timmy, Danilo e até Zeus pareciam ansiosos pela continuação da apresentação teatral caseira. Lúcio nos viu e se aproximou, decidindo se sentar no meu colo com o livro fechado. Dei um beijinho carinhoso na testa dele, sentindo a proximidade aconchegante da nossa família reunida.

— Estamos prontos! — disse Edu, sorrindo para Matthew.

A brincadeira continuou, e rapidamente nos vimos envolvidos na criatividade e no talento de Matthew. Enquanto assistíamos, senti uma gratidão profunda pela família que construímos e pelos momentos simples que preenchiam nossos dias.

Ao final da cena, aplaudimos entusiasticamente Matthew, que parecia radiante com o reconhecimento.

— Você está incrível, filho! — elogiei, e Edu assentiu, orgulhoso.

Ficamos ali, aproveitando aquele momento de união familiar, cientes de que eram esses pequenos momentos que tornavam a vida tão especial.

Lúcio sorriu, encontrando conforto no colo, e seu olhar curioso alternava entre a cena improvisada de Matthew e a expressão satisfeita dos pais.

— Vocês gostaram da peça do Matthew, papai, papi? — perguntou, com os olhinhos brilhando.

— Adoramos, meu pequeno ator — respondeu Edu, rindo. — Você também está se divertindo?

Lúcio assentiu, abraçando o livro contra o peito.

— É um livro muito legal que o vovô deu. Ele disse que é sobre aventuras no espaço!

Matthew, aproveitando a pausa na peça, se aproximou.

— Lúcio, quer participar da próxima cena? Podemos inventar algo juntos!

Lúcio olhou para mim e Edu, buscando aprovação.

— Claro, vá em frente! — encorajei, e Lúcio se levantou animado para se juntar ao irmão na criação de mais uma história improvisada.

Enquanto os dois irmãos exploravam a imaginação em conjunto, senti uma profunda gratidão por esses momentos simples, cheios de amor e risadas, que moldavam a nossa vida familiar.

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Entramos em casa, e logo todos começaram a expressar suas preferências para a refeição do dia. Edu me dirigiu o olhar.

— Um de cada vez, seu pai não é uma máquina — ponderou Edu.

— Mas faz tanto tempo que a gente não saboreia uma boa lasanha, Papi — afirmou Lúcio.

— Hambúrguer com anéis de cebola — declararam Danilo e Timmy simultaneamente. — Já tem no freezer — acrescentou Danilo.

— Filé de frango com molho branco — acrescentou Matthew, contribuindo com sua sugestão.

Decidimos então explorar uma combinação de todos os desejos culinários. Enquanto preparávamos a lasanha, os mais jovens ansiosamente buscavam os hambúrgueres no freezer, e Matthew começava a preparar o filé de frango com seu molho branco especial.

Enquanto os aromas se misturavam na cozinha, Edu sorriu e comentou:

— Parece que teremos um banquete diversificado hoje.

Lúcio concordou animadamente:

— E é assim que as melhores refeições acontecem, reunindo um pouco de cada um.

— Isso é uma exploração de mim — brinquei. — Mas só desta vez; da próxima, sou eu quem escolhe o que vamos jantar e ser uma coisa só.

Edu riu, concordando com a proposta.

— Combinado, você será o chef por um dia na próxima vez. Mal posso esperar para ver qual será o cardápio escolhido.

Todos sorrimos, sabendo que a próxima refeição seria uma celebração da diversidade de gostos que tornava nosso lar tão especial.

No decorrer da noite, a cozinha se encheu de risadas, aromas deliciosos e a sensação reconfortante de estarmos juntos. Cada prato trazia um toque pessoal, refletindo as escolhas e preferências de cada membro da família.

Ao final do jantar, enquanto saboreávamos a última garfada, Edu olhou para mim e disse:

— Acho que temos um novo chef em casa.

Todos concordaram com entusiasmo, e eu, com um sorriso, agradeci pela experiência compartilhada.

E assim, entre risos e sabores, encerramos a noite, fortalecendo os laços que faziam da nossa casa um lugar verdadeiramente especial.

No aconchego da sala, após a refeição, trocamos histórias e planos para os dias seguintes. O calor humano preenchia o ambiente, e o clima descontraído revelava a magia presente nas pequenas coisas do dia a dia.

Enquanto a noite se despediu em tons de tranquilidade, cada um seguiu seu caminho para descansar, levando consigo as memórias deste jantar inesquecível. Nos corredores silenciosos da casa, a gratidão pairava no ar, unindo-nos em uma jornada de amor, risadas e cumplicidade.

Assim, sob o teto familiar, o silêncio da noite abraçou nossos sonhos, consolidando o entendimento de que, mais do que a escolha do cardápio, era a partilha e a conexão que tornavam nossos momentos à mesa verdadeiramente especiais.

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Chegamos ao final.

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